{"id":15435,"date":"2025-12-08T23:59:00","date_gmt":"2025-12-08T23:59:00","guid":{"rendered":"https:\/\/kooka.org\/caixadechocolates\/2025\/12\/08\/340-026-2025\/"},"modified":"2025-12-11T00:01:11","modified_gmt":"2025-12-11T00:01:11","slug":"340-026-2025","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/kooka.org\/caixadechocolates\/2025\/12\/08\/340-026-2025\/","title":{"rendered":"{#340.026.2025}"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>115<\/strong>&#8230; Que, para mim!, ser\u00e1 sempre um <strong>n\u00famero de emerg\u00eancia<\/strong>. E hoje, <strong>3 meses, 3 semanas e 2 dias depois<\/strong>, ningu\u00e9m faz ideia do <strong>esfor\u00e7o<\/strong> que tenho estado a fazer para\u2026\u2026<\/p>\n\n\n\n<p>\u2026\u2026<strong>n\u00e3o fumar um cigarro<\/strong>! Que, j\u00e1 sei!, <strong>nunca seria s\u00f3 um<\/strong>. Um de cada vez, certamente. Mas <strong>nunca<\/strong> s\u00f3 um!<\/p>\n\n\n\n<p>Mas o <strong>115<\/strong> j\u00e1 n\u00e3o existe e o actual n\u00famero de emerg\u00eancia, o <strong>112<\/strong>, n\u00e3o me pode ajudar. Talvez se eu seleccionasse a op\u00e7\u00e3o <strong>4<\/strong>\u2026<\/p>\n\n\n\n<p>As l\u00e1grimas <strong>est\u00e3o \u00e0 beira<\/strong> dos meus olhos e n\u00e3o me parece que pe\u00e7am licen\u00e7a para come\u00e7ar a cair quando\u2026<\/p>\n\n\n\n<p>\u2026quando <strong>voltar aos cadernos<\/strong> para continuar a <strong>escavacar-me completamente<\/strong>: <strong>joelhos e m\u00e3os esfolados, p\u00e9s descal\u00e7os a pisar pedrinhas no alcatr\u00e3o quente<\/strong>\u2026<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o me posso esquecer: s\u00e3o <strong>palavras vs n\u00fameros<\/strong>. E um factor irrevog\u00e1vel: o <strong>Tempo<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Escrever <strong>a carta<\/strong> que me pediram. N\u00e3o a de amor, rid\u00edcula como todas as cartas de amor, ou assim o afirma o Poeta. Escrever a carta que <strong>em Outubro disse n\u00e3o querer<\/strong> escrever\u2026e que, <strong>neste momento, n\u00e3o vejo motivo para n\u00e3o escrever<\/strong>\u2026<\/p>\n\n\n\n<p>Um cigarro na esplanada das mesas infinitas\u2026algu\u00e9m me traz, por favor\u2026?<\/p>\n\n\n\n<p>Obrigada.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"768\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/kooka.org\/caixadechocolates\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/e65c27d3-c059-4bd8-9ef4-09dc53018104-768x1024.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-15430\"\/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\">&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Duas horas<\/strong> se passaram <strong>na mesa do canto<\/strong> na esplanada das mesas infinitas. <strong>Dois cadernos<\/strong> onde a ideia era <strong>escrever<\/strong>, <strong>gravar num suporte f\u00edsico<\/strong> tudo o que <strong>j\u00e1 deitei no \u00e9ter<\/strong>. Powerbank para manter o telem\u00f3vel, n\u00e3o \u00e0 tona de \u00e1gua, mas metaforicamente a salvo de um <strong>eventual mergulho em apneia a dois, o telem\u00f3vel e eu. Em apneia e sem saber nadar<\/strong>\u2026<\/p>\n\n\n\n<p><br \/>O afogamento que n\u00e3o aconteceu porque, ao contr\u00e1rio do planeado, <strong>n\u00e3o me permiti ser vulner\u00e1vel e escavacar-me por inteiro, joelhos e m\u00e3os esfolados e p\u00e9s descal\u00e7os a pisar pedrinhas no alcatr\u00e3o quente<\/strong>. Porque ser vulner\u00e1vel requer o que <strong>j\u00e1 n\u00e3o tenho<\/strong>: <strong>for\u00e7a<\/strong>. Para <strong>aguentar<\/strong>. Para <strong>sobreviver \u00e0 vulnerabilidade<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2026n\u00e3o escrevi. N\u00e3o me escavaquei. Mas <strong>n\u00e3o me esqueci<\/strong>\u2026<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Os n\u00fameros v\u00e3o de 0 a 9<\/strong> na sua raiz unit\u00e1ria, mas quando compostos <strong>s\u00e3o infinitos<\/strong><br \/><em>vs<\/em><br \/><strong>As letras s\u00e3o apenas 26<\/strong>, mas com a capacidade infinita de <strong>cria\u00e7\u00e3o de palavras entre o nada e o tudo<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>10.959<\/strong> \u00e9 sem d\u00favida um valor <strong>sobejamente mais elevado<\/strong> do que <strong>915<\/strong>. E, por muito que se queira dizer o contr\u00e1rio, <strong>n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel elevar<\/strong> 915 a <strong>algo que n\u00e3o \u00e9<\/strong>, nunca foi. E nem a <strong>organiza\u00e7\u00e3o sem\u00e2ntica das letras com capacidade infinita<\/strong> de cria\u00e7\u00e3o de novas palavras consegue <strong>fazer poss\u00edvel o que \u00e9 irreal<\/strong>. Na balan\u00e7a que mede o <strong>peso<\/strong>, a <strong>for\u00e7a<\/strong> e o <strong>poder dos n\u00fameros infinitos e das letras e consequentes palavras<\/strong>, nem sempre vence o que <strong>queremos dizer<\/strong>, o que <strong>dizemos<\/strong> ou at\u00e9 o que <strong>j\u00e1 dissemos<\/strong>. Muitas vezes, vence a <strong>quantidade de vezes do que j\u00e1 foi<\/strong> ao longo do tanto tempo que tamb\u00e9m os n\u00fameros contabilizam.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Palavras <em>vs<\/em> n\u00fameros<\/strong>. Tanto uns como outros <strong>perdem qualquer significado<\/strong> quando confrontados com um factor irrevog\u00e1vel\u2026: o <strong>Tempo<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>E <strong>hoje foram 2 horas na esplanada<\/strong> enquanto <strong>o sil\u00eancio e a aus\u00eancia j\u00e1 contam 7 horas<\/strong>\u2026e continuam a somar\u2026<\/p>\n\n\n\n<p>\u2026e, se calhar, <strong>joelhos e m\u00e3os esfolados, p\u00e9s descal\u00e7os a pisar pedrinhas no alcatr\u00e3o quente<\/strong> e com isto acabei por me escavacar no permanente sil\u00eancio de quem n\u00e3o se pode queixar\u2026de nada\u2026e <strong>as l\u00e1grimas que hoje teimam em n\u00e3o cair s\u00e3o engolidas a seco e \u00e0 for\u00e7a<\/strong>\u2026<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"768\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/kooka.org\/caixadechocolates\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/47ba9045-9be4-4ee0-91e2-788403e6b35e-768x1024.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-15431\"\/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\">&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>\u2026e depois h\u00e1 aquele momento em que o <strong>tampo riscado da mesa da esplanada<\/strong> me leva de volta a 2017. Quando <strong>riscar a pele era t\u00e3o f\u00e1cil<\/strong>. E <strong>estupidamente apaziguador da dor<\/strong> que sentia, vivia?, naquela altura ainda\u2026<\/p>\n\n\n\n<p>\u2026<strong>os riscos na pele<\/strong> que traduzem dores numa linguagem que <strong>poucos entendem<\/strong>\u2026 \u00c9 preciso chorar, <strong>as l\u00e1grimas teimam em n\u00e3o cair<\/strong> na aus\u00eancia de quem me permite chorar. <strong>Permite\u2026<\/strong>? Como se fosse preciso eu pedir permiss\u00e3o <strong>seja a quem for<\/strong> para verter as <strong>minhas dores<\/strong> em forma de l\u00e1grimas. Como se fosse preciso eu pedir permiss\u00e3o <strong>seja a quem for<\/strong> para simplesmente <strong>existir exactamente como sou<\/strong>! <strong>Nem mais nem menos<\/strong> do que e quem sou!<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Vulner\u00e1vel<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Escavacada<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Mas reconstru\u00edda<\/strong>. \u00c0 for\u00e7a do &#8220;<strong><em>tem que ser<\/em><\/strong>&#8220;. Quando tudo o que eu queria era simplesmente <strong>poder ser<\/strong>. Naturalmente. <strong>\u00c0 for\u00e7a de nada<\/strong>\u2026!<\/p>\n\n\n\n<p>As l\u00e1grimas acabar\u00e3o por cair. Os <strong>riscos na pele<\/strong>? <strong>Tatuagens de vulnerabilidade<\/strong>\u2026<\/p>\n\n\n\n<p>\u2026e eu, aqui\u2026<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right\">\u2026\u2026<strong>sozinha<\/strong>\u2026\u2026<strong>Sempre<\/strong>\u2026\u2026<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/kooka.org\/caixadechocolates\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/a790ca01-45bb-4738-b053-55da2b64b7bc-1024x1024.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-15432\"\/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\">&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>S\u00e3o as noites<\/strong>. S\u00e3o <strong>sempre as noites<\/strong>. <strong>Vazias de pessoas<\/strong>. No <strong>sil\u00eancio<\/strong> <strong>para l\u00e1 da m\u00fasica<\/strong> que me acompanha sempre. S\u00e3o <strong>sempre as noites<\/strong> que me confirmam: <strong>sozinha<\/strong>. <strong>Sempre<\/strong>. <strong>Desde sempre<\/strong>. <strong>S\u00f3 eu e a m\u00fasica que est\u00e1 sempre presente<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Overwhelmed<\/em><\/strong>. N\u00e3o gosto da tradu\u00e7\u00e3o para portugu\u00eas, n\u00e3o define <strong>exactamente<\/strong> o que <strong>sinto<\/strong>, o que <strong>estou para al\u00e9m de sozinha<\/strong>: <strong><em>overwhelmed<\/em><\/strong>. Como se tivesse <strong>nos meus ombros<\/strong> o peso todo do Mundo inteiro.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas \u00e0 noite, no <strong>sil\u00eancio para l\u00e1 da m\u00fasica<\/strong> que me acompanha sempre, <strong>n\u00e3o h\u00e1 ningu\u00e9m<\/strong>. Que <strong>se sente comigo<\/strong>, <strong>me d\u00ea a m\u00e3o<\/strong> enquanto <strong>procura resposta para as minhas perguntas<\/strong>, <strong>me acolha num abra\u00e7o protector<\/strong> quando as respostas me agredirem com aquele <strong>choque de realidade<\/strong> do qual fa\u00e7o por fugir.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>N\u00e3o quero encarar o que j\u00e1 sei<\/strong>. O que <strong>vou<\/strong> <strong>conhecendo todos os dias<\/strong> mais um bocadinho depois de me ter apanhado na curva sem pedir licen\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Continua a n\u00e3o haver ningu\u00e9m comigo<\/strong> que me recorde que <strong>eu n\u00e3o carrego o peso do Mundo inteiro nos meus ombros<\/strong>. Mas, <strong>quando aceitar o choque de realidade<\/strong> por completo, o peso de estar <strong><em>overwhelmed<\/em><\/strong> passa a ser suport\u00e1vel. Os ombros aliviam do peso que estupidamente carrego quando me recordar da luta dos <strong>n\u00fameros <em>vs<\/em> palavras<\/strong>. Aquela luta dos <strong>10.959 <em>vs<\/em> a infinitude da mistura de letras cujo resultado se resume a Tempo<\/strong>. E <strong>\u00e9 o Tempo que define a derrota<\/strong>. Que, como sempre, <strong>me pertence<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>S\u00e3o as noites<\/strong>. S\u00e3o <strong>sempre<\/strong> as noites. <strong>Vazias de pessoas<\/strong>. <strong>Assim como os dias<\/strong>, tamb\u00e9m eles cada vez mais <strong>preenchidos de aus\u00eancia e sil\u00eancio<\/strong>. Mas s\u00e3o definitivamente <strong>as noites<\/strong>, <strong>\u00e0s 3h da manh\u00e3<\/strong>, em que <strong>n\u00e3o h\u00e1 ningu\u00e9m<\/strong> para me aconchegar e me sussurre que <strong>est\u00e1 tudo bem<\/strong>\u2026mesmo que n\u00e3o esteja. E s\u00e3o as noites que recebem aquele meu sussurro de quem, j\u00e1 sem voz, <strong>grita por socorro<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right\">Socorro<br \/>que<br \/><strong>n\u00e3o<\/strong><br \/>vem\u2026<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"https:\/\/kooka.org\/caixadechocolates\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/img_0345-1024x576.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-15434\"\/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>115&#8230; Que, para mim!, ser\u00e1 sempre um n\u00famero de emerg\u00eancia. E hoje, 3 meses, 3 semanas e 2 dias depois, ningu\u00e9m faz ideia do esfor\u00e7o que tenho estado a fazer para\u2026\u2026 \u2026\u2026n\u00e3o fumar um cigarro! Que, j\u00e1 sei!, nunca seria s\u00f3 um. Um de cada vez, certamente. Mas nunca s\u00f3 um! 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