Author Archives: Kooka

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Se perguntarem por mim, dir-vos-ei que não estou. Esta que vos fala é outra que não eu.

{#70.297.2020}

A importância de dizer bom dia logo cedo pela manhã só eu a entendo. Assim como dizer boa noite momentos antes de ir dormir.

São mais uns quantos pequenos nadas que vou juntando.

Mas um dia esses pequenos nadas vão ser grandes alguma coisa. Vão fazer a diferença.

Continuo com aquele gut feeling que as coisas vão mudar. Para melhor, claro. E se calhar não vai demorar muito.

It is what it is.

It was what it was.

It will be what it will be.

Sem pressa. Mas sempre sem perder tempo.

{#69.298.2020}

Não gosto de imprevistos e muito menos de ficar presa sem poder deslocar-me para onde preciso. Como esta manhã.

Sou a favor das greves. São necessárias. Mas chateia-me não poder deslocar-me. E hoje não pude. Foi um dia perdido. E eu detesto dias perdidos.

{#68.299.2020}

Também os domingos precisam de ser melhorados.

Os meus fins de semana são conjuntos de dias vazios. Não podem continuar a ser. Mesmo com dias azuis.

Não podem.

{#67.300.2020}

Faltam 300 dias para acabar o ano. E continua a ser urgente mudar o rumo dos meus sábados…

{#66.301.2020}

Novamente o sorriso. Mesmo quando por vezes me custe sorrir. Mas ele existe, está cá. Só precisa de espaço para surgir.

De resto, mais um dia estranho. Porque me sinto estranha. Não sei explicar, apenas sei sentir. E não gosto disso.

Mas vai passar. Vai melhorar.

Mais um dia atrás do outro atrás do um. Sem pressa.

{#65.302.2020}

Mais um dia, que começou da forma que me aconchega. Com um sorriso matinal.

Mais um dia, que passou sem nada de especial a registar.

Mais um dia, que termina como começou. Com um sorriso.

E assim vão passando os dias. Sempre um atrás do outro atrás do um. Sem pressa. Mas com sorrisos que aconchegam.

{#64.303.2020}

É o medo. Todos os dias o medo. Medo de não estar bem, medo de não fazer bem, medo. Simplesmente o medo.
Também por isso é que a ansiedade volta de tempos a tempos.

Não posso permitir que o medo me controle, mas é o medo que está sempre presente.

E isso é o suficiente para sentir que não vivo, apenas sobrevivo.

Tenho medo. E estou cansada do medo.

Não quero apenas sobreviver. Quero viver. Mas o medo instalou-se. E prende-me em algo que não sei explicar. Apenas sei sentir.

E não quero.

{#63.304.2020}

Voltar onde foi preciso ir quando já nada fazia sentido no carrossel montanha russa comboio fantasma que não precisa de moedas, esse bicho escuro chamado Depressão.

Quase três anos depois posso dizer que sim, foi preciso pedir ajuda e foi preciso aceitá-la por muito que, ao início, a recusasse.

Hoje voltei lá. Para uma redução que há muito tempo esperava dos recursos químicos que me fizeram aguentar o horror que se vivia dentro da minha cabeça quando achava que não aguentava mais. Hoje voltei lá e esses recursos já quase não existem, pelo menos comparando com o que tive que suportar no início. E isso é tão bom.

Ainda lá vou voltar, daqui a 7 meses. Tempo mais do que suficiente para consolidar um caminho que tenho percorrido com a ajuda do terapeuta fofinho que, ao fim deste tempo todo, rebenta de orgulho pelo que já alcançámos.

Ainda lá vou voltar, e tenho tempo para me continuar a fortalecer e a aprender que cair também faz parte e não é necessariamente mau. Desde que não permaneça lá em baixo.

Voltei a um sítio que inicialmente recusei e que hoje sei que foi importante. E que me relembrou que pedir ajuda não é vergonha nenhuma nem sinal de fraqueza.

Agora solto um sorriso pequenino, meio tímido, e ouso dizer que consegui. Sempre, claro, com receio do que estes próximos 7 meses me vão trazer e todos os meses depois desses também. Mas prefiro viver um dia de cada vez. Ainda tenho muito para aprender, mas prefiro dizer não ao medo.

Vai ser bom, vai correr bem. E não posso esquecer que, tal como nos últimos 3 anos e meio, não estou sozinha. Tenho uma dream team que não me vai deixar cair.

Hoje voltei àquela janela. E hei-de lá voltar daqui a uns meses. E saí de lá contente.

Agora é ir vivendo. Sem medo. Já chega de sobreviver.

{#62.305.2020}

Voltar à rotina está a ser mais difícil do que pensei que pudesse vir a ser. O que quer dizer que ainda não estou a 100%.

Mas, mais uma vez, amanhã vai ser melhor. Por hoje, vai-se tentando um pouco mais de cada vez. Devagar. Devagarinho. De modo quase parado.

{#61.306.2020}

Devagarinho a preparar-me para voltar à rotina.

Já o disse antes, a rotina é-me importante. Uma semana em casa doente deu para descansar da rotina, é um facto, mas falta-me o resto.

Amanhã volto aos horários fixos e rame rame habitual. Ainda devagarinho, mas sem tempo para continuar doente. Sem pressa, mas a um ritmo que se impõe para chegar ao fim do dia com o dever cumprido.

Estou farta de estar doente. Voltar ao normal vai ser bom. E já estarmos em Março é melhor ainda.

{#60.307.2020}

Dia extra que se traduz em mais um dia de recuperação sem poder aproveitar da melhor forma.

Mas também isto vai passar. Demora, mas passa.

Amanhã será melhor.

{#59.308.2020}

O regresso à normalidade requer tempo. E tempo é só o que me resta neste momento.

Sair de casa, ainda que por breves instantes só para beber um café, ainda custa. O ar já vai entrando e saindo quase normalmente mas o corpo só pede cama para baixar a febre.

De resto, nada de novo. Esperam-se melhores dias em breve.

{#58.309.2020}

A melhorar devagarinho. Pouco a pouco a coisa vai-se recompondo.

Mas ainda falta muito até estar bem novamente. E eu já estou farta de estar doente.

{#57.310.2020}

Detesto estar doente. Detesto ainda mais ter febre.

É só uma constipação, dizia na segunda feira. Só que não. É uma infecção respiratória que chateia e não deixa respirar.

Mas vai melhorar. Não sei quando. Mas vai.

{#56.311.2020}

Continuo a detestar estar doente. Hoje é o ar que dói a entrar e custa a sair.

Amanhã será melhor. E mais dia menos dia volto ao normal. Até lá continuo a guardar todos os pequenos nadas que vão surgindo e me dão a certeza que algo vai mudar, mais cedo ou mais tarde.

Mas vai.

{#55.312.2020}

Detesto estar doente… Querer sair de casa para beber um café e mal ter força para sair da cama. Cabeça do tamanho do mundo e o ar que entra a custo porque me começa a faltar.

Não tinha saudades nenhumas disto.

{#54.313.2020}

Sair até às tantas e estar ao frio já trouxe melhores resultados. De ontem veio uma constipação.

Podia, ainda assim, ser pior. Agora é aguentar e esperar que passe.

{#53.314.2020}

Dia do Fundador. Dia de revisitar outros tempos. E aproveitar um sábado diferente.

Eu disse que hoje seria um dia bom. E ainda está a ser.

{#52.315.2020}

As cores do final do dia lembram-me que o frio não dura para sempre. Os dias frios estão quase a dizer adeus.

O que me lembra que nada dura para sempre. E é por isso importante agarrar o que temos enquanto temos.

E por isso agarro todas as oportunidades, por muito pequenas que sejam, de me sentir um pouco mais completa na simples presença.

São pequenos nadas? São. Mas é o que é possível. E prefiro pequenos nadas a nadas inteiros e sem tamanho.

Amanhã vai ser um dia bom.

{#51.316.2020}

Relembrar velhas máximas: se um dia foi menos mau, então já foi um dia bom. Relembrar que os que nos mói acaba também por nos doer. Relembro não para mim, mas para quem precisa neste momento. E, felizmente, já não sou eu.

É-me fácil pôr-me no lugar dos outros quando são os outros a precisar de alguma luz. Porque já lá estive. Já contei os dias. Já os comparei de um dia para o outro só para perceber se um dia tinha sido bom, menos bom, menos mau ou mesmo mau. Já fiz isso tudo. E não podendo ajudar de outra forma, conto com a minha memória para alinhavar pequenas ajudas que me são possíveis.

Nada disto é fácil. Mas se nos conseguirmos pôr no lugar do outro quando o outro nos chama a precisar de uma luz, certamente que o caminho fica mais leve. Para ambos os lados.

Posso não conseguir fazer muito. Porque às vezes não posso mesmo, por muito que queira. Mas o já ter estado lá onde tudo é negro é a luz que posso oferecer. Porque posso garantir que passa. É doloroso e dá trabalho. É um processo lento. Mas acaba por passar.

Eu? Vou continuando a saborear as borboletas na barriga e os finais de dia em tons de cor de rosa. Estou tranquila (quando podia não estar) e serena, de bem com a vida ainda que cheia de situações que não posso resolver porque não consigo.

Mas estou bem. E isso, ao fim de todo este tempo, é só o que importa.