{"id":14479,"date":"2025-04-08T23:59:00","date_gmt":"2025-04-08T22:59:00","guid":{"rendered":"https:\/\/kooka.org\/caixadechocolates\/2025\/04\/08\/098-268-2025\/"},"modified":"2025-04-09T00:48:31","modified_gmt":"2025-04-08T23:48:31","slug":"098-268-2025","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/kooka.org\/caixadechocolates\/2025\/04\/08\/098-268-2025\/","title":{"rendered":"{#098.268.2025}"},"content":{"rendered":"\n<p>N\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil sentir-me segura o suficiente para deixar cair a armadura que me protege. Ou <strong>n\u00e3o era<\/strong> f\u00e1cil. N\u00e3o era at\u00e9 \u00e0 chegada <strong>dele<\/strong>. Desde o primeiro dia que senti seguran\u00e7a suficiente para alargar, aos poucos, os la\u00e7os e os n\u00f3s que desde sempre me ajustaram as diversas partes da minha armadura. Tudo pe\u00e7as estrategicamente colocadas nos meus pontos mais sens\u00edveis, muitos deles, tantos deles!, j\u00e1 anteriormente atacados, magoados, feridos, com cicatrizes ainda \u00e0 espera de secar. Mas desde a resposta a um simples &#8220;Ol\u00e1&#8221; numa qualquer rede social, resposta pronta <strong>dele<\/strong>, desde esse dia que, devagarinho, a minha armadura come\u00e7ou a ficar mais relaxada, mais larga, quase como se eu pr\u00f3pria tivesse encolhido de tamanho quando na verdade, e muito, tanto!, por causa dele, cresci. E cresci muito, tanto! Ou ent\u00e3o n\u00e3o cresci e apenas aprendi a sentir-me verdadeiramente segura com <strong>ele<\/strong> e deixei de me encolher. Enchi o peito de ar. Ergui a cabe\u00e7a. Endireitei o peito e as costas. E permiti-me aliviar os la\u00e7os e os n\u00f3s que prendiam as pe\u00e7as da minha armadura&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>Com <strong>ele<\/strong> aprendi que <strong>posso fazer tudo<\/strong> o que quiser, que <strong>sou capaz <\/strong>de fazer o que quiser e que dar um passo em frente \u00e9 dar o passo certo.<\/p>\n\n\n\n<p>Com <strong>ele<\/strong> permiti-me, ou fui-me permitindo, deixar cair a armadura. E descobri que \u00e9 poss\u00edvel despertar uma conex\u00e3o quase irreal mas que existe em <strong>n\u00f3s<\/strong>, entre <strong>n\u00f3s<\/strong>. Porque, sem rodeios, aceitamo-nos um ao outro tal como cada um de n\u00f3s \u00e9. Partilhamos momentos intensos. Momentos inesquec\u00edveis. Momentos indescrit\u00edveis que s\u00e3o s\u00f3 <strong>nossos<\/strong>, haja ou n\u00e3o interven\u00e7\u00e3o de terceiros.<\/p>\n\n\n\n<p>S\u00e3o momentos de vibra\u00e7\u00e3o a um n\u00edvel que n\u00e3o sei explicar. Ele tamb\u00e9m n\u00e3o sabe. Mas ambos sentimos. Ambos vibramos. Ambos vivemos esses momentos que s\u00e3o s\u00f3 nossos. Sem medos. Sem tabus. E acima de tudo sem armaduras. Na total vulnerabilidade que s\u00f3 uma extrema confian\u00e7a permite.<\/p>\n\n\n\n<p>E \u00e9 essa extrema confian\u00e7a que vamos crescendo um com o outro. Vamos experenciando momentos irrepetiveis. Vamos vivendo momentos \u00fanicos. De pura conex\u00e3o. De entrega total. De partilha do segredo mais bem guardado: o Eu que pouca gente conhece. Que praticamente ningu\u00e9m v\u00ea. Mas que, no nosso caso, imediatamente reconhecemos um no outro. Porque n\u00e3o vem de agora o que existe entre n\u00f3s. J\u00e1 vem de h\u00e1 muito tempo, muito l\u00e1 para tr\u00e1s, de outro qualquer tempo na Hist\u00f3ria. O primeiro encontro aconteceu h\u00e1 tanto tempo que n\u00e3o foi no nosso tempo. E foi muito l\u00e1 para tr\u00e1s que nos fundimos de tal forma que o tempo foi passando e n\u00f3s fomo-nos encontrando e reconhecendo e fundindo num s\u00f3.<\/p>\n\n\n\n<p>O tempo pode dar as voltas que der. Mas eu e ele acabaremos sempre por nos reencontrar. Pela vibra\u00e7\u00e3o. Pela conex\u00e3o. Pelas partilhas. Por nos reconhecermos sem d\u00favidas, sem medos, sem tabus. E sempre sem armaduras. Porque n\u00e3o precisamos de nos proteger um do outro. Porque somos um s\u00f3. Eu e ele. Ele e eu. Quando dois s\u00e3o apenas um, completo. Inteiro.<\/p>\n\n\n\n<p>O nosso momento de hoje&#8230;pura conex\u00e3o. Extremo entendimento. Aceita\u00e7\u00e3o do outro tal como \u00e9. Sem medos. Sem tabus. Simplesmente ser. Eu. Ele. E confirmar que o caminho mais longo \u00e9 o que nos pertence. E, por ser o mais longo, pode at\u00e9 ser o mais dif\u00edcil. Mas seguimos o caminho de m\u00e3o dada. Como desde o primeiro dia.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o h\u00e1 volta a dar. Eu sou dele. Ele \u00e9 meu. Somos os dois um s\u00f3&#8230;<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"682\" src=\"https:\/\/kooka.org\/caixadechocolates\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/img_2299-1-1024x682.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-14478\"\/><\/figure>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>N\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil sentir-me segura o suficiente para deixar cair a armadura que me protege. Ou n\u00e3o era f\u00e1cil. N\u00e3o era at\u00e9 \u00e0 chegada dele. Desde o primeiro dia que senti seguran\u00e7a suficiente para alargar, aos poucos, os la\u00e7os e os n\u00f3s que desde sempre me ajustaram as diversas partes da minha armadura. 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