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Café. Para 1. Para partilhar? Tiro outro? Como é?…arrisco-me a dizer que já não sei. Se alguma vez o soube, realmente…

Um café. Uma carta que me pediram para escrever como um bom exercício para sair de mim mesma um bocadinho e ler com outros olhos tudo aquilo a que chamo “os meus dias“. Não é aquela carta de amor que há tanto tempo me pediram, ridícula como todas as cartas de amor segundo o poeta. Até porque, afinal, esse pedido dessa carta de amor era um exercício para me fazer escrever um pouco mais. Mesmo eu escrevendo todos os dias…

Um café. Para 1. Só assim. Tão simples e tão complicado quanto isso. A tal carta, que não a de amor, que me pediram tem, para mim, o peso de uma carta de despedida. Que tenho adiado. Sempre dizendo que não quero. Não quero escrever. Não quero despedir-me. Mas cada vez me parece mais certo que será isso a acontecer. Com ou sem carta escrita. Porque a despedida nem sempre tem que ser escrita. Especialmente se doer. Muito. Demasiado, até! Mas…

…café, para 1? Para partilhar? Tiro outro? Como é?…arrisco-me a dizer que já não sei. Se alguma vez o soube, realmente…

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