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Quarta feira, dia do meio, dia nim, nem não nem sim.

À hora de almoço, ir até ao paredão. Ao fim da tarde, uma longa aula de Yoga. Durante a tarde, a vontade de me sentar em frente da máquina de costura e fazer acontecer. Mas ainda não foi hoje.

Podia dizer que foi mais um dia igual aos outros, sem histórias ou História. Mas não digo. Porque as tatuagens na memória fazem História e contam histórias. E hoje de manhã comecei o dia a tatuar na memória um momento bonito. Que começou ontem à noite e que hoje de manhã terminou da única forma que podia terminar. E não só foi bom como também foi bonito. E intenso. E cheio de significado.

Não me vou alongar sobre o momento desta manhã. Vou guardar para mim, comigo, a tatuagem na minha memória.

Sei que o que aconteceu esta manhã não fica só na minha memória. À distância de um clique também há tatuagens na memória. Tatuagens que ficam gravadas como se fosse na pele.

Agora sinto-me muito cansada. Já é tarde. 23h30 já é demasiado tarde para ainda nem ter saído do cadeirão. Mas está na hora de recolher e enroscar. Numa conchinha que existe à distância de um clique. E não quero saber de muito mais a não ser que me faz bem. E só isso importa.

Amanhã? Prevê-se tempestade lá fora. Mas nem por isso será um mau dia. Será altura de fazer acontecer. E, tendo resposta à distância de um clique, tenho tudo o que preciso para ter um bom dia. E só por isso continuo de sorriso no rosto e brilhozinho nos olhos.

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