{"id":14001,"date":"2024-12-04T23:59:00","date_gmt":"2024-12-04T23:59:00","guid":{"rendered":"https:\/\/kooka.org\/caixadechocolates\/2024\/12\/04\/338-029-2024\/"},"modified":"2024-12-05T01:13:17","modified_gmt":"2024-12-05T01:13:17","slug":"338-029-2024","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/kooka.org\/caixadechocolates\/2024\/12\/04\/338-029-2024\/","title":{"rendered":"{#338.029.2024}"},"content":{"rendered":"\n<p>Dormir at\u00e9 ao meio dia. H\u00e1 <strong>tanto tempo<\/strong> que n\u00e3o fazia uma destas que j\u00e1 n\u00e3o me lembro quando foi a \u00faltima vez. Ou, se calhar, at\u00e9 aconteceu h\u00e1 pouco tempo, mas esse registo na minha tabela de Excel dos momentos e mem\u00f3rias est\u00e1 numa daquelas c\u00e9lulas em branco \u00e0s quais <strong>n\u00e3o consigo aceder<\/strong>. N\u00e3o interessa. Interessa sim que este acordar t\u00e3o tardio foi um recado do meu corpo a recordar-me da <strong>necessidade de descanso<\/strong>. E, nos \u00faltimos dias, a verdade \u00e9 que abusei um <em>bocadinho<\/em> da <strong>pouca energia<\/strong> que ainda vou tendo&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>Do que eu <strong>n\u00e3o me esque\u00e7o<\/strong>, o que eu guardo em c\u00e9lulas especiais da minha tabela de Excel dos momentos e mem\u00f3rias, c\u00e9lulas protegidas que n\u00e3o s\u00e3o apagadas, s\u00e3o todos os momentos com <strong>ele<\/strong>. Mesmo que \u00e0 dist\u00e2ncia de um clique, n\u00e3o importa. <strong>Todos os momentos<\/strong> com <strong>ele<\/strong> s\u00e3o momentos <strong>nossos<\/strong>. Irrepetiveis. \u00danicos. <strong>Tremendamente especiais<\/strong>. Nos \u00faltimos dias houve algum desencontro, \u00e9 verdade. \u00c9 aquela coisa da vida a acontecer. Que acaba sempre por interferir com encontros \u00e0 dist\u00e2ncia de um clique. Que acabaria sempre por interferir mesmo que a dist\u00e2ncia fosse inexistente. Mas esses dias de desencontros trouxeram, claro, as <strong>saudades<\/strong>. As <strong>minhas<\/strong> saudades <strong>dele<\/strong>. As saudades <strong>dele<\/strong> de <strong>mim<\/strong>. E refor\u00e7aram a vontade, a <strong>necessidade<\/strong> que temos <strong>um do outro<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Tudo come\u00e7ou com um simples &#8220;<em>Ol\u00e1<\/em>&#8221; numa qualquer rede social. Um <strong>simples e inocente<\/strong> &#8220;<em>Ol\u00e1<\/em>&#8220;. Inocente de ambas as partes. E o resto simplesmente <strong>aconteceu<\/strong>. Ou <strong>nasceu<\/strong>. Ou <strong>surgiu<\/strong>. Ou o que lhe quiserem chamar. Mas foi uma coisa t\u00e3o <strong>natural<\/strong>&#8230; Uma esp\u00e9cie de <strong>encaixe perfeito<\/strong> de duas pe\u00e7as que se completam, que <strong>pertencem uma \u00e0 outra<\/strong>. Desde sempre. <\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o me canso de dizer que n\u00e3o foi um simples encontro. Foi, sim, um <strong>reencontro<\/strong>. Como se j\u00e1 nos conhecessemos de outros tempos, outras vidas. Outros s\u00edtios, at\u00e9. Quando n\u00e3o existia dist\u00e2ncia entre n\u00f3s. Quando tamb\u00e9m n\u00e3o havia redes sociais para nos manter juntos&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>Por algum motivo que desconhe\u00e7o, que n\u00e3o tenho como saber, algures no Tempo <strong>acab\u00e1mos por nos afastar<\/strong>. Por nos <strong>perdermos um do outro<\/strong>. Duas metades da mesma pe\u00e7a que se partiu por algum motivo e <strong>nos afastou um do outro<\/strong>. E todo este tempo em que estivemos <strong>longe um do outro<\/strong> nunca encaix\u00e1mos correctamente com todas as outras pe\u00e7as com que nos cruz\u00e1mos. Porque n\u00e3o eram as pe\u00e7as certas. N\u00e3o eram <strong>eu<\/strong>. N\u00e3o eram <strong>ele<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>At\u00e9 que um <strong>simples e inocente<\/strong> &#8220;<em>Ol\u00e1<\/em>&#8221; como que nos <strong>acendeu uma luz<\/strong> para que nos <strong>reconhecessemos<\/strong>. Para que nos <strong>reencontr\u00e1ssemos<\/strong>. Para que o tal <strong>encaixe<\/strong> <strong>perfeito<\/strong> destas duas metades se desse. <strong>Ele<\/strong> \u00e9, sem d\u00favida, a metade que <strong>me<\/strong> faltava. Agora sim, em cada momento com <strong>ele<\/strong>, mesmo que \u00e0 dist\u00e2ncia de um clique, estou completa. Estou inteira. <strong>Eu e ele<\/strong> somos as <strong>duas metades de uma pe\u00e7a<\/strong> \u00fanica e especial, perfeitamente funcional depois de termos percebido o <strong>encaixe perfeito<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Sim, <strong>os meus momentos com ele<\/strong> ficam registados na minha tabela de Excel dos momentos e mem\u00f3rias em <strong>c\u00e9lulas protegidas<\/strong>, imposs\u00edveis de apagar. Porque <strong>cada momento com ele<\/strong> \u00e9 uma <strong>tatuagem na<\/strong> <strong>mem\u00f3ria<\/strong>. E as tatuagens <strong>ficam para sempre<\/strong>.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"768\" src=\"https:\/\/kooka.org\/caixadechocolates\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/06c5c3a5-9f7a-4b28-9f78-881ee2562557-1-1024x768.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-14000\"\/><\/figure>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dormir at\u00e9 ao meio dia. H\u00e1 tanto tempo que n\u00e3o fazia uma destas que j\u00e1 n\u00e3o me lembro quando foi a \u00faltima vez. Ou, se calhar, at\u00e9 aconteceu h\u00e1 pouco tempo, mas esse registo na minha tabela de Excel dos momentos e mem\u00f3rias est\u00e1 numa daquelas c\u00e9lulas em branco \u00e0s quais n\u00e3o consigo aceder. 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