{"id":13626,"date":"2024-09-02T23:59:00","date_gmt":"2024-09-02T22:59:00","guid":{"rendered":"https:\/\/kooka.org\/caixadechocolates\/2024\/09\/02\/245-122-2024\/"},"modified":"2024-09-03T01:21:35","modified_gmt":"2024-09-03T00:21:35","slug":"245-122-2024","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/kooka.org\/caixadechocolates\/2024\/09\/02\/245-122-2024\/","title":{"rendered":"{#245.122.2024}"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Escrevi <a href=\"https:\/\/kooka.org\/caixadechocolates\/2024\/09\/01\/244-123-2024\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ontem<\/a> aqui no blog que a minha vontade \u00e9 desaparecer daqui, ir para um s\u00edtio qualquer no meio do nada, onde <strong>NINGU\u00c9M<\/strong> me conhe\u00e7a, onde <strong>n\u00e3o me fa\u00e7am<\/strong> <strong>perguntas<\/strong>, onde <strong>n\u00e3o me exijam<\/strong> estar aquilo que n\u00e3o consigo estar: bem. Porque, de facto, n\u00e3o o estou. E tenho todo o direito a n\u00e3o o estar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">S\u00f3 preciso de um s\u00edtio longe daqui, no meio do nada mas com \u00e1rvores \u00e0 minha volta. N\u00e3o me perguntem o porqu\u00ea da necessidade de ter \u00e1rvores \u00e0 volta, n\u00e3o o sei explicar. Mas sinto-lhes a falta por perto.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">J\u00e1 sei que desaparecer daqui para um s\u00edtio qualquer longe daqui no meio do nada <strong>n\u00e3o<\/strong> <strong>vai acontecer<\/strong>. Por isso, a alternativa que encontro \u00e9 <strong>fechar-me<\/strong> ainda mais na minha concha. N\u00e3o procurar <strong>nada<\/strong> nem <strong>ningu\u00e9m<\/strong>. Deixar os dias correr e risc\u00e1-los do calend\u00e1rio um atr\u00e1s do outro. A \u00fanica pessoa que me faz sentido ter presente comigo \u00e9 <strong>ele<\/strong>. Mas, diz-nos a vida e as suas rasteiras, n\u00e3o pode ser. E n\u00e3o \u00e9 a dist\u00e2ncia de 135 km, que n\u00e3o \u00e9 nada, o maior obst\u00e1culo. Se calhar \u00e9 s\u00f3 a pessoa certa no momento errado. E quem somos n\u00f3s para controlar os momentos certos ou errados? Se calhar este n\u00e3o \u00e9, de todo, o <strong>nosso<\/strong> momento. Embora j\u00e1 o seja de certa forma. Porque \u00e9 <strong>real<\/strong>. <strong>Existe<\/strong>. S\u00f3 (ainda) n\u00e3o \u00e9 f\u00edsico. \u00c9 tudo \u00e0 dist\u00e2ncia de um clique. Mas n\u00e3o foi essa dist\u00e2ncia de um clique que impediu ou dificultou tudo o que <strong>j\u00e1 temos<\/strong> hoje. Que, para uns, \u00e9 t\u00e3o pouco a ro\u00e7ar o nada, mas que, para <strong>n\u00f3s<\/strong>, \u00e9 <strong>tanto a ro\u00e7ar o tudo<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">E, neste momento, \u00e9 s\u00f3 disso que preciso: <strong>o<\/strong> <strong>tanto a ro\u00e7ar o tudo que temos<\/strong>. Que me aconchega todos os dias, em todos os momentos, sejam bons ou maus dias e\/ou momentos. Que me <strong>conforta<\/strong> quando tudo o que procuro \u00e9 o conforto do que me faz sentir bem. Que <strong>v\u00ea em mim<\/strong> mais do que eu mesma vejo. Que <strong>acredita<\/strong> mais nas minhas capacidades do que eu mesma arrisco acreditar. E <strong>est\u00e1 t\u00e3o certo<\/strong> em ver e em acreditar em mim mais do que eu mesma. Porque, aos poucos, os meus dias d\u00e3o-lhe raz\u00e3o. \u00c0s vezes nem eu sei muito bem como, mas a verdade \u00e9 que d\u00e3o. E o \u00faltimo ano, mas mais especificamente as \u00faltimas semanas, t\u00eam sido exemplo disso. E, acredito, \u00e9 por isso que, ao fim de mais de um ano, <strong>ele n\u00e3o desistiu de mim<\/strong>. E j\u00e1 disse, v\u00e1rias vezes, que n\u00e3o vai desistir, venha o que vier.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">E \u00e9 s\u00f3 disso que eu preciso: ter, ao meu lado, <strong>algu\u00e9m<\/strong> que, desde o in\u00edcio me disse &#8220;fazemos o caminho de m\u00e3o dada. E, se ficar muito dif\u00edcil, levo-te ao colo&#8221;. \u00c9 este <strong>conforto<\/strong>, esta <strong>seguran\u00e7a<\/strong>, este <strong>sentimento<\/strong> que partilhamos. \u00c9 <strong>isto<\/strong>. Nada mais do que <strong>isto<\/strong>. Que <strong>existe<\/strong>. \u00c9 <strong>real<\/strong>. \u00c9 <strong>intenso<\/strong>. \u00c9 <strong>profundo<\/strong>. \u00c9 <strong>rec\u00edproco<\/strong>. \u00c9 <strong>quase vital<\/strong>! \u00c9 s\u00f3 disto que eu preciso para, todos os dias, ter for\u00e7a e coragem e vontade para sair da cama e enfrentar o Mundo. Enfrentar os meus dem\u00f3nios. Os meus monstros. Os meus medos. A <strong>minha<\/strong> realidade! <strong>\u00c9 s\u00f3 disto que eu preciso<\/strong>. E tenho! <strong>Nele<\/strong>! E \u00e9 por <strong>ele<\/strong> que todos os dias dou um passo de cada vez para enfrentar tudo o que <strong>ele<\/strong> sabe que eu consigo superar. E fa\u00e7o-o porque <strong>ele<\/strong> sabe que eu sou capaz. E s\u00f3 por isso n\u00e3o merece que eu fa\u00e7a o m\u00ednimo de sobreviv\u00eancia. Ele merece que eu continue a ser <strong>EU<\/strong> mesma, que sou <strong>t\u00e3o<\/strong> <strong>mais<\/strong> do que <strong>tudo<\/strong> o que me caiu em cima nos \u00faltimos meses. <strong>Ele<\/strong> sabe que <strong>eu sou t\u00e3o mais<\/strong> do que aquilo que por vezes demonstro, que tento esconder gato com o rabo de fora. <strong>Ele<\/strong> sabe que <strong>eu sou t\u00e3o mais que tudo isso<\/strong>. Eu tamb\u00e9m sei. Mas, em momentos de fraqueza e maior des\u00e2nimo, acabo por me esquecer. Mas l\u00e1 est\u00e1 <strong>ele<\/strong>, ao meu lado, para me relembrar quem sou, o que sou, o que consigo ser!<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Sim, \u00e9 das pessoas mais importantes que tenho. Acima <strong>dele<\/strong>, s\u00f3 a minha m\u00e3e e os meus sobrinhos. Mas <strong>fam\u00edlia<\/strong> \u00e9 um patamar diferente que n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel comparar com mais ningu\u00e9m. Por isso, tirando o patamar <strong>Fam\u00edlia<\/strong>, <strong>ele<\/strong> est\u00e1 bem l\u00e1 em cima no grau de import\u00e2ncia, destacado das restantes pessoas importantes que tenho e que s\u00e3o poucas, muito poucas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Sim, continuo com vontade de desaparecer daqui para um s\u00edtio qualquer longe e no meio do nada. E <strong>ele<\/strong>, n\u00e3o podendo ir comigo, n\u00e3o deixaria nunca de estar sempre presente \u00e0 dist\u00e2ncia de um clique. Continuo com vontade de me <strong>isolar<\/strong> do Mundo e de quem me exige e me cobra. <strong>Isolar-me<\/strong> de volta para a minha concha j\u00e1 que n\u00e3o tenho para onde ir, nem como ir. Por isso, e mesmo sem sair de onde estou, cada vez me isolo mais na minha concha. Mas com <strong>ele<\/strong> sempre comigo. De <strong>m\u00e3o dada comigo<\/strong> desde o meu primeiro momento de dificuldade. <strong>Ele<\/strong> sempre comigo porque, e se calhar nem <strong>ele<\/strong> sabe, \u00e9 <strong>ele<\/strong> que me impede de desistir de mim mesma.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Fecho-me na minha concha numa \u00faltima tentativa de o Mundo se esquecer de mim por uns dias. Para me dar <strong>tempo<\/strong>. Para me dar <strong>espa\u00e7o<\/strong>. Para que, nesse tempo e nesse espa\u00e7o, eu me volte a reencontrar, eu me volte a conhecer nesta nova vers\u00e3o de mim mesma. E para que eu mesma me <strong>aceite<\/strong> como <strong>estou<\/strong>. N\u00e3o como sou, porque serei sempre EU. Mas como estou: com as dificuldades e limita\u00e7\u00f5es que vieram para ficar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">D\u00eaem-me tempo. D\u00eaem-me espa\u00e7o. Eu preciso de mim mesma, independentemente de qualquer outra ajuda externa que tenha ou ainda venha a ter. <strong>EU<\/strong> preciso de <strong>MIM<\/strong> mesma. E, por isso mesmo, <strong>isolo-me<\/strong> na minha concha para tratar de mim, para cuidar de mim, para me reencontrar no que sou, para me conhecer no que estou. E, ao interior da minha concha onde me escondo, onde me isolo, onde me procuro, s\u00f3 <strong>ele<\/strong> ter\u00e1 acesso. Sempre.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"450\" height=\"252\" src=\"https:\/\/kooka.org\/caixadechocolates\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/img_6900-1-e1725322685360.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-13625\"\/><\/figure>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Escrevi ontem aqui no blog que a minha vontade \u00e9 desaparecer daqui, ir para um s\u00edtio qualquer no meio do nada, onde NINGU\u00c9M me conhe\u00e7a, onde n\u00e3o me fa\u00e7am perguntas, onde n\u00e3o me exijam estar aquilo que n\u00e3o consigo estar: bem. Porque, de facto, n\u00e3o o estou. 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