{"id":10687,"date":"2022-06-21T22:34:39","date_gmt":"2022-06-21T21:34:39","guid":{"rendered":"http:\/\/kooka.org\/caixadechocolates\/2022\/06\/21\/172-194-2022\/"},"modified":"2022-06-21T22:36:13","modified_gmt":"2022-06-21T21:36:13","slug":"172-194-2022","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/kooka.org\/caixadechocolates\/2022\/06\/21\/172-194-2022\/","title":{"rendered":"{#172.194.2022}"},"content":{"rendered":"\n<p>Ter\u00e7a feira. E corpo que continua muito  dorido. E a ansiedade a fazer-se presente. <\/p>\n\n\n\n<p>E, do outro lado, a pergunta se estou melhor. N\u00e3o sei a que parte se referia, porque o corpo f\u00edsico pode estar ligeiramente melhor apesar de manter as dores, mas o corpo emocional n\u00e3o est\u00e1 melhor. Respondi que continuo com dores, que se aplicam tanto ao corpo f\u00edsico como ao emocional. Porque continua a doer. Tanto num como no outro, continua a doer. <\/p>\n\n\n\n<p>Tento manter-me serena. Mas a ansiedade aparece sempre quando n\u00e3o estou a trabalhar, quando n\u00e3o tenho a cabe\u00e7a ocupada. Como agora, \u00e0 noite. A noite, juntamente com o final do dia, \u00e9 sempre uma porta aberta para pensar no que e o que n\u00e3o devo. Felizmente a ansiedade ainda me deixa adormecer com alguma facilidade. Mas, descobri esta noite, faz-me acordar de madrugada sem motivo. <\/p>\n\n\n\n<p>Fico curiosa com o motivo da pergunta se estou melhor. Pode ser uma pergunta genu\u00edna, pode ser uma pergunta simplesmente desinteressada para fazer conversa. N\u00e3o sei, nunca saberei. Mas sabe bem. <\/p>\n\n\n\n<p>Sinto falta do aconchego que o porto de abrigo me dava. E hoje sei que n\u00e3o posso olhar para esse porto de abrigo e esse aconchego da mesma forma. Mas n\u00e3o posso evitar dizer que sinto falta. Porque sempre me soube bem. Sempre me fez bem. E hoje faz-me tanta falta&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>Se eu queria estar assim como estou? N\u00e3o. Se eu sabia que isto podia acontecer? Sabia. Se alguma vez imaginei que fosse doer tanto e deixar-me no estado miser\u00e1vel em que estou? Nunca. Mas estou. E n\u00e3o sei como vou conseguir sair disto. <\/p>\n\n\n\n<p>Dizem-me que hei-de sair mais forte. Mas mais forte do que o qu\u00ea e para qu\u00ea? N\u00e3o era nada disto que eu queria quando dei aquele primeiro passo h\u00e1 4 anos e meio. Tamb\u00e9m n\u00e3o queria apaixonar-me. E deu no que deu. Que \u00e9 muito mais para l\u00e1 do que uma simples paix\u00e3o. \u00c9 algo mais forte e intenso do que uma simples paix\u00e3o. E mais bonito tamb\u00e9m. <\/p>\n\n\n\n<p>Enfim. N\u00e3o queria nada disto. E sinto isto como uma perda das grandes. Muito, muito grande. Como se, com aquele murro no est\u00f4mago, tivessem arrancado um peda\u00e7o de mim. <\/p>\n\n\n\n<p>E, de certa forma, arrancaram. S\u00f3 me resta agora aprender a viver sem esse peda\u00e7o que me arrancaram. Por muito que agora doa, um dia vai abrandar. E talvez um dia deixe de doer tanto. E, quem sabe, talvez um dia simplesmente deixe de doer.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas, por agora, d\u00f3i.<\/p>\n\n\n\n<p>Muito&#8230;<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/kooka.org\/caixadechocolates\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/img_5219.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-10686\"\/><\/figure>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ter\u00e7a feira. E corpo que continua muito dorido. E a ansiedade a fazer-se presente. E, do outro lado, a pergunta se estou melhor. N\u00e3o sei a que parte se referia, porque o corpo f\u00edsico pode estar ligeiramente melhor apesar de manter as dores, mas o corpo emocional n\u00e3o est\u00e1 melhor. 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