{"id":716,"date":"2014-12-30T20:42:44","date_gmt":"2014-12-30T20:42:44","guid":{"rendered":"http:\/\/kooka.org\/caixadechocolates\/?p=716"},"modified":"2014-12-31T04:47:33","modified_gmt":"2014-12-31T04:47:33","slug":"o-melhor-de-2014-voces","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/kooka.org\/caixadechocolates\/2014\/12\/30\/o-melhor-de-2014-voces\/","title":{"rendered":"O melhor de 2014&#8230;? Voc\u00eas!"},"content":{"rendered":"<p>Entr\u00e1mos naquela fase em que, por todo o lado, seja em que \u00e1rea for, se l\u00ea &#8220;o melhor de 2014&#8221; em tudo.<\/p>\n<p>Tem-me feito pensar. Tem-me feito olhar para tr\u00e1s. Tem-me feito reflectir.<\/p>\n<p>Se, h\u00e1 um ano atr\u00e1s, a esta hora, estava desejosa que 2013 acabasse porque, achava eu, tinha sido demasiado mau, hoje n\u00e3o tenho pressa que 2014 acabe. N\u00e3o pensava, n\u00e3o sabia, n\u00e3o previa, h\u00e1 um ano atr\u00e1s, que 2014 podia ser muito semelhante a 2013. Achava que n\u00e3o, que nada poderia ser pior. Tamb\u00e9m n\u00e3o posso dizer que foi pior, na verdade. Apenas diferente. E semelhante em simult\u00e2neo.\u00a0Semelhante na profundidade dos dias negros, dos dias maus, dos dias que se querem esquecer. Achava, ingenuamente, que 2014 seria tranquilo.<\/p>\n<p>N\u00e3o foi.<\/p>\n<p>Os primeiros seis meses foram dedicados a digerir os <a href=\"https:\/\/kooka.org\/caixadechocolates\/category\/nao-nao-tem-categoria\/\" target=\"_blank\">acontecimentos<\/a> do final de 2013. A <a href=\"https:\/\/kooka.org\/caixadechocolates\/2014\/06\/17\/apav\/\" target=\"_blank\">gerir ansiedade<\/a>. A tentar aceitar e seguir em frente. A n\u00e3o <a href=\"https:\/\/kooka.org\/caixadechocolates\/2014\/06\/23\/apav-parte-2\/\" target=\"_blank\">conseguir chorar<\/a> e, assim, a n\u00e3o conseguir digerir. A constantemente negar. A recusar que o port\u00e3o n\u00e3o se voltaria a abrir.<\/p>\n<p>Encerrou-se um cap\u00edtulo. Abriu-se, de imediato, <a href=\"https:\/\/kooka.org\/caixadechocolates\/category\/42-dias\/\" target=\"_blank\">outro<\/a>. Que me transportou para um lugar escuro. Demasiado escuro. Negro. Dorido. Do\u00eddo, ainda hoje. Um lugar que me fez descobrir em mim um lado que desconhecia. Que nunca achei ser poss\u00edvel. Porque a dor, essa, faz-nos descobrir esses lugares negros, esses lados irreconhec\u00edveis. Um cap\u00edtulo que durou pouco, muito <a href=\"https:\/\/kooka.org\/caixadechocolates\/2014\/08\/04\/42-dias-arquive-se-para-memoria-futura\/\" target=\"_blank\">pouco tempo<\/a>, mas que se ir\u00e1 manter sempre. Porque a mem\u00f3ria, essa, perdura no tempo. Ameniza a dor, dizem, com o tempo. A saudade idem. Mas a mem\u00f3ria, essa, fica sempre.<\/p>\n<p>Se\u00a02013 tinha sido dorido, 2014 transformou-se no pior dos cen\u00e1rios que poderia imaginar. Porque nunca sonhei sequer que assim poderia ser, que assim iria acontecer, que faria parte do meu caminho, da minha Hist\u00f3ria. Mas foi. Assim. Dorido, tanto. Do\u00eddo, ainda. Mas foi tamb\u00e9m esse cap\u00edtulo que abriu outro. Melhor. Que me fez perceber que n\u00e3o, n\u00e3o estou sozinha. <a href=\"https:\/\/kooka.org\/caixadechocolates\/2014\/11\/16\/nao-gosto-de-injusticas\/\" target=\"_blank\">Nunca<\/a> o estive, na verdade. Mas nem sempre me lembrava disso. Foi preciso descer bem fundo, ao fundo daquele lugar negro de onde, admito, cheguei a pensar em n\u00e3o querer sair, porque \u00e9 sempre mais f\u00e1cil ficar, foi preciso descer ao fundo do fundo, para perceber que n\u00e3o estou sozinha. Estou rodeada de pessoas lindas. Que, de uma maneira ou de outra, estiveram l\u00e1. Que me lan\u00e7aram escadas. Que empurraram alavancas. Que me puxaram. Que me abriram os bra\u00e7os. Que me estenderam a m\u00e3o. J\u00e1 o tinham feito em 2013, \u00e9 um facto. Mas 2014 trouxe-me a certeza que esses gestos t\u00eam um nome: Amor. E foi esse Amor, esses gestos, esses bra\u00e7os abertos, essas escadas lan\u00e7adas, essas alavancas empurradas, essas m\u00e3os estendidas, foi esse n\u00e3o estar sozinha que me trouxe at\u00e9 aqui. Dia 30 de Dezembro do ano mais negro de que tenho mem\u00f3ria, 2014. E hoje mais forte, muito mais, do que em <a href=\"https:\/\/kooka.org\/caixadechocolates\/2014\/06\/\" target=\"_blank\">Junho<\/a>, <a href=\"https:\/\/kooka.org\/caixadechocolates\/2014\/07\/\" target=\"_blank\">Julho<\/a>, <a href=\"https:\/\/kooka.org\/caixadechocolates\/2014\/08\/\" target=\"_blank\">Agosto<\/a>. At\u00e9 mesmo que <a href=\"https:\/\/kooka.org\/caixadechocolates\/2014\/09\/\" target=\"_blank\">Setembro<\/a>.<\/p>\n<p>E foi por esses gestos de Amor, essas bolas de sab\u00e3o, esses pirilampos, esses <a href=\"https:\/\/kooka.org\/caixadechocolates\/2014\/09\/21\/ponto-de-fuga\/\" target=\"_blank\">pontos de fuga<\/a>, essas <a href=\"https:\/\/kooka.org\/caixadechocolates\/2014\/09\/23\/luz-de-presenca\/\" target=\"_blank\">luzes de presen\u00e7a<\/a>, esses nascer do Sol, essas noites de <a href=\"https:\/\/kooka.org\/caixadechocolates\/2014\/08\/16\/sou-so-parva\/\" target=\"_blank\">Lua<\/a>, Cheia ou Nova, que me fizeram perceber que \u00e9 o Amor que importa. \u00c9 o Amor, aquele do A mai\u00fasculo, que nos faz crescer, que nos faz viver, mesmo quando acreditamos que apenas sobrevivemos e quando n\u00e3o, n\u00e3o queremos sair do fundo do po\u00e7o. Porque, acreditem, o fundo do po\u00e7o, por muito escuro, muito negro, muito horr\u00edvel que seja, \u00e9 confort\u00e1vel. E \u00e9 demasiado f\u00e1cil deixarmo-nos ficar ali, quietos. Sem reac\u00e7\u00e3o. Sem falar. 3 dias sem falar&#8230;como \u00e9 poss\u00edvel? N\u00e3o sei, mas <a href=\"https:\/\/kooka.org\/caixadechocolates\/2014\/08\/14\/do-ver-ou-do-vazio\/\" target=\"_blank\">foi<\/a>. E, por estranho que possa parecer, apesar de hoje olhar para tr\u00e1s e saber que foram provavelmente os piores dias de sempre, foram tamb\u00e9m os mais f\u00e1ceis. Porque \u00e9 t\u00e3o f\u00e1cil, t\u00e3o demasiado f\u00e1cil, acomodarmo-nos \u00e0 dor, ao escuro. E simplesmente ficar ali.<\/p>\n<p>Foi\u00a0preciso um murro na mesa. Foi preciso um aban\u00e3o. Foi preciso um <a href=\"https:\/\/kooka.org\/caixadechocolates\/category\/100happydays\/\" target=\"_blank\">desafio<\/a> para voltar \u00e0 tona. Para ter vontade de voltar \u00e0 tona. Para voltar a ver cor. Para voltar a <a href=\"https:\/\/kooka.org\/caixadechocolates\/2014\/08\/19\/day1\/\" target=\"_blank\">querer ver cor<\/a>. Para come\u00e7ar a dar import\u00e2ncia \u00e0s coisas mais pequeninas. Para come\u00e7ar a parar <a href=\"https:\/\/kooka.org\/caixadechocolates\/category\/100happydays\/\" target=\"_blank\">todos<\/a> os <a href=\"https:\/\/kooka.org\/caixadechocolates\/category\/100happydays-2ndround\/\" target=\"_blank\">dias<\/a> por um bocadinho para reflectir. Para apreciar o momento, por mais simples que seja. Para aceitar o que a vida nos traz. Seja bom ou menos bom. E para agradecer. Agradecer o simples facto de acordar todos os dias. Com mais ou menos vontade de sorrir. Mas simplesmente acordar. Ter direito a mais um dia, a mais um <a href=\"https:\/\/kooka.org\/caixadechocolates\/2014\/06\/01\/do-aqui-e-agora-sempre-o-aqui-e-agora\/\" target=\"_blank\">aqui e agora<\/a>.<\/p>\n<p>Foi preciso isso tudo para que os \u00faltimos meses de 2014, depois de 6 meses de ansiedade angustiante, seguidos de 3 meses de dor e escurid\u00e3o, foi preciso tudo isso para que o final de 2014 me trouxesse tantas coisas boas. Que n\u00e3o esperava. Que achava, achei durante tanto tempo, que n\u00e3o merecia. S\u00edndrome de patinho feito, talvez. E trouxe, tamb\u00e9m, ou precisamente por isso, uma tranquilidade imensa, que n\u00e3o sei explicar, mas que est\u00e1 c\u00e1. Tranquilidade? Paz. Estou em paz. \u00c9 isso. O final de 2014 trouxe-me paz. Interior. Coisa que, estranhamente, n\u00e3o conhecia.<\/p>\n<p>2014, vejo-o hoje, tem sido o in\u00edcio de um caminho interior que n\u00e3o tem previs\u00e3o para terminar. Porque \u00e9 daqueles caminhos que n\u00e3o t\u00eam meta, porque se fazem um dia ap\u00f3s o outro. 2014 trouxe-me ensinamentos muito valiosos, preciosos. Trouxe-me mudan\u00e7as. Minhas. Interiores. Para melhor. Trouxe-me a tempestade das tempestades, \u00e9 verdade. A dor das dores. O negro da escurid\u00e3o. Mas, e pegando em frases feitas, \u00e9 preciso passar pela escurid\u00e3o para ver a Luz.<\/p>\n<p>E\u00a0hoje, depois deste ano de montanha russa, \u00e9 a Luz que trago comigo em busca do ritmo da roda gigante. \u00c9 o Amor. O que recebo, claro, mas acima de tudo o que dou. Porque \u00e9 a <a href=\"https:\/\/kooka.org\/caixadechocolates\/2014\/06\/02\/dar\/\" target=\"_blank\">dar<\/a> que me sinto bem.<\/p>\n<p>E\u00a0se descobri a for\u00e7a, o poder do Amor, esse do A mai\u00fasculo, devo-o tanto a todos os que, de uma forma ou de outra, estiveram do meu lado, ao meu lado, com a vossa Luz na minha escurid\u00e3o. Porque foi o vosso Amor, a vossa incomensur\u00e1vel generosidade, que me trouxeram at\u00e9 aqui, onde estou hoje. Em Paz. E por isso mesmo sou t\u00e3o grata por tudo. Por quem esteve, por quem n\u00e3o esteve, pelo que de bom aconteceu, mas tamb\u00e9m pelo que de mau 2014 trouxe.<\/p>\n<p>Agora? Agora \u00e9 sorrir, agradecer todos os dias a ben\u00e7\u00e3o de mais um dia, e seguir em frente em cada novo aqui e agora.<\/p>\n<p>Obrigada, tanto, por terem estado a\u00ed.<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-718\" src=\"https:\/\/kooka.org\/caixadechocolates\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/10377351_10152704257438800_7064521997928093794_n-e1419970723877.jpg\" alt=\"10377351_10152704257438800_7064521997928093794_n\" width=\"450\" height=\"301\" \/><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Entr\u00e1mos naquela fase em que, por todo o lado, seja em que \u00e1rea for, se l\u00ea &#8220;o melhor de 2014&#8221; em tudo. 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