{"id":14070,"date":"2024-12-24T23:59:00","date_gmt":"2024-12-24T23:59:00","guid":{"rendered":"https:\/\/kooka.org\/caixadechocolates\/?p=14070"},"modified":"2024-12-26T01:35:06","modified_gmt":"2024-12-26T01:35:06","slug":"358-009-2024","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/kooka.org\/caixadechocolates\/2024\/12\/24\/358-009-2024\/","title":{"rendered":"{#358.009.2024}"},"content":{"rendered":"\n<p>V\u00e9spera de Natal. Um dia lindo l\u00e1 fora. Um c\u00e9u de um azul intenso, o Sol a assumir o dom\u00ednio de um dia frio de um Inverno recente. E eu sozinha em casa depois de almo\u00e7o, com uma tarde inteira pela frente para n\u00e3o fazer <strong>absolutamente nada<\/strong>. N\u00e3o me apeteceu ficar presa em casa com o dia lindo que estava l\u00e1 fora. E desde o final da manh\u00e3 a minha cabe\u00e7a fixou a ideia de reclamar a minha autonomia, a minha independ\u00eancia de volta! Ou parte dela, pelo menos. Apesar do risco consciente. Mas \u00e9 importante recuperar o poder ir sozinha a algum lado, n\u00e3o estar sempre dependente da minha m\u00e3e para me deslocar apoiada para al\u00e9m da bengala.<\/p>\n\n\n\n<p>Tenho plena consci\u00eancia de que o risco de queda existe. A um n\u00edvel <em>relativamente<\/em> alto. Tenho no\u00e7\u00e3o das eventuais consequ\u00eancias de uma poss\u00edvel queda. Mas n\u00e3o posso, por simplesmente ter medo, desistir de fazer o que (ainda) consigo fazer. Neste caso, simplesmente deslocar-me do ponto A ao ponto B sozinha. E hoje decidi que era o dia certo para o fazer. Sozinha em casa a tarde toda, nada para fazer, um dia maravilhoso l\u00e1 fora. E a minha cabe\u00e7a em loop a dizer-me &#8220;<strong>vai!<\/strong>&#8221; E eu fui.<\/p>\n\n\n\n<p>Ir at\u00e9 \u00e0 praia que fica mais perto de casa implica chegar ao parque, atravessar a imensid\u00e3o que \u00e9 esse espa\u00e7o que adoro, que me transmite uma paz (quase) inexplic\u00e1vel, chegar ao outro lado e atravessar o parque de estacionamento para chegar \u00e0 rampa de acesso ao pared\u00e3o e a\u00ed ent\u00e3o parar, descansar e apreciar a praia. Mas \u00e9 um caminho lento, demorado e, at\u00e9, doloroso. E, s\u00f3 pela longa dist\u00e2ncia e tempo de caminhada achei por bem n\u00e3o insistir em ir pelo parque. Mas ir \u00e0 praia tinha que acontecer.<\/p>\n\n\n\n<p>O autocarro que me leva at\u00e9 ao Yoga. \u00c9 o mesmo autocarro que ando h\u00e1 meses a prometer apanhar para ir caminhar na praia. E hoje n\u00e3o havia desculpa. Consultei o hor\u00e1rio, planeei o meu tempo, quase n\u00e3o conseguia cumprir o objectivo de chegar \u00e0 paragem antes da hora prevista para a passagem do autocarro porque, diz-me a experi\u00eancia, tantas vezes passa mais cedo&#8230; Respirei fundo, vesti o casaco, phones nos ouvidos porque sem m\u00fasica n\u00e3o d\u00e1, peguei na bengala, inspirei fundo novamente como quem est\u00e1 a ganhar coragem, e estava!, e sa\u00ed de casa. Sozinha. S\u00f3 eu e a bengala&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o me recordo de quando foi a \u00faltima vez que sa\u00ed de casa sozinha para ir a algum s\u00edtio sem ser o caf\u00e9 do costume. N\u00e3o fa\u00e7o ideia, mesmo. Mas posso arriscar que j\u00e1 foi h\u00e1 uns <strong>meses<\/strong>&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>Desci as escadas do p\u00e1tio e dei por mim a olhar para o ch\u00e3o \u00e0 procura do caminho menos acidentado, com menos buracos, menos pedras da cal\u00e7ada soltas. Endireitei-me. Voltei a respirar fundo. Sabia que j\u00e1 passava da hora que tinha programado para sair de casa com tempo para poder ir at\u00e9 \u00e0 paragem com calma, devagar, ao meu ritmo lento e cuidadoso. Dei o primeiro passo sozinha a medo como dou sempre que saio sozinha para as traseiras do pr\u00e9dio onde o piso de alcatr\u00e3o \u00e9 mais certo, mais regular, onde os buracos s\u00e3o mais pequenos e mais f\u00e1ceis de contornar e onde n\u00e3o h\u00e1 pedras da cal\u00e7ada. <\/p>\n\n\n\n<p>Percebi, mais uma vez, que corria o risco de n\u00e3o chegar a tempo \u00e0 paragem. Mas avancei, ainda assim. A medo, \u00e0 procura do meu ponto de equil\u00edbrio que nunca sei onde encontro e fiz-me ao caminho. N\u00e3o sei como o fiz, mas fui a um ritmo mais acelerado do que aquele ritmo cuidadoso e cauteloso habitual. Acho que, por momentos, consegui esquecer, ou pelo menos ignorar, aquilo que me apanhou na curva e me trouxe tantas dificuldades para caminhar sozinha.<\/p>\n\n\n\n<p>Perdi a conta aos pontap\u00e9s no ch\u00e3o, <strong>sempre<\/strong> com o p\u00e9 esquerdo, as vezes que a bengala bateu nos altos da cal\u00e7ada provocados pelas ra\u00edzes das \u00e1rvores ou simplesmente porque o bra\u00e7o esquerdo n\u00e3o estava a colaborar com a minha pressa e n\u00e3o levantava a bengala o suficiente para n\u00e3o bater em nada no ch\u00e3o. <\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 muito tempo que deixei de ter pressa e aceitei e assumi um ritmo mais lento. Mesmo antes de sequer existir uma suspeita de que alguma coisa errada se passava comigo. Dizia sempre que n\u00e3o tinha pressa para nada, a n\u00e3o ser cumprir hor\u00e1rios, especialmente se fosse o hor\u00e1rio do autocarro. E, at\u00e9 nesse caso, mesmo assim&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>Cheguei \u00e0 paragem 5 minutos antes do hor\u00e1rio previsto para a passagem do autocarro. Mas eu n\u00e3o confio aquelas previs\u00f5es&#8230;quantas vezes ele n\u00e3o passou j\u00e1 10 minutos antes da hora&#8230;? Sentei-me. E comecei a esperar. E a esperar&#8230;e a questionar-me se j\u00e1 teria passado ou n\u00e3o. At\u00e9 que, finalmente e atrasado, o autocarro chegou.<\/p>\n\n\n\n<p>O autocarro pode ter mil motivos para se atrasar, seja o tr\u00e2nsito, sejam as pessoas a entrar e\/ou a sair. \u00c9 compreens\u00edvel e, de certa forma, at\u00e9 aceit\u00e1vel. Mas eu tinha uma hora certa marcada. 17h21m. Aquelas horas marcadas que n\u00e3o temos como alterar. Se chegar antes da hora, n\u00e3o tem qualquer problema. Espera-se um bocadinho e pronto. E eu queria mesmo chegar antes da hora. Mas se chegar 1 minuto que seja depois da hora marcada, j\u00e1 n\u00e3o h\u00e1 nada a fazer.<\/p>\n\n\n\n<p>Da minha paragem at\u00e9 \u00e0 praia que eu queria s\u00e3o apenas 3 paragens, o mesmo que dizer que s\u00e3o 7 minutos de viagem. O autocarro chegou atrasado uns minutos, \u00e9 verdade. Mas as 3 paragens da viagem, os 7 minutos, fizeram-me chegar mais do que a tempo. <\/p>\n\n\n\n<p>Sa\u00ed do autocarro e percorri sem pressa os 200 metros at\u00e9 \u00e0 praia. E l\u00e1 estava ele naquele imenso e intenso c\u00e9u azul a preparar-se para mergulhar na linha do horizonte: o Sol a preparar-se para se p\u00f4r. E o que eu queria, o que eu quis o dia todo, ia acontecer! Ia, finalmente!, voltar a ver o p\u00f4r do Sol na praia!<\/p>\n\n\n\n<p>Aquela que foi a minha praia da adolesc\u00eancia \u00e9 agora a praia que eu quero para ver o p\u00f4r do Sol. E tamb\u00e9m para ir caminhar na areia, como recomendou o neurologista: na areia seca para trabalhar o equil\u00edbrio, na areia molhada para estimular os p\u00e9s. Ainda n\u00e3o foi ontem que descalcei as botas e fui at\u00e9 \u00e0 areia. Mas sei que, em dias menos frios, \u00e9 a praia ideal para o que preciso de fazer. E, tendo o autocarro t\u00e3o \u00e0 m\u00e3o, n\u00e3o pode haver desculpas!<\/p>\n\n\n\n<p>O Mar estava como h\u00e1 algum tempo n\u00e3o o via: praticamente sem ondas, a lembrar a estabilidade de um lago ou albufeira. Calmo. Muito tranquilo. Como se soubesse que eu estava a chegar. O c\u00e9u a come\u00e7ar a mudar de cor, mas o azul sempre presente, sempre intenso. E o Sol a descer tamb\u00e9m ele sem pressa apesar da hora certa marcada para o mergulho na linha do horizonte.<\/p>\n\n\n\n<p>Deixei-me ficar ali sentada no banco a ver, a olhar, a observar. Mas, acima de tudo, a sentir. A paz. A tranquilidade. O sossego daquele lugar que me conta hist\u00f3rias de h\u00e1 mais de 30 anos. Mas, apesar de ter ido sozinha, n\u00e3o estava s\u00f3. Como nunca estou!<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c0 dist\u00e2ncia de um clique, <strong>ele<\/strong>. Aquele presente de Natal que <strong>eu<\/strong> mais queria ali <strong>comigo<\/strong> naquela hora marcada para o mergulho na linha do horizonte. Fui partilhando aquele Mar sem ondas que <strong>ele<\/strong> conhece. Fui partilhando tamb\u00e9m o <strong>Tsunami<\/strong> que, para <strong>ele<\/strong>, sou <strong>eu<\/strong>. E aquele mergulho na linha do horizonte a dar ao c\u00e9u cores que eu h\u00e1 muito tempo n\u00e3o via e que partilhei com <strong>ele<\/strong> como se <strong>ambos<\/strong> estiv\u00e9ssemos ali, de m\u00e3o dada comigo ou envoltos num abra\u00e7o s\u00f3 <strong>nosso<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 muito tempo que n\u00e3o assistia a um p\u00f4r do Sol na praia t\u00e3o bonito como este. E aquele momento em que o Sol desaparece por completo, aquele \u00faltimo pedacinho que, ao mergulhar na linha do horizonte, solta um r\u00e1pido brilho diferente e especial&#8230; Acho que foi a primeira vez que verdadeiramente me emocionei com o p\u00f4r do Sol. Na praia ou onde seja, nunca me aconteceu ficar sem palavras com aquele momento. \u00c9 s\u00f3 um momento. Acontece depressa. Mas mais do que apenas um momento, \u00e9 um espect\u00e1culo emocionante. E, desta vez, n\u00e3o sei se por estar sozinha mas n\u00e3o s\u00f3, teve um brilho diferente, especial. <\/p>\n\n\n\n<p>Sol posto. E o azul do c\u00e9u mais intenso. Mais bonito. Mais&#8230;&#8230;mais tudo! E t\u00ea-lo partilhado com ele, mesmo \u00e0 dist\u00e2ncia de um clique, foi t\u00e3o bom. <\/p>\n\n\n\n<p>Mas a hora de voltar para casa estava a chegar. Fiz o caminho de regresso \u00e0 paragem do autocarro, agora do outro lado da estrada. Devagar naquele caminho de ch\u00e3o de madeiras incertas at\u00e9 alcan\u00e7ar o passeio. Atravessar a estrada calmamente e ainda a tentar interiorizar aquele espect\u00e1culo que tinha acabado de presenciar. E que espect\u00e1culo maravilhoso!<\/p>\n\n\n\n<p>Autocarro mais uma vez atrasado. 2 minutos apenas, nada de extraordin\u00e1rio. Mas a vontade de voltar para casa era zero. \u00c9 noite de Natal, aquela noite em que a fam\u00edlia se re\u00fane. E a minha vontade era passar a noite de Natal na praia. Com <strong>ele<\/strong>, claro. <\/p>\n\n\n\n<p>Novamente 3 paragens de autocarro, novamente 7 minutos de viagem. E, ainda na minha cabe\u00e7a, aquele espect\u00e1culo maravilhoso. Aquele espect\u00e1culo que, enquanto a minha mem\u00f3ria n\u00e3o me trair, n\u00e3o vou esquecer t\u00e3o cedo. E, a vontade de voltar para casa, nula&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>Sair do autocarro e perceber que o caf\u00e9 dali ainda est\u00e1 aberto e com a esplanada dispon\u00edvel. Beber um caf\u00e9 e fumar um cigarro. Afinal, ningu\u00e9m em minha casa precisava de mim. Estava tudo tratado e arranjado para o jantar, o meu irm\u00e3o dormia no sof\u00e1, a minha m\u00e3e sempre de um lado para o outro e a certeza de que, mesmo que eu estivesse em casa, n\u00e3o seria de grande utilidade&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>Enfrentar o caminho de regresso. Agora de noite, sem perceber muito bem o estado da cal\u00e7ada, confiando na experi\u00eancia de j\u00e1 ter feito aquele caminho tantas vezes. Mas agora a uma velocidade mais lenta e mais segura. E, no caminho de regresso a casa, perceber que, para mim, o Natal j\u00e1 estava feito&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>Perceber que, apesar dos meus sobrinhos ausentes, apesar da dist\u00e2ncia <strong>dele<\/strong> que <strong>eu<\/strong> queria tanto que estivesse e fosse (sempre) presente, a maior e melhor de todas as prendas de Natal que eu poderia receber fui eu mesma que me ofereci: o desafiar-me a mim mesma a ir sozinha ver o p\u00f4r do Sol na praia e ter aceite o desafio que foi superado sem quedas nem sustos nem acidentes! Simplesmente a minha cabe\u00e7a insistiu em dizer &#8220;<strong>vai!<\/strong>&#8220;. E eu fui. E n\u00e3o s\u00f3 fiquei emocionada com o espect\u00e1culo do p\u00f4r do Sol na praia como tamb\u00e9m fiquei feliz e orgulhosa da pequena grande conquista de ter ido sozinha e voltado em seguran\u00e7a. Aquilo que, para mim, foi a prova de que <strong>eu<\/strong> <strong>consigo<\/strong>! Posso ter algumas dificuldades e\/ou limita\u00e7\u00f5es, mas, querendo muito, <strong>eu consigo<\/strong>! <\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"768\" src=\"https:\/\/kooka.org\/caixadechocolates\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/img_9570-1-1024x768.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-14071\"\/><\/figure>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>V\u00e9spera de Natal. Um dia lindo l\u00e1 fora. Um c\u00e9u de um azul intenso, o Sol a assumir o dom\u00ednio de um dia frio de um Inverno recente. E eu sozinha em casa depois de almo\u00e7o, com uma tarde inteira pela frente para n\u00e3o fazer absolutamente nada. N\u00e3o me apeteceu ficar presa em casa com [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[123],"tags":[],"class_list":["post-14070","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-2024-dezembro"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/pymEz-3EW","jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/kooka.org\/caixadechocolates\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14070","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/kooka.org\/caixadechocolates\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/kooka.org\/caixadechocolates\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/kooka.org\/caixadechocolates\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/kooka.org\/caixadechocolates\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=14070"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/kooka.org\/caixadechocolates\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14070\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":14073,"href":"https:\/\/kooka.org\/caixadechocolates\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14070\/revisions\/14073"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/kooka.org\/caixadechocolates\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=14070"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/kooka.org\/caixadechocolates\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=14070"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/kooka.org\/caixadechocolates\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=14070"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}