Do que eu gosto mesmo? De me sentir tranquila. Em paz. E de saber que há sempre uma luz de presença.
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Do que eu gosto mesmo? De me sentir tranquila. Em paz. E de saber que há sempre uma luz de presença.
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Dia de boas notícias. Dia de mimos com British accent. Dia de conseguir manter uma conversa normal. Dia de frio e chuva de manhã. Dia de calor, sol e mar à tarde.
Cansada? Muito. Mas tranquila. E em paz.
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Sabes que estás no bom caminho quando mantens a tua posição de “Mulher de tomates”, mesmo que mudes ligeiramente a tua atitude e percebes que já não te irritas. E consegues, finalmente, manter uma conversa normal, sem discussões e argumentações pela primeira vez em quase 3 meses.
Sabes que estás no bom caminho quando percebes que os bloqueios de há uns meses estão a desaparecer a olhos vistos e já não evitas o que antes te fazia erguer uma barreira do tamanho de uma parede.
Sabes que estás no bom caminho quando percebes que, sim, estás melhor e já olhas para trás sem dores. Ou, pelo menos, com muito menos dores.
Sabes que estás no bom caminho quando percebes que já passaram 233 dias + 19 depois de 42 e, afinal, sobreviveste. E estás cá. Não só respiras como vives. Não apenas sobrevives.
Sabes que estás no bom caminho quando percebes que já há muito tempo não contavas os dias excepto para continuar a terceira ronda dos 100happydays.
Sim, sei que estou no bom caminho. E sabe-me tão bem sabê-lo e senti-lo e vivê-lo ♥

Ser filha da minha Mãe (ou, como dizemos por cá, “filha da mãe”) é rir a bom rir quando recebo dela a prenda de aniversário que eu queria comprar para ela no aniversário dela, com exactamente as mesmas fotos que queria colocar.
Nunca damos as prendas no dia certo. Não me perguntem porquê, simplesmente parece que se tornou uma espécie de ritual por cá. Não tinha, eu, tido ainda a oportunidade de ir buscar o que lhe queria oferecer. Até que hoje ela me aparece com a minha prenda. Que era de mim para ela. E acabou por ser dela para mim.
Há coisas que só cá em casa fazem sentido. E também por isso mesmo nos rimos tanto as duas ♥
De manhã, patarequices e tontarias no terraço.
Ao fim do dia, risota de ir às lágrimas com máscaras na cozinha.
Às vezes não sei qual de nós três é o mais tonto. Mas desconfio que sou eu. Eles? Têm bem a quem sair ♥
“As above so below”…
Fim de semana mágico. Cheio de coisas boas. E pessoas bonitas. E experiências positivas.
Cansada, tanto. Fisicamente. Mas aconchegada, muito ♥
E porque o Jardim da Estrela também é isto: pessoas que preferem o jardim à praia.
E porque há coisas, também ali, que não se explicam. Sentem-se. E mais uma vez o confirmei. Ao mesmo tempo que fazia descobertas ♥
Amanhã há mais!
Há quem {me} diga que sou parecida com ela, que lhe tenho alguns traços. Ténues, talvez, porque fui buscar a maioria ao outro lado.
Mas, não sendo parecida fisicamente com ela, acredito que lhe captei outros traços.
Porque é com ela que aprendo, todos os dias, a não baixar os braços. Nunca. Por muito desanimador que seja o cenário.
É com ela que aprendo, todos os dias, a sorrir mesmo que a vontade para tal seja quase nula.
É com ela que aprendo, todos os dias, que sou muito mais do que de negativo me/nos acontece.
Dizem que tem um brilho especial. Uma luz única. E tem. E um coração do tamanho do Mundo. Onde cabe sempre mais alguém.
E é com esse coração que aprendo também, todos os dias, que há sempre espaço para mais um. E que, mesmo que nos magoem, esse espaço existe sempre. Porque, e foi com ela que aprendi, não se descartam pessoas.
Ela, a minha Mãe, o meu braço direito, a minha Luz, a minha força, a minha tudo.
E, agora que penso nisso, sim, até tenho alguns traços dela, mesmo que não sejam imediatamente visíveis.
{e é também com ela que aprendo, todos os dias, essa coisa do Amor, aquele com A maiúsculo, o tal do Amor Incondicional}

Das frases que, nos últimos tempos, mais têm saído da minha boca:
– tenho medo que
– tenho medo que não
– tenho medo de não
Medo e negatividade. Já devia saber que essas duas coisas deviam ser banidas cá de dentro. E sei. Mas, ainda assim, tenho repetido demasiadas vezes essas premissas.
Não posso. Porque “só por hoje não me preocupo”.
Porque tudo vai correr bem. Porque vou ser capaz. Porque vou conseguir. Porque vou alcançar. Porque SOU capaz.
Não há tábuas rasas. E todos os dias se escreve um novo capítulo. Todos os dias escrevo, e vivo, um novo capítulo.
E “só por hoje sou grata”…♥
Tenho uma amiga de quatro patas que é “trilingue”. Fala “canês”, inglês e português.
Conhecemo-nos há um ano e desde o primeiro dia que somos uma espécie de BFF.
Não nos víamos há um ano. Mas o reencontro foi típico de quem se encontrou na véspera. Saltos, beijos, festas.
E este reencontro com a Pouquie pôs-me a pensar na facilidade com que algumas pessoas são pura e simplesmente descartadas. De manhã são o tudo, à noite são o nada.
Sim, há pessoas que têm uma enorme facilidade em descartar pessoas. E isso faz-me confusão. Muita. Porque eu não sou assim. Nem sei ser assim.
E isso entristece-me. Muito. Pela falta de integridade de quem descarta. Pela falta de respeito por quem é descartado. Pela facilidade com que tudo isso acontece. E porque me faz pensar que pessoas que descartam pessoas apenas se aproximam para usar enquanto dá jeito e de seguida deitar fora.
“Chiclete, mastiga. Chiclete, deita fora.”
Também por causa disso me sinto cada vez mais próxima dos amigos de quatro patas. Porque esses quando gostam, gostam mesmo. E mesmo à distância do tempo e do espaço nunca descartam quem gostam e quem gosta deles.
Sim, hoje foi dia de amigos desses. A minha gata preta e branca, de 7 anos, que está sempre por perto desde o primeiro dia. A Acqua, uma Vizla de 10 anos, que acompanho todos os dias quase como se fosse minha. O Kite, o Perdigueiro tripé que conheço há 12 anos e que há muitos meses não via mas que, também ele, festejou o encontro. O Pintas, um rafeiro de um ano da rua de trás, que desde o primeiro dia pula, salta e dá mordidinhas a pedir mimos. E a Pouquie, uma Border Collie de 17 meses, que não via há um ano. Sim, estes são daqueles amigos que não descartam e não esquecem ♥
Paris pode ser a Cidade Luz.
Lisboa, porém, será sempre a Cidade DA Luz. Assim, sem filtros, sem correcções ou ajustes. Lisboa, a minha Lisboa, tal como ela é, tal como só ela sabe ser.
Um bocadinho como tanta gente. Que tem Luz, que é de e da Luz. E que, tal como Lisboa, não tem filtros, correcções ou ajustes. E que é, simplesmente. E tenho tanta sorte em conhecer pessoas assim, em tê-las por perto. A guiarem-me, a inspirarem-me.
Tal como a minha Lisboa.
E também como a minha Lisboa também existem outras luzes, mais escuras. Também há o caos do trânsito, a pressa de ter pressa para não perder tempo que não se tem para perder. Há a confusão das multidões que correm todas no mesmo sentido. Ou até aquelas que não correm em sentido nenhum por já terem perdido o norte, o rumo.
Não quero o caos, a confusão, a falta de rumo. Quero a Luz. A de Lisboa e a outra.
E depois há aquele “gut feeling” que já não falta muito para o telefone voltar a tocar. E, quando tocar, sei que não será Luz do outro lado. E custa-me que assim seja, mesmo não podendo fazer nada para o alterar.
Assim é Lisboa. A Cidade DA Luz. A Luz certa. Sem filtros, sem correcções, sem ajustes. Simplesmente é.
E é isto. Sol quente de Primavera juntamente com a minha Lua que cresce a olhos vistos. E que, constantemente, me recorda que está sempre lá ♥
E é Páscoa. Sinónimo de mini-inglesinhos a dar à Costa. Crescidos, lindos e deliciosos. Como sempre ♥

Um dia.
Um dia deixo de pensar e de me preocupar com quem já não está. Já o devia ter feito? Já. Mas, por dentro, existe ainda aquela vontade de encontros inesperados porque a distância é curta e tudo é possível.
Por outro lado, não. Não quero. Quero, sim, deixar de pensar e soltar-me. Libertar-me do que já foi e que, se calhar, não era para ter sido. Ou era e por isso foi. E foi quando e como foi.
Um dia.
Um dia aprendo a ver os sinais. Aprendo o seu significado. Aprendo a comunicar com eles e através deles.
Porque os sinais, esses, estão por todo o lado. Mas nem sempre os quero ver. E é se calhar por isso que agora não os sei ler.
Um dia.
Um dia deixo de fugir. De mim mesma. Do que sei que sou e que, talvez por medo, tenha bloqueado há tanto tempo. Há demasiado tempo.
Um dia. Um dia tudo isto. Não hoje. Não ainda. Não já.

{em paz}
Porque o cor de rosa está{-me} sempre em todo o lado ♥

Um novo ciclo. Sem grandes coisas, sem grandes preocupações, basicamente sem grandes stresses.
Um aniversário tranquilo, em paz. Sem necessidade de comemorações, comemorando mesmo assim.
Um novo ciclo que se inicia com uma nova porta que se abre e que sempre soube que era minha para abrir.
Dia 220 que é também dia 1 que é tanto e é tudo. E que foi um dia repleto de experiências extraordinárias, daquelas que não se explicam, sentem-se.
E é sentindo e vivendo o que é sentido que sigo de cabeça erguida e sorriso no rosto ♥
E cores, que são sete e são tantas, trago-as todas comigo.

Hoje faço batota. Batota com uma foto que não é minha porque não fui eu que tirei, mas é minha porque sou eu.
A foto é de apresentação das almofadas novas da Pipa. Chamou-lhe, à almofada, coração arco-íris.
Gosto dela. Ou melhor, delas. Da Pipa que acompanho há mais de trinta anos, da almofada que é um show e da foto porque…porque é das poucas fotos onde estou que gosto, pronto. E se alguém disser que eu e a Pipa temos mais de trinta anos, ambas negamos! 😉
Hoje faço batota com a fotografia. E é com esta batota, sem importância, que se encerra hoje um ciclo. Inicia-se amanhã outro.
Encerra-se o ciclo dos 37, que trouxe tanta coisa de tantas cores, cheiros e sabores. Coisas boas, coisas más, coisas muito más. Mas, acima de tudo, coisas muito boas.
Amanhã inicia-se o ciclo dos 38. Que só por causa do número em si tem tudo para ser bom. Vai ser um ciclo de mudança. Que, aliás, já começou. A mudança, não o ciclo. Vai ser um ciclo de respostas, encontros, descobertas. De mim para mim. De mim para os outros.
E apanho o coração arco-íris da Pipa e assumo-o também como meu. Como O meu… ♥
Por agora? Mais um happy day, mais um ciclo que se encerra. Venham daí novos happy days, venha daí o novo ciclo.
Adeus, 37. Foi bom enquanto durou, mesmo com todas as coisas más. Ou, se calhar, por causa delas.
Venham então os 38. Um dia de cada vez. Daqui a um bocadinho ♥

São pequeninas as coisas que me fazem sorrir… ♥

Sempre que, na escola, no teatro ou acções de formação, me diziam para escolher um animal para interpretar, perguntava sempre “não posso antes ser uma árvore?”. Só no teatro me deixaram ser uma árvore e sentir as raízes a afundarem-se na terra enquanto o tronco e os ramos resistiam ao exterior.
E, ao mesmo tempo que resistiam, cresciam mais fortes. Vergando tantas vezes à força dos vendavais, mas nunca quebrando completamente.
Ser árvore. Receber a energia da terra através das raízes, crescer em direcção ao Sol. Lutar contra ventos e tempestades para me manter inteira. E cada vez mais forte.
Observar o que me rodeia. Reter histórias. Aconchegar na minha sombra.
Albergar pássaros que voam nas asas dos sonhos. Acolher criaturas que não se vêem mas que estão lá, carregadas de sabedoria.
Ser árvore. Ser fonte de vida, de vidas, tantas. Ser presente, sempre. Mesmo quando, de tanto estar presente, já não se dê pela presença.
Hoje, cada vez mais, ser árvore faz{-me} todo o sentido. Porque tantas vezes é isso mesmo que sou: uma árvore.
Das coisas que {me} sabem bem, {me} fazem bem.
Saber, ver, que o que é feito cá em casa, de coração, com carinho, é bom, faz bem e dura.
Como as almofadas de amamentação. Esta, fotografada hoje. Esta, a primeira de todas, de tantas, feita em Maio de 2007. Esta, primeiro para o primeiro sobrinho do coração, o meu Kiko. Que fez dela tudo o quis. Usou-a em várias fases, brincou com ela. Fez cavalinho.
Depois chegou a mana Inês e também ela se enroscou e aninhou ali.
Passou depois para a prima com cheiro a Jasmim. E agora para o primo com sabor a Limão.
Quase 8 anos depois, a mesma idade do meu Kiko, e resiste ♥
E sabe tão bem sabê-lo e vê-lo ♥
E um dia que não tinha história nem estórias ganhou outra Luz com uma coisa tão simples como uma almofada ♥
