Monthly Archives: September 2025

{#252.114.2025}

9
~
9
~
2
+
0
+
2
+

5

=

9

~~~~~

Não sei do que quem estudou e conhece fala, nunca vi nos números outro significado que não o quantitativo. Para mim, números são isso mesmo: números.

Gosto de brincar com eles quando se apresentam numa qualquer ordem quantitativa, tantas vezes aleatória. Gosto também de brincar com eles quando se apresentam em quantidades mais redondas, seja lá isso o que for.

Não lhes dou muito mais significados do que aquilo que nos dizem:

0 – o vazio, o nada. O tal “redondo” que não excesso de peso e que só é celebrado com outros números à esquerda…

1 – o início de alguma coisa, da contagem de algo, mais ou menos importante, é sempre a unidade que dá início a alguma coisa…

9 – depois do vazio, a unidade seguida de outros números que complementam a contagem que termina aqui. No 9. Logo a seguir vem a dezena. E repetem-se os números sem grande valor.

Como, por exemplo, o 7. Tantas vezes visto como um número mágico carregado de significado. Que não sei se é assim ou não. É só o número 7.

…ou não! É o MEU número 7. Como também é o número 7 dele. Não fôssemos ambos da fabulosa colheita de 1977

1 do início, 9 do fim…um 7 para ele…um 7 para mim…seja lá isto o que for…mas há aqui, depois de um início e de um fim, um encontro de um 7 com outro 7…seja lá isso o que for!

Mas 9/9/2+0+2+5=9 grita-me um fim. De alguma coisa…não sei o quê…mas um fim de ciclo…um fim de alguma coisa.

Eu apenas brinco com os números e a sua qualidade quantitativa. Não vou muito além disso. Mas, às vezes, só mesmo muito às vezes!, vem alguém que me desvia a atenção e a forma como vejo os números e dou por mim a (tentar) ler nas entrelinhas. Como se os números tivessem entrelinhas…

9 é o fim de ciclo. Seja que ciclo for, é no 9 que termina. É, pelo que vejo por aí, a julgar pela data de hoje 09/09/2025, que se pode também ler 9/9/2+0+2+5 -> 9/9/9, que também nos leva a ler 9+9+9=27 ~ 2+7=9, a data certa para pôr fim a algum ciclo que veio depois do nada, do vazio, do 0 e iniciou a contagem logo a seguir no 1, a unidade

…eu sei, está aqui uma confusão das grandes. Que provavelmente até nem faz sentido para ninguém. Mas para mim faz…

{#251.115.2025}

…as segundas feiras deviam, todas elas!, chegar suavemente. Levar o seu tempo para se manifestar. Assim como o café leva o seu tempo para se fazer sentir, também as segundas feiras deviam demorar o seu tempo para começar…

…especialmente depois de mais uma noite interrompida pelo calor e pela dor. Aquela dor que não sei descrever, que se move à volta de um mesmo ponto no braço esquerdo, que mais ou menos entendo o que a pode despertar, que não faço ideia de como fazê-la parar quando me acorda de madrugada…

As segundas feiras deviam demorar mais tempo a chegar e a trazer consigo o regresso à rotina do meu novo normal, que de normal tem tão pouco que chega a não ter nada. A única coisa que sei é que não interessa que dia da semana é, a dor excruciante chega só porque sim e principalmente durante a noite quando me encontra aconchegada no meu ninho, aquecida o suficiente para, no que ainda resta do Verão, não ter aquele frio desconfortável que não deixa dormir. Porque, se é para não dormir, há uma dor que trata disso…

{#250.116.2024}

…no meio de ausências e silêncios, depois de uma exaustiva repetição de erros anteriores com exactamente os mesmos resultados, a pergunta que não quer calar:

…por que raio é que eu sequer tento?!

Não abro a caixa das respostas. Deu demasiado trabalho conseguir reunir todas para, por breves momentos, fazer de conta que é tudo novidade e que a resposta vai ser diferente e que, desta vez, a culpada não sou eu…

…quando já sabemos que sou. Sempre.

{#249.117.2025}

Depois de ontem

…depois de ontem, quando no final do dia aceitei tomar aquele comprimido SOS que durante anos não fazia qualquer efeito e que agora me derruba, só me resta mesmo aceitar a derrota e permitir que o comprimido me obrigue a parar e, de alguma forma, recarregar.

Lutei o dia todo contra o derrube, lutei para responder a mensagens dele em que, por vezes, não tinha energia suficiente para sequer escrever uma única palavra…imagine-se uma frase inteira…

Ontem o dia foi todo ele estranho, é verdade. Mas o final do dia podia, devia?, ter corrido melhor… A aula de Yoga foi, da minha parte, uma desgraça. Para mim, um falhanço completo. Só assim consigo aceitar o que correu mal porque EU fiz mal. E, no final da aula, tive que fazer aquilo que, para mim, era a única coisa possível de fazer depois de falhar tanto: apresentar o meu pedido de desculpas ao professor Pedro. Que merece muito mais e muito melhor do que a minha prestação de ontem… Diz ele que o mais importante é o ter feito tudo e o ter tido uma aula anterior em que fiz tudo tão bem. Mas, e agora digo eu!, isso foi numa aula anterior. Foi no antes. E o importante é o agora. E o agora foi mau

Se calhar, se fosse noutra altura, numa fase menos comprometida com progredir na prática como me sinto hoje, teria tudo para ter sido o último dia de prática. Seria dia para arrumar o tapete a um canto e esquecer-me até da sua existência. Ontem tinha tudo para desistir do Yoga…

O dia ontem terminou mal. Quis, MUITO!, chorar! E, mais uma vez…nada! Os olhos encheram-se de lágrimas. Senti-o! Mas aquela barreira que impede as lágrimas de caírem…não consigo derrubá-la…

Rendi-me então ao comprimido SOS que me derrubou e apagou completamente. Mas que duvido tanto que me tenha feito um reset, um CTRL+ALT+DEL que tanto estou a precisar…

E agora, mesmo não sendo ainda 22h30m de um Sábado de Setembro, vou permitir que o sono condicionado me conduza pela noite…e amanhã logo se vê…

{#248.118.2025}

Hoje. Era hoje! Se eu conseguisse chorar ERA HOJE! De dores no joelho! De uma aula de Yoga que correu MAL! De dores excruciantes no braço/ombro esquerdo que hoje acordaram com o ar mais fresco quando costumavam despertar com o calor…

Hoje. Se eu conseguisse chorar ERA HOJE! Mas continuo a não conseguir…e cada vez a precisar mais…e, repito, não consigo chorar…!

…posso despejar o meu compêndio de asneiras das muito feias…?! É que eu não aguento muito mais…

{#247.119.2025}

Esta tarde, depois de chegar à esplanada das mesas infinitas, recordei o motivo que me fez querer tirar a carta de condução e que me fez perceber que não podia não avançar: poder ir onde quisesse quando quisesse sem estar dependente de ninguém para ir. Simplesmente ir. A qualquer lugar. A qualquer hora.

A ida até à esplanada das mesas infinitas foi à boleia do braço da minha mãe. Mais uma vez. Porque fazer o caminho sozinha é arriscado. Não é impossível, mas o risco existe. Risco de queda. E admito que me assustam as potenciais consequências de uma queda. E muito por isso não tenho arriscado ir sozinha até alguns sítios. Mesmo que vá sozinha ao Yoga ou à Fisioterapia, por algum motivo que não entendo não arrisco largar o confronto e a segurança da boleia do braço de alguém. E depois entro em conflito comigo mesma…porque não me quero sentir desprotegida, insegura e em risco de cair. Mas, ao mesmo tempo, quero muito ir! Simplesmente ir! A qualquer lugar! A qualquer hora! Sem estar dependente de ninguém!

Foi assim que me decidi a tirar a carta de condução há mais de 20 anos. Recordo-me perfeitamente do momento em que tomei essa decisão: um sábado à tarde em que já esperávamos há umas horas, eu e a minha mãe, pela nossa boleia que nos tinha ligado para irmos beber um café a algum sítio provavelmente nos arredores de Lisboa. E esperámos. Continuámos a esperar. Até que me fartei e decidi: ia tirar a carta de condução! Segunda feira passava na escola de condução para saber valores e o que era necessário e pronto. Não havia volta a dar. E o que eu queria era tão simples como poder ir. Simplesmente ir! Onde quisesse. Quando quisesse. Sem estar dependente da disponibilidade de ninguém!

Já hoje de manhã não fui à rua beber café por estar sozinha. Não fui ter com a minha mãe ao barco porque implicava ter que ir sozinha até à paragem do autocarro. E tudo o que eu queria era simplesmente ir! Sentir-me um pouco mais normal novamente. Ser como as outras pessoas que simplesmente vão! Porque querem. Porque podem. Porque não dependem da boleia do braço de ninguém! E vão…simplesmente vão!

E é isso que eu tenho que começar a fazer! Simplesmente ir! Devagar. Com cuidado, claro que sim! Mas simplesmente ir! Porque na verdade eu posso simplesmente ir! Se vou sozinha para o Yoga e para a Fisioterapia, porque raio não hei de ir também sozinha ao Parque, à esplanada das mesas infinitas, onde eu quiser?!

Não quero muito. Quero simplesmente ir. Onde quiser. Quando quiser. E sem depender da disponibilidade da boleia do braço de ninguém…

{#246.120.2025}

Quarta feira e o meu calendário ficou ali pela segunda feira porque terça foi dia de unicamente ver o tempo passar. E, tendo o calendário ficado lá atrás de alguma forma, tanto se perdeu que ficou por saber…

Há tanta coisa que não sei. E que não sei se quero saber. Resta-me seguir com os meus dias, ao meu ritmo, quer o calendário siga também ou não.

Há tanta coisa que não sei. Que não sei se quero saber. Porque também há tanta coisa que eu sei que não quero saber. Por medo de saber? Sim, por medo. De saber o que não quero saber…

{#245.121.2025}

Fazer de conta deve ser o mesmo que aquela filosofia do “fake it ’til you make it“. E tantas vezes me disseram para seguir essa linha de acção que, pelos vistos, embarquei nela sem me dar conta. Porque fazer de conta já me é tão natural. Porque fui crescendo com silêncios e ausências que, de alguma forma, me doíam. Mas fazia de conta e para todos os efeitos estava tudo bem e o que estava em falta não me atormentava. Tal como hoje. Há silêncios ruidosos. Há ausências que assombram. E há dores muito agressivas, quase violentas, que me transtornam e não me deixam dormir. Mas, se/quando questionada, é sempre com um sorriso que, fazendo de conta, respondo “Está tudo bem”…

…quando simplesmente não está…

{#244.122.2025}

Esta manhã, no Hospital Garcia de Orta para mais uma voltinha, mais uma viagem no serviço de Consulta Externa, apaixonei-me. Por uma árvore, é verdade. Mas também é verdade que me apaixonei.

Em 2024, que nem foi há tanto tempo assim, durante 3 meses passei por ela todos os dias quando ia beber café antes da Fisioterapia. Tirando isso, fui a consultas e exames com muita frequência desde 2023. E já nessa altura passava ali…e nunca a tinha visto. Ou nunca tinha olhado para ela. Talvez seja isso…

Mas hoje parei e olhei. E vi-a. E apaixonei-me!

Que portento de árvore! Linda!

…posso levá-la comigo…?