{"id":2837,"date":"2016-06-28T23:59:00","date_gmt":"2016-06-28T22:59:00","guid":{"rendered":"http:\/\/kooka.org\/caixadechocolates\/?p=2837"},"modified":"2016-06-29T00:29:52","modified_gmt":"2016-06-28T23:29:52","slug":"day180-out-of-365plus1","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/kooka.org\/caixadechocolates\/2016\/06\/28\/day180-out-of-365plus1\/","title":{"rendered":"#day180 out of 365plus1"},"content":{"rendered":"<p>E h\u00e1 um dia, aquele dia, o dia em que percebes o que at\u00e9 ent\u00e3o quiseste negar. Aquele dia em que dizes &#8220;n\u00e3o d\u00e1 mais, j\u00e1 chega&#8221;.<br \/>\nE nesse dia decides que \u00e9 tempo de ser um novo Tempo. \u00c9 Tempo de fechar cap\u00edtulos, terminando tamb\u00e9m a hist\u00f3ria de vez. O livro, o meu, ir\u00e1 permanecer aberto, pronto a receber e viver novas hist\u00f3rias. <\/p>\n<p>J\u00e1 \u00e9 Tempo. Mais do que Tempo, aquele que me tenho esquecido que n\u00e3o tenho Tempo para perder Tempo, Tempo de olhar para mim. De olhar por mim. N\u00e3o me permitir esta const\u00e2ncia presa por um fio. Esta coisa que n\u00e3o \u00e9 coisa nenhuma! Esta coisa que pesa mais para um lado, o outro lado em primeiro lugar sempre. Porque sou eu, sempre eu, quem permite deixar-me em segundo plano. Segundo? Terceiro. Quarto. D\u00e9cimo! Mas nunca primeiro. Porque primeiro os outros, SEMPRE PRIMEIRO OS OUTROS! Porque n\u00e3o quero incomodar, porque n\u00e3o quero atrapalhar, porque n\u00e3o mere\u00e7o o primeiro plano mesmo que por dentro grite em sil\u00eancio para que me oi\u00e7as. <\/p>\n<p>H\u00e1 quanto tempo? H\u00e1 tanto, demasiado. N\u00e3o volto a aceitar ser um \u00faltimo recurso. N\u00e3o volto a aceitar que me digam que n\u00e3o h\u00e1 nada a conversar. Quando existem dois anos em suspenso, comigo sozinha, \u00e0 espera que a porta se abra quando eu toco \u00e0 campainha. <\/p>\n<p>Julgava a porta entreaberta. Mas apenas parece entreaberta. Passam correntes de ar que trazem not\u00edcias. Correntes de ar em sentido \u00fanico. Da\u00ed para c\u00e1. Quando daqui para a\u00ed n\u00e3o \u00e9 permitida a entrada, a menos que seja op\u00e7\u00e3o de \u00faltimo recurso. <\/p>\n<p>N\u00e3o sou \u00faltimo recurso. Sou muito mais. E como tal mere\u00e7o muito mais do que dist\u00e2ncia e frio polar. Sou t\u00e3o mais que op\u00e7\u00e3o de \u00faltimo recurso. Sou t\u00e3o mais do que uma corrente de ar que chega e incomoda e atrapalha. Sou t\u00e3o mais do que tudo isso que, estupidamente, me tenho permitido ser. Como que em busca de migalhas, de restos, quando n\u00e3o \u00e9 isso que quero. <\/p>\n<p>N\u00e3o posso permitir o sil\u00eancio permanente. O frio. A dist\u00e2ncia. N\u00e3o posso permitir a d\u00favida, a incerteza. A incerteza em contraste com a certeza que tive quando a porta se abriu pela \u00faltima vez. Porque vi e senti e n\u00e3o duvidei nem por um segundo do que vi e senti e soube no imediato. <\/p>\n<p>Chega&#8230; Por favor, chega. N\u00e3o \u00e9 a ti que o pe\u00e7o, \u00e9 a mim. Porque n\u00e3o \u00e9 sequer saud\u00e1vel manter a ilus\u00e3o num jogo de portas entreabertas. Mere\u00e7o mais do que isso. Mere\u00e7o mais do que estes dois anos de luta constante, di\u00e1ria, para me manter \u00e0 tona de \u00e1gua quando a \u00fanica coisa que preciso \u00e9 que me oi\u00e7as. E me olhes e me vejas como sou, quem sou na totalidade. E n\u00e3o apenas uma op\u00e7\u00e3o de \u00faltimo recurso. <\/p>\n<p>Gosto de ti &#8220;mais do que devia&#8221;. Mas hoje percebi que tenho que gostar mais de mim do que de ti. E \u00e9 por isso que hoje decido p\u00f4r-me a mim em primeiro plano. E decido, tamb\u00e9m, que n\u00e3o vale a pena continuar a fazer de conta. N\u00e3o vale a pena uma presen\u00e7a que na realidade \u00e9 apenas aparente. N\u00e3o vale a pena continuar \u00e0 espera do que nunca vai ser. Decido cortar com o que me faz mal neste momento. O que, novamente, me faz chorar. <\/p>\n<p>Afasto-me de vez. Se vai ser duro? \u00c9 como uma droga. Vai doer. Muito. Se vou chorar? N\u00e3o duvido. Mas choro hoje para poder voltar a sorrir em breve. E por muito que v\u00e1 doer, por muito que v\u00e1 chorar, sei que n\u00e3o estou sozinha. Aqui n\u00e3o duvido que tenho quem n\u00e3o me deixe cair. <\/p>\n<p>N\u00e3o, o dia n\u00e3o termina com um sorriso. Mas ainda assim encontro neste dia motivos para sorrir. Por saber que n\u00e3o me deixar\u00e3o cair quando, finalmente, fechar a porta, encerrar o cap\u00edtulo, terminar a hist\u00f3ria e virar a p\u00e1gina. <\/p>\n<p>Porque eu sou t\u00e3o mais do que o que me tenho permitido ser. Para &#8220;n\u00e3o atrapalhar&#8221;. Para &#8220;n\u00e3o incomodar&#8221;. Para &#8220;n\u00e3o chatear&#8221;. Para &#8220;n\u00e3o ser um peso&#8221;. Para n\u00e3o ser uma op\u00e7\u00e3o de \u00faltimo recurso. Novamente. Tudo palavras minhas. Tudo reflexos de ti. <\/p>\n<p>Chega&#8230; Por favor&#8230; <\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/kooka.org\/caixadechocolates\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/dsc_2922.jpg\"><img decoding=\"async\" title=\"DSC_2922.JPG\" class=\"aligncenter size-full\"  alt=\"image\" src=\"https:\/\/kooka.org\/caixadechocolates\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/dsc_2922.jpg\" \/><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>E h\u00e1 um dia, aquele dia, o dia em que percebes o que at\u00e9 ent\u00e3o quiseste negar. Aquele dia em que dizes &#8220;n\u00e3o d\u00e1 mais, j\u00e1 chega&#8221;. E nesse dia decides que \u00e9 tempo de ser um novo Tempo. \u00c9 Tempo de fechar cap\u00edtulos, terminando tamb\u00e9m a hist\u00f3ria de vez. 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