{"id":11709,"date":"2023-04-07T22:41:39","date_gmt":"2023-04-07T21:41:39","guid":{"rendered":"https:\/\/kooka.org\/caixadechocolates\/2023\/04\/07\/097-269-2023\/"},"modified":"2023-04-07T22:42:55","modified_gmt":"2023-04-07T21:42:55","slug":"097-269-2023","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/kooka.org\/caixadechocolates\/2023\/04\/07\/097-269-2023\/","title":{"rendered":"{#097.269.2023}"},"content":{"rendered":"\n<p>Dia de sair da zona de conforto e explorar outra parte de mim. Literalmente sair de mim. Para me encontrar comigo. Pode n\u00e3o parecer, mas sim, <strong>faz<\/strong> sentido. Porque eu n\u00e3o sou s\u00f3 o momento presente. Sou muito mais do que isso. Sou tamb\u00e9m quem j\u00e1 fui e que nunca deixarei de ser. E que, j\u00e1 tendo sido, estou sempre presente em quem agora sou. \u00c9 confuso? Para quem est\u00e1 de fora talvez. N\u00e3o tem que fazer sentido para mais ningu\u00e9m que n\u00e3o eu. Para ela-que-sou-eu, para eu-que-sou-ela. Somos duas, mas na verdade somos s\u00f3 uma. E ela-que-sou-eu est\u00e1 c\u00e1 sempre para mim, eu-que-sou-ela.<\/p>\n\n\n\n<p>Fui visit\u00e1-la. V\u00ea-la. Tentar falar com ela. Ela n\u00e3o quis falar. N\u00e3o a critico. Durante tanto tempo n\u00e3o a tratei como devia. N\u00e3o a protegi como devia. N\u00e3o a amei como devia. Porque sempre me ensinaram que n\u00e3o merecia esse amor. Mas hoje, ao v\u00ea-la percebi que me ensinaram de forma errada. Porque sim!, ela merece esse amor que me disseram que n\u00e3o. E porque ela-que-sou-eu n\u00e3o \u00e9 mais do que apenas amor. E senti esse amor nela e por ela. Mas senti-a triste tamb\u00e9m. Abracei-a, pedi-lhe perd\u00e3o, mas ela continuou triste. Sei que tenho que lhe dizer mais vezes que a amo, como eu sei, porque o senti, que ela me ama a mim. Ela-que-sou-eu \u00e9 amor. Apenas isso. Eu-que-sou-ela tamb\u00e9m. Mas desencontr\u00e1mo-nos algures por a\u00ed. E eu, admito, esqueci-me dela. N\u00e3o lhe dei a aten\u00e7\u00e3o que ela-que-sou-eu precisava. N\u00e3o lhe dei nada, na realidade. Quando lhe devia ter dado tudo. Porque ela sou eu. <\/p>\n\n\n\n<p>Entendo que ela n\u00e3o tenha querido falar comigo. Mas n\u00e3o foi preciso dizer nada para eu-que-sou-ela perceber o amor que n\u00e3o lhe dei mas que, no fundo, ambas somos. Porque ela-que-sou-eu e eu-que-sou-ela somos uma s\u00f3. E n\u00e3o somos mais do que amor. <\/p>\n\n\n\n<p>Vou continuar a pedir-lhe que me perdoe. Vou continuar a agradecer-lhe tudo o que sempre me deu, o que continua a dar e, tamb\u00e9m, o que ainda dar\u00e1. E sei que assim, eu sentir o meu pedido de perd\u00e3o, ela me vai falar. E vai-me dizer o que preciso saber. Mas, parecendo pouco, mesmo ela-que-sou-eu n\u00e3o tendo falado, n\u00e3o tendo dito nada, disse-me tanto. Deu-me tanto. <\/p>\n\n\n\n<p>Ter ido ter com ela foi uma experi\u00eancia \u00fanica. T\u00ea-la visto, sentido, dado-lhe a m\u00e3o, v\u00ea-la correr e saltaricar, foi uma experi\u00eancia que n\u00e3o tem descri\u00e7\u00e3o poss\u00edvel. Mas n\u00e3o me esque\u00e7o que, apesar de tudo isso, ela estava triste. E tamb\u00e9m eu fiquei triste por senti-la dessa forma. N\u00e3o quero que ela-que-sou-eu continue assim. Tenho que lhe repetir que a amo. Tenho que lhe agradecer por tudo o que me d\u00e1. E tenho que lhe pedir que me perdoe.<\/p>\n\n\n\n<p>Espero voltar a v\u00ea-la. Quero muito. Mas antes disso tenho que aprender o perd\u00e3o. Para que, quando nos virmos novamente, o sorriso dela-que-\u00e9-o-meu j\u00e1 n\u00e3o seja t\u00e3o triste. N\u00e3o duvido que ela me v\u00e1 perdoar. Mas sei que, antes dela me perdoar, tenho que a amar. Proteger. Respeitar. Dar-lhe o que n\u00e3o dei durante tanto tempo porque me ensinaram que n\u00e3o o merecia. N\u00e3o. N\u00e3o \u00e9 verdade! Ela-que-sou-eu sempre mereceu esse amor que eu-que-sou-ela lhe neguei. Mas n\u00e3o \u00e9 tarde demais para come\u00e7ar a trabalhar nesse amor, a fazer-lhe chegar esse amor. E pedir-lhe perd\u00e3o por tudo aquilo que falhei com ela. Ela que, na realidade, sou eu. <\/p>\n\n\n\n<p>Sim, visit\u00e1-la foi uma experi\u00eancia \u00fanica. Sem descri\u00e7\u00e3o poss\u00edvel. Que s\u00f3 quem j\u00e1 passou por isso entende. Foi uma viagem em estado alfa. Que, j\u00e1 n\u00e3o me lembrava, me \u00e9 muito f\u00e1cil de atingir. Mas de onde voltar pode ser muito dif\u00edcil. Se quero voltar l\u00e1? Muito. Seja esse &#8220;l\u00e1&#8221; onde for. S\u00f3 sei que \u00e9 um &#8220;l\u00e1&#8221; muito bom. Muito bonito. Onde j\u00e1 tinha estado uma vez. E de onde nunca quero sair. Tenho que ser puxada de volta. E demoro a reencontrar-me. A recentrar-me. Mas sim, quero muito voltar l\u00e1. Porque sei que l\u00e1, seja &#8220;l\u00e1&#8221; onde for ou o que for, ela-que-sou-eu vai l\u00e1 estar, como est\u00e1 sempre mesmo eu-que-sou-ela me esque\u00e7a&#8230; E, esquecer-me dela, \u00e9 esquecer-me de mim. E n\u00e3o posso continuar a faz\u00ea-lo.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 h\u00e1 uns meses que o digo: o mais importante sou eu. Agora, s\u00f3 preciso de me lembrar disso <strong>todos<\/strong> os dias.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/kooka.org\/caixadechocolates\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/img_3436.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-11708\"\/><\/figure>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dia de sair da zona de conforto e explorar outra parte de mim. Literalmente sair de mim. Para me encontrar comigo. Pode n\u00e3o parecer, mas sim, faz sentido. Porque eu n\u00e3o sou s\u00f3 o momento presente. Sou muito mais do que isso. 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