[O texto original, escrito sexta feira à noite, já deitada e perfeitamente quentinha e confortável, perde-se…foi escrito outro no sábado de manhã…]
Das coisas que até me lembro de ter feito mas que não faço ideia para onde foram parar: é sabido (ou não…) que todos os dias escrevo no blog. Desde 19 de Agosto de 2014 que é assim, TODOS OS DIAS há já mais de 11 anos. Sem excepção. É aquele momento de reflexão sobre o dia que passou, sobre os outros à minha volta, sobre mim ou sobre tudo isso ao mesmo tempo.
É uma espécie de escrita terapêutica. Desde o primeiro dia que a vejo assim e, diz quem sabe, escrever é uma excelente ferramenta terapêutica. E é. E que deverá ser para manter. Deverá, sim. Ou…sei lá eu se consigo!
Quando comecei a escrever todos os dias o desafio era para fazê-lo durante 100 dias. Lembro-me de achar que não chegaria sequer ao dia 10! Mas, quando dei por isso, já estava a publicar o dia 500!
Deixei de contar os dias, mas continuei a publicar. A escrever TODOS OS DIAS! Embora note que, nos últimos tempos, tem sido mais complicado. Mas não quero saber! É para continuar!
Até que ontem, dia 4.141 desde 19 de Agosto de 2014, 11 anos, 4 meses e 1 dia, eu SEI que escrevi. Até sei SOBRE o que escrevi: o facto de não ser perfeita. E também sobre ser uma edição limitada. Tão limitada que me lembro perfeitamente de escrever “edição MUITO limitada“. E sim, peguei nesta mesma foto para desenvolver o tema. Agora……ONDE é que eu escrevi?! Tenho ideia de o ter feito no Instagram , mas não está em lado nenhum!
Claro que também me dá vontade de rir apesar de ter perdido um texto com algum tamanho. Ainda não sei se é preferível perder um texto porque adormeci ao escrevê-lo ou se, como já aconteceu!, continuar a escrever DEPOIS de adormecer e ainda clicar em “Publicar“…
Não sei. Não sei se quero saber. Mas vou ter que mudar alguma coisa para não continuar a perder textos, até porque não foi o primeiro…
Um dia, quem sabe?, talvez volte a escrever sobre o facto de não ser perfeita, já o tendo escrito tantas vezes incluindo agora!, e reforçando o que é importante não esquecer: eu sou uma edição MUITO limitada. Não por estar condicionada pelas minhas próprias dificuldades e limitações, mas porque sou Eu, tal como sou, por inteiro, sem cópias ou tentativas de “contrafacção“. Eu sou Eu. E chega-me!

