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O que eu digo, eu mantenho. E ontem disse que não serão uma data de coisas mas que, em contrapartida, serão de facto outras tantas coisas a concretizar aquilo que, a dois, todos os dias se realiza, se renova, se reintensifica como se uma ausência de um dia para o outro fosse suficiente para atenuar?, abrandar?, acalmar?, e não encontro o verbo adequado ao que não acontece! Não serão uma data de coisas que não são, de facto, o que mais importa. Mas, o resto…o resto que complementa os momentos a dois, sim!, será esse resto que ambos entendemos, aceitamos, que para nós nunca será um resto de coisa nenhuma! Será, sempre!, aquele tudo que é nosso, a dois, os dois, dos dois.

Ontem escrevi-o. Hoje, se dúvidas houvesse, o tal resto que é o nosso tudo a deixar-me um sorriso gigante no rosto, um brilho cúmplice no olhar…

A minha voz? Às vezes trémula quando só os dois. Outras vezes, a voz em fuga quando não quer ser mais do que um sussurro que diz tudo que é tanto. Ou diz tanto que é tudo? Não sei. É imenso!

…e não será nada daquilo que ontem escrevi que não seria. Será sempre o que só a Nós fizer sentido. O que só a Nós fizer sentir.

…será tudo aquilo que só a Nós pertence

Se dúvidas houvesse

a chuva, que ameaça derrubar a Arriba Fossil aqui tão próxima, já teria levado qualquer dúvida para longe e se, mesmo assim, ainda sobrasse alguma dúvida, seria levada pelos pedaços de terra, areia e pedras que se soltaram daquela imensa parede da Arriba.

São os momentos a dois, os momentos dos dois. São esses momentos. São o que realmente importa. O resto…? Será sempre um resto de coisa nenhuma que não nos pertence. Porque, nosso!, será, sempre!, aquele tudo que é nosso, a dois, os dois, dos dois.

…tão simples…e tão complicado

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