Dor neuropática, aquela dor que serve unicamente para chatear e estragar o dia quando é despertada. Seja pelo calor ou pelo frio, já percebi que é indiferente.
Altamente incapacitante quando se faz presente. E que me deixa apavorada quando, por algum motivo, se movimenta do meu braço para o meu ombro e de seguida até ao meu peito. Ou ao meu pescoço. É conforme lhe apetece…
Não ter a quem gritar por socorro quando estou aflita com dores é a pior parte. Ou era. Sempre tive a minha mãe que eu sempre chamei nos episódios de dor. Ou que, ainda antes de eu a chamar, ela sempre tomou a iniciativa de ir ter comigo, nem que fosse de madrugada!, quando me ouvia a reclamar de dores…mas a minha mãe ficava como eu: sem saber o que fazer para aliviar a dor. Tanto para mim como para ela, tudo isto é novidade. Sou eu que suporto a parte física, é verdade. Mas só porque a minha mãe não pode suportar tudo isso por mim.
Mas, desde que o Bruno, meu fisioterapeuta, começou a vir cá a casa para as sessões de Acupuntura, ganhei algum conforto. Já sei que, seja a que horas for!, posso enviar mensagem para ele. Vai poder resolver alguma coisa? Nada. Mas vai estar lá, do outro lado do ecrã do telemóvel, e vai enviar mensagens de áudio que de alguma forma me acalmam. Porque, na verdade, não me deixa sentir tão sozinha.
Esta tarde, e por estar bastante aflita com dores!, tentei contactar o serviço de Neurologia do Hospital para, de alguma forma, pedir socorro. Sem sucesso. Repeti as chamadas diversas vezes. Mas sempre sem sucesso. Mas, quando acabei por enviar mensagem ao Bruno, ele estava lá. E respondeu. E isso foi o suficiente para eu desacelerar e me acalmar. Um comprimido para as dores, que fez efeito!, e consegui acabar por descansar. E isso de saber que tenho alguém sempre lá não tem preço! Seja esse “lá” onde for…!

