Author Archives: Kooka

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Se perguntarem por mim, dir-vos-ei que não estou. Esta que vos fala é outra que não eu.

{#160.206}

Quantas vezes já disse a mim mesma que desistia de alguém ou alguma coisa para depois não cumprir?

Hoje decidi, mais uma vez, desistir de algo ou alguém.

Vamos ver quanto tempo dura desta vez… A verdade é que estou cansada. Cansada de esperar por algo que não chega, não acontece. Tenho feito a minha parte. Tenho a minha porta aberta. Não a vou fechar, mas não sei até que ponto é justo ficar à espera que algo aconteça quando não depende apenas de mim.

Desisto mais uma vez. Tenho que pensar mais (e de forma melhor) em mim.

Já basta o resto que não posso mudar e que não sei como vai resultar.

E era tão simples não desistir e manter-me no limbo. Como sempre. Como em tudo. Mas não é justo para mim. Por isso desisto e sigo caminho.

Até ver.

{#159.207}

“The loneliest place on Earth”. A Depressão.

Ou quando os grandes também caem.

E é também isto que me assusta na nova fase terapêutica… Voltar a cair porque a distância obriga a mudanças demasiado grandes.

Vai correr tudo bem? Vai ter que correr.

{#158.208}

Como com tudo, preciso de encaixar. E para isso preciso de tempo.

Hei-de aceitar.

Vai correr tudo bem.

{#157.209}

Mais uma perda. E foge-me, de novo, o chão debaixo dos pés.

Não sendo uma perda completa, vai exigir toda uma nova adaptação que a distância exige. As tecnologias existem e aproximam quem está longe. Mas será que vai resultar…? Pode um processo terapêutico ter resultados à distância de um ecrã de computador? Falta tudo o resto. Falta tudo o resto, bolas…!

Também isto me trará algo de positivo. Vai-me forçar a reaprender a caminhar novamente sozinha. Vai-me obrigar a reagir de outra forma. E vai ter que ter algum resultado………

Para já procuro de novo o chão que me fugiu. Porque era uma segurança semanal que me estava garantida. Era um porto de abrigo. Era o meu espaço, o meu tempo. E agora, de repente, tudo muda. Especialmente o formato. E fica a apreensão.

Será que vai resultar? Não sei se aguento voltar tudo atrás… Não posso voltar tudo atrás. Seriam praticamente 2 anos de muito trabalho deitados fora e não pode ser.

Vai ter que resultar. Vai ter que correr bem. Mesmo que quase 300 km tentem atrapalhar um processo terapêutico que se sabe desde o início que é longo. Não vai parar aqui. Não vou parar aqui. Ainda não é tempo para a nota de alta.

Mais uma perda. E foge-me, de novo, o chão debaixo dos pés.

{#156.210}

Ainda te lembras porque escreves todos os dias?

São as coisas pequeninas. São elas que te fazem escrever, ainda, todos os dias. E são também elas que me fazem parar para pensar e reflectir que, afinal, nem tudo é sempre tão mau como por vezes parece.

{#155.211}

Das pequenas conquistas: voltar aos livros na mesa de cabeceira.

{#154.212}

E vou esperando…até que um dia deixo de esperar.

{#153.213}

Cansada da ansiedade que estes locais me provocam………

{#152.214}

{………}

{#151.215}

{………}

{#150.216}

“Está tudo bem”…há quanto tempo não o oiço?

Só eu sei, sem saber explicar, o quanto essa simples frase me toca cá dentro. E o efeito que tem em mim. Sempre sem saber explicar. Apenas sentindo.

Faz-me falta voltar a ouvir essa certeza que, apesar de seja o que for, está tudo bem.

{#149.217}

“Eu quero, eu posso, eu consigo.” Quero acreditar nisto, quero fazer por isto, quero conseguir isto.

Nem que tenha que o repetir até à exaustão, eu quero, eu posso, eu consigo.

{#148.218}

Incomunicável………ou perdida do mundo.

{#147.219}

O amor é um lugar estranho…

{#146.220}

Gosto de coisas bonitas. E pessoas também.

{#145.221}

Para ti.

Porque sim.

{#144.222}

Um dia escrevo para ti. Não hoje. Não ainda. Ainda é cedo. Mas um dia.

E talvez me perguntes, novamente, se leio o que escrevo. E dir-te-ei que não, que não o faço logo, como já te disse. E tu vais-te rir outra vez.

Um dia escrevo para ti. Se gostares não o saberei. Porque já te tenho escrito e tu não sabes e eu não sei se gostaste.

Um dia.

Não hoje. Ou, pelo menos, não é hoje que te escrevo o que cada vez mais tenho vontade de te dizer.

Um dia escrevo para ti. Mas não hoje. Não ainda. Porque primeiro quero poder dizer tudo, olhos nos olhos. E depois sim, um dia escrevo para ti.

{#143.223}

“Boa memória”…

Nem imaginas o quanto… Gostava que não fosse desta forma, mas chega a ser assustadora a capacidade da minha memória RAM e ROM. Sem possibilidade de formatar e esquecer.

São os detalhes pequenos que ficam cá, todos eles. Por isso me lembro de rotinas que não são minhas. De pormenores que não são meus.

Mas podiam vir a ser… Ou não?

Diz-me tu. Faz sentido alguma coisa destas que vou deitando para o éter? Para mim faz…

“Boa memória”…e até aqui tudo o que me resta é a memória.

Até quando manter a mesma memória sem novas recordações?

{#142.224}

Tempus fugit.

Em dia do abraço, falta-me um. Aquele que não tenho nem sei se posso ter. E o outro que não tenho e sei que não terei.

E o Tempo que me foge. Ou sou eu que fujo do Tempo?

Fazes-me falta. Não o sabes, não imaginas sequer. Nem eu sei explicar-te. Sei apenas que fazes-me falta. Como o Tempo. Que me foge. E tu? Foges também? Não o faças……

É tudo novidade, eu sei. Mas não me fujas.

Tempus fugit. E fujo eu também.

{#141.225}

Running out of time…

Sinto o tempo a fugir-me… De que me servem amuletos quando sinto que o tempo me foge? E como é que se muda isto?

É horrível sentir o tempo a fugir desta forma. E dizia eu que não tenho tempo para perder Tempo. Mas ele foge e eu não consigo que seja de outra forma. E detesto sentir isto. Parece que estou presa a uma rotina sem fim que apenas me serve para perder mais e mais tempo.

E apetece-me gritar para que o tempo não me fuja quando ainda há tanto que quero fazer. Mas ele foge. E eu perco-me um pouco mais na rotina. E ele continua a fugir.

Nada disto parece fazer grande sentido, eu sei. Mas faz sentir. Um sentir de medo, de frustração, de falta de Tempo, de falta de tudo!

E digo baixinho para mim mesma que tenho medo deste tempo que teima em me fugir. E eu não sei como fazer para o agarrar…