Author Archives: Kooka

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Se perguntarem por mim, dir-vos-ei que não estou. Esta que vos fala é outra que não eu.

{#230.137.2020}

Acordem-me quando Agosto terminar… Até lá aguento até ao meu limite. Sem poder fugir, fugindo ainda assim.

Estou cansada de tanta agitação à minha volta, quando preciso de sossego e estabilidade para me aguentar.

Os últimos 5 meses têm sido um desafio. Dos grandes. Que, a dada altura, pareceu ser mais fácil de manter do que inicialmente julgava. Mas agora não está a ser fácil. Preciso de sair daqui, ver gente que me faz bem, novamente o querer ver gente, desta vez apenas para fugir à confusão à minha volta.

Gosto muito dos Meus Dois, mas preciso do meu espaço de volta. Porque o meu espaço é também sinónimo do meu sossego. Da minha paz. E é disso que estou a precisar.

Falta muito para Agosto terminar?

{#229.138.2020}

Há coisas com as quais não sei lidar. E, mesmo não sendo minhas directamente, também implicam de alguma forma a minha intervenção.

Não sabendo lidar, fecho-me e afasto-me. Pode passar a imagem de que não me importo, mas importo-me. Porque também me afectam, de uma forma ou de outra.

Mas não sei lidar com algo que se traduz no poder que algumas pessoas conseguem ter sobre outras por pura maldade. Nunca soube. Mas vou ter que aprender. E rapidamente.

{#228.139.2020}

Fazer o que realmente gosto não tem preço. Só é pena já não ter tanto tempo para isso.

Por outro lado, ainda faltam 15 dias para acabar Agosto. Não que esteja desejosa que chegue Setembro, porque não estou. Acho até que não estou preparada para isso. Mas o meu espaço está demasiado ocupado e só fica mais leve no final do mês…

Acho que nesses 15 dias que ainda faltam vou ter que arranjar tempo para mim à frente da máquina de costura. Aí sei que estou bem. E sabe-me bem. E faz-me bem.

Vão ser longos 15 dias. Como têm sido as últimas 3 semanas. Mas vou tentar fazer com que valham a pena o espaço ocupado.

{#227.140.2020}

Mais uma semana que termina. Com tanto e nada a acontecer.

Venham dois dias longe do trabalho que não gosto, com tempo suficiente para voltar ao que gosto mesmo, os tecidos.

{#226.141.2020}

Gosto de ter como máxima o mote “se é para fazer, é para fazer bem feito”. Por isso mesmo dou o melhor que consigo, posso ou sei em tudo a que me proponho.

Mas também sou a primeira a admitir quando tenho dificuldade em fazer algo que não gosto… Aí continuo a tentar o melhor, mas sei que não é suficiente.

{#225.142.2020}

Não entendo pessoas que recorrem à violência. Seja em que situação for, mas quando se trata de relações próximas ainda entendo menos. Não faz sentido. Afastem-se e procurem melhor…

Estou cansada de não entender tanta coisa.

O Mundo devia vir com Manual de Instruções. Para entender o que fazer, para além do óbvio, às 2h da manhã quando os gritos acordam um prédio inteiro.

{#224.143.2020}

O que me faz aguentar o dia de trabalho em casa? Poder ter música a tocar. Baixinho, é certo, muito baixinho porque assim tem que ser, mas a tocar e a acompanhar-me durante todo o dia.

Só assim aguento fazer alguma coisa que não gosto. Felizmente, trabalhar a partir de casa tem {mais} esta vantagem.

{#223.144.2020}

As segundas feiras deviam ser proibidas. Ou deviam, pelo menos, ser mais simpáticas.

Dia tão estranho o de hoje. Dedicado apenas ao trabalho, sem grande vontade. Fazer o que não gosto não é fácil. Mas tenho que o fazer porque preciso.

Tenho saudades de me dedicar ao que gosto… Faz-me falta aquela magia de criar algo com as minhas mãos. Felizmente ainda posso, de vez em quando, dedicar-me a isso ao fim de semana.

Mas não é a mesma coisa…

{#222.145.2020}

222 dias deste ano atípico. Já só faltam 145 dias para acabar.

Mais um domingo com sabor a domingo. Sem histórias nem História nem nada a registar. Apenas aquela estúpida sensação de estar demasiado sozinha.

Amanhã, mesmo voltando ao trabalho, vai ser melhor.

{#221.146.2020}

Mais um dia, menos um dia. Sem nada digno de registo, com uma passagem pela praia ao final do dia. E com a ansiedade inerente a isso mesmo.

Um dia hei-de conseguir ir à praia sem ansiedade. Hoje ainda não foi o dia.

{#220.147.2020}

Correio em tempo de pandemia não tem que ser só feito de postais. Também pode vir em formato de livro.

O regresso à normalidade da rotina do teletrabalho deu-se hoje. Depois de demasiados dias após as férias sem conseguir trabalhar, hoje finalmente tudo se endireitou.

O melhor do dia, no entanto, foi mesmo a volta do correio. Como é sempre que o carteiro deixa algo que não contas para pagar.

Amanhã? Amanhã será bom também. É uma questão de acreditar que sim, que vai correr tudo bem.

{#219.148.2020}

Mais um dia estranho, sem conseguir trabalhar. Mas, agora, está de facto o problema resolvido. Amanhã volto à rotina normal.

Entretanto a ansiedade mantém-se, um pouco mais tranquila, é um facto, mas ainda cá está.

E ainda aquele gut feeling que agora não desenvolve.

Como sempre, um dia atrás do outro atrás do um. Sem pressa. Mas sempre sem perder Tempo. E, novamente, sinto que o Tempo me foge. E não sei – nunca soube – como agarrá-lo. E menos sei agora, neste novo Tempo que é tão estranho.

Amanhã será melhor. Amanhã tem que ser melhor. Se conseguir finalmente trabalhar e a ansiedade continuar a acalmar, já está a ser melhor.

…já te disse hoje que tenho saudades tuas…? Tenho. E muitas.

{#218.149.2020}

Ansiedade ainda em alta. Afinal, o que se julgava resolvido ontem, não está resolvido nem estará até ao final da semana. Até lá, a minha cabeça vai criando cenários confusos que me deixam inquieta.

Aproveito o final do dia e a proximidade do mar para tentar desligar. Só para descobrir que a minha cabeça não pára de criar cenários negros e negativos sobre o que se passa à minha volta.

Talvez um dia acalme e deixe de criar cenários. Agora, para já, é esperar que o trabalho se resolva rapidamente para poder voltar a ocupar a cabeça. E talvez a ansiedade acalme.

{#217.150.2020}

Voltar a Lisboa antes do previsto para poder continuar a trabalhar. Socorrer-me do apoio informático para resolver problemas que não domino fez-me voltar ao aquário muito antes do que estava previsto. Visitinha rápida, problema resolvido, mas a ansiedade em alta até regressar a casa.

Há coisas que não controlo e é isso que me faz disparar a ansiedade. Que se instala devagarinho, mas que não desaparece rapidamente. A ansiedade mói demasiado. E a cabeça dispara em várias direcções.

Como nos últimos dias. Instalou-se a ansiedade não sei bem porquê e teima em não ir embora. E promete que os próximos dias (semanas?) não vão ser fáceis.

Mas também a isto vou resistir e dar a volta.

A ansiedade, sempre me disseram, não mata. Mas decididamente mói. Bastante. Demasiado.

{#216.151.2020}

Voltar ao trabalho e não conseguir trabalhar o dia todo. Mais um dia perdido.

Não gosto de dias perdidos………

{#215.152.2020}

Deixo um bocadinho de mim em cada coisa que faço. Sendo que há coisas onde é mais fácil e simples deixar algo de mim. São as coisas que gosto. Especialmente se as faço para as pessoas de quem gosto.

Como as máscaras que tenho feito. Algumas feitas para mim, outras tantas feitas para os meus. Sejam meus amigos ou meus sobrinhos, são os meus.

Dou de mim e deixo as minhas mãos criarem algo. Se não estiverem perfeitas, não fico contente. Sou, talvez, demasiado exigente comigo mesma. Mas sou assim em tudo. Talvez por isso às vezes me seja difícil lidar comigo e/ou com situações que não me satisfazem.

Dou de mim. Deixo um bocadinho de mim em tudo. E por vezes sinto que falho com aquilo a que me proponho. E isso custa-me.

Quem leva alguma coisa feita por mim, leva também um bocadinho de mim. E isso sabe-me bem. Porque tenho sempre medo do esquecimento. E é impossível esquecer alguém quando se leva um pouco de si. Por isso gosto de criar coisas com as minhas mãos e passá-las a outros.

Porque passo-me a mim também.

Deixo um bocadinho de mim em tudo o que faço. E isso sabe tão bem.

{#214.153.2020}

2193 dias depois. E as memórias que não me largam…

E ainda a confusão à minha volta, quando o que preciso é de um momento de sossego. Tenho direito a conseguir lamber as feridas. E quando isso não é possível é sinal de que não vai correr bem.

Novas memórias, precisam-se. E rapidamente.

{#213.154.2020}

2192 dias depois de 42. 6 anos. Deixei de contar os dias há muito tempo, mas não deixei de contar o Tempo. E Tempo é a única coisa que tenho, de mãos dadas com as memórias que ficaram entranhadas na pele.

Não há dia que não me lembre de tudo. Desde o primeiro dia até ao último, naquele fim de Julho de há 6 anos. O calor daquele dia, sufocante apesar do dia cinzento, entrou-me na pele e ficou.

Há 6 anos deixei oficialmente de estar grávida, depois de 11 dias a já saber que não era para ser. Que não podia ser.

6 anos depois já não choro. 6 anos depois relembro tudo. Todos os passos que dei naquele dia. Todos os gestos. Todas as palavras, que foram poucas.

E foi nesse dia de há 6 anos que tudo mudou, e não foi para melhor. Conheci em mim alguém que me era estranha, que não conhecia, que não me sabia capaz. Mas consegui, com muita ajuda e muito trabalho, chegar a um lugar seguro depois de ter perdido o pé tantas vezes.

Cheguei a acreditar que não iria sobreviver a tanto. Cheguei a desejar que a dor parasse, custasse o que custasse. Nem que tivesse que ser eu a pará-la. Cheguei muito perto do fim da linha. Mas tive a sorte de ter ajuda. A ajuda certa, no momento certo. E que se mantém até hoje.

E é graças a essa ajuda que hoje consigo olhar para trás com alguma serenidade. Não consigo dizer que estou tranquila porque não me sinto tranquila, mas talvez me sinta serena.

6 anos depois relembro. Apenas isso. E a forma como sinto este dia 6 anos depois incomoda-me e não sei explicar porquê.

2192 dias, 6 anos. Tanto que mudou. Se eu mudei não sei. Sei apenas que me prometeram que não iria mudar nada. E até nisso me falharam.

Não interessa. 6 anos ou 2192 dias depois e ainda cá estou. E continuarei a estar porque aprendi a não desistir. De mim. Unicamente de mim.

{#212.155.2020}

Demasiada confusão à minha volta é demasiada confusão para a minha cabeça. Não consigo lidar com ela, embora as circunstâncias assim mo exijam.

Aproveito o resto das férias para mergulhar num trabalho que realmente gosto. Talvez assim consiga desligar do que me rodeia e me incomoda, já que não posso afastar-me.

É frustrante, não saber lidar com isto que me rodeia tão de perto. E deixa-me a pensar em “E se há 6 anos as coisas tivessem corrido de outra forma?”. O mais certo seria ouvir-me várias vezes a dizer “eu não sei lidar com isto”…

Hoje não tem sido dos melhores dias. E o que me rodeia neste momento não está a ajudar. Por isso vou, esta noite, mergulhar em trabalho que me faz bem.

Amanhã, dia do qual tenho tendência a fugir, será melhor. Ou pelo menos assim o espero.

{#211.156.2020}

Olhar para cima e vê-la lá, a minha Lua. E lembrar-me que mesmo naquele Julho difícil de há 6 anos ela esteve sempre lá quando mais precisei. Estava lá há 6 anos como está hoje. E já que não consigo vê-la à noite, é ao final da tarde que a encontro.

O mesmo acontece comigo. Já não me procuro à noite, já não passo as noites em branco. Encontro-me todos os dias ao final da tarde. É nessa altura que me sinto mais próxima de mim. Seja agora de férias ou em dias de trabalho.

Por vezes custa-me encontrar-me, mas a Lua, a minha Lua, sei sempre que basta olhar para cima. E eu estou cansada de olhar para baixo…