{"id":13452,"date":"2024-07-18T23:34:00","date_gmt":"2024-07-18T22:34:00","guid":{"rendered":"https:\/\/kooka.org\/caixadechocolates\/2024\/07\/18\/200-167-2024\/"},"modified":"2024-07-19T00:38:31","modified_gmt":"2024-07-18T23:38:31","slug":"200-167-2024","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/kooka.org\/caixadechocolates\/2024\/07\/18\/200-167-2024\/","title":{"rendered":"{#200.167.2024}"},"content":{"rendered":"\n<p>Dia 200 do ano 2024. Aquele dia que passou directo da manh\u00e3 para a noite, com brev\u00edssima passagem pela tarde. T\u00e3o breve que n\u00e3o a senti, n\u00e3o a vi, n\u00e3o a vivi. Descansei. Recuperei das noites tardias. De um cansa\u00e7o que me chega n\u00e3o sei de onde. Deve ser a isto que, quem sabe melhor do que eu, chama fadiga. Ainda tenho tanto para aprender sobre <em>isto<\/em>, aquilo que me apanhou na curva e me fez parar para assimilar, para me orientar, para entender, para aceitar.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda n\u00e3o parei completamente porque a vontade \u00e9 sempre de fazer alguma coisa. Que me fa\u00e7a \u00fatil. Que me fa\u00e7a <strong>sentir<\/strong> \u00fatil. No entanto, n\u00e3o fa\u00e7o nada disso. N\u00e3o tenho energia para isso. E n\u00e3o sei, tamb\u00e9m, o que quero fazer e o que <strong>posso<\/strong> fazer&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m n\u00e3o assimilei ainda tudo o que tenho que assimilar. Tenho tanto para aprender. Mas n\u00e3o sei por onde come\u00e7ar&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>Continuo sem Norte, sem me orientar. Vou vendo o tempo passar. Vou vivendo um dia de cada, sobrevivendo um dia ap\u00f3s o outro. Mas n\u00e3o tenho nenhum mapa que me aponte &#8220;Voc\u00ea est\u00e1 aqui&#8221; e me mostre a imensid\u00e3o de possibilidades de caminhos que posso escolher para percorrer sem importar o destino.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda n\u00e3o entendi, ou fa\u00e7o por n\u00e3o querer entender o que ainda est\u00e1 por vir. Ainda n\u00e3o entendi, porque ainda n\u00e3o h\u00e1 como entender, como cheguei aqui, como fui apanhada na curva sem pr\u00e9-aviso, sem suspeitar de nada, sem desaten\u00e7\u00e3o, descuido, o que for. \u00c9 assim que acontece sempre, n\u00e3o \u00e9? Ningu\u00e9m suspeita de nada at\u00e9 que algu\u00e9m diz &#8220;est\u00e1 c\u00e1 e n\u00e3o h\u00e1 como ir embora&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda n\u00e3o aceitei. N\u00e3o. Nem pensar. Isto, para mim, neste momento ainda \u00e9 um sonho mau do qual ainda n\u00e3o consegui acordar. Mas, quando finalmente acordar, vai estar tudo bem, tudo certo, no s\u00edtio do costume, como sempre foi. N\u00e3o vai acontecer, eu sei. Mas n\u00e3o, ainda n\u00e3o aceitei. Ainda n\u00e3o acordei desse sonho mau. E, sei, desse sonho mau n\u00e3o se acorda. Apenas se vive. Como se <strong>sabe<\/strong>. Como se <strong>pode<\/strong>. E eu ainda n\u00e3o sei. E come\u00e7o a j\u00e1 n\u00e3o poder. E, tamb\u00e9m por isso, ainda n\u00e3o aceitei. Nem sei se algum dia o irei conseguir fazer.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas, quando este sonho mau come\u00e7ou, quando n\u00e3o passava ainda de uma suspeita, outro sonho come\u00e7ou. Mas um sonho bom. Ali\u00e1s, muito bom. E o que t\u00eam estes dois sonhos em comum? Ambos s\u00e3o mais do que apenas sonhos, s\u00e3o pura realidade. E se do sonho mau quero acordar, sei sem qualquer d\u00favida, que do sonho bom n\u00e3o quero permanecer no sonho porque \u00e9 uma realidade que nunca julguei ser poss\u00edvel de t\u00e3o boa que \u00e9. Mas, se tiver que continuar a ser apenas um sonho bom, n\u00e3o me acordem. <\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o, n\u00e3o \u00e9 (apenas) um sonho bom. \u00c9 uma realidade concreta. Aquela realidade em que duas metades se reencontram e de imediato se reconhecem. J\u00e1 o tinha dito aqui antes. S\u00e3o duas metades que se completam. S\u00e3o duas almas que se pertencem. Quando 2 se tornam 1 s\u00f3. <\/p>\n\n\n\n<p>Hoje, o duo cent\u00e9simo dia do ano 2024, foi dia da minha inseguran\u00e7a me pregar uma partida quando, neste reencontro, n\u00e3o h\u00e1 lugar para a inseguran\u00e7a. Mas ela apareceu. Muito provavelmente devido ao muito cansa\u00e7o que me deixou escapar por entre as frestas da armadura este peda\u00e7o de inseguran\u00e7a. E, <strong>estupidamente<\/strong>, um bocadinho de ci\u00fames tamb\u00e9m. Que n\u00e3o t\u00eam qualquer raz\u00e3o para existir. E que, depois de conversado, de imediato se dissiparam, desapareceram envergonhados por n\u00e3o terem lugar neste reencontro.<\/p>\n\n\n\n<p>Das coisas que, nesta uni\u00e3o de duas almas que se reconheceram e reencontraram, n\u00e3o me posso esquecer: n\u00e3o h\u00e1 lugar para inseguran\u00e7a e muito menos para ci\u00fames. N\u00e3o h\u00e1 lugar porque n\u00e3o h\u00e1 raz\u00e3o para existirem. E, se assim \u00e9, resta-me dizer \u00e0 inseguran\u00e7a e aos ci\u00fames para seguirem os seus caminhos noutra direc\u00e7\u00e3o que n\u00e3o esta. At\u00e9 porque, com este reencontro de almas que se reconheceram, sinto-me segura como nunca me senti, segura em <strong>todos<\/strong> os aspectos. Protegida, at\u00e9. E comecei a perceber, entender e aceitar a <strong>Mulher<\/strong> que, agora, sei que sou. E muito por causa <em>dele<\/em>. Que me fez olhar para mim pr\u00f3pria e ver o que n\u00e3o me sentia segura para ver e aceitar antes. Porque, l\u00e1 est\u00e1, com <em>ele<\/em>, a outra metade de mim, me sinto segura e protegida como nunca antes. Porque, com <em>ele<\/em>, sinto-me completa. Inteira. Com <em>ele<\/em> sou eu por inteiro, como nunca fui antes porque me faltava a outra metade de mim. Que agora reencontrei. E que de imediato reconheci, sem qualquer d\u00favida, sem qualquer ilus\u00e3o. <\/p>\n\n\n\n<p>Todos os dias, desde h\u00e1 mais de um ano, que crescemos juntos. Caminhamos juntos. Porque <em>ele<\/em> \u00e9 a minha outra metade. E eu sou a outra metade <em>dele<\/em>. E, juntos, estamos e somos completos, por inteiro. E a cada novo dia nos fundimos num s\u00f3 mais um bocadinho. Porque Eu e <em>Ele<\/em> d\u00e1 <strong>N\u00f3s<\/strong>. <\/p>\n\n\n\n<p>Hoje, esta inseguran\u00e7a que me escapou por uma qualquer fresta da armadura e aqueles ci\u00fames, pequeninos mas reais e que surgiram sabe-se l\u00e1 de onde, fez o final do dia tornar-se estranho. Mas eu sou daquelas pessoas que, quando h\u00e1 algo estranho, converso at\u00e9 limpar a n\u00e9voa que surge nestes momentos. E foi o que fiz. <\/p>\n\n\n\n<p>Agora, a esta hora j\u00e1 muito tardia e com o sono a come\u00e7ar a apertar, a vontade \u00e9 de, como todas as noites, enroscar naquele abra\u00e7o que me acolhe, me aconchega, me protege, mesmo \u00e0 dist\u00e2ncia de um clique. E \u00e9 isso que vai acontecer. Porque o abra\u00e7o <em>dele<\/em> que faz parte do <strong>nosso<\/strong> ninho est\u00e1 l\u00e1 sempre. <\/p>\n\n\n\n<p>Mas, antes disso, volto a ler aquelas palavras que, n\u00e3o sendo minhas, nos retratam na perfei\u00e7\u00e3o. Palavras que, como h\u00e1 muito tempo n\u00e3o acontecia, me emocionaram verdadeiramente. Ao ponto de sentir cair uma l\u00e1grima quando, na realidade, h\u00e1 muito tempo que n\u00e3o consigo deixar cair nenhuma. Mas a minha alma chorou emocionada. Porque, <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/p\/C9kSSNTK5IZ\/?igsh=MWZ2dTl3eHhmeHc2dg==\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">naquelas palavras<\/a>, est\u00e1 o retrato exacto e perfeito de duas almas que se reencontraram e imediatamente se reconheceram, que s\u00e3o a outra metade um do outro, que sendo duas almas s\u00e3o apenas uma completa pelos dois.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"768\" src=\"https:\/\/kooka.org\/caixadechocolates\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/img_6046-1-1024x768.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-13451\"\/><\/figure>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dia 200 do ano 2024. Aquele dia que passou directo da manh\u00e3 para a noite, com brev\u00edssima passagem pela tarde. T\u00e3o breve que n\u00e3o a senti, n\u00e3o a vi, n\u00e3o a vivi. Descansei. Recuperei das noites tardias. 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