{"id":14270,"date":"2025-02-14T00:59:00","date_gmt":"2025-02-14T00:59:00","guid":{"rendered":"https:\/\/kooka.org\/caixadechocolates\/2025\/02\/14\/045-321-2025\/"},"modified":"2025-02-15T01:45:36","modified_gmt":"2025-02-15T01:45:36","slug":"045-321-2025","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/kooka.org\/caixadechocolates\/2025\/02\/14\/045-321-2025\/","title":{"rendered":"{#045.321.2025}"},"content":{"rendered":"\n<p>Ontem foi de fazer filmes na minha cabe\u00e7a e, claro, viajar na maionese. Tive, confesso, algum receio do resultado dessa viagem e dos meus filmes. Mas, desta vez, acabei por ser surpreendida pela positiva.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o esperava receber menos do que aquilo que <strong>ele<\/strong> j\u00e1 me habituou: uma resposta franca e honesta. Mas, desta vez, o que n\u00e3o esperava <strong>mesmo <\/strong>era receber essa mesma resposta por \u00e1udio. Quando recebi as notifica\u00e7\u00f5es de <strong>duas<\/strong> mensagens de voz, tremi, confesso. Gelei. Paralisei por breves instantes. Mas estava na hora de sair de casa para apanhar o autocarro, ouvir as mensagens teria que esperar. Mas o caminho at\u00e9 \u00e0 paragem do autocarro foi feito a tentar n\u00e3o pensar para evitar fazer mais filmes na minha cabe\u00e7a. Mas estava muito complicado, porque n\u00e3o me sa\u00edam da cabe\u00e7a as poucas palavras que tinha lido da notifica\u00e7\u00e3o que chegara antes dos \u00e1udios. E repetia-se aquele &#8220;<em>mea culpa<\/em>&#8221; da mensagem <strong>dele<\/strong> na minha cabe\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>Finalmente o autocarro chegou. Entrei. Sentei-me. Os phones j\u00e1 estavam postos. Abri as mensagens. E l\u00e1 estava aquele &#8220;<em>mea culpa<\/em>&#8221; na mensagem de texto. Ainda demorei a ter coragem para ouvir as mensagens de voz. Respirei fundo. Carreguei no play. Do outro lado aquela voz que eu adoro, que me aconchega sempre que a oi\u00e7o, a voz <strong>dele<\/strong>. Calmo. Tranquilo. Seguro de si. E, como sempre, uma voz franca e honesta.<\/p>\n\n\n\n<p>Contou-me o que havia para contar, sempre numa voz calma, tranquila. Nada daquilo que eu receava porque experi\u00eancias passadas, noutro tempo, noutra vida, outros interlocutores me deixaram de p\u00e9 (muito) atr\u00e1s e com medo de um furac\u00e3o de palavras intensas e pouco simp\u00e1ticas. Mas com <strong>ele<\/strong> ouvi exactamente o oposto. Calma, serenidade, tranquilidade, paz, seguran\u00e7a e&#8230;<strong>amor<\/strong>. <\/p>\n\n\n\n<p>Tudo esclarecido. Fiquei, claro, estupefacta com o que ouvi, o tal murro no est\u00f4mago que, ontem, <strong>ele<\/strong> me disse ter levado. E dei-<strong>lhe<\/strong> raz\u00e3o para se sentir como sentiu. Se tivesse sido comigo tamb\u00e9m eu teria levado um murro no est\u00f4mago.<\/p>\n\n\n\n<p>Cap\u00edtulo encerrado. Viagem na maionese terminada e sem consequ\u00eancias negativas. Mas ainda havia mais uma mensagem de voz para ouvir, esta com uma dura\u00e7\u00e3o muito mais curta do que a anterior. Carreguei no play e&#8230;aquela voz tranquila, calma, serena, trazia agora com ela um sorriso. Sim, <strong>\u00e9 poss\u00edvel<\/strong> <strong><em>ouvir<\/em><\/strong> o sorriso na voz. E nesta mensagem estava bastante evidente, bastante presente. E, para terminar a curta mensagem relativa ao dia de hoje, uma pergunta que eu n\u00e3o estava \u00e0 espera mas que me colocou um imenso sorriso no rosto e que me aconchegou como s\u00f3 <strong>ele<\/strong> sabe fazer: &#8220;<strong><em>will you be my Valentine<\/em><\/strong>?&#8221; e o sorriso doce <strong>dele<\/strong> l\u00e1 estava na pergunta. A minha resposta s\u00f3 podia ser uma: <strong>sim<\/strong>! <strong>Claro<\/strong> <strong>que sim<\/strong>! <\/p>\n\n\n\n<p>No final do dia, a continua\u00e7\u00e3o da troca de mensagens. At\u00e9 que, n\u00e3o sei de onde me saiu a quest\u00e3o, decidi que era altura de <strong>assumir o verbo<\/strong>! E o verbo foi assumido porque, como <strong>ele<\/strong> mesmo disse, e bem!, n\u00e3o temos feito outra coisa que n\u00e3o isso mesmo: <strong>namorar<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Verbo <strong>namorar<\/strong> assumido. Nem podia ser de outra forma porque tem sido assim h\u00e1 620 dias, ou seja, desde o primeiro dia. 620 dias que, diz <strong>ele<\/strong>, podia at\u00e9 ter sido s\u00f3 um. J\u00e1 teria sido maravilhoso. E eu n\u00e3o podia estar mais de acordo.<\/p>\n\n\n\n<p>Sim, foi um dia de crescimento <strong>a dois<\/strong>, de refor\u00e7o da seguran\u00e7a que damos um ao outro, de partilha de <strong>tanto<\/strong>, <strong>tanto amor<\/strong> que temos, eu e <strong>ele<\/strong>, <strong>n\u00f3s<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Amanh\u00e3? N\u00e3o ser\u00e1 muito diferente no que diz respeito a <strong>n\u00f3s<\/strong>. Estamos em sintonia que \u00e9 para manter durante muito tempo. Por isso, hoje como h\u00e1 620 dias acontece, durmo aconchegada e de sorriso no rosto.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"https:\/\/kooka.org\/caixadechocolates\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/img_0904-1-1024x576.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-14269\"\/><\/figure>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ontem foi de fazer filmes na minha cabe\u00e7a e, claro, viajar na maionese. Tive, confesso, algum receio do resultado dessa viagem e dos meus filmes. Mas, desta vez, acabei por ser surpreendida pela positiva. N\u00e3o esperava receber menos do que aquilo que ele j\u00e1 me habituou: uma resposta franca e honesta. 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