{"id":14018,"date":"2024-12-09T23:59:00","date_gmt":"2024-12-09T23:59:00","guid":{"rendered":"https:\/\/kooka.org\/caixadechocolates\/2024\/12\/09\/343-024-2024\/"},"modified":"2024-12-10T02:46:08","modified_gmt":"2024-12-10T02:46:08","slug":"343-024-2024","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/kooka.org\/caixadechocolates\/2024\/12\/09\/343-024-2024\/","title":{"rendered":"{#343.024.2024}"},"content":{"rendered":"\n<p>Segunda feira e, <strong>novamente<\/strong>, acordar tarde. <strong>Muito<\/strong> tarde. <strong>Demasiado tarde<\/strong>. Tudo porque ontem nem eu nem a minha m\u00e3e t\u00ednhamos sono. E estivemos as duas entretidas e bem dispostas a ser o que somos sempre: <strong>m\u00e3e e filha<\/strong>, as <strong>melhores amigas<\/strong> uma da outra. Na conversa. A mexer em pap\u00e9is. A <strong>comprar<\/strong> <strong>livros<\/strong> online. A <strong>dizer disparates<\/strong> de vez em quando porque tamb\u00e9m fazem parte dos nossos momentos a duas.<\/p>\n\n\n\n<p>Acordar com uma mensagem no Messenger: &#8220;<strong>vai uma entrega a caminho<\/strong>&#8220;. Oi? Como assim? Fiquei sem saber o que responder. Mas, admito, <strong>fez-me muito bem<\/strong> receber essa mensagem inesperada. N\u00e3o por saber que vem (mais) alguma coisa a caminho, mas <strong>pelo<\/strong> <strong>tamanho do gesto<\/strong>. De carinho. Disponibilidade. Aten\u00e7\u00e3o. Tudo isso tem um <strong>tamanho<\/strong> que n\u00e3o se consegue medir. E menos se consegue medir quando, \u00e0 noite, ela me diz que \u00e9 um <strong>mimo<\/strong>, com <strong>sentimento<\/strong> e cuja \u00fanica inten\u00e7\u00e3o \u00e9 <strong>fazer-me sorrir<\/strong>. E a verdade \u00e9 que, <strong>s\u00f3 pela mensagem inesperada<\/strong>, j\u00e1 me fez <strong>sorrir o dia todo<\/strong>. Senti-me <strong>aconchegada<\/strong>. <strong>Acolhida<\/strong>. <strong>Aceite<\/strong>. Especialmente quando ela me disse que <strong>n\u00e3o<\/strong> <strong>estou sozinha<\/strong>. Que a aus\u00eancia f\u00edsica custa, mas <strong>n\u00e3o estou sozinha<\/strong>. E eu, claro, <strong>grata<\/strong> por todo este carinho e sem saber <strong>mesmo<\/strong> o que dizer, o que responder. Quando a minha vontade era <strong>agradecer<\/strong> com um <strong>simples mas sincero abra\u00e7o<\/strong>&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>Depois do almo\u00e7o, chegou a encomenda que eu esperava. Aquela que ficou aceite como sendo a prenda de Natal <strong>da minha m\u00e3e para mim<\/strong>. Uma caixa grande e bonita. Cor de rosa, obviamente! A encomenda que foi entregue \u00e0s <strong>15h35m<\/strong> e que, <strong>durante horas a fio<\/strong>, ali ficou na sala, em cima do banco, \u00e0 <strong>espera<\/strong> que eu a abrisse. Eu sabia <strong>exactamente<\/strong> o que estava dentro da caixa. Fui <strong>eu<\/strong> que escolhi. Que <strong>efectuei<\/strong> a encomenda. Que <strong>tratei<\/strong> do pagamento. N\u00e3o seria <strong>nenhuma surpresa<\/strong> dentro da caixa. Mas, ainda assim, fui adiando a abertura. Porque, mais uma vez, aquele <strong>friozinho na barriga da antecipa\u00e7\u00e3o<\/strong> instalou-se em mim. E quis <strong>saborear<\/strong> esse friozinho. Essa <strong>ligeira ansiedade boa<\/strong>. Porque \u00e9 <strong>t\u00e3o raro<\/strong> receber presentes, quis sentir essa coisa <strong>t\u00e3o boa<\/strong> que \u00e9 <strong>receber um presente<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>A caixa manteve-se fechada at\u00e9 depois da <strong>meia noite<\/strong>. E, l\u00e1 dentro, <strong>tudo aquilo<\/strong> que eu esperava. E, ao abrir, a minha m\u00e3e dizer-me que, afinal aquela prenda <strong>\u00e9 de mim para mim<\/strong> e n\u00e3o dela para mim. Fiquei algo confusa, claro. Mas <strong>feliz<\/strong> na mesma. Independentemente de quem \u00e9 a prenda, s\u00e3o dois artigos que eu efectivamente <strong>preciso<\/strong>. E s\u00e3o <strong>tudo<\/strong> o que esperava, <strong>mas ainda melhores<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Conforto e qualidade. E lindos. E, com isto tudo, esta noite vou dormir <strong>muito<\/strong> <strong>aconchegada<\/strong> por estas <em>pequenas coisas<\/em> que preencheram o meu dia.<\/p>\n\n\n\n<p>A presen\u00e7a <strong>dele<\/strong> tamb\u00e9m me aconchegou depois do sil\u00eancio de ontem. E sab\u00ea-<strong>lo<\/strong> \u00e0 dist\u00e2ncia de um clique sabe-me sempre t\u00e3o bem. Faz-me sempre t\u00e3o bem. Mesmo que, por vezes, a minha <strong>inseguran\u00e7a<\/strong> e o meu <strong>medo<\/strong> tentem tomar conta de mim. Mas, sabendo-<strong>o<\/strong> <em>l\u00e1<\/em> \u00e0 dist\u00e2ncia de um clique <strong>dispon\u00edvel para conversar<\/strong> sobre o que se passa comigo, ou at\u00e9 mesmo com <strong>ele<\/strong>, tenho a certeza de que a minha inseguran\u00e7a e o meu medo n\u00e3o ficam presentes por muito tempo. Porque <strong>ele<\/strong>, s\u00f3 de estar <em>l\u00e1<\/em> \u00e0 dist\u00e2ncia de um clique, s\u00f3 de ter <strong>disponibilidade<\/strong> e <strong>vontade<\/strong> para <strong>conversar<\/strong>, me tranquiliza e me fortalece. E \u00e9 tamb\u00e9m por isso que gosto tanto <strong>dele<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Claro que, entretanto, a noite j\u00e1 entrou na madrugada. <strong>Mais uma vez<\/strong>. E <strong>n\u00e3o pode<\/strong> continuar assim. Mas, amanh\u00e3, vou obrigar-me a acordar cedo de qualquer forma. Para, \u00e0 noite, conseguir obrigar-me a <strong>deitar-me cedo<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Por hoje j\u00e1 chega. Ainda estou numa esp\u00e9cie de <em>estado de gra\u00e7a<\/em> por <strong>todas as coisas<\/strong> que parecem pequenas e que, na realidade, s\u00e3o <strong>enormes<\/strong>. E que me <strong>sabem<\/strong> t\u00e3o bem. E que me <strong>fazem<\/strong> t\u00e3o bem. Mas est\u00e1 mais do que na hora de dar o dia por terminado. Amanh\u00e3? Pedi-lhe uma esp\u00e9cie de &#8220;<em>servi\u00e7o de despertar<\/em>&#8221; para as 9h. Mas duvido que v\u00e1 acontecer, sei que n\u00e3o gosta de falar ao telefone, embora j\u00e1 tenhamos falado algumas vezes. E, para quem n\u00e3o gosta muito de falar ao telefone, j\u00e1 aconteceu mais do que uma vez falarmos mais de uma hora! E agora, ao lembrar-me disso, dou por mim a rir sozinha. Porque <strong>ele<\/strong> diz sempre que n\u00e3o diz nada de jeito, mas depois a conversa simplesmente fui.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas por agora chega. A <strong>corujinha<\/strong> tem que ir descansar, dormir at\u00e9 o despertador tocar \u00e0s 9h. E, se o <strong>telefone<\/strong> tamb\u00e9m tocar \u00e0s 9h, pode ser que um certo <strong>polvinho<\/strong> tenha aceite o desafio. Logo se v\u00ea. O mais importante neste momento \u00e9 sair do frio, aquecer as almofadas, vestir o pijama e enfiar-me na cama. Onde, todas as noites, enrosco <strong>nele<\/strong> na <strong>nossa<\/strong> conchinha de bichinho de conta que s\u00f3 <strong>n\u00f3s<\/strong> entendemos.<\/p>\n\n\n\n<p>Hoje foi um dia bom. Amanh\u00e3 tamb\u00e9m ser\u00e1.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"768\" src=\"https:\/\/kooka.org\/caixadechocolates\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/img_9097-1-1024x768.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-14017\"\/><\/figure>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Segunda feira e, novamente, acordar tarde. Muito tarde. Demasiado tarde. Tudo porque ontem nem eu nem a minha m\u00e3e t\u00ednhamos sono. 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