Eu ainda sou do tempo em que para chamar o 112 se marcava o 115…
…e dos Bombeiros de Almada guardo boas referências do Sr. Rui que me deixou à vontade para ir ao quartel beber um café que, como o próprio diz, “é muito mau, mas pelo menos é barato!”
Guardo também com carinho o trabalho do Rúben, que acompanhava o sr. Rui no transporte de doentes não urgentes e que até é sobrinho do Zé Tó que me acompanha na fisioterapia e em cafés avulso pela Costa.
Isto para dizer, ainda um bocadinho em pânico, que ao ligar para o 112 foram accionados os Bombeiros de Almada, o Alexandre e a Tatiana, uns queridos que vieram em socorro da minha mãe…
Pulseira amarela no pulso da minha mãe. Electrocardiograma já está feito, continuamos à espera da consulta. São 15h05m. Tudo bem, é o tempo que for! O que eu quero é que a minha mãe volte a estar bem. Porque o que vi a acontecer………
Ainda não almocei, claro. E a fome é mais do que muita. E a cafetaria não abre ao fim de semana. E isso acho muito mal…
Almoçar foi à hora do chá das 5 quando já não conseguia esperar mais. E com o passar do tempo as análises foram feitas e passado o tempo que tinha que passar saíram os resultados. Tanto o ECG como as análises com valores normais, o que é bom.
No final, chegou-se à conclusão de que se tratou de uma grande quebra de tensão e um mega susto. E ter acontecido à minha frente foi uma espécie de choque de realidade, um lembrete de que nenhum de nós é eterno e que, a qualquer momento,………
Chegadas a casa, o merecido descanso da minha mãe. Eu…? Já mais calma, mais tranquila, pus a conversa em dia com quem já não falava há tanto tempo numa daquelas conversas de raparigas que fazem lembrar as conversas telefónicas da adolescência, em que se falava de tudo e não se dava pelo passar do tempo. Foram pertinho de 2 horas a pôr a conversa em dia, a falar de ideias interessantes para concretizar em breve, risota pelo meio. Já tinha saudades disto.
Agora…hora de ir dormir. E, depois de mais um dia inteiro sem dores no braço, já percebi que o pijama de manga curta, ou até mesmo sem mangas!, tem que continuar a uso. Usar uma camisola de pijama de mangas compridas não foi possível por mais de 5 minutos, mas foi o suficiente para acordar a dor que eu achava já dominada pela nova medicação…
O dia de hoje foi demasiado longo. Saí de casa às 8h30m da manhã, entrei às 19h. Paniquei. Vi o caso mal parado. Senti-me perdida e profundamente sozinha. De manhã, logo a seguir à aula de Yoga, o meu braço doeu. Felizmente, foi dor de curta duração. Ainda antes que eu percebesse que a dor se instalava para ficar durante algum tempo já a dor tinha desaparecido. Tirando o ter tomado a medicação duas horas antes, não me lembro do que possa ter mudado o cenário. Mas a verdade é que a medicação nova parece estar a fazer efeito, mas mesmo assim tenho medo daqueles episódios…
Ia escrever mais alguma coisa sobre a visita da dor mas não me lembro do que era.
…e, na verdade, acabei por adormecer enquanto escrevia… A dor ainda me visitou à noite, felizmente não ficou. Mas percebi que foi o calor que a despertou. O calor da camisola do pijama…
Felizmente o cenário da minha mãe desapareceu. Assim que chegou a casa dormiu. Agora é tempo de conversarmos. Para que ela se cuide. Com mais cuidado e atenção. Eu sei, este pedido é muito egoísta, mas eu preciso muito dela. Eu preciso muito da minha mãe. Sem ela não sou nada, não sou ninguém…

