Sexta feira e mesa para um. Muito, muito, muito cansada.
Mas sempre presente e com retorno ao ritmo que pode ser, mas que existe.
Dia difícil por pouco trabalho e muito sono. Difícil conciliar os dois. Difícil aguentar sem bocejar a cada 30 segundos. E vontade de me deixar dormir mesmo ali. Mas, claro, sem demonstrar e sem dar parte fraca.
Perceber que misturei informação e troquei horários. Nada de grave, nada que fosse realmente importante. Mas que me levou a fazer um pedido que há muito queria fazer. E fiz. Sem resposta, mas lido. E que de alguma forma fica registado.
Fim de semana. E eu a sonhar acordada, com tantas ideias que sei que não se vão concretizar nem têm como acontecer. Mas uma vontade doida de as realizar. Um dia… Acredito que um dia será possível e irá de facto acontecer. Até lá vou desfiando sonhos de adolescente à beira dos 45.
Gosto tanto disto. Dele. De nós, mesmo sabendo que é um nós que não existe. Mas gosto mesmo muito. E por isso sonho. Acordada, mas sonho.
Muito, muito, muito cansada. Fisicamente, apenas. Mas cansada. E por isso recolho cedo. Amanhã? Será melhor. E será bom. E será Sábado, o dia mais aborrecido da semana. Mas vai dar para descansar. E estou tão a precisar de descansar. A semana foi dura, depois de alguns dias em casa. Quebrei o ritmo, ainda que recente, de quem acorda cedo e sai de casa de madrugada para chegar tarde. Quebrei o ritmo e vai demorar até o recuperar. Por isso amanhã descanso e tento recuperar.
Por hoje chega, não dá mais. Vou ao ritual nocturno e não vou esperar, como aprendi a não esperar, por retorno. Por muito que goste dessa forma de presença, aprendi, há muito tempo, a não ficar à espera.
Sexta feira à noite. E eu demasiado cansada. Seja para o que for. Amanhã também é dia e, como já disse, vai ser bom também.

