{"id":15667,"date":"2026-02-03T23:59:00","date_gmt":"2026-02-03T23:59:00","guid":{"rendered":"https:\/\/kooka.org\/caixadechocolates\/2026\/02\/03\/034-332-2026\/"},"modified":"2026-02-04T02:12:33","modified_gmt":"2026-02-04T02:12:33","slug":"034-332-2026","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/kooka.org\/caixadechocolates\/2026\/02\/03\/034-332-2026\/","title":{"rendered":"{#034.332.2026}"},"content":{"rendered":"\n<p>N\u00e3o s\u00e3o promessas de amor eterno, essas j\u00e1 ca\u00edram em desuso por serem palavras apenas. N\u00e3o s\u00e3o declara\u00e7\u00f5es de amor, essas j\u00e1 n\u00e3o se fazem com espect\u00e1culo, m\u00fasica e dan\u00e7a porque o corpo j\u00e1 n\u00e3o vai nisso. N\u00e3o s\u00e3o nada dessas coisas, com ou sem ramos de flores que habitam a Primavera noutra latitude que n\u00e3o a nossa de pleno Inverno, flores que, por muito bonitas, n\u00e3o lhes dou mais de 3 dias numa jarra esquecidas num qualquer canto para onde nem se olha. Tamb\u00e9m n\u00e3o s\u00e3o postais, menos ainda cartas de amor. Daquelas que, acreditando nas palavras do poeta, ser\u00e3o rid\u00edculas. N\u00e3o ser\u00e3o essas palavras gravadas a tinta no papel, n\u00e3o ser\u00e3o essas palavras num suporte f\u00edsico em contraponto ao digital.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8230;n\u00e3o ser\u00e1 nada disso&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>Ser\u00e3o aqueles momentos \u00fanicos que pertencem em exclusivo a quem os vive em conjunto. A quem, a dois, escreve uma hist\u00f3ria que ningu\u00e9m ler\u00e1 por ser exclusiva de quem a escreve, de quem a sente, de quem a vive. Ser\u00e3o aqueles momentos de descoberta, sempre os dois, que exploram caminhos com as pontas dos dedos, que sentem cada tra\u00e7o como pertencendo a ambos. Ser\u00e3o aqueles momentos, sempre os dois, de partilha depois da descoberta daqueles tra\u00e7os que lhes pertencem, partilha do que faz sentido a cada um para regressar \u00e0 descoberta e reconhecer na partilha desse momento, que s\u00f3 eles entendem porque s\u00f3 eles o sentem e vivem, esse momento de uni\u00e3o em que dois s\u00e3o s\u00f3 um.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o, n\u00e3o ser\u00e1 nada como nos livros, nas hist\u00f3rias, nos poemas. N\u00e3o ser\u00e1 nada como nos filmes no cinema, como as s\u00e9ries na televis\u00e3o, como nas t\u00e1buas do teatro. N\u00e3o, nunca ser\u00e1 nada assim. Porque ser assim \u00e9 quase banal por ser t\u00e3o corriqueiro, t\u00e3o demasiado normal, sem a magia do encontro, sem o encanto da partilha, sem a devo\u00e7\u00e3o da descoberta. Por isso n\u00e3o!, n\u00e3o vai ser nada disso assim!<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o haver\u00e1 promessas do que n\u00e3o se consegue garantir. N\u00e3o haver\u00e1 declara\u00e7\u00f5es romantizadas do que \u00e9 sentido nas entranhas, n\u00e3o haver\u00e1 nada disso!<\/p>\n\n\n\n<p>Mas o toque, o cheiro, a necessidade, a urg\u00eancia! O toque explosivo de pele com pele. A embriaguez olfactiva daquele cheiro \u00fanico que n\u00e3o se encontra em mais lado nenhum. A pele que estala antes de tocar noutra pele, como um grito de quem precisa de um toque para se encontrar, a urg\u00eancia de quem se perde a tentar encontrar o caminho. Haver\u00e1 tudo isso! O (re)encontro, o (re)conhecimento. O encontro com aquela realidade que h\u00e1 tanto tempo, tantos anos!, estava <em>logo ali<\/em>, em sil\u00eancio, recatado? Talvez, ou distra\u00eddo, quem sabe? Ningu\u00e9m. Nem \u00e9 importante saber o <strong><em>antes<\/em><\/strong>, porque o <em>logo ali<\/em> passou <strong><em>agora<\/em><\/strong> para <strong>j\u00e1 aqui<\/strong>. E \u00e9 j\u00e1 aqui que come\u00e7a a surpresa da descoberta que todos os dias se renova, da partilha. De hist\u00f3rias, mem\u00f3rias, experi\u00eancias, emo\u00e7\u00f5es&#8230; Emo\u00e7\u00f5es que inspiram e geram sensa\u00e7\u00f5es. A dois ou a&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>S\u00e3o momentos. A dois. Dos dois. E ser\u00e3o, sempre!, momentos de partilha que resultam numa explos\u00e3o un\u00e2nime de emo\u00e7\u00f5es, sensa\u00e7\u00f5es&#8230;&#8230;momentos de uma uni\u00e3o sem compara\u00e7\u00e3o, vinda de outros tempos. Outras vidas?, quem sabe. Mas haver\u00e1 essa partilha que levar\u00e1 a essa explos\u00e3o. Dos dois. Como um s\u00f3.<\/p>\n\n\n\n<p>Nada \u00e9 como j\u00e1 foi escrito. Porque os dois ainda n\u00e3o pararam para escrever a hist\u00f3ria. Numa prosa mais ou menos complexa, numa poesia mais ou menos bonita, num livro mais ou menos expressiv, numa biblioteca mais ou menos completa. A um. A dois. A&#8230;&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>Ningu\u00e9m tem que entender. Aceitar? N\u00e3o nos cabe a n\u00f3s decidir. \u00c9 a nossa melhor vers\u00e3o que (d)escreve a nossa hist\u00f3ria. \u00c9 a nossa melhor vers\u00e3o que vive a nossa hist\u00f3ria. A nossa melhor vers\u00e3o, mas sempre sempre sempre por inteiro. Tenha o volume que tiver. Tenha quantas personagens tiver. Ter-nos-\u00e1, sempre!, por inteiro! Aos dois! Aos&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>S\u00e3o momentos. A dois. Dos dois. De partilha. De uni\u00e3o. De fus\u00e3o. Por completo. <strong>Por inteiro<\/strong>!<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"https:\/\/kooka.org\/caixadechocolates\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/img_2026-1024x576.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-15666\"\/><\/figure>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>N\u00e3o s\u00e3o promessas de amor eterno, essas j\u00e1 ca\u00edram em desuso por serem palavras apenas. 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