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Hey there, Delilah…ainda, mesmo tanto tempo depois, Delilah me arrepia e me faz sorrir. Porque Delilah cumpriu: “The world will never ever be the same, and you’re to blame“.

O dia lá fora pareceu-me um dia bonito. Muito Sol, céu de azul profundo e intenso, frio de Outono a chamar pelo Inverno.

Manhã que começou tarde depois de uma noite inteira sem dores pela primeira vez em muitos dias.

Ainda falámos de manhã. Sobre o tempo, sobre o dia bonito lá fora. E não lhe disse que tenho saudades… Ou pelo menos eu achava que tínhamos conversado, até ir agora ver o histórico e, afinal…o mais certo é eu simplesmente ter apagado pelo meio. E não era nada disso que eu queria…

Tenho trabalhos de casa para fazer. Tenho cartas para escrever. À mão. Exercitar a mobilidade fina porque o trabalho não é só na fisioterapia. Queria ter passado a tarde numa esplanada, de preferência com Sol à mão. Já tinha escolhido a esplanada das mesas infinitas, mas…

…ainda não percebi bem o que aconteceu, mas depois do almoço eu e o sofá embarcámos numa qualquer viagem por aí.

Serviu para descansar e recuperar. Do quê? Muito sinceramente? Não faço ideia…

Amanhã é dia de regressar à fisioterapia. É dia de eléctrodos no braço/ombro. É dia também de iniciar uma medicação que me assusta um pouco e que vai exigir alguma atenção redobrada. Mas que espero muito honestamente que me ajude com aquela dor excruciante e violenta no meu braço/ombro esquerdo e que já posso garantir que é DE LONGE a pior dor que alguma vez senti…

À tarde vou querer ir à esplanada. Se o vou conseguir…? Logo se vê…

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