Monthly Archives: November 2018

{#314.52}

Não gosto da cor com que tenho pintado os meus dias…

{#313.53}

Foi há 5 anos que deixou de acontecer só aos outros. Os outros passámos a ser nós…

Tanta coisa que aconteceu e no entanto está tudo na mesma. Na mesma não. É impossível estar na mesma. Mas parece que foi ontem, mesmo à distância de há 5 anos.

Como assim, 5 anos?

Ainda dói relembrar tudo. Mas também dói o que ficou depois de tudo.

E eu achava que este dia há 5 anos me tinha ensinado que não há tempo para perder Tempo. E ensinou, de facto. Mas tenho-me esquecido disso ultimamente e tenho deixado andar. Não posso. Porque 5 anos passam como se fossem 5 dias e eu ando aqui a queimar o que não tenho: Tempo.

5 anos. Ficou um vazio. De quem já não está e, também, de quem já não é quem era.

Não, não posso esquecer o que aprendi à força. À força do mal, da falta de Amor. É tudo Tempo. Contado ao segundo. E eu sinto que o meu se está a esgotar e eu sem o agarrar.

Não posso deixar esgotar o tempo que tenho. Que é pouco, para não dizer que é nenhum. Porque, lembro-me bem, o amanhã não está garantido.

5 anos. Foi há 5 minutos. Tanto tempo, Tempo nenhum.

E tanto que aconteceu nestes 5 anos e tanto que está na mesma no que se perdeu.

Chega. Não vou perder mais Tempo.

{#312.54}

Inspira. Expira. Repete.

Um dia de cada vez. Novamente.

{#311.55}

O medo é o que me consome. E eu não quero ter medo.

{#310.56}

Resisti durante algum tempo. Mas hoje dou o braço a torcer. Ou melhor, já dei o braço a torcer há muito tempo. Hoje reconheço a importância de ter deixado de resistir.

Pouco a pouco as coisas foram melhorando. Eu fui melhorando. E hoje cumpre-se mais um objetivo.

Volto ali daqui a 5 meses. Tempo mais do que suficiente para mudar tanta coisa, de preferência para melhor.

{#309.57}

Porquê complicar o que é simples?

O meu trabalho tira-me anos de vida. Pessoas de mal com a vida, de mal com o Mundo, que complicam o que é simples.

Tenho saudades de quando o meu trabalho envolvia tecidos e cores e o que ouvia das pessoas eram palavras gentis. Hoje já nada disso existe, já nada disso acontece. Mas, se pudesse escolher, não hesitava.

Tenho trabalho, sou grata por isso. Mas custa-me ouvir tanta gente de mal com tudo. Mesmo sabendo que não é nada comigo, não é nada pessoal, não sou eu a causa de tanto mal estar. Mas é o meu trabalho e não posso esquecer-me disso. Até quando saio triste por não entender tanto azedume. Tanta energia negativa. Tanta coisa má.

Já gostei mais do que faço. Hoje não sei dizer o que sinto em relação a isso. Só sei que não entendo.

Para quê complicar o que é simples…? Para quê tanto azedume? Para quê tudo isso?

{#308.58}

É só chuva. Nada mais. Também pode ser bom. Também pode ser bonito e confortável.

{#307.59}

Procuro calor… Não estou preparada para o Inverno. Ainda não.

{#306.60}

Continuo a tentar fazer acontecer, remediando a pequena partida que a vida me pregou. Ou tentando remediar. Mas continuo a tentar. E sai tudo ao contrário.

Se calhar é um sinal de que não vale a pena continuar a tentar, de que não vale a pena seguir por ali. Um sinal de que não é para ser.

Gostava tanto de estar errada quando penso que não é mesmo para ser. Mas a verdade é que tento. Continuo a tentar. E o resultado é sempre o mesmo: não dá.

Até quando é que vou continuar a tentar…? Até me doer, como sempre? Não pode ser.

Mas pelo menos tento. Vale de alguma coisa? Serve de algum consolo? Pelo menos tenho tentado. Mas não me serve de nada.

{#305.61}

E lá fora a vida vai passando e acontecendo… E chegamos a Novembro.