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Se perguntarem por mim, dir-vos-ei que não estou. Esta que vos fala é outra que não eu.

{#031.335.2026}

Janeiro, dia 31. Aquele dia em que o mês mais comprido do ano, com uma duração média entre os 3 e os 6 meses e nunca os 31 dias que o calendário conta, chega ao fim. É sabido que este período, que corresponde ao início do ano e coincide com o doloroso pico do Inverno, é uma espécie de estágio para o resto do ano. Funciona um pouco como uma espécie de menu de degustação com a diferença de não ser possível mandar para trás para pedir algo diferente ou simplesmente deixar à beira do prato porque houve por ali qualquer coisa que não correu tão bem.

Estágio concluído nestes 31 dias de três a seis meses de duração, acho que já posso dizer que estou pronta para o resto do ano. É sempre um dia de cada vez, claro que sim, para mim e para as árvores despidas pelo Inverno que mantêm a rota dos seus muitos ramos nus em direcção ao céu. Ramos nus que desenham o céu quando olho para cima, com riscos que lembram cicatrizes dos caminhos já percorridos ao mesmo tempo que parecem trajectos delineados num mapa geral com todas as possíveis opções de escolha para chegar não sei muito bem onde. Mas, e lembrei-me de repente, o destino ou meta final não é o mais importante. O caminho percorrido, esse sim!, é o que faz toda a diferença. Seja pela rota levada, pelas pessoas com quem nos cruzamos, pelas experiências vividas. Ou o que for que componha essa viagem nesse caminho que é o de cada um.

Estou cansada. Dos 31 dias de Janeiro entre os três e os seis meses? Talvez um pouco por causa do frio deste período, sendo sempre o frio a pior de todas as experiências deste estágio.

Continuarei a olhar para cima. Continuarei a olhar para as árvores. E, com mapa ou sem ele, continuarei a fazer o meu caminho. Devagar. Devagarinho. Sem pressa. Com ele de mão dada comigo enquanto percorro o meu caminho, onde todos os dias cresço mais um bocadinho graças ao que aprendo, ao que experiencio e ao que vivo no meu caminho com algumas pistas que posso ou não seguir e que me farão chegar não sei onde, não sei quando, não sei com quem, mas decididamente comigo mesma. Seja lá eu quem for nessa chegada, mas serei sempre eu

{#030.336.2026}

Janeiro a chegar ao fim ao mesmo tempo que eu inicio um percurso de…nem sei exactamente o que lhe chamar porque não gosto do termo “reabilitação” assim como também não gosto de “recuperação” porque ambos me remetem para uma perda que eu ainda não aprendi a encaixar. Eu sei que tenho dificuldades e até limitações. Mas não consigo dizer que são resultado de perdas de pedaços de mim, que existiram no meu “antes” e que praticamente não reconheço o que sobrou para o meu “depois“, que já é “agora“. E é neste agora que tenho que me focar e aceitar que o percurso que agora inicio na fisioterapia não é uma reabilitação nem uma recuperação mas é, sem qualquer dúvida, um intenso trabalho de manutenção. Porque preciso manter o que tenho! Por não querer ter ou ser ou o que seja aquela imagem com a qual não me identifico nem me reconheço.

Eu achava que estava bem acompanhada na clínica, mas apesar disso também sentia que faltava qualquer coisa importante para activar a neuroplasticidade, a capacidade de adaptação do cérebro carregado de lesões que é o meu. Até me cruzar com o Bruno. Não sei como não dei por ele antes na clínica, talvez por incompatibilidade de horários e de distribuição de trabalho na clínica. Sei, sim, que bastou um momento de crise de picos de dor violenta para ele se aproximar, me mexer na Cervical como nunca ninguém tinha mexido e falar-me da Acupuntura.

Foi aí que abri a porta de casa ao fisioterapeuta que também é acupuntor e pedi na clínica para trocar de fisioterapeuta. O inicial está seriamente lesionado, de baixa para recuperação de cirurgia após lesão severa do menisco e sem previsão de data para regressar. E quem ficou a substituí-lo…bem, não me fez sentir motivada nem me apresentou qualquer objectivo concreto com os poucos exercícios que me apresentou.

Com o Bruno o trabalho é muito diferente. E começa logo por ser, para mim!, um trabalho e não um tratamento. É intenso e vai exigir muito do meu corpo. Há muito tempo que não me mexia desta forma. É quase como ir ao ginásio! Mas todo o trabalho tem um objectivo claro, e relembrar o meu cérebro de como manter o equilíbrio é apenas uma parte do que estamos a fazer.

E ter no fisioterapeuta alguém em quem eu confio e que me está a ensinar e a relembrar como dar “só mais um passo” e ainda fazer de mim um desafio e também um caso de estudo para apresentar nem sei bem onde…estou bem acompanhada! Não consigo ficar desanimada quando percebo ter ali alguém que, já sei, vai puxar muito por mim e vai fazer o percurso ao meu lado!

Um dia de cada vez. O Bruno tem o que eu preciso, começando pelo ânimo e passando pelo percurso delineado que é sempre possível reajustar.

Vai correr tudo bem. Desde o primeiro dia, e esse primeiro dia já vai fazer 2 anos, que eu digo que não quero caminhos fáceis, já sei que esse caminho fácil não me vai levar longe. Por isso, aplico a minha norma: se é para fazer, é para fazer bem feito. E agora, depois de perceber o desvio na rota para caminhos mais fáceis e de regressar ao trabalho com sentido para activar a neuroplasticidade, estou no caminho certo.

{#029.337.2026}

Dia 29. De Janeiro, do ano, de publicações no blog desde que mudámos de ano. Podia ter um outro significado qualquer, até mais interessante ou até importante. Não tem. É só mesmo um número de uma contagem de calendário, não representa absolutamente nada e não interessa a ninguém. E, só por isso!, reafirmo a importância de assumir a postura de pinguim de Madagascar: encolher os ombros, sorrir e acenar.

E percebo agora que o simples acto de encolher os ombros está cada vez mais presente em mim. Funciona como dispositivo interno de autodefesa para quando a realidade à minha volta parece não fazer qualquer sentido. Em vez de me chatear, de me preocupar, de perder tempo a construir uma teoria que aparente explicar o que de tão estranho se passa e que consiga ser ainda mais estranha e sem sentido, simplesmente encolho os ombros, não oferecendo qualquer tipo de sustentação ao que, para mim, não faz qualquer sentido…

O que também não faz sentido é o que não acontece nos meus dias…porque, na realidade, os meus dias estão resumidos a fisioterapia a meio da manhã às segundas, quartas e sextas, Yoga às quartas ao fim da tarde e aos sábados de manhã e rigorosamente mais nada. Regressar ao trabalho? Continua a não estar nos planos. Estar com alguém daqueles a quem já me atrevi a chamar de amigos? Diz quem sabe que as redes de apoio constituídas pelos amigos são essenciais para uma boa saúde mental. Talvez a ausência de rede de apoio, mas especialmente rede de apoio de proximidade, explique a minha permanente luta para melhorar a minha saúde mental e o recorrente seguimento clínico.

Talvez assim consiga explicar, de modo que EU entenda, este dia 29. Que todo ele foi estranho e vazio ao ponto de não conseguir organizar muito bem a ordem cronológica. Pelo menos não até às 16h40m. Até aqui a minha memória diz-me que não aconteceu rigorosamente nada. Como se o dia não tivesse existido. Ou……ou sei lá eu o quê! E este vazio na minha memória incomoda e faz confusão!

Se, ao início da noite, o Bruno não tivesse vindo cá para mais uma sessão de Acupuntura, então aí sim!, teria sido um dia sem existência. Um dia profundamente vazio…e eu estou tão cansada de resumir os meus dias a isso mesmo, ao vazio, à não existência…

Um dia. Um dia os meus dias vão melhorar. Eu, fisicamente, nem por isso. Mas continuarei por aqui. A fazer não sei exactamente o quê. Mas cá estarei…

{#028.338.2026}

Dor neuropática, aquela dor que serve unicamente para chatear e estragar o dia quando é despertada. Seja pelo calor ou pelo frio, já percebi que é indiferente.

Altamente incapacitante quando se faz presente. E que me deixa apavorada quando, por algum motivo, se movimenta do meu braço para o meu ombro e de seguida até ao meu peito. Ou ao meu pescoço. É conforme lhe apetece…

Não ter a quem gritar por socorro quando estou aflita com dores é a pior parte. Ou era. Sempre tive a minha mãe que eu sempre chamei nos episódios de dor. Ou que, ainda antes de eu a chamar, ela sempre tomou a iniciativa de ir ter comigo, nem que fosse de madrugada!, quando me ouvia a reclamar de dores…mas a minha mãe ficava como eu: sem saber o que fazer para aliviar a dor. Tanto para mim como para ela, tudo isto é novidade. Sou eu que suporto a parte física, é verdade. Mas só porque a minha mãe não pode suportar tudo isso por mim.

Mas, desde que o Bruno, meu fisioterapeuta, começou a vir cá a casa para as sessões de Acupuntura, ganhei algum conforto. Já sei que, seja a que horas for!, posso enviar mensagem para ele. Vai poder resolver alguma coisa? Nada. Mas vai estar , do outro lado do ecrã do telemóvel, e vai enviar mensagens de áudio que de alguma forma me acalmam. Porque, na verdade, não me deixa sentir tão sozinha.

Esta tarde, e por estar bastante aflita com dores!, tentei contactar o serviço de Neurologia do Hospital para, de alguma forma, pedir socorro. Sem sucesso. Repeti as chamadas diversas vezes. Mas sempre sem sucesso. Mas, quando acabei por enviar mensagem ao Bruno, ele estava . E respondeu. E isso foi o suficiente para eu desacelerar e me acalmar. Um comprimido para as dores, que fez efeito!, e consegui acabar por descansar. E isso de saber que tenho alguém sempre não tem preço! Seja esse “” onde for…!

{#027.339.2026}

Há dias em que a vontade é fazer fast forward para chegar mais rapidamente ao dia seguinte. Não que o dia seguinte prometa qualquer coisa, seja o que for!, de diferente ou melhor ou mais interessante. Porque, já se sabe, os meus dias não variam muito. E, estando eu já habituada a essa repetição diária, está tudo bem. Mas essa vontade de fazer fast forward existe até mais vezes do que eu gostaria que acontecesse…

Está muito relacionada, essa vontade de fazer fast forward, com o que me acontece todos os dias: as ondas de picos de dor violenta. Como está a acontecer neste preciso momento quando, a julgar pela hora da madrugada, eu devia estar a dormir…

A dor que não tem relação com nenhuma lesão física porque não existe qualquer lesão traumática que justifique a existência da dor, mas existe uma enorme falha na comunicação entre nervos e cérebro. Porque, quando existe essa comunicação num sistema já de si lesionado, alguma coisa vai falhar e o cérebro vai ler e transmitir erradamente uma dor neuropática violenta como se efectivamente houvesse uma lesão…

…e seria tão mais fácil de tratar, aliviar e até curar essa dor se estivesse realmente a ser provocada por uma lesão física! Dizem que um braço partido dá muitas dores. E eu não duvido que dê. O máximo que já tive que tratar e curar, depois de vários entorses, foi uma rotura de ligamentos num tornozelo. Na altura doeu? Claro que sim. A recuperação da lesão foi lenta, 10 meses até deixar as muletas de vez. Fisioterapia e uma muito dolorosa infiltração, mil cuidados para tratar e curar a rotura de ligamentos mas sempre com um objectivo muito concreto: a cura e a recuperação total dos ligamentos.

Mas, no caso da rotura de ligamentos, havia dor com origem perfeitamente identificada. E havia também uma garantia tão importante: poderia demorar alguns meses, como aconteceu!, mas era possível tratar, recuperar e curar! E no decorrer desse processo de tratar, recuperar e curar a dor foi-se dissipando até desaparecer de vez…

A dor que tenho no meu braço, apesar de resultar de uma leitura incorrecta do meu cérebro, existe!, é real, dói bastante e chega a ser incapacitante. Mas aqui não é possível aplicar aquelas três etapas de tratar, recuperar e curar a dor. Porque não existe qualquer lesão traumática associada.

Por isso, por favor!, deixem-me fazer fast forward para o dia seguinte! Nem que seja só para não continuar a suportar os picos de dor violenta de hoje…

{#026.340.2026}

Fazer de conta continua a ser uma espécie de passatempo para quem também não tem muito para fazer. Assim tipo eu. Por isso é que me atrevo a assumir a perícia no papel de quem brinca ao Faz de Conta.

Todos os dias faço de conta alguma coisa: que estou bem, que os meus dias são muito interessantes e tranquilos, que não tenho dores, sei lá eu o que mais.

Os dias chegam, as datas passam, outras aproximam-se ainda à distância e eu faço de conta. Que são dias sem importância, datas sem relevo, as que passam e as que se aproximam. Que numa data ou na outra eu não gostaria de fazer diferente, de estar e ser presente. De, numa data ou outra, fazer acontecer.

Faço de conta também que não tenho sinais activos, já confirmados por quem sabe, de uma perturbação de personalidade que treme de medo do abandono. Efectivo ou imaginado. Possível ou nem por isso. E hoje, neste dia específico do mês mais longo do ano, Janeiro do frio imenso, o medo do abandono mais parece o pânico ou o pavor do abandono. Mas irei continuar a fazer de conta que estou tranquila e que tenho exactamente 2 meses para fazer não sei o quê de diferente numa data que é minha e que quero partilhar e fazer acontecer.

Mas continuo a fazer de conta. Que está tudo bem, que não se passa nada, que não tenho medo. Do abandono, efectivo ou imaginado, possível ou nem por isso…mas o medo que é pânico que é pavor é profundamente real. E é tão parte intensa de mim que, neste ponto, não consigo fazer de conta que estou tranquila…

{#025.341.2026}

…e naqueles dias, como hoje!, em que o meu corpo parece estar todo preso por causa do frio, todo perro por causa da humidade, o meu corpo por inteiro nas mãos da espasticidade e a única vontade que eu tenho é de me enfiar dentro de uma piscina aquecida mas nunca além dos 36 graus (porque o meu corpo também não suporta tanto calor!), relaxar dentro de água e permitir que o meu corpo se reencontre com ele mesmo para conseguir responder aos pedidos do meu cérebro para me mover e conseguir caminhar sem estar presa e com dores…

…eu sei…Hidroterapia. Ali a piscina municipal do Monte tem Hidroterapia. Só me falta fazer inscrição para a primeira consulta e ver horários disponíveis. Porque preciso de me conseguir mexer, deslocar, relaxar e não me perder pelo caminho…

{#024.342.2026}

Café. Para 1. Para partilhar? Tiro outro? Como é?…arrisco-me a dizer que já não sei. Se alguma vez o soube, realmente…

Um café. Uma carta que me pediram para escrever como um bom exercício para sair de mim mesma um bocadinho e ler com outros olhos tudo aquilo a que chamo “os meus dias“. Não é aquela carta de amor que há tanto tempo me pediram, ridícula como todas as cartas de amor segundo o poeta. Até porque, afinal, esse pedido dessa carta de amor era um exercício para me fazer escrever um pouco mais. Mesmo eu escrevendo todos os dias…

Um café. Para 1. Só assim. Tão simples e tão complicado quanto isso. A tal carta, que não a de amor, que me pediram tem, para mim, o peso de uma carta de despedida. Que tenho adiado. Sempre dizendo que não quero. Não quero escrever. Não quero despedir-me. Mas cada vez me parece mais certo que será isso a acontecer. Com ou sem carta escrita. Porque a despedida nem sempre tem que ser escrita. Especialmente se doer. Muito. Demasiado, até! Mas…

…café, para 1? Para partilhar? Tiro outro? Como é?…arrisco-me a dizer que já não sei. Se alguma vez o soube, realmente…

{#023.343.2026}

Dias de baixa:

920 dias na Junta Médica da Segurança Social 

864 dias no contador 

1025 o limite legal 

Entre uma contagem e outra, 56 dias de diferença. Para atingir o limite, 105 ou 161 dias. Úteis. A necessitar ainda de confirmar o total de dias, mas já a ter que começar a pensar o que fazer. Falta algum tempo, mas nem tanto assim. 5 meses e picos? 3 meses e meio? Maio ou Julho. A data limite fica por aí. Até lá…não, não faço ideia do que fazer

Sei tão bem que não queria absolutamente nada disto! Que não procurei! Não fiz nada! Mas fui apanhada na curva por algo que tem um peso impossível de carregar sozinha, que me obriga a tomar decisões que, num Mundo perfeito onde nada me apanhasse na curva, não teria que tomar nem antecipar um caminho que me deixa de mãos vazias e sem rumo…

17.836 dias. Que se traduzem em 48 anos, 9 meses, 4 semanas e 1 dia. Que é o mesmo que dizer que no final de Março serão 49 anos que não deixam de ser demasiado cedo! E agora a minha vontade é gritar, puxar o calendário para trás, recusar o caminho do diagnóstico que sei que não teria como escapar e entrar nesse Mundo perfeito onde pudesse continuar a sentir gosto e orgulho no meu trabalho, sabendo da qualidade do mesmo e da forma como fez diferença a tanta gente com quem falei…

E na Junta Médica, ao ser vista e avaliada por seres humanos e não meros calhaus como em 2024, hoje na Junta Médica perguntaram a minha opinião sobre o regresso ao trabalho. Fui honesta: gosto muito do meu trabalho, adoro a área seguradora. Mas também sei que não tenho capacidade para regressar… Ele, técnico?, médico?, psicólogo?, não faço ideia, acertou em cheio! “Não gostaria de dar um bocadinho mais de sentido aos seus dias?” Gostava! Tanto! E gostava muito de poder regressar em pleno ao meu trabalho. Assistente de call center, sim! Na área seguradora! E com imenso orgulho! Ele novamente: “Trabalha em call center… Isto já de si faz muito mal a muita gente, não faz?” De uma companhia de seguros, respondi de imediato. Ele? Engoliu em seco, ajustou o lugar na cadeira, mudou de cor, “…não consigo imaginar…”

Tenho saudades do meu trabalho. Tantas saudades. Mas reconheço que não tenho condições físicas, mentais e até psicológicas para ser aquela enciclopédia que nos querem no call center. E até mesmo trabalho de back office eu não consigo…não aguento.

…e tudo isto mexe demasiado comigo! E mesmo o “um dia de cada vez” se torna pesado e difícil quando os tais 1.025 dias já não demoram tanto assim a esgotar e é preciso tomar decisões que eu não queria ter que tomar agora

{#022.344.2026}

Se me disserem que não vou conseguir fazer alguma coisa, eu vou lá e faço e ainda tiro fotos! Pode custar. Muito! Pode doer! Imenso! Mas ninguém me vai dizer que não serei capaz de algo devido ao meu novo normal! E muito menos irão dizer que eu não vou ser capaz de atingir um objectivo que eu proponho a mim mesma que nada mais é do que um desafio de superação! Podem rir. Podem até, em tom de gozo!, perguntar-me “mas achas que vão ficar à tua espera?!”.

Se o meu objectivo é ir lá e fazer, eu vou lá e faço! E quando descubro que o meu fisioterapeuta é tão louco quanto eu, acredita mais em mim do que eu mesma e ainda diz “vou contigo até ao fim!”, sei que estou em boas mãos.

Começo amanhã mais um ciclo de tratamentos de fisioterapia. Ciclos de tratamentos infinitos porque se sucedem para manter e melhorar o que ainda tenho e que não quero (nem posso…!) perder. Desta vez sigo nas mãos do Bruno que, com o trabalho de agulhas nos pontos certos, já conseguiu dar-me 2 noites seguidas sem dores. E isso não tem preço. E o tratamento de Acupuntura será para manter até ao fim.

Mas o importante mesmo é que ninguém se atreva a dizer-me que não vou conseguir superar-me. Porque, e isto ninguém sabe!, todos os dias me supero mais um bocadinho…

{#021.345.2026}

Já me tinha esquecido de como é acordar de manhã depois de uma noite inteira sem dores. Até que, esta manhã, foi exactamente o que aconteceu: acordei de manhã cedo para ir para a Fisioterapia depois de ter tido uma noite inteira sem dores. E foi tão bom perceber que tinha descansado e que não tinha passado mais uma noite em branco.

Ontem era dia de nova sessão de Acupuntura que eu tinha percebido que era para desistir mas afinal é para mudar de estratégia. O Bruno, meu fisioterapeuta a partir da próxima sexta feira e também o acupuntor que procura aliviar-me as dores, ontem decidiu dar descanso ao meu braço. E, pelos vistos, resultou.

Devia resultar hoje novamente, mas pelos vistos não basta querer. A dor intensa e violenta está presente e eu tenho algum receio da noite de hoje…

O Bruno entretanto já me disse que eu serei um desafio para ele no que diz respeito ao tratamento com as agulhas. E os desafios são para serem superados. E com o ciclo de tratamentos de fisioterapia que ele já programou para eu iniciar depois de amanhã, ecoa na minha cabeça a frase “você vai se lascar!“. Já percebi que com o Bruno vai ser para trabalhar forte e a sério. E estou a gostar dessa ideia. Se vai ser fácil? Provavelmente não. Mas eu sempre disse que não queria caminhos fáceis. Esses normalmente não levam a lado nenhum.

Mas, para esta noite, ainda é possível “desconvidar” a dor que me queima e enlouquece? Fiquei mal habituada com a noite passada…

{#020.346.2026}

A última noite, ou a noite passada como prefiro chamar ao que vai sucedendo sem ter prazo de validade pré-definido, essa noite…a noite passada em branco, ao sabor dos picos agudos de dor muito violenta e agressiva de me fazer gritar alto a dor…a noite toda passada em branco enquanto lá fora uma gigante tempestade solar pintava o nosso céu nocturno de auroras boreais cor de rosa choque. E a ideia, disparatada por não ter condições para concretizar em segurança e de forma confortável, de ir fixar o olhar na linha do Horizonte sobre o Mar na noite escura de Lua Nova sem conseguir distinguir o escuro do céu e a escuridão do Mar.

Noite miserável passada em branco ao som de quem grita a dor para tornar suportável o insuportável. Adormecer, esgotada, muito perto das 6h da manhã para acordar às 10h e muito pouco para mais uma entrega da Alma dos Livros que, mais uma vez, me aconchegou logo pelo embrulho.

Tê-lo perto, à distância de um clique, partilhar momentos. Que são nossos, tão nossos. Tão metade um do outro como duas peças de Lego que encaixam na perfeição. Tê-lo tão perto, tão já ali e poder dizer tudo e sentir tudo. Ou simplesmente estar ali. Com a minha cabeça no colo dele enquanto os dedos passeiam no meu cabelo até eu adormecer. É tão isto. É tão SÓ ISTO

A noite tão miserável, tão cheia de dor e os gritos de quem tenta fazer suportável o insuportável. A manhã e a tarde em sossego sem dor e ele já ali, à distância de um clique. É a isto que chamam de equilíbrio? Provavelmente.

Agora? Hora de enfrentar a próxima noite preferencialmente de forma tranquila, sossegada e sem dores mas nunca esquecendo que à distância de um clique está um colo para eu adormecer de mão dada com ele

{#019.347.2026}

Blue Monday. A terceira segunda feira de Janeiro, há muitos anos tida como o dia mais triste e deprimente do ano. Se o é, não sei. O que sei é que a Segunda feira já lá vai, não consegui ir à fisioterapia depois de mais uma noite passada em branco com as dores no meu braço (e o consequente medo…), voltei às agulhas de Acupuntura para uma abordagem diferente e agora, a caminho da 1h da manhã, vou enviar uma mensagem para o acupuntor que também é o meu fisioterapeuta e gritar por socorro…não há pachorra para as dores que tenho? Não, não há. Mas também já não sei o que fazer para suportar o insuportável para além de gritar a dor

{#018.348.2026}

Todos os dias, a dor.
Todos os dias, de mão dada com ela, o medo

E se, um dia, eu não conseguir gritar a dor o suficiente para suportar o insuportável e…

…se é, sequer, possível acontecer?

Não escondo, tenho medo

{#017.349.2026}

Na rua desde as 8h30m da manhã. São praticamente 14h00 e a vontade de ir para casa, apesar de cansada, moída, dorida e gelada!, é inferior a zero. Não me apetece mesmo nada voltar para casa por saber que só volto a sair amanhã. E é porque faço questão de ir votar. Desconfio que, se não fossem as eleições, só voltava a sair segunda feira para ir à Fisioterapia…

Não!, não me apetece mesmo NADA ir para casa. Também não me apetece sentir-me prisioneira de mim mesma! Porque sou eu, com as minhas dificuldades e limitações, que não vou sozinha para lado nenhum com medo de cair e por saber que sozinha levo uma eternidade para ir seja onde for. E este não conseguir ir sozinha chateia-me profundamente!

Prisioneira de mim mesma, é assim, tal e qual!, que me sinto! E não gosto NADA! Sinto-me demasiado presa dentro de casa! Como se as paredes se fechassem sobre mim, asfixiando-me lentamente. Muito lentamente, provavelmente à mesma velocidade que eu quando caminho sozinha…

…e a cada dia que passa vai-me caindo a ficha sobre mim mesma. E o que vou assimilando todos os dias a muito custo sobre mim mesma não me agrada nem um pouco…

…e simplesmente não me apetece ir para casa para ficar prisioneira de mim mesma até amanhã. Alguém aí para me vir buscar para levar para longe…? Quaisquer 135km já chegavam…

{#016.350.2026}

Não me recordo de quando foi que iniciei os tratamentos regulares (e permanentes…) na clínica de Fisioterapia. Aquelas 30 sessões iniciais no Hospital serviram de uma espécie de aquecimento e orientação para o que é preciso fazer para manter o que ainda tenho e evitar a perda do que ainda é meu: a mobilidade e a [minha] possibilidade [e capacidade…] de simplesmente ir. Com o apoio da minha bengala e tantas vezes também de braço dado com a minha mãe,

Terminadas as 30 sessões no Hospital e aceite a inscrição na clínica, começou também uma rotina diária que ainda não consegui aceitar que é permanente e que vai exigir de mim muito mais do que aquilo que consigo dar agora…física e emocionalmente.

As dificuldades e limitações têm vindo a surgir lentamente em alguns casos, outros há em que é quase de forma imediata, muito por causa do frio. É verdade que o calor também não ajuda, mas o frio prende músculos, tendões, articulações, tudo! E aí trabalha-se o corpo como se fosse para desenferrujar algum engenho que, agora, se move a muito custo.

As dificuldades e limitações existem e são chatas, é verdade. Mas são fáceis de entender o porquê da sua existência e fáceis de ajustar e contornar para manter a funcionalidade. Já o que não é tão fácil sequer de digerir é a dor neuropática. Que é, em tudo, tão diferente da dor muscular ou até articular.

A dor neuropática é mais forte. Chega a ser mais violenta quando se faz sentir em ondas que carregam picos de dor. É excruciante. E, sim!, chega a ser incapacitante.

É aquela dor cujo ponto de origem é difuso. Tem origem numa qualquer ligação entre nervos e cérebro em que a informação é mal lida pelo cérebro por causa da falta de material condutor e protector. O cérebro, já muito carregado de lesões e black holes, esforça-se por ler correctamente a informação….mas não consegue. E, não conseguindo ler a informação correcta, emite dor. Que é insuportável. É excruciante. É incapacitante

Esta dor está presente há menos tempo do que aquele em que faço parte da clínica, mas já é uma dor conhecida de alguns fisioterapeutas que têm feito de tudo para me ajudar a aliviar a dor, já que a medicação que inclui opióides não funciona. E foi aí que surgiu a ideia da acupuntura para aliviar a dor.

Não pensei duas vezes nem olhei para trás! O acupuntor é fisioterapeuta na clínica. Conversámos sobre resultados expectáveis, tempos de actuação, valores. Tudo acordado e a data de início o mais rápido possível porque as crises de dor são muito presentes e intensas.

Na primeira sessão seria de esperar já algum sinal de alívio da dor. Na segunda, logo no dia seguinte, o normal seria já sentir algo…que não dor!

Terceira sessão, terceira noite de crises de dor demasiado fortes, extremamente violentas, a manifestarem-se várias vezes ao longo do dia. Sempre demasiado intensas, extremamente fortes, excruciantes, incapacitantes, a dor gritada para tornar suportável o insuportável…

A acupuntura não está a resultar. O Fisioterapeuta e acupuntor que desiste desta abordagem diz-me que é preciso rapidamente ser vista por um médico porque o nível de dor que apresento é demasiado elevado para não ser observado. E no meio disto tudo a frustração visita-me novamente e a minha vontade é de chorar por não conseguir dormir nem ver soluções para esta dor…

Chorar. Aquilo que não consigo fazer facilmente. Existe, de facto, um único tema que me faz chorar com alguma facilidade, mas não!, não quero pegar nesse tema. Quero deixar tudo exactamente como está e, nesse ponto, continuar a fazer de conta. Mas seria importante conseguir chorar a dor e a incapacidade de fazer seja o que for num momento de crise…mas continuo a não conseguir.

Terminada a acupuntura por desistência do acupuntor, mantida a medicação que não faz efeito, não sei mais o que posso fazer para lidar com isto…e se me ouvirem dizer que já estou por tudo, acreditem que não é exagero…

Na clínica mantém-se a rotina diária (ou quase) que já se sabe ser permanente. Eu continuo com grande dificuldade em conseguir aceitar tudo isto. Mas, já percebi, depois de ano e meio de rotina na clínica ali acabei por encontrar uma espécie de segunda família. Se eu queria isto tudo? Na realidade não. Não queria absolutamente nada disto. Mas no meio de tanta tralha……acho que só me resta mesmo encolher os ombros, sorrir e acenar e assumir a minha postura de pinguim de Madagascar…

{#015.351.2026}

Sentir TUDO à flor da pele não tem necessariamente que ser mau, disse-me ele. Não tem, é verdade. Mas, quando se fala de sentir TUDO, esse TUDO engloba tanta coisa não necessariamente boa.

Não sei o que fez disparar a intensidade do sentir durante o dia de hoje, mas alguma coisa foi. E com essa intensidade gigante de sentir TUDO à flor da pele tive a necessidade de escrever tanto e tanta coisa para ele como há tanto tempo não fazia, se é que algum dia o fiz como hoje.

Mas sentir TUDO também significa TER MEDO. TANTO medo! De, por algum motivo, perder aquele abraço que sabe a casa, que é conforto, segurança, protecção e tudo de bom. De, por algum motivo, a soma de “EU” e “ELE” deixar de dar “NÓS”. Medo de perder, medo da perda, medo, ponto final.

Não sei se foram as estrelas que se alinharam para que, aleatoriamente, finalmente nos cruzassemos ao fim de 11 anos a trilhar os mesmos caminhos, a ocuparmos o mesmo espaço, 11 anos em silêncio, sem palavras de um para o outro. Até aquele “Olá” se soltar daqui e ser bem recebido lá.

Não sei. A frase que mais tenho repetido nos últimos dias com especial ênfase no dia de hoje: “não sei“. Porque não sei mesmo. Tanta coisa que não sei, tanta coisa que tenho medo de saber, outro tanto de não saber nunca. Mas…

Mas tenho medo, claro que sim! E se sinto TUDO à flor da pele com uma intensidade desmedida o MEDO faz parte do TUDO que sinto. Medo, tanto, de perder o abraço que precisava de sentir agora só para ter a certeza que preciso ter: que está TUDO bem.

E percebo que foi naquele abraço de sabor a casa que encontrei tanta coisa, mesmo quando me perdi, quando nos perdemos!, em loucuras e devaneios, encontrei aquele pedaço de mim que eu não sabia que me faltava.

Perdi-me. Encontrei-me. Rendi-me às palavras que me recuso a escrever, mesmo que inclua a maior de todas!
Podia fazer um desenho para substituir as palavras que recuso, mas continuo a preferir a junção das letras ao traço do lápis. Pego nas letras baralhadas como um baralho de cartas e formo palavras que, juntas, formam frases que em poesia ou prosa transmitem tudo aquilo que sinto à flor da pele

…incluindo o medo

{#014.352.2026}

Não é fácil lidar com o que não se conhece, com o que parece não fazer sentido, com o que nunca esperámos ou sequer imaginámos que fosse possível sair-nos numa qualquer rifa absolutamente aleatória e aparentemente sem qualquer lógica ou razão.

E mais difícil se torna quando tudo isso se resume nunca única palavra: dor! Dor intensa, violenta, agressiva, excruciante. Que desperta com a mínima alteração de temperatura, seja para mais ou para menos, não interessa!

Médicos e fisioterapeutas, quando é preciso tratar a dor, pedem que seja feita uma avaliação de 0 a 10, sendo que 10 corresponde à pior dor alguma vez sentida. Quando chegar à consulta da dor, sabe-se lá daqui a quanto tempo, e me pedirem para avaliar de 0 a 10 esta dor que me queima, me corrói, me fere, que me faz gritar para tornar suportável o insuportável, quando me pedirem uma avaliação de 0 a 10 a minha resposta vai ser tão simples e tão complicada quanto 42. Mas não era de zero a dez? Era. Mas a mim dói-me 42. E agora…?

Voltaram as noites de não conseguir adormecer cedo ou tarde quando a noite roça a madrugada. E já lá vai o tempo em que estas ondas de picos de dor violenta duravam meia hora. A noite passada a crise de dor violenta durou várias meias horas. Começou bem antes das 2h da manhã. Eu consegui adormecer muito para lá das 4h quando a dor passou sabe-se lá como.

Neuropatia. Danos nos nervos. Muito por causa da minha patologia de base. Que também não escolhi, não procurei, não nada! Mas que está cá, instalada, veio para ficar com tudo aquilo a que tenho direito. Pena que sejam apenas coisas não tão boas como gostaria…

Agora que a noite já roça a madrugada não vai ser fácil descansar: a dor de nível 42 de 0 a 10 já está presente. Há várias meias horas…

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Eu tento realinhar a energia. Que tenho e que sou. Ela? De vez em quando vem ver se está tudo bem. E apesar de vir tomar conta de mim quando eu menos espero, não atrapalha.
Esteve presente quando o Fisioterapeuta me espetou aquelas 15 agulhas da cabeça aos pés.
Deitou-se à beira da minha cama a tomar conta de mim durante a minha prática de Yoga em casa.
Depois de jantar: com lugar vago com mantas em dois sofás, quatro cadeiras à volta da mesa, dois poisos habituais numa das estantes da sala, o colo da minha mãe livre e foi nas minhas pernas que ela se veio deitar. Claro que sim. E começo a achar que ela sabia que vinha aí mais uma onda de picos de dor violenta no meu braço esquerdo.

Já ganhou a alcunha de Paracetamol, que no caso da minha dor no braço é um bocadinho como o Melhoral: não faz bem nem faz mal. Assim como assim, os opióides também não fazem grande coisa, mas não digam a ninguém…

Dizia eu que a minha gata ganhou a alcunha de Paracetamol porque, quando chegam os picos de dor violenta, é em cima de mim que ela aninha.

Dizem que os gatos nos “limpam”, que à sua maneira nos tratam e cuidam de nós. Talvez por isso ela esteja sempre tão presente junto de mim…

Seja como for, eu faço a minha parte. Ela faz a dela. As 15 agulhas da Acupuntura farão o seu trabalho. Sexta feira volto ao que nunca deveria ter deixado. E a voz do Rui mantém-se em loop na minha cabeça: “Somos todos energia…”. E somos. Mas, por vezes, é preciso realinhar. E é isso que estou a tratar de fazer. Ela? Inspecciona o trabalho e limpa o que for necessário.

(e entretanto é tão tarde e amanhã tenho que acordar tão cedo e já não escrevo nada de jeito e é melhor ficar por aqui esta noite…)

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Não é possível fazer ctrl+alt+del e forçar o encerramento do que não está a funcionar correctamente. Que, traduzindo, me diz que não é possível correr atrás do que não existe quando falamos de algo crónico. Não é possível correr atrás de uma cura que não existe. Mas é possível procurar alternativas para aliviar sintomas.

Não me esqueço das palavras do Rui em 2023 quando me levou a uma experiência incrível e inesquecível que gostava muito de repetir, mas com o Rui já não é possível. Falámos algumas vezes meio por alto, mas não me esqueço: “somos todos energia!” E somos! E por isso mesmo às vezes é preciso reajustar a nossa energia.

Sei que existem muitas formas de o fazer. Mas, desta vez, arrisco uma nova experiência. Que tanta gente diz resultar.

Não procuro nas agulhas a cura que não existe. Mas algum alívio de dores. Algum alinhamento do equilíbrio. O que for!

Hoje foi a primeira vez que 15 agulhas me foram colocadas em pontos específicos. Amanhã repito. No total serão 10 sessões para reajustar a minha energia de um corpo doente e que apenas procura um alívio…

O Yoga em casa. É para manter. Agora num cantinho cada vez mais especial do meu quarto, onde os meus livros esperam por mim, onde a parede é viva de cores e mensagens certas…

Tudo isto, o Yoga e a Acupuntura, são as minhas escolhas para este caminho que tenho que percorrer. E, de alguma forma, sei que com ambos estarei a crescer internamente.

Amanhã já é suposto sentir alguma diferença…vamos ver. Agora é aceitar que a noite vai longa a roçar a madrugada e preciso de descansar. Nunca fui invencível ao ponto de dispensar as noites de descanso. Agora então não sou mesmo!

É-me urgente fixar um horário para dormir cedo. Mas para que isso aconteça é preciso que as vozes na minha cabeça estejam de acordo com o horário que for estabelecido…

Hoje: Yoga e Acupuntura.
Sexta feira: o regresso ao Reiki.

Tenho comigo e em mim todas as ferramentas que preciso. Agora só me falta convencer-me de que preciso muito de ir dormir…