{"id":2775,"date":"2016-06-10T23:59:00","date_gmt":"2016-06-10T22:59:00","guid":{"rendered":"http:\/\/kooka.org\/caixadechocolates\/?p=2775"},"modified":"2016-06-11T00:25:03","modified_gmt":"2016-06-10T23:25:03","slug":"day162-out-of-365plus1","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/kooka.org\/caixadechocolates\/2016\/06\/10\/day162-out-of-365plus1\/","title":{"rendered":"#day162 out of 365plus1"},"content":{"rendered":"<p>&#8220;Mente quieta, espinha erecta e cora\u00e7\u00e3o tranquilo&#8221; onde, de longe e apesar de tudo, a espinha erecta \u00e9 o mais f\u00e1cil de manter. Cora\u00e7\u00e3o tranquilo, sem inquieta\u00e7\u00f5es de maior. Mente hiperactiva, que se esquece que o corpo est\u00e1 ali e \u00e9 tamb\u00e9m ali que tem que estar. Quieta. Sossegada. Acima de tudo calada. <\/p>\n<p>Mente inquieta que n\u00e3o p\u00e1ra de perguntar &#8220;o que queria aquilo dizer?&#8221;, seja aquilo de h\u00e1 um m\u00eas, um semestre, um ano, dois anos&#8230; Mente que se interroga, e me interroga, sobre o significado das coisas, sejam gestos, palavras, actos e atitudes, perguntas que foram mal respondidas. <\/p>\n<p>Sim, ainda estou a\u00ed. No registo dos &#8220;porqu\u00ea?&#8221;, da necessidade de tradu\u00e7\u00e3o. <\/p>\n<p>&#8220;Inspirar profundamente e alongar&#8221; e quando alongo l\u00e1 vai ela de novo. Fazer perguntas, trazer mem\u00f3rias, rebuscar epis\u00f3dios que j\u00e1 est\u00e3o l\u00e1 atr\u00e1s no tempo mas ainda aqui, presentes, nesta mente inquieta, irrequieta, que procura entender, procura perceber, procura explica\u00e7\u00e3o para o que n\u00e3o tem que ter outra explica\u00e7\u00e3o que n\u00e3o seja ser simplesmente assim porque \u00e9 assim que se \u00e9. <\/p>\n<p>Cora\u00e7\u00e3o tranquilo, sem inquieta\u00e7\u00f5es, n\u00e3o dan\u00e7a certo com uma mente inquieta, irrequieta, que interroga e tenta entender o que o cora\u00e7\u00e3o tranquilo lhe responde e repete. <\/p>\n<p>&#8220;Soltar o ar devagar&#8221; e manter a espinha erecta. A mente l\u00e1 vai, solta. Quando devia estar aqui, est\u00e1 l\u00e1, a percorrer todo um calend\u00e1rio para tr\u00e1s, a visitar recantos da mem\u00f3ria trazendo \u00e0 tona pormenores que pensava j\u00e1 arrumados. E sempre a pergunta: porqu\u00ea essa pergunta? E, mais repetitivo, porqu\u00ea aquela resposta? Aquelas respostas&#8230; A minha que sei que n\u00e3o mudaria naquele tempo, mas que no Tempo que me \u00e9 agora seria diferente. Mais simples. Mais clara. Mais directa. Mais sincera&#8230; N\u00e3o que n\u00e3o o tivesse sido antes, simplesmente foi a \u00fanica poss\u00edvel no olho do furac\u00e3o. <\/p>\n<p>&#8220;Respirar e relaxar&#8221; e a vontade de me levantar dali, correr atr\u00e1s daquela mente inquieta, irrequieta, que \u00e9 a minha mas n\u00e3o acompanha o corpo. Vontade de lhe fazer a vontade e procurar as respostas, as tradu\u00e7\u00f5es, as explica\u00e7\u00f5es que n\u00e3o t\u00eam que ser mais do que ser simplesmente assim porque \u00e9 assim que se \u00e9. <\/p>\n<p>Cora\u00e7\u00e3o tranquilo. Descompassado a tempos quando a mente grita ainda mais alto e distorce o que o cora\u00e7\u00e3o sabe porque sente. <\/p>\n<p>&#8230;&#8230;&#8230;ningu\u00e9m disse que o caminho que se percorre a solo, ainda que n\u00e3o sozinha, era f\u00e1cil. Ningu\u00e9m disse que tranquilizar o cora\u00e7\u00e3o era f\u00e1cil. Ningu\u00e9m disse que aquietar a mente era f\u00e1cil. Ningu\u00e9m disse que manter a espinha erecta era f\u00e1cil. Mas respirar tornou-se mais f\u00e1cil, mais simples, com o passar dos danos. E \u00e9 a respirar, e a alongar, que vou mantendo o cora\u00e7\u00e3o tranquilo, com mais ou menos dificuldades em manter as costas na postura correcta, correndo atr\u00e1s dessa mente inquieta, irrequieta, que n\u00e3o se cala e n\u00e3o acompanha o corpo. E \u00e9 tamb\u00e9m a respirar e a alongar que sigo o meu caminho a solo sem me esquecer de que n\u00e3o estou, nunca, sozinha. As respostas, as tradu\u00e7\u00f5es, as explica\u00e7\u00f5es, essas chegar\u00e3o se tiverem que chegar. Porque a mente n\u00e3o acompanha o corpo e por isso mesmo o corpo n\u00e3o faz as perguntas que a mente teima em querer respondidas. <\/p>\n<p>Se eu podia ser mais simples? Se eu podia n\u00e3o ser t\u00e3o complicada? Se eu podia n\u00e3o querer sempre respostas, tradu\u00e7\u00f5es, explica\u00e7\u00f5es para tudo?<\/p>\n<p>N\u00e3o. N\u00e3o podia. Porque simplesmente n\u00e3o seria eu. <\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/kooka.org\/caixadechocolates\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/dsc_2519.jpg\"><img decoding=\"async\" title=\"DSC_2519.JPG\" class=\"aligncenter size-full\"  alt=\"image\" src=\"https:\/\/kooka.org\/caixadechocolates\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/dsc_2519.jpg\" \/><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8220;Mente quieta, espinha erecta e cora\u00e7\u00e3o tranquilo&#8221; onde, de longe e apesar de tudo, a espinha erecta \u00e9 o mais f\u00e1cil de manter. Cora\u00e7\u00e3o tranquilo, sem inquieta\u00e7\u00f5es de maior. Mente hiperactiva, que se esquece que o corpo est\u00e1 ali e \u00e9 tamb\u00e9m ali que tem que estar. Quieta. Sossegada. Acima de tudo calada. 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