{"id":965,"date":"2015-03-06T23:59:04","date_gmt":"2015-03-06T23:59:04","guid":{"rendered":"http:\/\/kooka.org\/caixadechocolates\/?p=965"},"modified":"2015-03-10T23:11:53","modified_gmt":"2015-03-10T23:11:53","slug":"day200","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/kooka.org\/caixadechocolates\/2015\/03\/06\/day200\/","title":{"rendered":"#day200"},"content":{"rendered":"<p>200.<br \/>\nDuzentos dias. Provavelmente duzentos tons de azul. Porque gosto de dias azuis. Do mais claro ao mais escuro. Com mais ou menos nuvens, mais ou menos Sol, mais ou menos chuva, mais ou menos vento, mais ou menos Lua. O azul est\u00e1 sempre l\u00e1.<\/p>\n<p>Duzentos dias.<br \/>\nMilhares, milh\u00f5es?, de quest\u00f5es, d\u00favidas, certezas, respostas e aus\u00eancia delas.<\/p>\n<p>Duzentos dias. Quando era suposto serem s\u00f3, &#8220;s\u00f3&#8221;, cem.<span class=\"text_exposed_show\"><\/p>\n<p>Foi um murro na mesa que me trouxe o 100happydays. Encarei como um desafio. Um desafio para me obrigar a reagir. Quando tudo o que queria, naquele momento, era deixar-me ficar quieta, em sil\u00eancio, naquele lugar escuro e frio.<\/p>\n<p>200. Duzentos dias depois, duas rondas de cem. Porque ao chegar ao fim da primeira ronda percebi que, ao contr\u00e1rio do que pensei no primeiro dia, \u00e9 poss\u00edvel encontrar algo de positivo em cem dias seguidos. Mesmo naqueles dias maus. E at\u00e9 nos muito maus. Nem que a parte positiva seja ter passado mais um dia.<\/p>\n<p>200. Duzentas cores. Porque as cores acalmam as dores. As cores acompanham os dias. Os dias que de in\u00edcio seriam apenas 100 e onde aprendi a parar. Para pensar. Tirar uns minutos todos os dias, minutos que nunca foram perdidos mas sim ganhos, para pensar. Sobre coisas grandes, importantes. Sobre coisas pequeninas, insignificantes. Sobre tudo. Sobre nada.<\/p>\n<p>200. Os primeiros cem encarados com um desafio. Uma parte de um processo de recupera\u00e7\u00e3o. Onde descobri, percebi, que n\u00e3o estava, n\u00e3o estou, sozinha.<br \/>\nCem dias que demoraram a passar, que passaram a voar. Que me trouxeram tanta gente, tantas coisas. Cem dias para voltar a ter os p\u00e9s na Terra. E, no fim dos cem dias, percebi que apenas cem dias n\u00e3o eram suficientes. Porque me habituei a parar. Para pensar. Reflectir. Porque percebi que esses minutos tirados todos os dias e que gravo no \u00e9ter para poder voltar a consultar, esses minutos que tenho para mim, de mim, me s\u00e3o importantes. J\u00e1 n\u00e3o apenas para um processo de recupera\u00e7\u00e3o mas tamb\u00e9m para um processo de cura. Interior.<\/p>\n<p>Se a segunda ronda de cem dias foi mais f\u00e1cil que a primeira? N\u00e3o sei. A segunda ronda, que percorreu novos cem dias que se queriam necessariamente melhores, teve tamb\u00e9m momentos maus. At\u00e9 mesmo muito maus. Mas estando gravados no \u00e9ter posso compar\u00e1-los com os outros e relembrar-me, sempre que for preciso, que o n\u00famero de dias bons \u00e9 superior aos outros. E relembrar-me daquilo que h\u00e1 um ano atr\u00e1s repetia como uma esp\u00e9cie de mantra: &#8220;aqui e agora&#8221;. O que est\u00e1 l\u00e1 atr\u00e1s n\u00e3o volta. O que vem \u00e0 frente&#8230;quem sabe se l\u00e1 chegamos?<\/p>\n<p>Aqui e agora. Um dia de cada vez. 200 dias. Um ap\u00f3s o outro. Sem pressas.<\/p>\n<p>Venha a terceira ronda de cem dias. Ainda em processo de cura que sei que irei alcan\u00e7ar quando me encontrar. Porque \u00e9 a\u00ed que estou agora: \u00e0 minha procura. N\u00e3o de quem sou. Talvez do que sou. De qual o meu caminho. A minha miss\u00e3o.<\/p>\n<p>Sei que n\u00e3o estou sozinha, mesmo que n\u00e3o veja quem est\u00e1 ao meu lado. Sei que tenho um caminho a percorrer. Sei que tenho trabalho a fazer. Sei que tenho uma nova ronda de cem dias que come\u00e7a amanh\u00e3.<\/p>\n<p>Hoje? Fecho os 200 dias. As duas rondas. As duas fases de um processo muito meu.<\/p>\n<p>A quem me tem lido: obrigada por me lerem \u2665<\/p>\n<p>A quem n\u00e3o l\u00ea: obrigada tamb\u00e9m \u2665<\/p>\n<p>A quem, ao dar um murro na mesa, me indicou o 100happydays: MUITO obrigada, mesmo \u2665 percebo hoje a import\u00e2ncia que tem tido para mim estes minutos que tiro todos os dias para pensar. E, parecendo que n\u00e3o, esses minutos x 200 dias t\u00eam feito grande diferen\u00e7a. No que eu sou, em quem eu sou, como sou. Mais uma vez, obrigada por aquele momento \u2665<\/p>\n<p>Continuem os dias azuis. J\u00e1 lhes conhe\u00e7o 200 tons de azul. Quero conhecer os outros tamb\u00e9m, aqui e agora \u2665<\/span><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-966\" src=\"https:\/\/kooka.org\/caixadechocolates\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/1660895_10152868798003800_4019497125357913729_n-e1426029095287.jpg\" alt=\"1660895_10152868798003800_4019497125357913729_n\" width=\"450\" height=\"337\" \/><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>200. Duzentos dias. Provavelmente duzentos tons de azul. Porque gosto de dias azuis. Do mais claro ao mais escuro. Com mais ou menos nuvens, mais ou menos Sol, mais ou menos chuva, mais ou menos vento, mais ou menos Lua. O azul est\u00e1 sempre l\u00e1. Duzentos dias. 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