Author Archives: Kooka

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Se perguntarem por mim, dir-vos-ei que não estou. Esta que vos fala é outra que não eu.

{#097.270.2024}

A vontade era, como é todos os dias, ir até ao paredão ver o pôr do Sol na praia. Não sendo muito longe, para mim neste momento está a uma distância incrível. Na quinta feira à tarde fui ver o Mar. Ir foi simples, voltar já custou. E o resultado na sexta feira foi ter os músculos todas das duas pernas e os joelhos também completamente presos. Muito presos.

Ontem, na fisioterapia, levei um tareão, é verdade, mas as pernas continuam num estado ainda longe do normal e o joelho esquerdo está miserável. A recomendação do fisioterapeuta para o fim de semana: caminhar. Nunca deixar de o fazer.

Hoje foi dia de Yoga e foi acordar de manhã sentindo-me um poço de dores. E, desta vez, não só nas pernas e joelho. As costas também. A aula de Yoga hoje, apesar de ter sido uma aula muito suave e relaxante, foi também extremamente difícil e muito dorida. No final da aula, a conversa habitual com o professor. Falei-lhe do meu estado na sexta feira depois da ida ao paredão na quinta. Resposta dele: se estás assim é porque foi demais. Recomendação para o fim de semana: parar e descansar! E foi o que fiz.

Depois do almoço, aninhei no sofá e adormeci. Está na hora de assumir a minha relação com o meu sofá…não passo sem ele.
As dores continuam, o joelho esquerdo está miserável, andar é uma dolorosa aventura, mesmo em casa. Mas, pelo menos, dei ao meu corpo o que ele estava a pedir: descanso!

Portanto, voltar a ver o pôr do Sol na praia vai acontecer. Só não sei nem como nem quando. Mas sei que vai…

Até lá, obedeço às ordens do meu corpo: descansar e não abusar. Sim, preciso de caminhar, dar uso às pernas, fortalecer os músculos. Mas, neste momento e com tantas dores e tamanhas dificuldades, não consigo… Aprendi no Yoga que a frase “não consigo” é uma frase proibida. Mas neste momento não consigo mesmo. Continuo como de manhã: um poço de dores. E muito cansada… Diz quem sabe que não é mero cansaço, é fadiga. Que também faz parte do que me apanhou na curva. E eu ainda estou a aprender a lidar com isto…mas já sei que obedecer não meu corpo é obrigatório. Por isso, seja!

Amanhã não vai haver consulta. Na realidade nem sei se voltará a haver… Mas, já sei, amanhã o despertador não vai tocar às 10h ou a outra hora qualquer. Vou deixar o meu corpo descansar enquanto lhe apetecer. E, já sei, é bem possível que acorde às 8h só porque sim. Logo se vê. O que já está decidido para amanhã é que não há caminhada para lado nenhum. O resto? Logo se vê. Mas, acima de tudo, é dar descanso ao corpo. É ele que mo exige. E eu obedeço-lhe. Já não é possível contrariá-lo. Por isso, mesmo que amanhã não saia de casa, logo se vê.

{#096.271.2024}

Hoje não há muleta. Hoje estreia-se a bengala que me ofereceram no jantar de aniversário. É linda. E, oh espanto!, é minha.

Se foi um bom dia para a estrear? A julgar pelas dores que tenho hoje nas pernas, com os músculos e os joelhos muito presos como estão hoje, se calhar não… E garanto: já estivemos mais longe de usar duas muletas para caminhar… E, a vontade de chorar, essa ninguém me tira…
Bora lá para a fisioterapia. A ver se alguma coisa melhora… (Não, o dia não está fácil. Nem bom…)

Ontem abusei. Era para ser só uma caminhada até ao parque. “Vamos até onde conseguires”, disse-me a minha Mãe. Claro que eu fiz questão de ir até ao paredão ver o Mar. Não o via desde Janeiro e achei que conseguia sem stress. E consegui… Mas depois houve o caminho de volta. Entre ir e voltar foram 2,5km. Não é muito. Para vocês. Para mim é imenso. Tanto o é que hoje estou como estou…

Fisioterapia terminada por hoje. Comecei com tudo preso. Pernas e joelhos principalmente. Com enorme dificuldade em andar. Mas depois fui entregue ao Miguel, o estagiário que agora me põe a mexer e parece que fui passada a ferro por um rolo compressor.

Não há nada que não me doa, essa é que é essa. Mas também não há nada que não tenha sido mexido e trabalhado. Só faltou porem-me a correr. E mesmo assim não faltou muito…Usain Bolt no corredor do hospital, diz-me ele que é assim que me quer. Está bem. Logo se vê.

Vamos ver como corre o jogo deste fim de semana (e eu não ligo a futebol), mas já lhe disse que quem vai ganhar é aquele que está em primeiro com menos um jogo, ao que ele respondeu logo que não, que quem vai ganhar são os encarnados. E que, se por acaso perderem, na segunda feira vem zangado para a fisioterapia e vinga-se em mim. Vamos ver.

A verdade é que, apesar de ser apenas estagiário, está muito bem preparado para trabalhar comigo.
Se um rolo compressor tiver nome, chama-se Miguel. E eu só posso agradecer o trabalho que está a fazer comigo.

E, depois de chegar a casa, foi hora de me instalar no sofá. Ainda cheia de dores. Desconfortável. Muito cansada. Ainda não eram 17h30 quando enviei a última mensagem antes de adormecer. Para acordar só às 21h10. Ainda cheia de dores. Sem saber o que fazer às pernas, porque já não as aguento e não tenho posição para elas. E amanhã às 9h e pouco é hora de ir até ao Yoga. E quem vai tem que voltar… A recomendação do Miguel, o fisioterapeuta, para o fim de semana é caminhar. E, só de manhã, vou ter de fazer, ida e volta, mais de 2km. Vai doer. Muito. Mas não vou faltar ao Yoga. Se vou caminhar à tarde? Não faço ideia. Vai depender de como vão estar as minhas pernas depois de voltar do Yoga.

Eu sei que tenho que caminhar. É o melhor remédio que tenho neste momento. Mas não deixa de ser verdade que as dores têm agravado. Assim como os desequilíbrios. E hoje foi prova disso.

Eu quero ver melhoras. Mas também quero senti-las. E não as vejo nem as sinto. Essa é que é essa. Trabalho muito na fisioterapia. Faço tudo o que me dizem para fazer. Mas não me sinto melhor…

Sei que tenho que continuar e não desistir. Mas, por enquanto, só posso continuar a esperar por um diagnóstico que nunca mais está fechado. E eu não sei até quando vou conseguir aguentar. Estou cansada. Cansada de esperar. E muito cansada disto que me apanhou na curva e não vai passar, que veio para ficar.

Sim, estou muito desanimada. Muito. Tanto. E, mais uma vez, a vontade é de chorar. Mas, como já vem sendo hábito, não consigo…

Amanhã, com mais ou menos dores, a manhã está preenchida. A tarde? Em parte vai ser para recuperar da manhã. E tentar não desanimar ainda mais. Vai ser fácil? Não. Não mesmo. Mas não posso, de todo, desanimar. É respirar fundo, levantar a cabeça e avançar. Depois logo se vê…

{#095.272.2024}

Acordar de manhã sem televisão, telefone e Internet… Saber que só amanhã poderá estar resolvido. Perceber que estou completamente desligada do Mundo. Não poder comunicar. Com ninguém. Ter que ir até à esplanada do costume beber café só para ter acesso ao Wi-Fi. Sim, posso dizer que estou demasiado dependente da Vodafone para poder ter acesso às minhas pessoas, aquelas que me acompanham todos os dias sem excepção. Mesmo que não se diga nada de jeito. Não interessa. São essas pessoas que me fazem sentir que, apesar de estar em casa desde Setembro, ainda pertenço ao Mundo. São essas pessoas que me impedem de pensar porque é que ainda estou aqui. E, também por isso, são 22h15m e eu voltei à esplanada do costume onde raramente, muito raramente, venho a esta hora…

O dia passou demasiado devagar. Nem à música tive acesso. E essa parte custou bastante. Porque eu já não sei estar sem música. É, provavelmente, ruído que abafa o barulho que vai dentro da minha cabeça. Não sei. Sei que, sem música, o barulho na minha cabeça deixa-me muito desconfortável…

À tarde, o desafio da minha mãe: uma caminhada até ao parque. “Até onde conseguires ir”, disse-me ela. E, de repente, com maior ou menor dificuldade, chegámos ao paredão para ver o Mar. Porque eu sou teimosa e vou sempre um bocadinho mais além do desafio que me é proposto. Para lá, não houve grande dificuldade. Mas, para voltar, as pernas já não obedeciam correctamente.

Todo o dia me queixei. Dor de costas logo ao acordar como acontece todos os dias, dor de cabeça que não me larga, dores nas pernas que teimam em se fazer sentir todos os dias. Agora? Não sei muito bem como consegui vir de casa até ao café e vou ter que regressar daqui a pouco sozinha. Dói-me tudo. Sou aquilo a que costumo chamar de “poço de dores”. Eu sei que preciso de caminhar. Não o fazia desde Janeiro por causa do frio e da chuva. Mas agora, com a Primavera a instalar-se, tenho que retomar os passeios até ao paredão. Mesmo que me custe muito e chegue a casa muito cansada e com vontade de chorar…

Mas a vontade de chorar está cá sempre. Porque ainda não aceitei o que me apanhou na curva e muito menos entendo. A única coisa que me é óbvia é que as dificuldades aumentam todos os dias…

Enfim…amanhã é dia de fisioterapia. Novamente vou dizer que não aguento mais. Que tudo me dói. Que sinto que as minhas pernas não me obedecem. E os desequilíbrios continuam demasiado presentes.

Já sei que ainda não há diagnóstico fechado porque os resultados dos exames ainda não estão todos disponíveis. E, sem diagnóstico, não há medicação. E toda a gente me diz que a medicação me vai ajudar. E é só isso que eu quero…que alguma coisa me ajude!

Não, estar isolada do Mundo não me faz bem. Mas andar, como ando!, ao sabor do vento, também não me ajuda nada.

Só peço que não me larguem a mão agora. Porque, sozinha, já sei que não aguento…

{#094.273.2024}

Se me pedissem para fazer um resumo dos últimos dias, já não sei quantos, conseguia fazê-lo muito rapidamente: dores de cabeça intensas e persistentes. Depois de alguns meses sem sinal delas, voltaram em força… E, para já, o que é que me dizem que posso tomar? Ben-u-Ron. Que tem em mim o mesmo resultado que beber um copo de água. Não resulta, portanto…

Tem sido assim todos os dias outra vez. E, claro, já sei que não havendo ainda um diagnóstico fechado o neurologista não sabe como me medicar para a dor de cabeça…

Noites mal dormidas, dias complicados, humor cada vez mais deprimido…

Hoje foi dia de fisioterapia. E foi a doer. Muito trabalho de pernas e equilíbrio. E, pelo meio, alguns exercícios de Yoga. Entrei na fisioterapia cheia de dores de cabeça e vontade de chorar. Entretanto a vontade de chorar passou, mas a dor de cabeça continuou.

Foi, também, dia de Yoga. Novamente a dor de cabeça. Repetir os exercícios que já tinha feito na fisioterapia. Não conseguir fazer o básico do equilíbrio. Mais uma vez…

Chegar a casa tarde. Jantar tarde. E a dor de cabeça sempre presente. Já devia estar a dormir há muito tempo. Mas, apesar da dor de cabeça, não há forma de desacelerar o pensamento. Sinto-me a mil, apesar de cansada e de sentir as pernas muito moídas. E a vontade de chorar a voltar…

Vou tentar dormir. Amanhã? Logo se vê. Se não me doer a cabeça ou se simplesmente doer menos já vai ser bom…

{#093.274.2024}

Tenho vontade de comunicar. Falar com pessoas. Estar com pessoas. E conversar. Seja sobre o que for, estou aberta a qualquer assunto. Bem, a futebol talvez não. Mas quero muito conversar.

Tenho a minha mãe sempre por perto e, claro, conversamos todos os dias. Passamos também muito tempo tempo cada uma no seu mundo. Ela a ver as suas séries na televisão, por exemplo, e eu a fazer scroll mais tempo do que o recomendado (seja lá qual for o tempo recomendado) e a ouvir música. Mas o que eu quero mesmo, o que eu preciso!, é de comunicar e conversar!

Há dois telefonemas que quero fazer, um dos quais ainda no rescaldo do jantar de sexta feira. Há, também, um pedido de desculpas que quero fazer, embora tenha plena noção de que é uma coisa irrelevante. Mas ainda assim… E esse pedido de desculpas que quero fazer será por mensagem escrita porque é o meio de comunicação habitual entre nós.

Ainda não fiz nada disso que quero fazer porquê? Porque, por muito que queira conversar, tenho percebido que falar ao telefone me agrava a dor de cabeça que regressou em força. Como no sábado que, numa escala de 0 a 10, bateu no 9. E ainda não me largou, embora não passe do 7.
Escrever o pedido de desculpas também está difícil. Porquê? Porque, dentro da minha cabeça cheia de dores, está uma grande confusão instalada. E sei que enviar esse pedido de desculpas pode iniciar aquilo que, no fundo, quero e preciso que é conversar, mas que simultaneamente temo porque me custa comunicar com a confusão que vai aqui dentro… Até escrever isto tudo foi difícil…

Não, não está fácil ter que lidar (e aguentar!) novamente com as dores de cabeça intensas e persistentes. Por isso, em vez de fazer aquilo que quero, comunicar, faço o que o tempo lá fora recomenda: recolho-me e faço de conta que não se passa nada.

Amanhã? Pode ser que a dor de cabeça dê tréguas. Logo se vê. Mas, por agora, está difícil. Quero comunicar. Preciso de conversar. Sentir-me minimamente normal. Mas não me sinto em condições para isso. Não agora. Amanhã logo se vê…

{#092.275.2024}

Há dias mais difíceis do que outros. E hoje, depois de 3 noites mal dormidas e uma dor de cabeça épica pelo meio, ao chegar ao Hospital e depois do café pré-fisioterapia, não se previa nada de bom. Muito sono, dor de cabeça a querer instalar-se e pouca vontade de fazer a fisioterapia. Mas, felizmente, estou acompanhada por uma equipa de profissionais que me põem a mexer e ainda me acordam a boa disposição.

Fazer este corredor depois do café a caminho da fisioterapia custou muito. Por todos os motivos expostos acima e também porque as minhas pernas queriam seguir em sentido contrário. Porque elas, como eu, não tivemos escolha sobre o que nos apanhou na curva e a vontade é fazer rewind até um qualquer momento que nem eu sei qual e fazer a curva para o outro lado.

Mas, dizia eu, tenho uma boa equipa de fisioterapeutas à minha volta. Que puxam por mim na hora de trabalhar a sério como hoje trabalhámos mais uma vez, que conversam comigo e que me fazem rir.

Sim, o dia não prometia nada de bom para a fisioterapia. Mas por hoje está feito. Já conversei. Já ri. Quarta feira repetimos. E, daqui a pouco, quando chegar a casa lamento mas o meu companheiro sofá espera por mim.

——-

E o sofá que esperavas por mim lá estava a chamar por mim quando cheguei a casa muito cansada. E, depois de uma visita de uma vizinha e uma boa conversa com muita risota pelo meio, simplesmente apaguei. Dormi profundamente durante duas horas para acordar cheia de dores nas pernas não pelo exercício mas pelo calor de tantas mantas e uma gata em cima de mim. E aquilo que, no início da fisioterapia, era só uma moínha assumiu o seu papel de dor de cabeça intensa declarada…

São 23h00…é uma boa hora para deitar a cabeça na almofada e acreditar que vai passar, porque ainda me lembro das dores de cabeça intensas e persistentes do ano passado e não tenho vontade nenhuma de as repetir. A noite passada também não foi fácil e talvez por isso esteja novamente aflita. Quero muito que esta noite seja melhor. Só assim a dor de cabeça amanhã não volta…

{#091.276.2024}

O programa para esta tarde, depois de uma noite muito má, difícil e complicada, era simples: enroscar no sofá e ver, na televisão, o filme que não consegui ir ver ao cinema, O Mistério do Colar de São Cajó.


Vi o início e não devo ter conseguido ver mais de 10 minutos (se é que chegou a tanto) antes de adormecer. Quando acordei, ainda apanhei a frase “bem-vindo ao final do filme, Eduardo”. E mesmo depois disso não vi nada. Ou seja, mais uma vez se confirma que eu e o meu sofá temos tido uma relação muito próxima. Demasiado próxima.

A noite ontem não foi nada fácil. Uma dor de cabeça intensa e persistente como há muito tempo não tinha. Aliás, tão forte, intensa e desesperante como a de ontem à noite acho que nunca tive. Ao ponto de não conseguir dormir descansada, sempre hipervigilante até que, às 3h30 da manhã, não deu mais e chamei por ajuda. Não sei que medicação posso ou não tomar para além do Ben-u-Ron que tem o mesmo efeito que beber um copo de água. Segui então as indicações da médica de família quando, há um ano, comecei a ter dores de cabeça intensas e persistentes que duraram pelo menos dois meses: Nolotil. A verdade é que pode ter demorado um bocadinho mais do que eu gostaria, queria um efeito imediato, mas às 4h15 da manhã a dor de cabeça aliviou e consegui, finalmente, descansar.

O que é que causou tamanha dor de cabeça? O tempo que passei ao telefone? Não sei, mas foi aí que começou. Está relacionado com isto que me apanhou na curva? Não faço ideia. Na minha situação o Nolotil era o mais adequado? Se calhar não, mas até no Hospital me deram Nolotil na veia quando fui à urgência com dores de cabeça intensas mas ainda sem sequer suspeitar que tinha o que tenho.

Até indicação em contrário, já sei ao que recorrer. E o Mistério do Colar de São Cajó vai ter que esperar mais um bocadinho.

{#090.277.2024}

Ainda sobre o jantar de ontem: não posso dizer que foi bom, mas tenho que dizer que foi MUITO BOM. Nunca menos que isso.

Confirmei que sou uma miúda de sorte. De muita sorte. E ontem, ao juntar 15 pessoas, percebi isso. E percebi também que não são apenas pessoas que gostam de mim. São pessoas que gostam MUITO de mim.

Houve surpresas muito boas, começando logo com a presença da Maria Inês de 8 anos que ainda não me conhecia mas que, mal chegou, a primeira coisa que fez, depois de se apresentar, foi dar-me um abraço apertadinho e dizer “tu és muito fofinha”. Eu sei que sou conquistada muito facilmente, basta um abraço apertadinho com 8 anos de idade e umas palavras doces e ficamos amigas para sempre.

Houve mais surpresas. Muitas. Algumas que me deixaram sem palavras (e isso em mim é difícil de acontecer). Houve recordações com 30 anos, houve criação de novas memórias.

Quem esteve presente talvez não se tenha apercebido, mas eu estava bastante emocionada e, como sempre, a esconder as emoções daquele meu jeitinho bruto que ainda ontem foi recordado 30 anos depois.

Já o disse acima: sou uma miúda de sorte. De muita sorte. E consegui ter junto a mim e por minha causa Amigos que gostam de mim. Ou, como me disse o Pedro já em casa, “que gostam muito de ti”. E gostam. E eu sou tão grata por ter cada um deles por perto.

Não escrevi mais cedo sobre o jantar porque ainda estou na ressaca das emoções de ontem. E que foram tão boas. Mas tinha que escrever, claro. Porque, no meio do carrossel (tantas vezes manhoso) que é a vida, o que realmente importa é isto: estar com as pessoas que gostam muito de nós.

Eu não queria prendas, mas tive-as. Queria presentes. E, para além de mim, estiveram ali presentes mais 14 pessoas por minha causa. E foi tão bom.

Como disse, ainda estou a ressacar das emoções de ontem. Muito obrigada a todos os que estiveram presentes. E agora peço-vos: o que aconteceu n’O Norte da China fica n’O Norte da China, mas podemos repetir rapidamente.

Muito obrigado aos 14 magníficos que me confirmaram que sou uma miúda de sorte. E que sim!, tenho por perto muita gente que gosta de mim.

{#089.278.2024}

Sou uma miúda de sorte e tenho, à minha volta, muita gente que gosta de mim e eu não tinha noção do quanto…

{#088.279.2024}

Manhã de acordar muito cedo e sair para tratar de burocracias e perceber que há leis que não fazem sentido. E quando mexem com baixas médicas ainda menos sentido fazem.

Segurança Social, Centro de Saúde, Hospital. Muitas voltas dadas em menos de 4 horas. E, claro, não aguentar as voltas da manhã e adormecer antes do almoço. Dormir 3 horas porque a fadiga me derruba. Porque agora, para além de tudo o resto, também a fadiga me acompanha. E fadiga e cansaço, tenho aprendido, não são a mesma coisa… A fadiga pesa demasiado e condiciona…

Mas não me apetece pensar nisso agora. Mas tenho que programar muito bem o dia de amanhã. Começo a manhã com uma aula de Yoga de duas horas para compensar a aula cancelada pelo mau tempo ontem. Logo de seguida Yoga Nidra. Meditação e relaxamento profundo. Já sei que, quando chegar a casa, vou querer e precisar de dormir. Só assim vou estar em condições para o meu jantar de aniversário que está marcado para as 21h em Lisboa.

Sábado não tenho nada programado a não ser descansar e um café com um amigo à tarde. Espero não ser um dia difícil no que diz respeito à fadiga. Logo se vê.

Agora é hora de enroscar e aninhar e sentir, à distância de um clique, aquele abraço quentinho e protector que todas as noites me aconchega e onde eu gosto tanto de ficar.

{#087.280.2024}

E depois há aquele dia em que, a meio de um exercício simples de fisioterapia em que tive algumas dificuldades, isto nem a meio da sessão íamos, o fisioterapeuta te diz para descansar, olha muito sério para ti e diz “não sei o que se passou consigo, mas hoje está muito pior do que na segunda feira passada”.

Pois estou…e até que enfim que alguém, que não eu, notou.

Enfim…já sei que melhorar é difícil, ficar boa novamente não vai acontecer e, o que me resta fazer, é ir vivendo um dia de cada vez e aprendendo todos os dias… Seja!

Não, não estou melhor. Não, ainda não tenho acesso a medicação porque os resultados dos exames não estão prontos. Ando a viver ao sabor do vento.

E, entretanto, chega mais uma marcação de consulta. Uma nova especialidade. Neuropsiquiatria. Onde mais testes e mais exames vão ser feitos. Já estou por tudo. Se me dizem que tenho que ir, eu vou. Mas, que já estou cansada deste carrossel, estou.

Fui apanhada numa curva. Não fiz nada para ter tudo isto que agora me acompanha e que é para sempre. E sim, sinto-me um pouco perdida. Felizmente, já encontrei quem me entenda porque já está diagnosticada há algum tempo e entende tudo o que estou a passar. É um conhecimento recente, referenciada por uma amiga comum e tem tudo para ser muito importante neste percurso.

Novamente: um dia de cada vez. Não mais do que isso. Depois? Logo se vê. Mas o que me espera é tudo menos bom…

{#086.281.2024}

47 hoje. Ou 27 com 20 de experiência, como queiram. Porque, se eu ontem não me sentia com 46, não é hoje que, à força da data, me vou sentir com 47.
Parei nos 27. Fui acumulando anos de experiência e assim vou continuar.
O que estava programado para hoje, picnic no parque ao almoço com os meus sobrinhos, não foi possível concretizar devido ao mau tempo. Mas tê-los em minha casa vale por muito mais do que um picnic no parque.

E resumo das prendas de aniversário? É tão simples! O poema que é algo muito para lá de uma mera prenda de aniversário. Acho mesmo que é, de longe, a mais bonita prenda que alguma vez me deram. Está num patamar mais elevado. Porque não é só um simples poema. É uma espécie de resumo dos últimos meses onde estão, à vista de todos, os mais pequenos detalhes de nós.

Está tudo o que eu sou e está, também, o olhar sobre mim. E por isso mesmo é muito mais do que um simples poema ou uma prenda de anos.

Tirando o poema não recebi prenda nenhuma. Mas recebi de braços abertos dois presentes em forma de sobrinhos e um presente em forma de mãe que me atura há 47 anos e nunca, no decorrer desse tempo, desistiu de mim. Esteve sempre ao meu lado, do meu lado. E mesmo agora que não está nada fácil para mim, lá está ela, ao meu lado. Às 9h da noite estava a fazer um bolo para que não me faltasse um bolo de aniversário.

E se isto não foi um aniversário perfeito, então não sei o que foi. Melhor só se o frio não tivesse regressado em força trazendo com ele a chuva e o vento. Amanhã o tempo vai piorar, é dia de fisioterapia e organizar o pouco que falta para o meu jantar de aniversário na sexta feira.

Agora? É descansar e dormir quase a correr porque amanhã é dia de acordar cedo. E, antes de ir dormir, vou voltar a ler o meu poema e retirar de lá o aconchego que me faz tão bem…

{#085.282.2024}

Segunda feira é dia de regresso ao Hospital para a fisioterapia. E hoje foi, novamente, dia de regressar ao sexto piso, onde já estive internada 5 dias e onde tenho ido em busca de relatório médico para Junta Médica da Segurança Social e que demorou a aparecer. Mas hoje, já depois da administrativa me ter dito que ainda não tinha o relatório, eis que o médico apareceu com 7 páginas de informação clínica que eram na realidade o relatório que eu tanto preciso.

Ainda deu para trocarmos algumas palavras. Facilmente me reconheceu e prontamente me pergunto se amanhã iria à consulta no CDP. Obviamente disse que sim, sem imaginar que uma pessoa hora depois recebia o cancelamento da consulta de amanhã e remarcação para dia 30 de Abril…

Tive ainda oportunidade de me queixar das dores de cabeça e pernas. Infelizmente mais uma vez me disse que sem diagnóstico fechado não saberia como me medicar e que só me resta esperar… Continuar a esperar.

Depois da fisioterapia e já de regresso a casa ganhei coragem e li o relatório. E está tudo lá tudo. Incluindo a lista de resultados que faltam e a apontar numa direcção muito má. Que, diz quem sabe por também estar diagnosticada, é uma merda. Já sei que podia ser pior mas, pelo pouco que já li, é muito mau…e eu continuo a fazer a pergunta que não tem resposta: porquê eu?

O dia hoje não foi fácil. Na fisioterapia foi dorido. Ler o relatório também. Mas, já sei, tenho que continuar a aguardar, a viver um dia de cada vez, ao sabor do vento e sem saber como contornar as dores e as dificuldades que vão aumentando.

E, no meio deste carrossel, chego ao fim dos 46. Amanhã inicia-se mais um ciclo de 365 dias. E quero muito acreditar que esses 365 dias me trarão também coisas boas e positivas porque também as mereço. Não, os 46 não foram muito positivos. Para os 47 vai ser obrigatório aprender a aceitar uma vida nova mantendo a pessoa que sou…

{#084.283.2024}

Domingo e, muito provavelmente, a última consulta com o terapeuta fofinho. O eminente aumento da família a isso exige. Vai-me custar não ter com quem falar de tudo sem constrangimentos, sem grandes inibições e, pelo meio, aparvalhar e brincar. Já são muitos anos de trabalho e presença constante. Desde Agosto de 2016 até agora é uma vida. Agora é tentar perceber como é que consigo, através do Hospital e no seguimento do que me apanhou na curva, aceder ao apoio psicoterapêutico. Vamos ver…se, até para ter o acompanhamento de neurologia no seguimento dos exames que tenho feito e do diagnóstico que nunca mais sai, está difícil…

Amanhã vou tentar perceber o que se passa para ainda não ter diagnóstico e consequente medicação e acompanhamento. Vou, também, mais uma vez insistir com o relatório pedido a 8 de Março.

Ando ao sabor do vento. E não posso continuar assim. Diz-me quem sabe porque passa pelo mesmo que eu não posso andar assim. A piorar, com dores e sem ter com quem falar e quem me acompanhe de forma terapêutica…

Estou cansada. Constantemente cansada. Já percebi que não é cansaço apenas. É fadiga. Que rouba toda e qualquer energia. E que também faz parte da doença. E que eu considero bastante debilitante…

O que é que eu quero? Duas coisas: o relatório médico e o diagnóstico e tudo o mais que vem com ele. Não peço mais. E não peço demasiado. Só peço ajuda. Porque andar ao sabor do vento não é solução e nem pode continuar a acontecer.

Amanhã? Acredito que, como hoje, as dores nas pernas vão continuar. Mas vou, de novo, ao secretariado do sexto piso fazer perguntas e, desta vez, não apenas sobre o relatório. Vou, no fundo, pedir ajuda…porque não aguento mais. E a vontade é de baixar os braços, desistir e chorar…

{#083.284.2024}

E depois há aquele dia em que, no caminho de volta para casa depois do Yoga, as tuas pernas te dizem “não dá mais”. Com dores nas pernas desde quarta feira, hoje foi dia de voltar ao Yoga que fica a 1km de casa. Não houve propriamente trabalho de pernas, mas as dores continuavam presentes.

Mais uma pequena volta pela vila e o penoso regresso a casa. A pé, claro. E, a meio do caminho, já as pernas me gritavam para parar. Que já não aguentavam muito mais.
Não sei, na verdade, como é que consegui voltar para casa, só sei que não havia outra hipótese.

Ao todo, no caminho de ida e volta, fiz 2,7km. Que não é nada. Mas que, para mim, hoje foi demasiado.

Descansei a tarde toda. Que é o mesmo que dizer que dormi das 16h às 19h. E as dores nas pernas sempre lá. Mesmo depois de acordar…

Precisava de beber um café. Podia ter ido sozinha? Em dias melhores talvez. Mas hoje tive que ir acompanhada. Não só por causa das dores mas também porque, de há 2 dias para cá, o desequilíbrio está em alta.

Na fisioterapia dizem-me que vêem progressos. Eu não os sinto. Também me dizem para tentar não me apoiar quando ando em casa, por exemplo. Não é possível. Não há parede ou móvel que não me sirva de apoio em casa. E até na rua, apesar de levar sempre a muleta comigo na mão esquerda, tantas vezes tenho que apoiar a mão direita nem que seja numa parede, numa árvore ou num simples poste ou sinal de trânsito…

Estou cansada disto… Claro que tomei um Ben-u-Ron para tentar aliviar as dores nas pernas. Mas o efeito foi o mesmo que beber um simples copo de água…

Não, os dias não têm sido fáceis. E as dores teimam em não passar. Já percebi que a vida que tinha antes, sem dores ou desequilíbrios, não vai voltar. Só me resta aceitar o que me apanhou na curva e aprender a lidar com isto, um dia de cada vez.

É o que temos. E se alguém souber como tirar as dores que tenho nas pernas e que me dificultam muito o simples acto de caminhar, sinta-se à vontade de partilhar…

Entretanto, a única vontade que tenho é de chorar, por causa das dores e de tudo o resto…

Amanhã logo se vê se as dores continuam. Espero sinceramente que não…

{#082.285.2040}

Sexta feira e mais uma voltinha, mais uma viagem. Ao Hospital, claro. De manhã, mais uma série de exames. Depois do almoço, fisioterapia. E chegar a casa demasiado cansada, como sempre.

Novamente o sofá. Novamente dormir. Mas, desta vez, apenas duas horas. Necessárias, claro. Mas que podiam (deviam?) ter sido aproveitadas de outra forma. Mas não foram.

Dizem-me para ouvir o meu corpo. E fazer o que ele pede. E o que ele pede todos os dias é dormir à tarde…

Continuo sem o diagnóstico fechado pelo neurologista. Ou, pelo menos, oficializado. Mas, mais uma vez, em consulta de outra especialidade me foi afirmado “você tem esta doença”. Portanto, já sei parte do diagnóstico ou, pelo menos, o nome desta doença. Que ainda não me atrevo a nomear. Preciso de saber mais. Preciso de ouvi-lo pelo neurologista. Para saber também a dimensão que tem. E aí fazer as perguntas que ainda não sei que tenho.

Preciso, com urgência, do relatório que está pedido desde dia 8 de Março e que foi feito também o pedido por email a explicar a necessidade. Continua a não estar feito. Continuo à espera. Já nem peço uma consulta para diagnóstico. Só peço o relatório para a Junta Médica.

Está difícil ir sobrevivendo ao sabor do vento. Mas é assim que tenho andado. A fisioterapia ajuda? Talvez eu não dê por isso, mas quem observa de fora diz que sim. Sinto-a como um desafio. Onde me obrigo a fazer um bocadinho mais do que me pedem. Se vai resolver? Não faço ideia…

Amanhã é dia de Yoga logo pela manhã. Hoje, ao contrário dos outros dias, tenho que dormir cedo. E, de preferência, sem interrupções.

À tarde? Quero ir ver o pôr do Sol. Se vou conseguir? Não faço ideia…

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Mais um dia estupidamente desperdiçado. Não que tenha muita coisa para fazer, que não tenho mesmo nada, mas de que serve acordar relativamente cedo para tomar o pequeno almoço, mudar de roupa, ir um bocadinho à esplanada do costume beber café, voltar para casa, não fazer nada até ao almoço e, logo a seguir ao almoço adormecer no sofá durante 4 horas e meia e acordar ao fim do dia sem ter feito absolutamente nada?

Ainda não consegui perceber se é efeito de toda a medicação que tomo de manhã ou se é disto que me acompanha e que ainda não posso, outro não devo!, nomear porque ainda não tenho o diagnóstico fechado. Mas tudo me cansa. Muito. E, já sei, a fadiga faz parte disto.

Amanhã, quando chegar a casa, vou tentar resistir ao sofá. De manhã, mais uma consulta no Hospital, depois do almoço a fisioterapia. Vou chegar cansada. Muito cansada. E não posso ceder ao sofá…mas não sei se vou conseguir aguentar.

São assim os meus dias agora. Não há volta a dar. Mas dormir toda a tarde não pode ser…

Mas é…

Já sei que é um dia de cada vez, sempre. E tudo a um ritmo lento. Mas estou cansada que seja assim…sempre cansada, sempre com sono, sempre com dores.

E o diagnóstico que nunca mais sai…

Mas amanhã será melhor. Será mais um dia igual aos outros. Apenas um pouco mais activo na minha nova rotina: Hospital, seja para consultas, exames, fisioterapia. O que for. É uma nova rotina à qual ainda não me habituei e acho que não me vou habituar tão cedo…

Logo se vê. Amanhã é outro dia. Por agora desligo para descansar. Descansar de quê? Pois…não sei…

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Dia de merda. E hoje só me apetece dizer asneiras.

Não fui à fisioterapia porque há burocracias que não fazem sentido. Mas pronto, eles lá saberão.

A Primavera chegou e com ela, em força, o horrível vento frio ao fim do dia. E prevê-se que seja para durar. Paciência.

Último dia para confirmar presenças para o meu jantar de aniversário. Claro está que não atingi o objectivo. Nada que não esperasse. Seremos poucos. Mas já nem quero saber.

A aula de Yoga correu bem. A meditação a seguir à aula é que foi difícil. Foi difícil regressar. Doeu. Não fisicamente, mas o regresso doeu…

Agora? É esquecer o Mundo por hoje e ir dormir. Amanhã? Logo se vê…

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Última Lua deste Inverno, em fase crescente iluminada a 75%. Saí de casa e lá estava ela, à minha frente, a olhar por mim.

Falta exactamente uma semana para o meu aniversário. E, desta vez, há jantar! Quem não pode vir pode sempre enviar postais.


Descobri (ou melhor, confirmei!) hoje o meu raio de Sol. E que bom é senti-lo. Sei que também é o meu luar. Porque, apesar da distância, tanto o Sol como a Lua estão lá para os dois. Nós os dois.

Esta é a última Lua deste Inverno. O Equinócio acontece esta noite às 3h06m e, com ele, chega a Primavera, finalmente.
Por isso, quem quiser, olhe para cima e despeça-se deste longo Inverno que custou a passar. E a Lua, como sempre, está linda. Nem podia estar de outra forma.

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Mais um início de semana e o que se prevê é que seja mais do mesmo, para variar. Fisioterapia, sofá, Yoga ao fim da tarde de quarta feira seguido de Yoga Nidra que é meditação guiada, e o resto do tempo é nada. Vazio. Sinto falta de me sentir útil, é um facto. Estou em condições para regressar ao trabalho? Não, não estou.

O dia hoje foi estranho. Adormeci muito tarde para acordar cedo e estar despachada a horas da chegada do transporte dos Bombeiros. A chegada ao hospital ocorreu 1 hora e 10 minutos antes da hora marcada para a fisioterapia. Deu-me tempo para passar no secretariado de neurologia para confirmar a receção do meu email de ontem à noite e fiquei a saber que a administrativa que me atendeu na sexta feira está em cima do assunto. Seja. Agora é esperar. E se, até sexta feira, não tiver qualquer resposta o que ficou combinado foi passar lá novamente.

Acredito que há bons profissionais e funcionários dedicados mesmo entre aqueles de quem toda a gente fala mal: nos funcionários públicos. Eu sei que é mais fácil apontar o que corre mal e os profissionais que se destacam pela negativa. Mas também sei que há os que se destacam pela positiva. Tenho um desses exemplos cá em casa, embora já reformada há quase 14 anos: a minha Mãe.

Mais um dia de fisioterapia, agora com os estagiários novos que ainda não se sentem à vontade com quem não conhecem: eu. Vamos dar tempo ao tempo. Eu tinha prescrição para 12 sessões, terei a última prevista esta quarta feira, mas já sei que será para continuar. Por isso, vamos dar tempo ao tempo, dar tempo aos rapazes para se integrarem e se habituarem.

Depois do regresso a casa, a necessidade urgente de ir até à esplanada. Desde manhã que a cabeça queria estar em todo o lado menos em casa. Até na fisioterapia me custou estar. Cheguei lá como saí daqui: com vontade de chorar.

Depois do café na esplanada, voltei para casa para enroscar e aninhar no sofá e adormecer quase de imediato. Duas horas ali. Quentinha, confortável, e a desligar-me do que me pesa.

Passa das 22h20m e a vontade continua a mesma: chorar. Não consigo explicar o porquê, mas é assim que me sinto. Falta-me um colo físico para deitar a cabeça e deixar-me ficar o tempo que eu precisar enquanto me mexem no cabelo. Tenho esse colo à distância de um clique, eu sei que sim. Mas falta-me esse mesmo colo à distância de um toque de pele com pele.

Não falta muito e vou enroscar e aninhar na minha cama. Pode ser só sono. Pode ser que passe. Logo se vê como será amanhã. Já sei que estarei sozinha a tarde toda. Por isso logo se vê…

Agora? É descansar. Porque se há coisa que isto me trouxe, seja lá isto o que for, foi a fadiga, o cansaço constante. E por isso durmo tanto e adormeço depois do almoço ou quando regresso da fisioterapia.

Por isso, dou o dia por terminado por hoje. Amanhã? É um novo dia, provavelmente igual a tantos outros para trás e até, eventualmente, para a frente. Por isso, boa noite para quem fica.