Author Archives: Kooka

About Kooka

Se perguntarem por mim, dir-vos-ei que não estou. Esta que vos fala é outra que não eu.

{#39.327.2022}

Terça feira. Há mais de 24 horas sem telefone e dados móveis. Vale-me a Internet da fibra e o Wi-Fi a funcionar sem nunca ter sido afectado na falha resultante de um ataque ao serviço da Vodafone. Permitiu-me estar em contacto com o mundo e ainda conseguir trabalhar sem problemas.

Estar sem telefone e dados móveis é estranho. Fui ao café ao fim do dia, mas faltou-me a música nos fones e a possibilidade de pôr a conversa em dia por telefone.

Parece que o serviço de telemóvel está de volta e os dados móveis logo se vê. Desde que a Internet em casa continue a funcionar, não me queixo.

Mais depressa me queixo do café em mesa para dois que demora a sair. Mas o repto vai ser novamente lançado. E a dica para jantar também. Um dos dois irá acontecer. Não sei quando, mas sei que sim.

E o sono que me acompanha o dia todo não tem explicação. Ou melhor, tem. São demasiadas noites interrompidas por uma gata sem noção que não me permite ter ciclos de sono completos.

Pode ser que um dia passe. Por agora vou aguentando o sono. E vou adormecendo as borboletas na barriga. E vou aprendendo a viver sem poder comunicar quando saio de casa.

Tudo isto são coisas pequeninas. Não são verdadeiros problemas. São apenas alguns dos meus acontecimentos diários que me fazem acreditar que podia ser pior. Como já foi. Mas hoje posso olhar para trás e dizer que consegui ultrapassar aquilo que cheguei a acreditar que nunca iria ter um fim. Mas teve.

Agora? Recolho, aqueço, volto ao ritual nocturno e tento ter uma noite completa.

Amanhã será melhor. E quem sabe um dia destes acontece um café ou um jantar.

{#38.328.2022}

Há três anos fazia muito frio. E, mais uma vez, esperei na companhia das borboletas na barriga. Perdi a conta ao tempo que esperei, mas sei que foi muito. Na esplanada do café, ao frio. Mas sabia que a espera iria valer a pena. Mesmo que as mãos estivessem absolutamente geladas e o frio estivesse entranhado no resto do corpo.

A espera valeu a pena, o jantar também. E depois do jantar o passeio à beira rio, as partilhas de histórias e experiências e uma nova experiência de vinho quente. Sorrisos de ambos os lados. E a certeza, três anos depois, que repetiria a experiência sem olhar para trás. Com ou sem frio. Com ou sem espera. Repetiria sem duvidar.

Mas hoje, três anos depois, o café está difícil de sair. Sei que muita coisa mudou, muito resultado do anúncio daquela noite do início do vôo do balão. A disponibilidade é diferente hoje do que era há três anos. E eu fico contente com isso por saber que o vôo tem corrido bem.

Três anos depois daquela noite muito fria, não nego que repetiria sem duvidar. E vontade de repetir não falta.

Resta-me esperar. Sei que um dia o café vai acontecer, e quem sabe se não acontece um jantar. Café ou jantar, não importa. Será mesa para dois. E seja o que for vai ser bom.

E os dias cada vez mais longos, com o Sol a pôr-se cada vez mais tarde. E a certeza de que o Inverno não dura para sempre.

{#37.329.2022}

Sair de casa todos os dias um bocadinho. Claro que sim. E aproveitar o fim de semana para apanhar Sol.

Hoje foi dia de passeio até à praia. Não só estava Sol como estava calor. E eu já tinha saudades do calor. O paredão junto à praia estava cheio porque meio mundo tinha saudades do Sol e o outro meio tinha saudades do calor.

Soube bem sair aquele bocadinho, mais cedo do que é habitual, e aproveitar o dia que esteve bonito. Amanhã é dia de regressar à rotina do trabalho em casa, o Sol vai ter que esperar mais uns dias.

Final do dia podia ter sido dedicado à preguiça e ronha no sofá, mas não foi. Tenho um compromisso que faço por honrar todos os Domingos. Não é um objectivo meu, não é um trabalho meu, mas ocupa-me um bocadinho do Domingo, ocupa-me a casa e contribui de alguma forma para o outro lado. Sim, ainda me faz sentido e não me é uma seca, como já me perguntou o outro lado. Faço porque quero e porque sim. No dia em que decidir já não o fazer, sei que não será mal interpretado.

Enfim, foi mais um Domingo que passou. Se podia ter sido melhor? Pode sempre. Mas não foi mau. Houve Sol e houve calor. Melhor mesmo só se houvesse um café em mesa para dois. Não houve. Mas sei que qualquer dia há. Até lá, faço por alimentar as borboletas na barriga que não morrem, apenas adormecem mas que despertam facilmente.

Haja mais Domingos como o de hoje e já não são dias completamente perdidos. E já falta pouco para começar a fazer praia e receber o Sol na pele para além do rosto. O Inverno não dura para sempre.

{#36.330.2022}

Sábado, aquele dia aborrecido. Saí de casa durante a tarde, ainda consegui apanhar luz do dia e soube bem. Mas faltou o resto para deixar o dia interessante.

Apetece-me, muito, estar com pessoas. E apetece-me, ainda mais, ir jantar fora. Mas ninguém vem…e não foi por falta de tentar chamar alguém. Lancei o repto, mas ninguém respondeu.

Oh well, já devia saber. Já devia estar habituada. Mas ainda consigo admirar-me com estas ausências.

Enfim. Ainda virá um sábado interessante. Hoje ainda não foi o dia. Mas um dia será…

{#35.331.2022}

Sexta feira e mesa para um.

O dia todo com a certeza de ser quinta feira para ser recordada, em trabalho às 5 da tarde, que afinal é sexta feira. Podia ser pior, podia ser quinta e eu pensar que era sexta. Já aconteceu. Não recomendo.

Afinal, não é só o outro lado que se baralha nos dias. E partilho o ter-me perdido também e rimos os dois. Assim como rimos no ritual matinal porque resolvi dar um bom dia diferente. E é bom rirmos os dois. Não quer dizer nada, é um facto, mas sabe bem.

E agora fecho o dia para receber o fim de semana e dois dias aborrecidos. Cada vez me incomodam mais os sábados, dias absolutamente aborrecidos e chatos e difíceis de passar. E não há forma de melhorar. Há apenas a vontade de fazer algo, não sabendo exactamente o quê.

Enfim… Eu sei exactamente o que gostaria que fosse o meu Sábado de amanhã. Mas também sei que não vai acontecer. Por isso é melhor esquecer essas ideias.

Sexta feira e mesa para um. Falta muito para ser mesa para dois?

{#34.332.2022}

Quinta feira e a semana a chegar ao fim. Os dias a ficarem mais compridos. A luz do fim do dia a manter-se até cada vez mais tarde. E ainda a espera por um café numa mesa para dois.

Os dias correm suaves e tranquilos, sem stress e sem pressas. Gosto de dias assim durante a semana. Mas o fim de semana está aí prestes a chegar e novamente (ou será ainda?) a vontade de fazer diferente.

Na minha cabeça sei perfeitamente como gostaria que fosse o sábado, que é sempre o dia mais aborrecido da semana. Sei bem demais como gostaria que fosse. E tenho vontade de fazer acontecer. Mas também sei que não vai acontecer. E tenho pena. Porque tinha tudo para correr bem e ser bom.

Enfim…sou uma sonhadora, é o que é. Não faz mal sonhar, mas perceber que não vai passar disso mesmo, apenas um sonho, custa. Não chega a doer, mas custa.

Quem sabe um dia este sábado que corre na minha cabeça não possa acontecer…

{#33.333.2022}

Quarta feira e o café que ainda não saiu. E já não deve sair esta semana, porque amanhã é dia de agenda preenchida do outro lado e sexta feira logo se vê.

Mas foi lançado o repto novamente.

Venha quando vier, esse café vai ser bom. E as borboletas na barriga da antecipação já ninguém mas tira. Só não as posso deixar morrer. Porque borboletas na barriga sabem sempre bem.

Esse café vai acontecer. É só saber esperar.

Tirando isso, amanhã será um dia bom. Como têm sido os últimos. E só isso já é importante e positivo.

Até amanhã.

{#32.334.2022}

Terça feira. Novamente um dia de trabalho cheio. Novamente uma noite interrompida. Novamente o retorno. Curto, rápido, mas retorno. É por continuar a haver retorno, por muito rápido e muito curto, que não desisto dos rituais.

E por isso, esta noite mantenho o hábito e o ritual. É importante para mim mantê-lo. Faz-me sentir bem. E faz-me sentido. E enquanto me fizer sentido, enquanto me fizer bem começar o dia com um bom dia e terminar com um boa noite, repito o ritual que dura desde o primeiro dia, há quatro anos.

Sim, gosto de sentir o que sinto. Acho que não me faz mal nenhum gostar disto. E não me faz mal o que isto é. É o que é, é certo, mas é bom.

Amanhã será mais um dia de rituais. E nem por isso será pior. Desde que haja retorno, por muito rápido e muito curto que possa ser. É bom e faz-me ganhar o dia saber que do outro lado há retorno. Sei que de vez em quando há silêncio, mas também sei que não é permanente e sei que se eu desaparecer, a minha ausência é notada. E saber isso é bom.

Sim, amanhã será um dia bom. E hoje também foi, mesmo com muito trabalho. E a noite, mesmo que venha a ser interrompida novamente, vai ser boa porque faço a minha parte: o ritual nocturno de desejar uma boa noite.

E é a isto que se resumem os meus dias: trabalho, rituais e retorno. Mas sempre, e acima de tudo, o retorno.

{#31.335.2022}

Dia de trabalho pesado, depois de uma noite difícil. Não é fácil começar a semana assim.

Mais difícil se torna quando o ritual matinal não tem retorno. O silêncio outra vez. Não gosto. Mas entendo que nem sempre seja possível haver retorno. Vamos ver como vai ser no ritual nocturno. Porque, da minha parte, vai haver ritual hoje. Amanhã logo se vê.

Dois anos passaram. E sim, naquela noite fiquei mais leve. E hoje repetia tudo o que disse, porque mantenho o que sinto. Não o vou repetir, claro. Não há necessidade. Até porque já o disse há relativamente pouco tempo, por duas vezes.

E nestes dois anos nada mudou. Como eu pedi que não mudasse e como não tinha que mudar. Cresceu uma amizade. E isso é bom, embora saiba que para algumas pessoas não passa de uma parvoíce. Parvoíce ou não, é bom ter ganho um amigo. E isso só por si não é, nem pode ser, uma parvoíce.

Passaram dois anos. Parecem dois dias. E o que trago comigo, cá dentro, continua a crescer e a ser bonito. Nada mudou. Ainda bem que não mudou quando o meu medo era que se perdesse. Nada mudou. É pena quando o meu desejo era que se transformasse em algo mais bonito.

Não deixa de ser bonito tal como é. Simplesmente é o que é. E está bom assim.

Só quero que não se estrague. Dure o tempo que durar. Apenas peço que não se estrague.

Amanhã? Será melhor. Hoje não foi mau, apenas difícil e pesado. Mas amanhã será melhor.

{#30.336.2022}

Dia de eleições. Dia de cumprir um direito, de cumprir um dever. Feito. Não posso deixar nas mãos dos outros.

Depois disso, ronha no sofá, claro. E mais um contributo para um sucesso que não é meu mas que já faz parte.

Dia comprido e de pouca coisa a registar. Mas faz parte do fim de semana. Amanhã, regresso à rotina de trabalho em casa. Que será para manter por pelo menos mais uma semana. Prazo ainda sujeito a acompanhamento e que se espera seja para prolongar.

Agora desligo. Não tenho muito sono mas a noite promete ser interrompida novamente. Amanhã? Será um bom dia também.

E faz hoje dois anos que decidi falar. E dizer o que já nessa altura trazia comigo há muito tempo. E nada mudou. O que não é mau, é até muito bom não ter mudado. Dois anos. E o gut feeling mantém o que me diz desde o primeiro dia: as coisas vão mudar para melhor.

{#29.337.2022}

Sábado, aquele dia aborrecido da semana em que tenho vontade de sair de casa e fazer alguma coisa participando de algo, mas não acontece nada…

Mas hoje saí. Não participei de nada, como gostaria, mas fui queimar tempo e ver o mar. Soube a pouco, claro, porque a vontade é mesmo fazer parte de alguma coisa, alguma actividade que me preencha e dê significado ao dia mais aborrecido. Mas saí. E o mais importante é sair todos os dias um bocadinho. E aproveitar os dias do fim de semana para sair durante o dia.

Amanhã é dia de sair novamente. De preferência ainda de manhã para ir votar. Depois entra o registo Domingo que, não sendo totalmente aborrecido, é dia de ronha.

E, claro, mantenho a esperança do café prometido que não sei quando irá acontecer. Mas sei que um dia destes acontece.

Agora? Dedico o resto do Sábado aborrecido a ver o tempo passar até ser hora de ir dormir e enfrentar mais uma noite interrompida.

Amanhã será melhor.

{#28.338.2022}

Dia azul lá fora, cansado cá dentro. Mais uma noite interrompida, a acordar várias vezes durante a noite. Não sei como ainda aguento estas noites. Nem sei quando, ou se, irão parar.

Sei também que, do outro lado, a noite terminou muito tarde. O “segundo turno” foi longo e a manhã não me pareceu fácil. Mas houve tempo, disponibilidade e vontade para um retorno matinal, assim como houve retorno ao ritual nocturno ontem. E eu gosto sempre quando há retorno. E quando esse retorno, como ontem, acaba por ser também um pouco de partilha de momentos do dia. Que parecem não ter importância, mas que a mim dizem alguma coisa.

Hoje espero uma noite mais sossegada. Com menos interrupções, se bem que o ideal seria sem nenhuma. Mas não acredito que aconteça.

Por agora, espero mais um pouco até chegar ao ritual nocturno. E se houver retorno ainda hoje, sei que a noite vai ser melhor. Interrompida ou não, já vai valer a pena.

{#27.339.2022}

Quinta feira. E, como previsto, ainda não foi hoje que saiu o desejado café prometido. Porque a agenda não o permitia e porque o dia se baralhou outra vez. Mas é um café que vai sair.

Mais um dia de trabalho, igual aos anteriores, mas simpático no volume e intensidade. E cada vez mais a certeza de que o trabalho se pode fazer de casa sem diferenças nenhumas. A única diferença é o risco de ir para os transportes públicos que não acontece se continuar em casa. E não confio nos transportes públicos, cada vez menos um local seguro. Espero amanhã ainda ter boas notícias para não ter que regressar na terça feira a esse ritual que me assusta. Não, não me sinto segura. Sim, em casa posso trabalhar com menos ansiedade.

Vamos ver. Por agora mantenho os rituais seguros e tranquilos, tanto o matinal como o nocturno. Esses sim, bem-vindos e seguros porque não implicam riscos.

Amanhã? Será bom também. Como foi hoje. Como foi ontem e será também daqui para a frente.

{#26.340.2022}

Quarta feira e o ritual matinal, depois do ritual nocturno. Com retorno e um café que se irá concretizar. Porque faz sentido e não só para mim.

E um dia de trabalho complicado, com dificuldades técnicas todo o dia, mas que passou ligeiro e tranquilo.

Por mim o café tinha acontecido já hoje. Não aconteceu. Ainda. Mas vai acontecer e vai ser bom.

Depois de ontem ter sido atropelada por um camião sem que alguém tenha registado a matrícula, o dia hoje foi mais leve. Mas chega a noite e vem o sono. Como agora. Por isso, recolho-me e dedico-me ao ritual de lo habitual nocturno. Que, por já ter dito que um dia acaba e não teve outra reacção para além do retorno, sinto que para o outro lado também faz algum sentido. Ou, pelo menos, é bem-vindo. E por isso mantenho.

Amanhã? Não sei se haverá café por motivos de agenda que não a minha mas que entendo, aceito e concordo. Há prioridades que, não sendo minhas, acabam por ser minhas também.

Seja como for, amanhã será um dia bom. Só assim consigo ver o lado positivo de tudo. Mas as borboletas na barriga, essas já ninguém mas tira.

{#25.341.2022}

Hoje não houve esplanada. Muito frio, tão típico de Janeiro, cansada de um dia de trabalho cheio e muito sono, resultado de uma noite mal dormida e novamente interrompida.

E também não houve vontade de telefonemas com quem não entende o peso que as palavras podem ter e ainda me goza achando que amuei. Não amuei mas senti que o que sinto e o que faço é desvalorizado. Desde sempre. E não é a primeira vez que o refiro directamente. Não serviu de nada.

Ontem não disse o que devia ter dito. Hoje não me apeteceu dizer nada sequer. Amanhã logo se vê.

Por hoje chega. O sono não me permite muito mais. Mas o ritual nocturno irá acontecer, como aconteceu o matinal.

Amanhã? Será melhor.

{#24.342.2022}

Dia de vacina. Reforço, dizem. Protecção, acredito.

Deixar o trabalho a meio da manhã. Soube bem sair durante a manhã. E soube bem, também, o regresso ao ritual matinal que teve retorno. E esse retorno, seja a que horas for e por muito pequeno que seja, sabe sempre tão bem. E já percebi que do outro lado também faz sentido. Se não fizesse não tinham dado pela falta na semana em que, pelos vistos, estive desaparecida não estando. Eu não desapareci, de facto, mas os rituais, o matinal e o nocturno, sim.

Serão para manter enquanto me fizerem sentido. E continuam a fazer.

De resto, mais uma noite interrompida. E o frio durante o dia que continua a incomodar. Agora já é hora de recolher e dar o dia por terminado. Estou cansada.

{#23.343.2022}

Domingo e mais uma noite interrompida. E, depois disso, acordar cedo demais com uma dor de cabeça que esteve presente todo o dia. E ainda está. Resultado de uma noite mal dormida, de um acordar antes da hora e da tensão muscular provocada pelo frio. Ou seja, um grande desconforto todo o dia.

Mas foi também dia de procurar sinais de que o frio não vai durar para sempre. Foi dia de procurar, e encontrar, as papoilas de Janeiro. Há uns anos que as vejo sempre no mesmo sítio. E hoje lá estavam. Em menor número do que noutros anos, mas estavam lá para me recordar que o Inverno não dura para sempre.

E é importante recordar que tudo são ciclos. Como o Inverno faz parte de um ciclo que termina, também o silêncio ou a falta de retorno fazem parte de ciclos.

E hoje houve retorno. Deu para perceber que está tudo bem do outro lado e que ainda há interesse numa parceria que já tem alguns meses e tem pernas para andar.

Eu gosto de retornos. E gosto de ciclos. E gosto, muito, das papoilas de Janeiro.

Amanhã, dia de regressar à rotina, em casa. E mantenho a pouca vontade de regressar ao escritório. Porque em casa faz-se o mesmo trabalho e não se correm riscos desnecessários.

Amanhã, também, regresso à vacina. Porque confio.

Enfim. Foi um Domingo que levou o seu tempo. Mas não foi mau. Amanhã será bom também. E vai continuar a haver papoilas de Janeiro.

{#22.344.2022}

Sábado, aquele dia parvo da semana.

O ritual nocturno voltou ontem, ou voltei eu ao ritual. Assim como voltei ao ritual matinal. Sei que, desta vez, as mensagens foram recebidas. Apenas não respondidas. Mas para mim conta como silêncio, porque não houve retorno.

Enfim. O dia mais parvo da semana está no fim e o frio aperta. Dou por terminado o dia por hoje. Amanhã será melhor.

{#21.345.2022}

Silêncio finalmente quebrado, e não por mim. Curiosamente, parece que eu é que desapareci. E de certa forma até é verdade, porque ao silêncio respondi também com silêncio. E que, pelos vistos, foi notado.

Hoje novamente aquele sussurro cada vez mais alto de um certo gut feeling que raramente me desilude. Tudo porque o silêncio foi quebrado pelo outro lado e, percebi, a minha ausência foi notada. Hei-de regressar ao ritual nocturno, já percebi que foi isso também que foi notado. E o ritual matinal. Porque são habituais. E podem ser só o que se diz o dia todo, sem mais conversa pelo meio porque se mete o trabalho. Mas, já percebi e hoje confirmei, esses dois rituais são importantes. Não só para mim mas também para o outro lado. Mesmo que por vezes eu própria ache que posso estar a ser chata, confirmo agora que do outro lado essa presença é bem vinda.

Sim, o meu gut feeling já não sussurra apenas. Já faltou mais para gritar declaradamente. E para ajudar ao grito há também aquele olhar de Novembro que também ele gritou.

Eu não estou louca. Nem a enlouquecer. Há coisas que não se explicam, sentem-se. E eu sinto. Sim, as coisas ainda vão mudar. Não sei quando, mas sei que vão. E isso já esteve mais longe de acontecer.

E quando estou quase pronta a desistir, como ontem, lá o silêncio é quebrado por quem tem que o quebrar, que não sou eu. É sempre assim e eu não sou de desistir facilmente. Ou talvez porque há sempre um retorno depois do silêncio é que eu não desisto.

Enfim…já ganhei o dia. E gostei de saber que afinal a desaparecida era eu. É sinal que a ausência foi notada. Agora é retomar a presença. E, se possível, fazer acontecer.

Amanhã? Lá estarei de novo para o ritual matinal. E hoje ainda para o ritual nocturno. E amanhã voltará a ser um dia bom. Só porque sim e porque o meu gut feeling me diz que sim. E pronto.

{#20.346.2022}

O silêncio…ainda e sempre o silêncio.

Até quando?

Não sei… Nem sei até quando devo esperar pelo desejado retorno. Mas vou esperando…

…até um dia aceitar que não vai acontecer…