{"id":13263,"date":"2024-05-31T23:17:54","date_gmt":"2024-05-31T22:17:54","guid":{"rendered":"https:\/\/kooka.org\/caixadechocolates\/2024\/05\/31\/152-215-2024\/"},"modified":"2024-05-31T23:19:22","modified_gmt":"2024-05-31T22:19:22","slug":"152-215-2024","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/kooka.org\/caixadechocolates\/2024\/05\/31\/152-215-2024\/","title":{"rendered":"{#152.215.2024}"},"content":{"rendered":"\n<p>Sa\u00ed de casa \u00e0s 8h30, regressei (finalmente) a casa pelas 19h10, mais minuto, menos minuto. Cansada, MUITO cansada. Com dores nas pernas e enorme dificuldade em conseguir andar.<br \/><\/p>\n\n\n\n<p>Claro que, \u00e0s 20h30 estava na rua outra vez. Para qu\u00ea? Para beber um caf\u00e9 porque acabou o caf\u00e9 em casa.<br \/><\/p>\n\n\n\n<p>Comentei com ele: &#8220;Ainda n\u00e3o percebi se sou s\u00f3 teimosa ou profundamente burra por insistir em sair de casa assim t\u00e3o cansada quando o meu corpo me diz para parar&#8221;\u2026Ao que ele me responde &#8220;\u00c9s tu a resistir.&#8221; Disse-lhe que era antes eu a negar a situa\u00e7\u00e3o. Mais uma vez. E ele diz-me &#8220;n\u00e3o cedas!&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Eu sei que n\u00e3o posso ceder. Ceder significa parar de vez. E isso <strong>N\u00c3O<\/strong> pode, <strong>NEM VAI<\/strong> acontecer. Porque eu posso desistir de muita coisa, mas n\u00e3o posso desistir de <strong>mim<\/strong>. Nunca.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas tamb\u00e9m tenho que ouvir o meu corpo. Que, quando cheguei a casa, me gritava para parar e estar quieta. N\u00e3o quis ouvi-lo e muito menos obedecer-lhe. E sei que vou pagar por isso.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c0s 21h45 mantinha-me na esplanada do costume. A descansar um pouco. A tentar abstrair-me das dores. A ganhar coragem para caminhar os 150 metros dali at\u00e9 casa. O caf\u00e9 estava mais do que bebido e o jantar esperava por mim em casa.<\/p>\n\n\n\n<p>Sei que n\u00e3o posso ceder, que tenho que resistir, que o caminho mais f\u00e1cil \u00e9 desistir e eu n\u00e3o gosto de caminhos f\u00e1ceis. Mas tenho que aprender a dar um passo de cada vez. A n\u00e3o dar um passo maior do que as pernas. Pernas essas que, nos \u00faltimos dias, teimam em ter vontade pr\u00f3pria: desloca-se cada uma para seu lado. Claro que caminhar assim \u00e9 muito dif\u00edcil. Mesmo com o apoio da bengala.<\/p>\n\n\n\n<p>Sei tamb\u00e9m que tenho que evitar o Sol e o calor. Saio de casa todos os dias de chap\u00e9u ou bon\u00e9, sempre evitam a exposi\u00e7\u00e3o da cabe\u00e7a ao Sol. Mas o calor\u2026fica dif\u00edcil de evitar, especialmente quando em tr\u00e2nsito de um s\u00edtio para o outro. E, claro, os efeitos do calor em excesso j\u00e1 se fazem sentir. Depois de 30 sess\u00f5es de fisioterapia no hospital em que j\u00e1 conseguia caminhar equilibrada, agora regredi. Muito!<\/p>\n\n\n\n<p>Enfim\u2026tenho que deixar de ser burra! Resistir e n\u00e3o ceder, sim! Mas ouvir o meu corpo e obedecer-lhe em primeiro lugar\u2026<\/p>\n\n\n\n<p>Entretanto, j\u00e1 em casa. S\u00e3o 22h50. Ainda n\u00e3o jantei. Mais uma vez, n\u00e3o tenho fome. Nos \u00faltimos tempos metade da comida fica no prato. Principalmente ao jantar, mas tamb\u00e9m acontece ao almo\u00e7o. Falta de apetite faz parte? N\u00e3o sei. N\u00e3o fa\u00e7o ideia. Mas \u00e9 assim que ando&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>Estou cansada, quero ir para a cama, queria deitar-me cedo. Claro que o deitar-me cedo j\u00e1 n\u00e3o vai acontecer hoje&#8230;como sempre! At\u00e9 isto vai ter que mudar. N\u00e3o sei como. Mas vou ter que voltar a habituar-me a ir para a cama cedo. <\/p>\n\n\n\n<p>Amanh\u00e3, despertador a tocar \u00e0s 7h para a medica\u00e7\u00e3o preventiva. Tentar voltar a dormir mais um pouco. O despertador vai tocar novamente \u00e0s 8h para o pequeno almo\u00e7o. \u00c0s 9h quero sair de casa para beber um caf\u00e9 com calma e tempo para, \u00e0s 9h25, arrancar para o Yoga. Quando regressar do Yoga, j\u00e1 sei que vou passar novamente pela esplanada. \u00c9 aquilo a que chamo o <strong>meu<\/strong> momento. De mim para mim. S\u00f3 comigo. Mesmo que a esplanada esteja apinhada de gente, sou eu comigo mesma. A tentar <strong>n\u00e3o<\/strong> pensar em nada.<\/p>\n\n\n\n<p>Depois, j\u00e1 sei, \u00e9 voltar para casa, almo\u00e7ar e n\u00e3o ter caf\u00e9&#8230;ainda n\u00e3o decidi se volto \u00e0 esplanada para o caf\u00e9 ou se aterro logo no sof\u00e1. E n\u00e3o duvido que, ao aterrar no sof\u00e1, ser\u00e1 para apagar. De prefer\u00eancia a tarde toda. Vai estar calor e eu tenho que me proteger dele. N\u00e3o me apetece ver nem falar com praticamente ningu\u00e9m. N\u00e3o quero ter tempo livre nas m\u00e3os para pensar. Porque, j\u00e1 sei, ser\u00e1 pensar em coisas que n\u00e3o interessam e ficar a sentir-me pior com isso.<\/p>\n\n\n\n<p>Porque continuo zangada. Com mais ningu\u00e9m do que eu pr\u00f3pria. E, se calhar, sem raz\u00e3o para isso. Ou, por outro lado, com toda a raz\u00e3o do Mundo. N\u00e3o sei. Nem quero saber. Porque <strong>n\u00e3o quero<\/strong> pensar. Toda a gente me diz que penso demais. E eu, <em>overthinker<\/em> assumida, s\u00f3 posso concordar. Mesmo que, em algumas situa\u00e7\u00f5es, quem o diz n\u00e3o tem qualquer raz\u00e3o para o dizer.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao segundo sinal ser\u00e3o 23 horas e 5 minutos. Continuo no mesmo s\u00edtio: sentada no cadeir\u00e3o, sem fome nem vontade de comer. Mas, admito, muito cansada. E amanh\u00e3 \u00e9 preciso acordar cedo. E eu preciso de descansar. Pelo menos o corpo. E a cabe\u00e7a tamb\u00e9m, v\u00e1. Porque ningu\u00e9m imagina a confus\u00e3o que vai aqui dentro. J\u00e1 nem me refiro ao Tico e o Teco, porque o Tico entregou os pontos e foi-se embora, resta-me apenas o Teco&#8230; Tudo me faz confus\u00e3o na cabe\u00e7a. O excesso de luz. O m\u00ednimo de ru\u00eddo. O falarem comigo normalmente. N\u00e3o aguento a confus\u00e3o&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>Dizem que tamb\u00e9m faz parte. N\u00e3o sei. Talvez. Mas o que eu sei, sem d\u00favida, \u00e9 que preciso de falar disto tudo com algu\u00e9m que me oi\u00e7a. Mas falar de viva voz, de forma presente, de olhos nos olhos. Preciso tanto disso&#8230; E <strong>n\u00e3o tenho<\/strong> com quem o fazer&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 nestas alturas que me sinto profundamente sozinha. Sei que, na verdade, n\u00e3o estou, tenho amigos que se preocupam, mas n\u00e3o tenho <strong>ningu\u00e9m aqui<\/strong>. <\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o interessa, isto vai passar. Vai melhorar. N\u00e3o sei como nem quando. Mas vai ter que acontecer. Porque eu <strong>n\u00e3o posso<\/strong> continuar assim&#8230;<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/kooka.org\/caixadechocolates\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/img_5171-1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-13262\"\/><\/figure>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sa\u00ed de casa \u00e0s 8h30, regressei (finalmente) a casa pelas 19h10, mais minuto, menos minuto. Cansada, MUITO cansada. Com dores nas pernas e enorme dificuldade em conseguir andar. Claro que, \u00e0s 20h30 estava na rua outra vez. Para qu\u00ea? Para beber um caf\u00e9 porque acabou o caf\u00e9 em casa. 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