Eu sou uma miúda muito old-school. Entendo e até aceito que o digital revolucionou tanta coisa, aproximou quem estava longe, de alguma forma juntou pessoas que, de outra forma, talvez nunca se viessem a conhecer. Não digo que o digital “estragou tudo”, porque não estragou. Só mudou muita coisa.
Sendo eu miúda old-school, gosto muito de receber (e enviar!) correio de forma tradicional: em papel, escrito à mão, em formato de postal ou carta. E, volta e meia, recolho moradas para fazer chegar os meus envios! Sim, convém pedir a morada quando alguém diz que vai fazer um envio…
Em 2014, quando comecei a minha “campanha” de envio de postais, ouve quem, nascido e criado na época digital, me tivesse dito “enviar um postal? Para quê? Ainda se fosse um email…”
Não recebeu um postal, mas também não recebeu nenhum email. Meu, pelo menos. Porque nunca iria conseguir entender a importância de um postal tradicional, um suporte físico que pode tanto substituir o formato digital. Porque, no formato físico, fica gravado tanto de quem faz o envio. Coisa que o digital nunca conseguirá alcançar.
Por isso é que, ainda não passava muito das 10h da manhã, eu bati palminhas de contente. Os CTT Expresso faziam-se presentes. Já tinham pedido a minha morada atempadamente porque, sem uma morada, até podiam ter data limite para fazer o envio que, obviamente, não iriam fazer. Mas é correio físico! Em papel! E é só isso que eu peço: um postal (ou uma carta), em formato tradicional, ou seja papel! Mas não se esqueçam de pedir a morada para o envio. É que o carteiro não sabe onde é que eu moro…!

