15h44m e estavam 16,5 graus Celsius na varanda/marquise acompanhados de 75% de humidade. Que é o mesmo que dizer que até não se estava mal por ali para o café depois de almoço.
O meu cadeirão na varanda, aquele mesmo cadeirão onde passei inúmeras horas. Sozinha. A ver o tempo passar. Aquele cadeirão que, desde que deixei de fumar e com o frio imenso dos últimos dias, semanas?, tenho evitado. Ou apenas trocado pelo conforto do sofá onde também é possível ficar aconchegada nas mantas a beber o meu café. Aquele meu lugar na minha varanda fechada onde já registei 8 graus durante a noite…
Mas seja no sofá, no cadeirão, no meu quarto…seja onde for é fácil perder-me um bocadinho, seguindo a loucura de uma partilha sem travões e com uma única linha vermelha que eu própria imponho e não a mim mesma.
É uma questão de ir seguindo uma linha condutora. De certa forma, concretizar em palavras trocadas a experimentação de uma loucura partilhada que tão poucos entenderiam, menos ainda aceitariam. Mas não é com nenhum desses que partilho a loucura numa troca de palavras. Nem desses nem dos outros. Apenas ele. E o resto não interessa. A ninguém.
É tão possível fazer-se tanta coisa sem sequer sair do lugar. Basta querer. Mas, se tiver a companhia certa que é a companhia dele, não há impossíveis.
Concretizar a loucura. Como podemos. Como sabemos. Como queremos. Os dois. Quebrando barreiras? Acho que não. Apenas porque nunca as impuseram. Ou simplesmente porque não nos surgiram. Mas quebrando eventuais tabus? Surpreendendo pelo inesperado. E a certeza de que, tantas vezes!, a surpreendente e inesperada quebra de tabus é à melhor definição de loucura partilhada.
No sofá. No cadeirão. No quarto. Onde for. Eu. Ele. Nós. Os dois em plena loucura partilhada. Em que ambos dizemos, sem qualquer hesitação: tão bom.

