{#011.355.2026}

Trazer a prática de Yoga para casa? Só foi preciso encontrar um espacinho para estender o tapete.

Durante muito tempo, até mesmo demasiado tempo!, dizia sempre que não tinha espaço em casa para praticar. E a verdade é que não é preciso muito espaço.

Comecei pelo hall de entrada e Viparita Karani com as pernas levantadas e encostadas na parede. Não era um sítio muito mau. Mas é um sítio com pouco sossego. E desta vez, com vários asanas a pedir atenção, sabia que teria que ser no meu quarto. E foi, de facto, no meu quarto que estendi o tapete!

7 asanas. E, nem de propósito!, lá vem o 7 lembrar-me que sim!, o meu caminho passa muito por estender o tapete e alcançar os asanas o melhor que puder sem a orientação e apoio presencial do Professor Pedro.

Os últimos dois anos e meio no Yoga têm sido de uma importância que não consigo descrever. Porque se por um lado tive que lidar com um diagnóstico que não é fácil, por outro o Yoga foi-me trazendo tranquilidade no meio do caos. E também crescimento interior.

Por isso, só faltava mesmo encontrar um espacinho no meu quarto para estender o tapete. E agora que já encontrei o sítio certo, só falta descobrir e fixar o melhor horário para a prática que será diária. Hoje foi ao final da tarde. Amanhã experimento outro horário. E depois todos os dias terei 35 a 40 minutos dedicados só a mim e à prática de Yoga.

{#010.356.2026}

148 dias. Que são 4 meses, 3 semanas e 5 dias. Sem fumar!

…mas não nego que o frio me tem feito querer muito fumar um cigarro…ou dois…ou…

Não o farei. Pelo menos não tão facilmente quanto isso. Tem sido uma luta interna muito forte. Eu sabia que iria ser difícil. Não sabia que algum dia conseguisse abrir mão de um prazer que me acolhia, aconchegava, não criticava nem exigia nada em troca. E, olhando para trás, esteve “sempre. Nos momentos bons. Nos momentos menos bons. Mas especialmente nos momentos maus e até muito maus.

148 dias sem fumar. Segunda feira, dia 150, tenho que informar o microsobrinho do número de dias. Se há alguém que comemora comigo é ele. E é também ele que me ajuda a manter a minha bolsa do tabaco, onde tenho a máquina para encher tubos, a caixa metálica velhinha de tantos anos de uso a transportar os tubos, e o pacote de Marlboro com tabaco mais do que suficiente para fazer alguns cigarros, dizia eu que é também o microsobrinho que me ajuda a manter a minha bolsa do tabaco algures dentro de uma qualquer gaveta da mesa de cabeceira. Acho eu… Não tenho a certeza nem me apetece confirmar, por isso ficamos como estávamos: assim e pronto.

148 dias. Que serão para continuar a contar.

{#009.357.2026}

Janeiro. Dos dias frios e das noites geladas.

Mas também tem coisas positivas:

• ouvir na consulta: “está muito melhor“, o que significa que, mesmo sem saber muito bem como e sentindo-me demasiado perdida demasiadas vezes, estou a fazer o caminho da forma que é suposto acontecer. Devagar. Ao meu ritmo. Adaptando o que é de adaptar. Ajustando o que é de ajustar. Reaprendendo o que é de reaprender. E, devagarinho, começar a aceitar o que tenho feito por recusar…

• pouco depois das 18h e ainda não é totalmente de noite. O Solstício de Inverno, dia em que se deu o dia mais curto e a noite mais longa, ainda não aconteceu há 1 mês. De imediato os dias começaram a crescer e agora, 20 dias depois, já se nota tão bem o crescente dos dias.

Os dias são frios. As noites são geladas. Mas, assim como eu, ao seu jeito e ao seu ritmo, Janeiro percorre o caminho que é suposto percorrer.

Que Março chegue rapidamente! Que nos traga a Primavera e nos devolva as andorinhas! E, mais perto do final do meu mês, que me seja possível renascer.

{#008.358.2026}

Quando todas as palavras já não chegam. Quando já não é possível usar uma só palavra para dizer o muito que é tanto que é imenso.

Charlie
Alpha
Tango

E escrevo. Descrevo. Dito num minuto. Um só minuto que permanece gravado no éter que eternamente nos acolhe e aconchega e assegura que

Sem Ti não há Nós

.

Uma história que é só Nossa num Mundo que é só Nosso num tempo que só a Nós pertence.

O Nosso espaço.
O Nosso tempo.
O Nosso Mundo.
A Nossa bolha em conchinha de bichinho de conta onde só Nós sabemos porque não queremos sair.

Sem Ti não há Nós.
Tão simples…
…tão complicado…

Tão Nós!

Tão Nosso!

Charlie
Alpha
Tango

e o rádio que não dá música não é radinho de pilhas.

Eu e TuNós

mas

Sem Ti não há Nós

Boa noite. E até amanhã.

{#007.359.2026}

A dor.

O frio.

O medo? Pavor.

Nem tudo é tão simples e fácil de entender como preto e branco quando existe uma imensa colecção de cinzentos pelo meio.

………continua a ser tudo um dia de cada vez, sempre sem pressa………

……e sei, também, que posso magoar sem intenção seja quem for quando a dor me contorce e me contrai e me faz gritar……

merda!

{#006.360.2026}

Overwhelmed porque a palavra correspondente em português não me convence. Não comporta o muito que é tanto que é demasiado que está a mexer comigo. Tanta coisa em tão pouco tempo numa só pessoa que sou eu que preciso de processar e digerir enquanto alguém algures viu em mim o boneco de voodoo perfeito e não poupa agulhas e ferros em brasa no meu braço, não importa a que horas do dia ou da noite tantas vezes quantas a desejadas no mesmo dia. Magoa-me a dor física num braço sem lesão que confunde o cérebro que lê os sinais de dor quando a mensagem enviada é de outra coisa qualquer. Magoa-me que eu própria magoe terceiros e como cérebro lesionado leia o que não é.

Overwhelmed. Muito. Confusa. Dorida. Baralhada. Acima de tudo farta. De todo este meu novo normal! Que eu não procurei!

Desligo. Visto a minha armadura. Assumo que volto a brincar ao Faz de Conta! Dois ou três dias para limpar e organizar as ideias e o sentir. Sei o que quero. Sei como quero. Sei mais do que devia? Sei lá eu o que é que sei!

DES
LI
GO

!!

Overwhelmed e a sentir que é tudo too much sendo só para mim! Dois ou três dias? Não mais. Idealmente seria fora daqui. Não vai ser. Mas preciso tanto de brincar ao Faz de Conta por um bocadinho. Só assim vou conseguir não me escavacar completamente.

……onde é que fica o botão para pausa……?

{#005.361.2026}

Dos dias em que é preciso desligar de tudo: o dia de hoje.
De manhã, ainda a Fisioterapia. Consulta de reavaliação com o Fisiatra para preparar o próximo ciclo de tratamentos. E a brutalidade da primeira pergunta, tão directa, tão crua. Tão real e verdadeira. “Então e quedas? Como é que isso está?”
Na verdade, o tema quedas que já deixou de ser um “se” e passou a um “quando”, mantém, e com orgulho!, o “ainda não”. O tal “ainda não” que pretendo manter durante muito tempo, de preferência para sempre. O que eu duvido, mas isso sou eu. Por isso, doutor César, é com muito orgulho que digo que AINDA NÃO caí.

…mas desligar do Mundo e fazer kaput no sofá? Claro que sim! Logo a seguir ao almoço, sem pensar muito, sem me esquecer de nada.

Acordei várias horas depois. Descansar? Sim. Desligar para reiniciar o meu sistema. Depois se vê em que resulta.

{#004.362.2026}

Para fazer de um dia banal um dia quase perfeito: trazê-lo até aqui para partilharmos este pôr do Sol na praia.

Não seria um dia 100% perfeito, mas 99,999% seria de certeza.

(Para atingir os 100% era preciso conseguir eliminar de vez a dor pavorosa no meu braço que não tem sequer descrição possível…)

{#003.363.2026}

Sair de casa todos os dias um bocadinho. Dar uso às pernas. Mesmo que esteja muito frio na rua e o frio se entranhe nas pernas e se transforme em dores nos músculos, nos ossos, nas articulações… E, ao chegar de volta a casa, cansada, exausta, descalçar os ténis, vestir o casaco habitual de casa e……uma vontade enorme e absurda de fumar um cigarro!

Mas não, ao fim de 140 dias sem fumar e depois de um dia digno de um filme de terror pelos vários episódios de crise de picos de dor violenta no meu braço que em todos eles, para tornar suportável o insuportável, a dor foi gritada, não cedi ao fumo…

A onda de picos de dor violenta e excruciante no meu braço esquerdo voltou. Ou será que nunca me largou…? Não sei. Sei apenas que, para tornar suportável o insuportável, continuarei a gritar a dor seja a que horas for.

{#002.364.2026}

Há sempre uma primeira vez“, toda a vida ouvi esta frase que, querendo ou não, faz todo o sentido por ser verdade. O que nunca ouvi porque por algum motivo ninguém diz é que, às vezes, a primeira vez dói. É difícil de acontecer. Não tanto pela inexperiência normal de uma primeira vez, mas tantas vezes por ser uma espécie de choque de realidade.

Hoje foi dia de uma primeira vez que aconteceu sem preparação prévia, sem anestesia e com uma valente tentativa de florear a questão. Uma questão que é minha e que, já percebi, ainda não aceitei.

Hoje liguei a um amigo a pedir orientações para encontrar a pessoa certa para me ajudar com a questão da dor violenta no meu braço. Já não falávamos de viva voz há algum tempo, mas não foi por aí que gelei de cima abaixo. A conversa começou como todas as conversas. E, de repente, disse-lhe: “como já deves saber, eu estou doente…”……euestoudoente……parece uma frase tão simples…

………é uma frase violenta porque verdadeira numa história que tem que se ajustar à nova realidade e ainda nem sequer aprendi a escrevê-la……

Foram 3 palavras.
3.

…só eu sei o que me custou esta primeira vez de ter que dizer 3 palavras que dizem tanto e que eu insisto que é tanto mas não é tudo porque eu sou tão mais do que 3 palavras…

Há sempre uma primeira vez. E hoje houve. E foi provavelmente a primeira vez que mais me doeu em apenas três palavras……

{#001.365.2026}

2026 corre solto por aí há muito perto de 24 horas e eu ainda não fechei 2025. Porque, para além de ter sido mais um ciclo de 365 dias, foi também mais um capítulo da minha História. E eu preciso sempre de, de uma forma ou de outra, encerrar todos os meus capítulos…e também por isso quero, de alguma forma, encerrar 2025

E dizer adeus a 2025 tinha que, obviamente, passar por acompanhar o último pôr do Sol do ano na praia. Mais uma vez percebi que fazer o caminho até lá já não acontece como antigamente, um “antigamente” que não aconteceu há tanto tempo como isso. Não interessa. Essa foi só uma das tantas coisas que aprendi em 2025. E agora que penso nisso, a grande maioria das aprendizagens de 2025 não são de coisas simpáticas…

…mas mesmo as coisas não tão simpáticas me fizeram, de alguma forma, crescer.

Entretanto, a meia noite de 2026 chegou com o fogo de artifício lá fora, a minha voz a gritar a dor para conseguir suportar o insuportável cá dentro. A dor que chega em picos e que me faz tremer como se de uma convulsão se tratasse…

Não consegui apresentar à meia noite os meus desejos organizados para 2026. Nem às 2h da manhã quando ele me perguntou “Desejo para 2026?“. Não soube responder mais do que a vontade de terminar com a dor que me agride, que me consome, que me queima e me corrói…!

Agora, 24 horas decorridas desde a chegada de 2026, continuo a responder “não sei“, como lhe respondi a ele às 2h da manhã. Porque, na verdade, me sinto muito perdida numa espécie de limbo, ainda a flutuar entre 2025, o ano que já não é, e 2026, o ano que quer tanto simplesmente SER!…e acho que é disso que tenho medo, porque o meu 2026 só vai depender de mim para SER alguma coisa…o que for! Mas…e se eu não conseguir que seja algo de muito bom quando está muito nas minhas mãos…?

Eu sei, ter medo de algo que não se conhece é perfeitamente natural, mas fazer o caminho desconhecido de 2026 de mão dada com alguém…de mão dadacom ele

…um dia de cada vez e o primeiro dia de 2026, o desconhecido, já terminou. Eu ainda flutuo no limbo entre anos. Mas amanhã……amanhã logo procuro ver 2026 e depois logo se vê……

{#362.004.2025} que na realidade é (ou devia ser) {#365.001.2025}

Último dia do ano, o 11• ano em que escrevo todos os dias e cada nova publicação é identificada, no título, com:

1- o número do dia no conjunto total dos dias do ano e em contagem crescente

2- o número de dias que faltam para o ano terminar e em contagem decrescente

3- o número que identifica o ano em questão

Assim, e pegando no facto de ser o último dia do ano, o título da publicação de hoje deveria ser {#365.001.2025} e não o disparate que lá está: {#362.004.2025}. Sim, é um disparate! Porque este título já devia ter sido utilizado há 3 dias. 3 dias que, de alguma forma, se perderam por aí.

Não faço a mais pequena ideia do que se passou aqui, de como é que perdi esses dias, como é que me enganei na contagem. Ou será que durante 3 dias que não sei quais eu simplesmente não publiquei nada…? Não sei…não me lembro de ter deixado dias por contar, por escrever alguma coisa mesmo que não tivesse nada para dizer…não sei…não sei mesmo!

…mesmo não percebendo o que aconteceu, mesmo não fazendo a mais pequena ideia, não me vou preocupar com isso. Acontece. Ou não, mas aqui aconteceu. E ter acontecido pela primeira vez numa publicação diária há mais de 11 anos é muito bom! Lembro-me que há uns anos aconteceu alguma coisa muito parecida ou muito do mesmo género, já nem sei ao certo o que se passou e também não me apetece ir procurar o que, na realidade, não é minimamente importante!

Posto isto, vou só ali fazer um acrescento no título, uma espécie de remendo! E está tudo bem. O registo diário habitual segue dentro de momentos!

{#361.005.2025}

Eu sou uma miúda muito old-school. Entendo e até aceito que o digital revolucionou tanta coisa, aproximou quem estava longe, de alguma forma juntou pessoas que, de outra forma, talvez nunca se viessem a conhecer. Não digo que o digital “estragou tudo”, porque não estragou. Só mudou muita coisa.

Sendo eu miúda old-school, gosto muito de receber (e enviar!) correio de forma tradicional: em papel, escrito à mão, em formato de postal ou carta. E, volta e meia, recolho moradas para fazer chegar os meus envios! Sim, convém pedir a morada quando alguém diz que vai fazer um envio

Em 2014, quando comecei a minha “campanha” de envio de postais, ouve quem, nascido e criado na época digital, me tivesse dito “enviar um postal? Para quê? Ainda se fosse um email…”
Não recebeu um postal, mas também não recebeu nenhum email. Meu, pelo menos. Porque nunca iria conseguir entender a importância de um postal tradicional, um suporte físico que pode tanto substituir o formato digital. Porque, no formato físico, fica gravado tanto de quem faz o envio. Coisa que o digital nunca conseguirá alcançar.

Por isso é que, ainda não passava muito das 10h da manhã, eu bati palminhas de contente. Os CTT Expresso faziam-se presentes. Já tinham pedido a minha morada atempadamente porque, sem uma morada, até podiam ter data limite para fazer o envio que, obviamente, não iriam fazer. Mas é correio físico! Em papel! E é só isso que eu peço: um postal (ou uma carta), em formato tradicional, ou seja papel! Mas não se esqueçam de pedir a morada para o envio. É que o carteiro não sabe onde é que eu moro…!

{#360.006.2025}

Facto: o Solstício de Inverno aconteceu no último dia 21 de Dezembro. Hoje é dia 29. Tendo acontecido o Solstício de Inverno, é certo que o Inverno terá começado nesse momento, nessa data pelas 15h03m. Ou seja, sendo hoje dia 29 de Dezembro, o Inverno está connosco há 8 dias e uns pozinhos.

Eu já sabia que o meu diagnóstico não se dá muito bem com o calor do Verão. Senti-o literalmente na pele, mas não foi assim tão difícil de sobreviver ao Verão.

Mas o que eu não me lembrava mesmo era do quanto o meu diagnóstico se dá MAL com o frio do Inverno! E hoje tive um pequeno reminder do que é o frio do Inverno num corpo com dificuldade de regulação de temperatura, um corpo que reage muito mal ao frio sendo muito difícil e muito doloroso simplesmente caminhar!

Podia tomar um duche quente para descongelar as pernas e aquecer o corpo? Bem…na realidade, poder até podia. Mas não ia correr bem. Aliás, ia correr MUITO MAL! Água quente? O meu corpo, em especial as minhas pernas!, iam reagir muito mal! Se o frio já me dá dores horríveis nas pernas e me congela os movimentos, a água quente faz aumentar a intensidade do choque térmico e exacerba a intensidade das dores. Por isso, não, um duche quente não é solução para aquecer…

Se tenho alternativas? Tenho uma (pequena) lista de alternativas que quero muito tentar. Que vou fazer tudo para conseguir tentar! Porque, neste momento em que estou tão farta de ter dores por causa do frio, vou procurar todas as alternativas que me possam ajudar para lá do aquecedor que, em casa, me vai aliviando a temperatura…

Mas, sim! Alternativas? Venham elas!

{#359.007.2025}

Fim de Dezembro, sinónimo de final de ano em pleno Inverno.

O frio. Tanto. Janeiro é sempre mais frio e todos os Invernos temo a chegada do frio de Janeiro. É certo que já se percebem dias a crescer, a alongar devagarinho e discretamente, mas o frio…o frio de Janeiro…

Valem-me os dias de Sol. Café na esplanada ao Sol seguido de ida ao Parque que expõe o seu cenário de Inverno que nos ensina tanto…basta olhar com olhos de quem quer ver!

Eu sei, ainda estamos em Dezembro. E este frio só pode ser uma preparação para Janeiro. Mas, e se é que posso pedir seja o que for, se for para Janeiro ser gelado, ao menos que venha tranquilo. Também não pode ser um mês a exigir tudo de uma vez e a dar muito pouco em troca.

Vamos devagar, devagarinho, um dia de cada vez?

{#358.008.2025}

…às vezes, a única vontade que dá é de fazer um bom CTRL+ALT+DEL, abrir o Gestor de Tarefas, encerrar os processos que estão a funcionar mal e forçar o Reiniciar do sistema só para tentar descansar e recuperar um bocadinho que seja…

…não sendo possível, dedico-me a esconder-me do frio passando a maior parte do dia a dormir, eu e a Sushi, no quentinho da minha cama. Para, já tarde na noite, voltar à rotina da dor que não deixa ninguém descansar cá em casa e da qual não sei como fugir…

…estou tão farta desta rotina nocturna extremamente dolorosa…alguém tem alguma dica de como parar isto?! É que eu já não aguento muito mais…

{#357.009.2025}

Sushi, de seu apelido Muchi, nascida e criada na Margem Cool, Margem Sul para os amigos, residente cá em casa desde os 2 meses de vida, mais dia menos dia, nos idos de Setembro de 2007. Há 8 anos a fazer companhia, a enfiar-se debaixo dos meus pés numa tentativa até hoje frustrada de me atirar ao chão e a dividir as horas de sono entre mim e a minha mãe (a minha mãe ganha à vontade!).

Nestes 8 anos, tem sido mais ou menos comum encontrar a Sushi enroscada no meu colo. Mas a dormir encaixada na minha cintura com a cabeça apoiada na minha coxa como se fosse uma almofada é uma situação muito mais recente.

Eu sei que os gatos nos protegem e cuidam de nós quando não estamos bem. E, de facto, as minhas noites nas últimas semanas têm sido muito más. E ela já percebeu que eu não estou bem. Porque quando começa a inquietação cá em casa e a dor me faz gritar, é certo que ela vem tratar de mim. Como esta manhã, em que se deixou fotografar encaixada na minha cintura. Enquanto fazia algum tratamento preventivo? Quem sabe. Ou como agora, em que as dores já se fazem sentir muito violentas, já comecei a queixar-me e ela acabou de enroscar e aninhar em cima dos meus pés.

Não sei exactamente o que os gatos fazem para nos proteger, não sei o que fazem nem como fazem para cuidar de nós. Sei apenas que o fazem. E a Sushi está aqui para tirar quaisquer dúvidas que ainda pudessem existir. Eu sei que não estou bem. A minha mãe também sabe que eu não estou bem. E a Sushi já percebeu que eu não estou bem e que preciso muito dela. E é tão bom perceber o cuidado dela nestes momentos complicados…

{#356.010.2025}

Cá por casa, Natal tem sido quase sempre sinónimo de livros novos. E este Natal decidi arriscar e apostar num projecto muito simpático e muito fofinho que mais ou menos me recordou o atirar, de costas ou de olhos fechados (ou, até, “ambos os dois em simultâneo ao mesmo tempo“), uma moeda a um poço, um lago ou uma fonte e formular um pedido: quero um livro! E aproveitei e fiz um pedido “2 em 1”: quero um livro sem ter que escolher!

E assim foi! Um pedido “2 em 1” resultou num Blind Book também ele em versão dupla! A Família Bellamy chegou cá a casa em 2 volumes que já me deixaram curiosa! E um dia destes inicio então uma viagem no espaço e no tempo até Londres no início do séc. XX com a família que acabou de me adoptar!

…e claro que tinha que vir um postal @blind.book.portugal a acompanhar e também ele assumidamente “2 em 1”, sendo um postal simpático e acolhedor e também marcador de livros. E adoro a “caricatura“, que penso ser dos avós responsáveis pela existência desta colecção de livros que agora é partilhada. E que sorrisos maravilhosos para acompanhar os livros nas suas novas estantes e que tão bem acolhem os novos leitores!

Adoro!

{#355.011.2025}

presente

(pre·sen·te)


adjectivo de dois géneros

1. Que está no lugar onde se fala ou de que se fala. ≠ AUSENTE

(…)

“presente”, in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2025, https://dicionario.priberam.org/presente.

Véspera de Natal. E a certeza de que o Natal é feito de presentes e não de prendas. Os meus melhores e maiores presentes, no Natal ou noutra qualquer data? Festiva ou não? Os meus sobrinhos. Os homenzinhos da minha vida. Que o serão sempre. E para sempre.

{#354.012.2025}

16h10m. Aquela hora em que o quadro geral de electricidade rebentou. Mais uma vez. Mais uma vez porque existe um qualquer problema responsabilidade da EDP que insiste em não estar resolvido. E, ao que parece, esse mesmo problema mexe com a manutenção dos elevadores. Não sei. Não sei pormenores nem sou eu que tenho que saber. O que sei é que, desde essa hora, METADE do prédio está às escuras. Porque o quadro kaput e a luz desse lado disse thank you bye bye. São agora 19h10m. Eu saí de casa quando ficámos sem luz.E a metade afectada? Continua sem luz…e tinha que ser a minha metade!

Já desci, a pé (e a medo!), os piores 25 degraus excessivamente inclinados que conheço. E para não ir de cabeça parar ao r/c desci de marcha atrás…de costas para conseguir manter o equilíbrio. Sempre tive medo de descer estes degraus. Hoje? Tive pavor!

Quero voltar para casa. Se já tivesse luz, mesmo que sem elevadores!, ia para casa embrulhar-me na minha manta e assumir o meu papel de avestruz e esconder a cabeça na areia! E fazer de conta mais uma vez! Fazer de conta que o frio não me faz ter ainda mais dores nas pernas ao ponto de quase não conseguir andar! Fazer de conta que não tenho todos os músculos do meu corpo presos porque a espasticidade assim o dita! Fazer de conta que não tenho vontade de me meter numa qualquer piscina aquecida só para soltar os músculos!

…e fazer de conta que não quero chorar! Ou que não preciso de chorar!…que preciso TANTO de chorar…

Sem luz em casa e a precisar TANTO de voltar rapidamente para MINHA casa…continuemos então a fazer de conta que está tudo bem. Mesmo sabendo que não, NÃO ESTÁ tudo bem…