{"id":15008,"date":"2025-08-23T23:59:00","date_gmt":"2025-08-23T22:59:00","guid":{"rendered":"https:\/\/kooka.org\/caixadechocolates\/2025\/08\/23\/235-131-2025\/"},"modified":"2025-08-24T13:39:36","modified_gmt":"2025-08-24T12:39:36","slug":"235-131-2025","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/kooka.org\/caixadechocolates\/2025\/08\/23\/235-131-2025\/","title":{"rendered":"{#235.131.2025}"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Mar l\u00e1 ao fundo. Aquele que, \u00e0 noite, n\u00e3o se v\u00ea. N\u00e3o \u00e0 primeira vista. Mas sabemos que est\u00e1 l\u00e1. Tal como as sombras de cada um. As que escondem o nosso lado mais escuro, tantas vezes negro!, o nosso lado mais dif\u00edcil. De entender, \u00e0s vezes at\u00e9 de aceitar mesmo n\u00e3o sendo inaceit\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Mar l\u00e1 ao fundo. Na Mar\u00e9 Baixa de uma noite de Lua Nova. Nenhum dos dois se v\u00ea. Mas sabemos que ambos est\u00e3o <em>l\u00e1<\/em>. A Lua mais distante, quase inalcan\u00e7\u00e1vel, o Mar \u00e0 beira do areal logo ali.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Alcan\u00e7ar um ou outro requer trabalho. Coragem. Persist\u00eancia. Antes de tudo: aceita\u00e7\u00e3o. Porque s\u00f3 avan\u00e7a quem aceita a Lua ou Mar tal como s\u00e3o. Com tanto para descobrir mesmo quando pensamos que j\u00e1 sabemos tanto.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Alcan\u00e7ar a Lua est\u00e1 destinado a outros caminhos. Mas alcan\u00e7ar a Mar\u00e9 Baixa numa noite de Lua Nova requer apenas descer ao areal e seguir em frente, em passo t\u00e3o firme quanto a areia o permitir at\u00e9 sentir o toque das ondas desfeitas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Caminhar no escuro requer sempre coragem, quase aud\u00e1cia. Acima de tudo vontade. De ir sem saber muito bem por onde, para onde. Mas sabendo sendo o porqu\u00ea: o querer, de facto, conhecer. Conhecer cada pormenor do que j\u00e1 se aceitou como \u00e9, sem saber ainda todos os pormenores. Todas as ondas. Todas as correntes. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Mar, tal como a Lua e sempre influenciado por ela, tamb\u00e9m tem fases. A Mar\u00e9 que sobe, as correntes de arrasto, as ondas tantas vezes gigantes com capacidade de destrui\u00e7\u00e3o. Tudo isto e, tamb\u00e9m, o seu contr\u00e1rio. E ainda tanto mais. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Numa noite de Lua Nova a Lua n\u00e3o se v\u00ea. E o Mar apenas se encontra quando se desce o areal. A medo? Quando a vontade de seguir em frente \u00e9 imensa, n\u00e3o h\u00e1 medo que pare a descoberta. E a cada passo no areal \u00e0s escuras se fica mais pr\u00f3ximo da aceita\u00e7\u00e3o do Mar no seu todo, tal como \u00e9.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Numa rela\u00e7\u00e3o, acontece exactamente o mesmo. Sem coragem n\u00e3o h\u00e1 descoberta. Para haver descoberta tem que haver aceita\u00e7\u00e3o. Aceita\u00e7\u00e3o do outro no seu todo, tal como \u00e9. Com as suas Mar\u00e9s, as suas correntes, as suas ondas e tudo o mais que habita esse Mar. Principalmente na Mar\u00e9 Baixa de uma noite de Lua Nova.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"575\" src=\"https:\/\/kooka.org\/caixadechocolates\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/img_5979-1-1024x575.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-15007\"\/><\/figure>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Mar l\u00e1 ao fundo. Aquele que, \u00e0 noite, n\u00e3o se v\u00ea. N\u00e3o \u00e0 primeira vista. Mas sabemos que est\u00e1 l\u00e1. Tal como as sombras de cada um. As que escondem o nosso lado mais escuro, tantas vezes negro!, o nosso lado mais dif\u00edcil. De entender, \u00e0s vezes at\u00e9 de aceitar mesmo n\u00e3o sendo inaceit\u00e1vel. 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