Category Archives: {#2021.Junho}

{#175.191.2021}

Mais um dia vazio. Azul apenas ao fim do dia, um pouco de esplanada para arejar as ideias.

Disponibilidade sempre, e hoje sublinhada. Se foi entendida, não sei. Sei apenas que tenho essa disponibilidade para quem trago cá dentro.

Amanhã será um dia melhor. Assim o espero. Não sei até que ponto irei fazer por isso nem sei se o dia em si o permitirá. Mas desejo muito que seja melhor. Ou, pelo menos, um pouco mais animado. Estou cansada deste marasmo. Estou cansada de perder a conta aos dias que passam. Cansada de não ter a certeza que dia é.

É quinta feira. Não me posso esquecer. E não me posso perder novamente.

Amanhã, sexta feira, será melhor.

{#174.192.2021}

Dia de vacina. Uma espécie de normalização do que nos tirou a normalidade.

Noite interrompida novamente. Manhã de miúdas. Tarde de ronha. Início de noite de emoções. Foi um dia longo, este.

Agora é descansar. Amanhã será melhor.

{#173.193.2021}

Dia estranho este. Demasiado parado. Sem nada a acontecer, sem nada a registar, sem nada para contar. Sem nada para reflectir.

Amanhã será melhor. Ou, pelo menos, diferente. Porque amanhã há coisas a acontecer.

Por hoje chega. Já se faz tarde. Não vou procurar nada para acontecer ou para reflectir. Amanhã sim.

Mantenho, no entanto, o olhar lá em cima. E vejo dias azuis. Amanhã volto a olhar para cima. E o dia será, novamente, azul.

{#172.194.2021}

Dia um pouco mais ocupado, que me obrigou a sair de casa mais vezes do que o habitual. Que me manteve a cabeça um pouco mais ocupada.

O dia, só por isso, mesmo tendo sido mais um dia igual aos outros, não foi totalmente mau. Foi só mais um dia.

Amanhã não será muito diferente, apenas não está prevista nenhuma saída extra.

É o solstício de Verão. O triunfo da luz sobre a escuridão. O dia mais longo do ano. Mas nem por isso o celebro. A vontade inicial era de sentir este dia longo de forma diferente. Mas não me foi possível vivê-lo como gostaria. Fica apenas o registo: são 21h52m e ainda não é totalmente noite.

A partir daqui vai ser sempre a descer no número de horas de Sol. Mas não me posso esquecer que a luz também somos nós que a trazemos em nós. E eu não posso deixar que a minha luz esmoreça.

Amanhã será melhor. A memória não me falha, mas não está presente como no início deste período. O que é bom. E por isso será um dia melhor.

{#171.195.2021}

Revisitar aqueles 42 dias que foram e não podiam ser. Vai ser duro, como é todos os anos nesta altura.

Amanhã será melhor. Estarei um pouco mais ocupada e distraída. Porque às vezes é preciso estar ocupada para não sentir. E eu agora preciso de não sentir. Porque esquecer não esqueço. E a memória de calendário não perdoa.

Vai correr bem. Vai ter que correr bem. Amanhã será melhor.

{#170.196.2021}

Faz hoje 7 anos que engravidei. Vou continuar a fazer de conta que não me lembro. Vou continuar a fazer de conta que não me lembro que hoje o meu filho teria 6 anos e deveria estar aqui comigo.

Vou continuar a fazer de conta que não me lembro do período muito negro que veio depois dessa gravidez que não foi, que não podia ser.

É, vou continuar a fazer o que sei fazer melhor: fazer de conta…

{#169.197.2021}

Junho. E está frio.

E os meus dias são frios também, por serem vazios e sem sentido.

Estou cansada disto. Vai ter que melhorar rapidamente. Embora continue a não me sentir nem um pouco confortável com a ideia de voltar ao trabalho de forma presencial. De início o trabalho remoto deixou-me apreensiva pela quebra de rotinas e interacções. Mas facilmente percebi que o trabalho remoto é melhor em tantos aspectos. Agora pode haver a possibilidade de voltar a trabalhar de forma presencial, mas os riscos são imensos. E não quero isso para mim… Não sei o que fazer…

Amanhã é dia de terapeuta fofinho. E iremos falar sobre esta questão. E eu já sei o que ele me vai dizer. Mas a verdade é que não me agrada a ideia de voltar aos transportes públicos…não enquanto o risco é tão elevado como é agora. Sim, posso dizer que tenho medo. E a ansiedade dispara sempre que penso nessa possibilidade.

Vamos ver. Esperar para ver. Amanhã logo se vê. Amanhã pode ser que seja um bocadinho melhor que hoje. Mesmo que continue o frio e venha também a chuva. Vai ter que ser melhor…

É Junho. E está frio…

{#168.198.2021}

Ando completamente perdida no tempo. Hoje dei por mim a perguntar, por duas vezes, em que dia da semana estamos. Quarta feira ou quinta?

Já sei que é quinta feira. Mas esta falta de noção do tempo deixa-me confusa. Faz-me sentir ainda mais perdida do que sinto por norma.

A semana passou a correr. E ao mesmo tempo tem sido longa. Mas, claro, sem grandes coisas a acontecer. Ou melhor, com algumas coisas a acontecer quase todos os dias. Uma ida a Lisboa. Um café de miúdas. Uma entrevista de emprego. Só hoje não aconteceu nada.

Amanhã também dificilmente acontecerá alguma coisa, será mais um dia igual aos outros, sem História ou histórias. É o mais certo. Mas mantenho sempre a esperança que algo de bom pode acontecer.

Por hoje chega. E faço por não pensar no que gostava tanto que acontecesse. Sendo algo que não depende de mim, o melhor mesmo é não pensar nisso. Porque, se dependesse, já tinha acontecido há bastante tempo.

Enfim. Melhores dias virão. É o que se costuma dizer, não é?

{#167.199.2021}

Dia tranquilo o de hoje, que apesar de tudo passou demasiado rápido. Não dei pelo tempo passar. E nem sempre isso é positivo.

Uma entrevista de emprego e a possibilidade de voltar ao activo em breve. Mas com a componente presencial, o que nos tempos que correm não me agrada nem um pouco. Não me deixa confortável e deixa-me, acima de tudo, insegura. E a ansiedade faz-se sentir, claro.

Vamos esperar para ver. Nada está garantido ainda. Mas não me agrada ter que voltar aos transportes públicos sabendo que, por muito cuidado que tenha, o risco é muito elevado.

Olho para cima. É o melhor que posso fazer agora. E vejo a minha Lua lá em cima, em crescendo devagarinho.

No fim posso dizer que foi um dia azul. Tranquilo apesar da incerteza da entrevista e do possível resultado. Amanhã? Logo se vê. Será, com certeza, mais um dia igual aos outros.

{#166.200.2021}

Um café de miúdas numa esplanada sabe sempre bem. E hoje houve um desses cafés.

E à tarde uma espécie de boas notícias. Que saberei mais pormenores amanhã. Mas que pode ser exactamente o que estou a precisar.

De resto, nada mais a registar. Para variar. Mais uma noite difícil e interrompida que voltou a fazer com que o início do dia fosse mais complicado. Mas não há muito que possa fazer para mudar as noites neste cenário.

Enfim… Amanhã será melhor. Nem que seja pela hora marcada às 14h30. Vamos ver como corre.

Por hoje chega. E ainda vou saboreando pequenos nadas que já vêm de ontem e que para os outros podem não dizer nada mas que a mim aconchegam. Pequenos nadas? Guardo todos. Um dia ainda se transformam em grandes tudo.

{#165.201.2021}

Há sítios que fazem parte da minha História mas que nem por isso me deixam muito confortável. E hoje fui a um desses sítios. Onde nasci, cresci e vivi durante 20 anos. Nunca me afastei, na verdade. Sempre foi uma espécie de segunda casa onde só voltava para ir ao médico.

Como hoje. E o desconforto de outros tempos fez-se de novo presente. Como faz sempre.

É uma espécie de relação de amor/ódio muito intensa. Pode ser que um dia passe.

Valeu a pena, no entanto. Nem que seja só por ter saído de casa. E do bairro.

Amanhã volto à rotina de não ter rotina. Se vai ser melhor? Não sei. Amanhã se vê.

{#164.202.2021}

Mais um domingo que, no fundo, foi mais um dia igual aos outros. Com excepção do jantar, inesperado.

Tirando isso, sofá e televisão.

Amanhã é dia de sair. Será melhor só por isso.

{#163.203.2021}

Não, o dia de hoje não foi melhor do que o de ontem. Não tendo sido mau, podia ter sido melhor.

Foi, como sempre, mais um dia igual aos outros. Voltei a olhar para cima para não me esquecer que não posso voltar a prender os olhos no chão.

Amanhã veremos como será. E se chover, como está previsto, que chova apenas lá fora quando a vontade é de chover cá dentro também.

{#162.204.2021}

Mais uma noite interrompida que resultou num dia difícil de gerir e digerir.

Mais um pouco de tempo em esplanada vazia.

Até quando?

Amanhã não deverá ser muito diferente. Espero apenas que seja melhor, apesar de tudo…

{#161.205.2021}

Dia de eclipse que não acompanhei, depois de mais uma noite interrompida. Portanto, mais uma noite igual às outras.

Tal como o dia, ainda por cima feriado. Que é o mesmo que dizer que foi, novamente, mais um dia igual aos outros.

Até quando é que os meus dias vão ser assim? Até quando é que vou aguentar estes dias assim? A resposta é simples: não sei. E tenho receio. Claro que tenho. Tenho receio de regredir e voltar ao túnel da depressão.

É tão fácil voltar lá. Tão demasiado fácil. E por isso mesmo tenho receio. Tenho medo de não aguentar. A ansiedade já se está a fazer presente. O constante estado de alerta também. As noites mal dormidas, que são interrompidas, também não me ajudam.

Sei que um dia tudo vai melhorar. Vai mudar. Vão voltar as rotinas que me fazem falta. Mas até esse dia vou ter que continuar a aguentar os dias sempre iguais.

Amanhã vai ser melhor. Resta-me acreditar nisso. Amanhã logo se vê. Mas vai ter que ser melhor.

{#160.206.2021}

A ansiedade mói. E dói. E cansa. Muito. Depois da ansiedade toda do dia de ontem, hoje estou muito cansada. Especialmente depois da consulta com o terapeuta fofinho em que, finalmente, falei de tudo o que me consumiu nos últimos dias.

O silêncio foi, finalmente, quebrado. Se fiquei aliviada? Sim, claro que sim. Mas ficou a faltar alguma coisa.

Enfim. Amanhã será melhor. Assim como foi hoje. E vai também ser mais tranquilo.

{#159.207.2021}

O silêncio dói. A ele rapidamente se junta a facilidade que a minha cabeça tem em fazer todo o tipo de filmes, especialmente de terror. E a tudo isso se junta a ansiedade.

Não admira, portanto, que hoje só tenha vontade de chorar… Não o vou fazer, mas sinto que tudo isto me está a consumir demasiado.

Eu sei. Está tudo na minha cabeça. Há, de certeza, um bom motivo para tamanho silêncio. E há-de estar tudo bem. Mas custa. Muito. Tanto. Demasiado.

Não quero isto para mim. Especialmente sabendo que as coisas são como são. “É o que é.” E está tudo bem.

Mas não está. Pelo menos não comigo, não está. A minha costela Borderline tem estado sossegada, mas esta semana acordou. Este silêncio acordou-a. E eu não sei lidar com este medo. De abandono? Sim, será isso mesmo. Medo de abandono. De rejeição. Coisas típicas de uma personalidade Borderline. E eu não sei lidar com isto de outra forma que não seja a fazer filmes de terror na minha cabeça.

Gostava tanto de não ser assim. Gostava de ser mais serena. Mas para isso era preciso não sentir tudo tão intensamente como sinto. O bom e o mau.

Porquê este silêncio…? Sei que mais dia, menos dia, o silêncio será quebrado. E até lá só posso esperar que esteja tudo bem. Sem saber exactamente o que fazer para suportar esta ansiedade e sem saber parar os filmes que crescem na minha cabeça.

É horrível sentir tudo desta forma. É horrível ter vontade de chorar por causa desta situação que é, no fundo, quase ridícula. É uma patetice. É uma coisa quase infantil. Mas é minha. E é real.

Existe. Consome-me. E sou eu e só eu que tenho que viver com isto. E não é fácil. Quando é tão fácil fazer parar. Basta que o silêncio seja quebrado.

É tão fácil… Mas não depende de mim. Não posso controlar esse silêncio. Nem posso forçar nada mais do que tenho “forçado”.

Amanhã será melhor. Vai ter que ser melhor. Porque eu não aguento muito tempo assim sem quebrar. E não quero quebrar.

Nem posso quebrar. Não outra vez.

{#158.208.2021}

Mais um dia igual aos outros. Sem muito sentido. Sem nenhum propósito. Sem qualquer ânimo.

Bem tento fazer com que os meus dias sejam diferentes. Mas não é fácil quando não há muito para fazer.

E estou, novamente, a sentir-me invisível. E a não gostar de o sentir. Mesmo sabendo que não há grandes motivos para ser de outra forma. E é em momentos como este que ponho em dúvida aquele tal gut feeling que me visita regularmente. Talvez não passe só de wishful thinking. Mas seja uma coisa ou outra, tem sido isso que me tem dado algum ânimo.

Vamos ver até quando…

{#157.209.2021}

Há dias em que a vontade de chorar, sem motivo aparente, é mais que muita. Hoje foi, é, um desses dias.

É desânimo. É desalento. É vontade de me fechar na minha concha.

Mas, apesar da vontade, não choro.

Respiro fundo, olho para cima e sigo em frente. É possível que amanhã o dia seja melhor. Por hoje combato essa vontade e faço de conta que está tudo bem. Não está. Mas sou perita em fazer de conta.

{#156.210.2021}

Sábado. Daqueles dias sem História ou estórias.

Mas hoje com bolachinhas feitas em casa. E das boas.

Não é preciso muito para fazer a diferença num dia aborrecido.

Amanhã? Logo se vê.