Author Archives: Kooka

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Se perguntarem por mim, dir-vos-ei que não estou. Esta que vos fala é outra que não eu.

{#224.142.2021}

Sair em busca de estrelas cadentes e não encontrar nenhuma.

Aproveitar a passagem pelo parque e fazer um desvio para andar de baloiço.

Já valeu a pena.

Amanhã? Será outro dia.

{#223.143.2021}

Aproveitar os últimos dias antes do regresso à rotina. Vai fazer-me bem voltar à rotina. Mas vão-me faltar estes momentos, mesmo que não os aproveite tanto como poderia.

Entro em contagem decrescente. Já não falta muito para retomar alguma normalidade.

Amanhã? Será melhor que hoje, que não foi muito mau.

{#222.144.2021}

Hoje teria sido mais um dia igual aos outros. Não fosse terem chegado boas notícias de regresso à rotina.

Para já em formação, para posterior estágio e depois logo se vê. Vamos acreditar que vai correr tudo bem.

Só isso já valeu a pena o passeio no parque.

Amanhã? Logo se vê.

{#221.145.2021}

Hoje é um daqueles dias em que só me apetece deixar-me ficar sossegada no meu canto, chorar o que houver para chorar e lamber as feridas. Tudo porque, mais uma vez, não me sinto bem. Fisicamente…

E também porque a falta de rotina e do que fazer não me faz bem nenhum. Voltam os filmes na minha cabeça, volta a hipocondria, volta a insegurança e a falta de auto-estima. Volta tudo, portanto.

Todos os dias desejo que o dia seguinte seja melhor. Nunca é. Porque é sempre tudo igual. Demasiado igual. E eu nunca estive tanto tempo sem ter nada para fazer…

Estou tão cansada…e desanimada, claro.

Só me resta mesmo desejar que amanhã seja melhor. E que haja boas notícias em breve. Mas, admito, já não tenho muita esperança que as coisas mudem rapidamente.

A ver vamos. Entretanto, mantenho o foco do olhar lá para cima. Não adianta ter os olhos no chão…

Deixem-me estar. Deixem-me ser. Tudo isto um dia melhora. Não foi hoje ainda. Mas um dia melhora.

{#220.146.2021}

Como previsto, o dia de hoje foi igual ao de ontem… Uma seca, portanto. Sem História ou histórias. Mais um dia igual aos outros. Só com a diferença de ser Domingo. Uma diferença que não se nota, na verdade.

Amanhã volto a ter os Meus Dois por perto. E isso vai-me obrigar a fazer mais, a fazer melhor. A ser mais, a ser melhor.

Estou tão cansada destes dias…isso e dos filmes que faço na minha cabeça. Quando uma simples fotografia de um final de dia me faz deslizar na maionese e fazer filmes sem sentido porque a minha insegurança e baixa auto-estima assim o ditam.

Enfim… Amanhã, com ou sem filmes, será melhor. Por hoje chega.

{#219.147.2021}

E vou repetir-me, não gostando de o fazer nem do que isso significa: mais um dia igual aos outros.

Foi sábado, podia ter sido uma qualquer segunda feira. Ou quarta. Ou outro dia qualquer.

Foi mais um dia vazio, sem História ou histórias. E eu estou tão cansada destes dias assim…

Amanhã, domingo, provavelmente será igual. Cabe-me a mim tentar fazer do domingo um dia melhor que este sábado.

Vamos ver…

{#218.148.2021}

Dia parado de tão lento que foi… Ter que pedir licença ao corpo para fazer seja o que for, por mínimo que seja, é muito mau. É bom que alguma coisa mude rapidamente. Nem que seja só para me obrigar a mexer um pouco mais.

Era capaz de me habituar a esta zona de conforto, mas sei que tudo o resto me faz falta, para meu bem.

Amanhã será melhor. Provavelmente terei mais uma noite interrompida, como têm sido todas nos últimos meses. Mas sendo sábado amanhã, tenho desculpa para ficar sossegada no meu canto. Ou se calhar não…

Logo se vê. O importante é acreditar que amanhã será diferente e será melhor…

{#217.149.2021}

Dia estranho, este. De manhã, consulta. Manter a medicação porque não está na altura de reduzir, talvez quando voltar à rotina. Aumentar se houver necessidade. Não me apetece. Nem o aumento nem a necessidade. Veremos como corre.

À tarde, entrevista de emprego. Para um projecto que já conheci em tempos e que não foi uma boa experiência. Veremos, também, como corre.

De resto, continuar a cumprir aquilo que aceitei e que me ocupa um pouco do meu muito tempo livre. Mas que me dá uma certa sensação de utilidade. E algum gozo também.

Sair um bocadinho como sempre ao final do dia para apanhar ar e arejar as ideias. E perceber que, se não me obrigar a sair esse bocadinho ao fim do dia, não saio de casa de maneira nenhuma. E não me incomoda não sair. É cada vez mais confortável estar em casa. Já lá vai o tempo em que sentia a falta de interacção com outros. Cada vez sinto menos essa falta. Se isso é bom? Não. Não é. Mas é o que é.

Agora é acreditar que amanhã será melhor novamente. Não sei o que vou fazer, não tenho nada programado. Mas o que for será.

Estou cansada. Tão cansada de tudo…e às vezes esse cansaço faz-me querer desaparecer daqui e ir para outro lado qualquer. Só não sei para onde.

{#216.150.2021}

Dia não muito fácil, o de hoje…que começou relativamente cedo e teve uma manhã mais ou menos ocupada.

Mas foi logo de manhã que me lembrei de quem não queria. Porque memória de calendário, claro. Que se lembra de tudo, até do aniversário de quem não merece o esforço de uma memória.

Não me parece que mais um aniversário seja sinónimo de mais sabedoria.

Enfim. É o que é.

E o dia fechou com vento. Muito. Daquele que incomoda e baralha as ideias.

Valeu um telefonema a meio da tarde com uma entrevista amanhã. Vamos ver o que dá.

Por hoje chega. Só me apetece enfiar-me na cama, debaixo das mantas e mandar o Mundo dar uma volta bem longe.

Amanhã será melhor.

{#215.151.2021}

Mais uma tentativa de fazer deste um dia diferente. Mais uma vez não consegui.

Como sempre, mais um dia igual aos outros. E eu tão farta disso…

Valeu-me olhar para a janela no momento certo para ver um céu de fogo. Que me lembrou que são as pequenas coisas que mais contam.

Amanhã tento de novo. Amanhã será melhor.

Ainda sem grandes notícias sobre quem não tem lugar na minha vida mas que, quer queira quer não, faz parte dela. Amanhã pode ser que haja notícias.

De resto, será mesmo um dia melhor amanhã. Em que se marca mais um aniversário de quem foi o que foi não querendo sê-lo, de quem não quer problemas, apenas soluções, mas ignora as consequências. Sim, não me esqueço. De nada. Infelizmente.

Amanhã será melhor. Será um dia bom. Mesmo que seja igual aos outros, será um dia bom.

E também amanhã farei por olhar pela janela no momento certo para apanhar as pequenas coisas.

{#214.152.2021}

Tentei, sem grande sucesso, fazer deste dia um dia diferente. Não consegui. Foi mais um dia igual aos outros. Mas saí de casa por um momento. Uma ida à papelaria, um café na esplanada, uma passagem rápida pela mercearia. Deu para esticar um bocadinho as pernas e arejar as ideias.

Ideias que precisaram (e precisam…) de ser arejadas, especialmente depois das notícias que chegaram hoje. Com as quais não sei lidar. Porque há elos de ligação que nunca se perdem, que não se podem cortar, por muito que uma pessoa se afaste. Afastamento obrigatório de algo que é tóxico e que até hoje não trouxe nada de bom. Muito pelo contrário.

Não posso – nem quero – fazer muito mais que não seja esperar por desenvolvimentos. E esperar para ver. E tentar perceber como lidar com isto. Porque não sei mesmo como fazer.

É esperar. Amanhã logo se vê. E o dia de amanhã será, com certeza, melhor que o de hoje.

{#213.153.2021}

Dia de ressaca depois de um dia pesado.

Domingo. Dia de sofá e televisão. E uma necessidade grande de dormir…

A dor de cabeça que se instalou ontem continua presente. Também por isso não senti vontade de nada, nem de sair do pijama, quanto mais sair de casa…

Amanhã será melhor. Prometo a mim mesma que amanhã será diferente. Irei sair de casa para dar uma volta e tentar fazer diferente.

Mas hoje não…hoje não foi possível.

Amanhã será um novo dia. E será melhor.

{#212.154.2021}

7 anos hoje. Que parecem 7 dias. Que parecem 7 vidas.

Mas hoje já não choro. Já consigo pensar naquele dia de há 7 anos de forma mais serena. Se já consigo aceitar tudo como aconteceu? Ainda não. Se consigo perdoar quem me magoou tanto por causa do que aconteceu? Também não. Se já esqueci? Não se esquece o que fica para sempre.

Mas já não deixo os olhos no chão. Insisto em olhar para cima, mesmo que a custo. Como custou hoje.

Bola para a frente, dizem-me. Sei que sim, o caminho é esse. E apesar de ainda olhar para trás, já não me deixo lá ficar.

Ainda dói cá dentro. Mas já é uma dor diferente. Mais calma. Que já não queima. É saudade, acima de tudo. E o vazio de quem não está, porque não era para estar. Porque não era para ser. Não podia ser.

Não, não foi um dia bom. Foi o que foi. Passou a muito custo, mas passou. Com um peso no corpo como há muito tempo não sentia.

Viro mais uma página no calendário. 7 anos. E a vida toda pela frente…

{#211.155.2021}

Ontem em crise, hoje muito mais serena. É impressionante como uma simples conversa banal e aparentemente sem importância pode fazer uma diferença tão grande.

Só por isso, só por estar mais serena, o dia de hoje foi um pouco melhor. Sem nada a registar, sem História ou histórias, apenas um dia mais tranquilo.

Amanhã é dia de consulta, finalmente. E aí terei a ajuda que preciso para reflectir sobre a crise que se instalou nos últimos dias. E terei também ajuda para voltar a recolher as ferramentas que preciso para lidar com estes momentos.

Entretanto, termina hoje mais um ciclo de 365 dias. O 7• ciclo. Amanhã é dia de reviver tudo. E enfrentar o fantasma da memória.

Sei que não se pode ficar lá atrás. Ontem recordaram-me isso. “Bola para a frente”. Claro que sim. Mas enquanto a memória incomodar, revisito aquele dia de há 7 anos. Mas agora revisito para ver onde já cheguei. O que já passei, ultrapassei e superei. Sei que provavelmente só eu me recordarei daquele dia. Cinzento e peganhento. Que começou cedo. Sem vontade de nada. E que foi o que foi e acabou como tinha que acabar.

Não. Não tinha que acabar assim. Mas não era para ser de outra forma.

Mas o que importa hoje é que o dia de hoje foi melhor. Mais sereno.

E uma simples conversa banal fez toda a diferença para que hoje pudesse estar melhor.

Hoje já não tive, não tenho, vontade de me magoar. E isso é tão importante.

Amanhã será melhor. Mesmo que a memória venha para me visitar. Será melhor.

Por hoje fecha-se o ciclo de 365 dias. Amanhã logo se vê.

{#210.156.2021}

Em crise. Não apenas porque a memória de calendário está presente e dia 31 de Julho está aí a chegar. Mas também pelo medo. De abandono e rejeição. What else is new?

Mas depois há postais que me chegam sem pedir e fazem o dia melhorar um bocadinho. São estes pequenos gestos que me ajudam a lembrar que não devo ser assim uma coisa tão má como tantas vezes me sinto. Como agora.

De resto, não posso obrigar ninguém a estar presente. E tenho que aprender a aceitar quando alguém não está sem medos de abandono ou rejeição.

As coisas são como são.

E eu sou como sou. E não é fácil ser eu.

Mas também a esta crise irei sobreviver. Como tenho sobrevivido a todas.

Se tenho vontade de me magoar? Há muito tempo que não tinha. Mas agora tenho. Porque é uma forma de adormecer a dor que sinto cá dentro…

{#209.157.2021}

Final da manhã no parque, almoço na esplanada. Tarde em casa para escapar ao vento.

E sempre a consciência de que o sofrimento existe mesmo sem razão aparente. E o vazio sempre presente.

Tudo isto está identificado na perturbação borderline. E finalmente posso dizer que existe um motivo para me sentir assim, mesmo que pareça não fazer sentido.

E sei bem o que despoletou estes sintomas desta vez, que se fazem presentes já há demasiados dias. Sei que é possível combatê-los. Só não sei, ainda, a melhor forma de o fazer. Sei apenas que tentar ignorar o que sinto não é solução. Porque não se consegue ignorar o que vem tão de dentro.

E a frase que mais tenho reproduzido nos últimos dias diz tudo: “só me apetece chorar”. Mas não choro. Principalmente por não conseguir. E aguentar essa pressão também não ajuda em nada. Era tão mais fácil simplesmente conseguir chorar…

Amanhã, como sempre, será melhor. E se, finalmente conseguir aliviar a pressão e chorar, já ganhei o dia. Porque esta pressão não faz bem e é difícil de suportar. Especialmente sozinha, sem a partilhar com ninguém. Falta muito para sábado para poder, finalmente, falar com o terapeuta fofinho? Sei que com ele posso falar sem julgamentos, sem críticas, sem comentários que não fazem sentido. E ainda procuro e encontro ferramentas para suportar tudo isto.

Sim, ainda faltam alguns dias para sábado. Mas amanhã será melhor.

{#208.158.2021}

Terminei a leitura do retrato da personalidade borderline e não sei se fiquei melhor com o conhecimento que adquiri. Já sabia que a perturbação de personalidade borderline não era simples. Mas não tinha noção da sua verdadeira complexidade que até na área da psicologia e psiquiatria gera alguma confusão.

Tento, desde o diagnóstico, encaixar-me em algum lugar que me identifique. E na perturbação borderline faz sentido, sim, mas há aspectos em que não me revejo totalmente. Mas também faz sentido que assim seja, até porque cada caso é um caso.

Terminada a leitura, só posso baixar os braços em desânimo porque já sei que não terei uma cura. Terei antes uma recuperação, podendo atenuar a sintomatologia, mas nunca me livrando do que para uns é uma doença, para outros é apenas uma perturbação de personalidade.

Não sei, mesmo, como me sinto com a leitura. E hoje a tarde foi toda dedicada à leitura desse retrato.

Já sabia, à partida, que não seria uma leitura muito fácil. Mas saber que o tratamento é algo relativamente recente por tanta confusão que o diagnóstico suscita na comunidade não me faz sentir melhor.

Deposito a confiança no terapeuta fofinho que acertou em cheio no diagnóstico e que já me conhece como ninguém. E que já me ajudou tanto ao longo destes praticamente 5 anos de trabalho conjunto.

Mas não posso esquecer-me também de confiar em mim. E aqui é o mais difícil. Porque, apesar de me conhecer bem, estou longe de saber quem sou…e até isso faz parte da personalidade borderline.

Amanhã será melhor. O livro será relido brevemente depois de o passar a quem tem que o ler. E pode ser que à segunda leitura fique mais fácil aceitar o diagnóstico…

Até lá, um dia de cada vez. A gerir emoções o melhor que conseguir e souber.

{#207.159.2021}

Hoje voltou o Sol e o Verão. Mas com eles veio também o vento…

Manhã de praia, tarde de sofá. E uma saída depois de jantar para levar os miúdos à feira.

Foi um dia um pouco mais preenchido. Mas nem por isso mais produtivo. E é disso que estou a precisar: dias produtivos. Porque me fazem sentir útil. Logo, fazem-me sentir bem.

Amanhã o dia não deverá ser muito diferente. Mas tentarei que seja um pouco melhor. Tendo os meus sobrinhos por perto, é mais fácil ter um dia mais preenchido. Já só falta ter um dia mais produtivo.

A ver vamos, como corre amanhã. Será melhor, com certeza.

{#206.160.2021}

Domingo cinzento de Verão. Se tinha ideia de fazer deste dia algo mais animado, fiquei só mesmo pela ideia.

Dia absolutamente aborrecido. Como o Domingo deve ser de vez em quando. O problema é que tem sido Domingo todos os dias…

Espera-se que amanhã volte o Sol e o caminho para a praia. E que não volte a ser um Domingo aborrecido.

{#205.161.2021}

Sábado. Aquele dia parvo que começou demasiado cedo, depois de acordar várias vezes durante a noite. Consulta de manhã foi o ponto alto do dia.

Saí de casa ao final do dia, fomos espairecer, apanhar ar, esticar as pernas, arejar as ideias, ver as vistas.

Mas até lá foi um dia vazio. Sem acção. Nem reacção.

Esta noite regresso ao livro, que me acompanha à noite desde 4a feira e que me tem guiado nesta minha tentativa de perceber melhor a minha costela borderline.

Apesar do dia vazio, estou cansada. Muito cansada. Não entendo muito bem o porquê, talvez pela noite mal dormida. E o cansaço e as noites mal dormidas deixam-me mais sensível e propensa a pensar coisas que não fazem sentido.

Amanhã, domingo, pode ser que seja melhor. Veremos. A verdade é que estou muito cansada destes dias assim, vazios e sempre iguais.

Amanhã logo se vê.