Author Archives: Kooka

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Se perguntarem por mim, dir-vos-ei que não estou. Esta que vos fala é outra que não eu.

{#350.17.2020}

Novamente aquela sensação de estar a ficar sem tempo. Não gosto. Não gosto de sentir isto, não gosto do que isto me faz sentir. Assusta-me. Tanto…

Porque sei que um dia o tempo acaba. Só não sei quando nem como nem porquê. Acaba, assim, sem mais.

Não gosto de sentir isto. Não gosto de me sentir assim. Com medo. De estar a ficar sem tempo…

…e sem poder aproveitar o tempo que tenho para fazer com que conte…

{#349.18.2020}

Regresso à rotina. Não sei ainda se custou mais do que o previsto ou se foi o que tinha que ser. Sei apenas que custou. Um bocado. Grande.

Mas percebi que a cassete está mesmo automatizada e repeti o script todo sem pensar muito logo no primeiro contacto.

Mas começar logo a sair tarde no primeiro dia depois das férias não augura nada de bom…

Amanhã será melhor. É nisso que tenho que pensar. É nisso que tenho que me focar. Em tentar sempre que o amanhã seja melhor que o hoje. Mesmo que não dependa de mim, farei sempre o meu melhor.

Agora tento fazer o que tenho que fazer: descansar para voltar à rotina amanhã.

{#348.19.2020}

Fim de férias. Amanhã é dia de voltar à rotina.

Não me sinto preparada para voltar à rotina, mas sei que me faz bem. Faz-me falta e dá-me algum senso de normalidade.

Por isso, quando o despertador tocar amanhã não me posso esquecer que tenho mesmo que acordar e sair da cama.

Não vai ser um regresso tranquilo, mas vai ter que ser.

E não me posso esquecer também daquilo que tenho repetido todos os dias: amanhã será melhor.

{#347.20.2020}

Sábado que começou cedo para mais uma tarde de confinamento obrigatório. E as férias no fim.

Amanhã será melhor. E despeço-me das férias, sabendo que mais duas semanas seriam sempre muito bem vindas.

{#346.21.2020}

Sair de casa mesmo que chova. Aproveitar a tarde com tempo livre para ir aqui e ali só porque sim. Também é para isso que servem as férias. E recordar-me daquele tempo em que era dona do meu tempo, trabalhando durante a noite porque era quando rendia mais e podia aproveitar o dia sem me preocupar com o facto das férias estarem a chegar ao fim.

Esse tempo já acabou há uns anos. Mas deixou saudades. Agora é tempo de aproveitar os próximos dois dias que, sendo fim de semana, ainda chamo de férias.

{#345.22.2020}

Férias a chegar ao fim. Dia preenchido, o de hoje, entre uma manhã na rua à chuva e uma tarde debaixo das mantas. Também é para isto que servem as férias.

Amanhã, com chuva ou sem ela, voltará a ser melhor. E hoje não foi totalmente mau.

{#344.23.2020}

Todos os anos o mesmo problema: não consigo entrar em modo Natal. Faz-me falta a árvore de Natal que há anos não tenho. Fazem-me falta as luzes, as decorações, os apontamentos. Mas, acima de tudo, falta-me o espírito em modo tranquilo.

Todos os anos digo o mesmo: um dia. Um dia entro no modo Natal com tempo para o sentir. Porque eu sou de sentir tudo. E com o Natal isso não acontece.

E não sentir é um vazio enorme que cresce. E todos os anos cresce mais um bocadinho.

Mas continuo a prometer a mim mesma: um dia. Só não hoje. Ainda não.

{#343.24.2020}

Sair da rotina dos dias sempre iguais para fazer um bocadinho diferente. Juntar-me a estatísticas e números também para poder fazer um bocadinho diferente.

Foi um dia um pouco mais preenchido. Um pouco diferente. Porque os dias não podem ser sempre iguais.

Hoje não houve mantas e televisão. Mas houve frio. Embora um pouco mais aconchegada com um pequeno nada que não passa disso mesmo, nada, mas que me confortou um pouco num dia frio.

Amanhã será melhor, mais uma vez. Por hoje recolho-me coberta de nada, mas aconchegada mesmo que em coisa nenhuma.

{#342.25.2020}

Não fazer nada é tão válido como fazer alguma coisa. E às vezes é necessário.

Já ver o tempo passar é um desperdício. E eu não tenho tempo para perder Tempo.

Preciso de fazer acontecer. Não sei como, mas preciso…

{#341.26.2020}

Mais um abanão para nos recordar que o amanhã nunca está garantido. Hoje estamos cá, mas e amanhã? Quem sabe sequer se lá chegamos.

Já em tempos escrevi sobre isso. Da incerteza do amanhã que ninguém consegue garantir. Tempos doridos, esses, em que dizia que não tinha tempo para perder Tempo. E que fui aliviando aos poucos.

Mantenho, no entanto, que não tenho tempo para perder Tempo. E recordo-me de vez em quando que simplesmente não tenho Tempo.

Sei que não sabemos o que acontece amanhã ou daqui a pouco e sei, também porque também isso aprendi, que nada deve ficar por dizer. E agradeço a oportunidade, que tive no início do ano, de dizer o que há tanto tempo já guardava comigo. Foi dito e assumido junto de quem tinha que saber. E a vontade hoje é repetir… Porque amanhã sei lá sequer se lá chego………

{#340.27.2020}

Frio. Muito. Tanto.

Confinamento obrigatório depois das 13h.

Acordar às 8h da manhã a um sábado, sem motivo.

Nada a acontecer, como sempre. E sem poder sair de casa, menos acontece.

E lembrar-me, como que em eco dentro da minha cabeça, da conversa de raparigas de há dois dias. Como assim, está tudo na mesma? Por um lado, ainda bem que está. É sinal que nada mudou, e não tinha mesmo que mudar. Para pior, pelo menos. Mas sim, continuo a achar que um dia vai mudar. Para melhor. Não sei quando e os novos tempos não ajudam. Mas um dia…

Amanhã prevê-se um dia igual. Com muito frio e pouco ou nada a acontecer. O mesmo de sempre, portanto.

Mas, se não acordar novamente às 8h da manhã, já será melhor do que hoje.

De resto, vejo o tempo passar da minha janela. Assim. Sem mais.

{#339.28.2020}

Frio. Chuva. Mantas. Televisão.

Amanhã será melhor.

{#338.29.2020}

Dia de sair do bairro. Sair da cidade. Sair do concelho.

Almoço de raparigas em esplanada ao Sol. Tarde de raparigas em esplanada ao Sol que já avisava estar de partida.

Um cão maravilha que recebe e dá mimos. Conversas que fluem e que tanto num caso como no outro vão dar ao mesmo sítio: “ainda na mesma?”

É, ainda na mesma. Mas sempre com aquele gut feeling que diz, não só a mim, que as coisas ainda vão mudar. Nenhuma de nós sabe quando nem como, apenas sabemos que sim.

Um dia azul, de Sol quentinho e aconchegante. Um dia bom de ida a Lisboa e Margem Sul. Um dia diferente com gente que não se via há tanto tempo.

Daqui a dois meses e meio volto a Lisboa. Por agora guardo comigo o que me soube bem este dia.

Amanhã pode não ser melhor, mas também vai ser bom.

{#337.30.2020}

Sair de casa depois de dois dias fechada. Faz bem sair e fazer alguma coisa, mesmo que pouco se veja.

Amanhã é dia de sair novamente, ir a Lisboa e ver gente. Vai ser bom.

{#336.31.2020}

A ver o tempo passar… Simplesmente isso. Amanhã será diferente.

Amanhã será melhor.

{#335.32.2020}

Um dia dedicado a ver o tempo passar como tinha pensado para as férias. Pelo menos um dia assim, de recolhimento, mantas e gata aninhada.

Resumindo, o domingo repetiu-se.

E uma resposta que senti pouco agradável que pode não ter sido propositada. É o que dá ler e não ouvir e ver expressões faciais. Enfim… Pode ter sido só uma impressão minha e não ter sido de facto intencional.

Seja como for, seja o que for, amanhã será melhor.

{#334.33.2020}

Domingo que começou muito cedo. Dar um passo para uma espécie de normalidade.

Frio, chuva, trovoada, mantas.

Um domingo com sabor a domingo, portanto. E que termina como começou: tranquilo.

Amanhã será melhor.

{#333.34.2020}

Sair de casa de manhã para desconfinar um bocadinho. Sair da rotina do fim de semana, aproveitar as férias. Voltar a confinar à hora de almoço. Uma consulta semanal habitual. Uma tarde de mantas e sofá. Uma noite que promete ser sossegada como têm sido todas as noites, mesmo aquelas que são interrompidas.

Para primeiro dia de férias não foi muito mau. Amanhã será melhor.

{#332.35.2020}

Finalmente, as férias. Parece que foi ontem que tive férias a última vez e ao mesmo tempo parece que foi há tanto tempo.

Não sei como serão as férias desta vez, nestes novos tempos tudo é estranho e não dá vontade de fazer muita coisa. Uma ida a Lisboa está garantida há meses, mas tirando isso são duas semanas sem planos e sem grandes ideias.

Mas serão 2 semanas longe do computador e do trabalho, e só isso já vale a pena.

Entretanto, mantenho-me a olhar para cima e a recordar-me que não quero voltar a ter os olhos no chão. Quero, isso sim, manter o sorriso que anda adormecido e o olhar sonhador.

Por agora, é tempo de mantas e busca por calor. E se o dia hoje correu bem, amanhã também irá correr.

Como sempre, amanhã será melhor. Nem que seja por já estar de férias.

{#331.36.2020}

Dia dolorosamente lento e longo. Trabalho, apenas, como tem sido sempre nos últimos meses. Sem pressa de voltar a casa porque o trabalho agora acontece em casa. Mas necessidade de ver o tempo passar mais rápido para que cheguem as 18h de sexta feira e, com elas, as férias.

Não sei como vão ser as férias, sei apenas que vão ser longas, mesmo sendo apenas duas semanas. Sem planos e sem nada programado a não ser descansar.

E amanhã, finalmente, é sexta feira. Falta muito para as 18h?