Category Archives: {#2022.Junho}

{#162.204.2022}

Sábado e o estudo intenso. Óptimo para ocupar a cabeça, que disparou sempre que parei o estudo e está a disparar outra vez, agora que é de noite e são horas de se soltarem os meus demónios…

Terça feira novamente na agenda. Mas não a quero ver como promessa porque não acredito em promessas. Nem plano porque deixei de fazer planos há muito tempo. Especialmente por saber que as promessas não são cumpridas e os planos não se realizam.

Se estou bem? Não. Não estou. Claro que não. Há duas semanas que não estou. E esta espera por uma conversa que não sei como vai ser não me está a fazer bem nenhum.

Tenho medo. De tanta coisa. Do que vai ser falado. De como vai ser falado. De como vou reagir. Do resultado…

Se quero que terça feira chegue depressa, também quero que não chegue para não me magoar ainda mais.

Tenho tantas perguntas…mas não sei se vou conseguir fazer uma sequer…

Está um ambiente estranho nas poucas mensagens que trocamos. Sei que em parte sou eu que o torno estranho, porque tento distanciar-me para me proteger. Porque tenho que me proteger e porque não pode continuar a ser o que era. A minha vontade, admito, é que continue a ser como era. Mas não faz sentido ser uma intrusa.

Ainda não chorei. Quero muito chorar, mas ainda não consegui. Sei que irá acontecer um dia. Não sei quando. Sei, sim, que enquanto não choro a pressão vai aumentando. E isso pode ser prejudicial na terça feira. Se a terça feira se concretizar…

Era bom conseguir chorar amanhã na consulta. É o momento certo para o fazer.

Não gosto de me sentir como sinto. Não gosto das sombras dentro da minha cabeça. Não gosto de sentir tudo intensamente como sinto. Mas também não consigo evitar tudo isto. Sou borderline, vivo tudo intensamente. E é em momentos como este que essa característica se acentua. E só me faz mal.

Não quero voltar àquele lugar escuro onde já estive e de onde demorei muito para sair. Mas é para aí que me sinto a voltar. E não quero. E se houve uma pessoa que me ajudou a querer sair de lá, hoje é essa mesma pessoa a responsável pelo caminho que estou a tomar de regresso a esse lugar feio.

Não sei como reagir. Fingir que está tudo bem, quando não está, não é opção. Só sei que sinto tudo intensamente e tenho que o sentir. Tenho que o sentir…não há outro caminho.

Já não me lembro como é que se sai desse lugar escuro. Sei que não saí sozinha. E sei que não estou sozinha. Mas falta-me uma peça fundamental que me fez agir e querer ficar bem.

E não, hoje não estou bem…

Amanhã? Logo se vê…enquanto estiver com a cabeça ocupada sei que vou estar bem. Mas até lá ainda há uma noite para passar… E os meus demónios já acordaram…

{#161.205.2022}

Fins de semana grandes, em tempo de crise como agora, costumam ser perigosos. Demasiado tempo livre para pensar e sentir. Sempre intensamente, claro.

Hoje, feriado, sexta feira, valeu-me ter que me dedicar ao estudo. Foram mais de 6 horas dedicadas a essa coisa que é o curso e que está quase aí. Não deixei de pensar completamente, nem de sentir, mas pelo menos estive ocupada.

Tentei, ainda, marcar o que foi desmarcado. Ainda não consegui. Mas não desisti. Porque há uma conversa que tem que acontecer. E rapidamente ou deixa de fazer sentido e eu entro por um caminho que não quero.

Sou paciente. Sempre fui. Desde o primeiro dia que espero sempre. Seja para o que for, calha-me a mim a espera. Mas desta vez não quero esperar. Não muito. Torço para que as notícias na segunda feira sejam as melhores para que essa conversa possa acontecer rapidamente, mas quero ter já uma data.

Se vou insistir? Vou. Se gosto de o fazer? Não. Mas neste momento impõe-se que o seja. Há quem me esteja a dever uma conversa. E se teve que ser adiada, eu só tive que aceitar. Mas não posso continuar a aceitar tudo.

Parei o estudo há uma hora e meia e a cabeça já disparou. Não pode. Por isso vou perguntar o que tenho a perguntar e vou-me agarrar aos manuais até o sono chegar. Voltar a ocupar a cabeça. Talvez ainda hoje tenha resposta.

Mas o mais certo é não ter… E ainda hoje é sexta feira……..

{#160.206.2022}

Dizem que é quinta feira. A mim soa-me a quarta. Mas amanhã é feriado, por isso é como se fosse sexta. Mas ando completamente perdida nos dias…

Tem-me valido o trabalho para me ocupar a cabeça. E os próximos três dias de fim de semana têm tudo para correr mal. Porque é muito tempo sem trabalho…

Mas, com o curso para fazer, vou dedicar-me a sério ao estudo e tentar não pensar. Não pensar e, acima de tudo, não sentir, que é a parte mais difícil.

A vontade? É manter tudo como estava. Mas neste momento não consigo. Ainda não consigo. Quero que o outro lado perceba o que vai cá dentro e sinta que não, não estou bem. Porque não estou. Pode ser egoísta da minha parte, mas neste momento tenho que o ser para tentar lidar com o que sinto. E o que sinto não é para ficar escondido.

Nunca escondi o que sinto, o bom mas especialmente o mau. Não é agora que isso vai mudar.

Amanhã tenho um telefonema para fazer, um pedido de ajuda técnica. Não sei se vou ter coragem para o fazer…

Logo se vê…

O importante é o agora. Como estou agora. E, por não ter tido muito tempo para pensar e sentir, estou um bocado adormecida. Por isso amanhã logo se vê.

Por agora esforço-me para não cair no ritual nocturno. Porque já não faz sentido acontecer…

Amanhã? Será melhor…

{#159.207.2022}

Mais um dia perdida em mim. O mais difícil? Manter a cabeça ocupada depois do trabalho. E evitar a troca de mensagens.

Perdida é como me sinto. Em mim. Sem saber como me reencontrar no meio desta confusão de sentimentos da última semana e meia.

Não devia fazer-me presente. Devia afastar-me. Devia estar sossegada no meu canto de onde nunca devia ter saído. Mas especialmente agora, agora devia mesmo manter-me longe. Fazer-me ausente, distante.

Não consigo. É uma quebra de rotina muito grande, especialmente quando se fala de rituais, matinais e nocturnos, que desde o primeiro dia me faziam bem. Me faziam sentir bem. Mas que agora não fazem sentido.

Se me fazem falta? Muita. E por isso me custa tanto fazer-me ausente, distante.

Mas não é possível alguém ter o melhor de dois mundos e eu não ter nada. Por isso, por muito que me custe, vou ter que arranjar força para me fazer ausente, distante.

É uma merda, é o que é. Às vezes a ignorância é uma bênção, e hoje preferia continuar na ignorância. Mas já sei. E enquanto não acontecer a conversa que é necessária, sei que não vou conseguir avançar. Não sei como vai correr nem como vai ser depois disso. Sei que não vai ser fácil. E sei que não quero perder mais do que já perdi. Não quero perder um amigo.

Era tão mais fácil se estivesse a falar de um canalha… Mas não estou. Muito pelo contrário. E isso custa muito mais do que um canalha. Porque com um canalha há a possibilidade de me zangar e canalizar a raiva da desilusão. Mas não estou a falar de um canalha…

E isso custa tanto…

Quarta feira da segunda semana. E ainda não chorei. E preciso tanto de o fazer… Mas ainda não foi hoje.

Um dia isto acalma. Um dia isto passa.

Um dia. Mas não hoje. Não ainda. Não já…

{#158.208.2022}

Podia descrever o dia de hoje como a terça feira que não aconteceu…

O jantar que estava programado, porque necessário, não aconteceu. What else is new…?

Nada que não esperasse. Sei que não foi intencional. Foi um imprevisto. Mas ainda assim…

Terça feira que não aconteceu. Há-de acontecer noutro dia qualquer. Não sei quando. Sei apenas que, para mim, é urgente que aconteça. Mas vai depender de vários factores que nenhum dos dois pode controlar.

Como sempre, desde o primeiro dia, entro em modo sitting, waiting, wishing. Tenho esperado sempre, desde o primeiro dia, porque não hei-de esperar agora também…?

Enfim…encolho os ombros e peço ao universo que me traga algo de positivo com esta nova espera. O jantar vai ter que acontecer. A conversa também. E, o que devia acontecer depressa, vai-me deixar em sofrimento mais tempo…e eu vou ter que aguentar.

{#157.209.2022}

Segunda feira e ainda não foi hoje que chorei.

E a ansiedade a instalar-se em força. Porque amanhã está mesmo aí a chegar. Já há hora. Já há menu. Só não há coragem. Minha. Porque tenho a sensação de se estar a encerrar um ciclo de forma muito similar ao seu início. E é por isso que a ansiedade está já presente.

Não quero um fim. Porque não tem que ser um fim. Não pode ser um fim. Mas sinto-o como tal. E quero tanto estar errada nisto…

O trabalho ajuda a manter a cabeça ocupada. Hoje foi dia de ficar mais uma hora e ainda de estudar depois do jantar para o exame. E também isso me está a provocar ansiedade. E eu não tinha saudades nenhumas deste desconforto da ansiedade. O ar que não entra. Nem sai. E toda a somatização que a ansiedade traz é muito mais do que desconfortável. É simplesmente algo horrível, especialmente quando já não nos lembramos de como se controla esse bicho.

Mas a ansiedade do exame ainda tem tempo para evoluir para algo mais tranquilo. Já a ansiedade por amanhã não tem tempo para acalmar. Não tem tempo para ser controlada de outra forma que não à base de químicos. Seja, então.

Amanhã vai ser um dia muito longo. E vai ser difícil de conseguir acalmar a ansiedade. Já hoje a falta de paciência esteve presente. Amanhã logo se vê.

Por agora tento desligar, não pensar, não sentir. Enquanto isso espero pelo efeito dos químicos para acalmar a ansiedade e diminuir a somatização.

Amanhã só não quero chorar. Tive uma semana inteira para o fazer. Não pode ser amanhã que vai acontecer. Dê por onde der, não vai poder acontecer. E é disso, também, que tenho medo.

Na verdade, para amanhã tenho medo de muita coisa. Tanta coisa que não sei por onde começar a riscar aquilo de que não preciso de ter medo.

Sinto sempre tudo intensamente. O bom e o mau. E assim como tenho sentido de forma intensa o bom destes 4 anos e meio, agora também sinto intensamente esta coisa que aconteceu e me deixou neste estado que não sei descrever de outra forma que não seja profundamente deprimida. Triste. Dorida. Perdida.

Enfim…vamos ver como corre o dia amanhã. Mas especialmente como corre a noite…

Felizmente sei que não estou sozinha. E que basta um sinal para ter quem me dê a mão. E isso diz-me que suportar tudo isto vai ser mais fácil. Principalmente por não estar sozinha e por ter quem não me deixe cair.

Amanhã. Vai correr bem. Vai ter que correr bem.

Logo se vê…

{#156.210.2022}

Ainda de ontem: depois do jantar de miúdas, já em casa, ainda houve tempo para alguma conversa com o outro lado…não muita, porque a minha vontade era de chorar e não de conversar. Até porque, e já lhe disse, há conversas que são para ser faladas e não escritas. Entendeu e aceitou.

Sei que há um esforço daquele lado de manter as coisas como estavam, como eram antes do último Domingo. Serão para manter, mas preciso do meu tempo. Preciso de sentir tudo o que estou a sentir, aprender a lidar com a dor – porque dói, muito mais do que imaginei possível – e com tempo voltar ao que era. Porque a amizade é para ser mantida. E se fui eu que o pedi há dois anos quando me expus, agora esse pedido vem do outro lado.

Será sempre um porto de abrigo. Será sempre uma boa amizade. Por muito que o que trago comigo, cá dentro, em mim quisesse mais. Já sabia não ser possível, mas agora não há sequer a hipótese de deixar o meu estúpido gut feeling sussurrar-me ao ouvido.

Não, ainda não consegui chorar. Nem na consulta desta manhã com quem sabe arrancar-me o choro cá de dentro como ninguém… E eu não quero chorar na terça feira. Não ali. Não com ele.

Não consigo chorar, mas também não consigo sorrir. Não tenho vontade de sorrir. Não tenho força. E há muito tempo que não sentia isto. E não gosto de me sentir assim. E tenho medo. Muito medo de voltar ao lugar escuro onde já estive. E neste momento sinto que é para lá que vou caminhando a passos largos.

Uma semana. E foi o suficiente para me enterrar fundo. Dizem-me que não, não estou lá embora possa parecer. E que agora tenho outros apoios e outras ferramentas. E que sou mais forte do que penso. Sim, tenho apoios hoje que não tive em 2014. E as circunstâncias são muito diferentes, embora o que sinto seja muito semelhante. Mas não sei usar essas tais ferramentas. Não sei onde ir buscar a força que me dizem que tenho. E por isso me sinto perdida.

Não quero sentir-me assim. Não gosto de me sentir assim. Mas tenho que sentir tudo para poder avançar.

E a única pessoa que poderia fazer-me querer sair de onde estou, como já fez sem saber, não está comigo…

Dói. Chega a doer fisicamente como nunca pensei ser possível. Dói por dentro, dói por fora, dói apenas. E dói demais.

Terça feira está quase aí. Mas, como sempre, só irei acreditar quando de facto acontecer. Porque estou sempre à espera de alguma coisa de última hora para que não aconteça. Mas terça feira está quase aí. E eu ainda não chorei.

Aconteça o que acontecer, não posso chorar na terça feira.

Amanhã? Trabalhar a partir de casa, estudar depois do trabalho, ocupar a cabeça e tentar ter um dia melhor do que o fim de semana. Foram dois dias muito maus. E eu não posso deixar que os dias maus se instalem confortavelmente como parecem estar a instalar-se…

{#155.211.2022}

Sábado nunca é um dia fácil por ser aborrecido. Hoje, mais preenchido do que habitualmente, não foi fácil porque a última semana também não o tem sido…

Valeu pelo jantar de miúdas, conversa de raparigas. É também para momentos destes que servem os amigos.

Falta muito para terça feira…?

{#154.212.2022}

Já sei como se adormecem as borboletas na barriga: com um murro no estômago.

Terça feira já não está muito longe. E as borboletas, mesmo adormecidas, fazem-se sentir. Mas desta vez apreensivas. Com medo. Da conversa. Da reacção, minha e do outro lado. Do resultado.

Por outro lado, não acredito em promessas e deixei de fazer planos. Por isso tento não pensar muito nesse dia. Acho que só quando estiver na mesa para dois é que vou acreditar que o jantar vai acontecer. E, com o jantar, a conversa que sei ser necessária. E que, desta vez, não é de minha iniciativa. E é isso que me assusta e deixa apreensiva. Sei que os sinais são positivos, dentro do que é possível ser positivo. Mas tenho medo de como vou reagir na altura. Não quero chorar. Não quero ser desagradável. Não quero reagir mal. Mas também não quero sair ainda mais magoada.

Vai doer de qualquer maneira. Porque já está a doer desde domingo. A semana foi dura, mas o trabalho ajudou a distrair e a ocupar a cabeça. O grande problema agora é o fim de semana… Demasiado tempo livre, demasiada antecipação. Perfeito para não ser bom.

Mais uma vez, para não me esquecer: não acredito em promessas e deixei de fazer planos. Terça feira logo se vê o que acontece ou não. Porque estou sempre à espera de mudança de planos em cima da hora.

Vamos ver.

Há um longo caminho a percorrer. Uma ponte que tenho que voltar a passar, mesmo com a vertigem do salto que me acompanha, especialmente nos dias menos bons. Mas é preciso percorrer esse caminho, passar essa ponte. Outra vez.

Mas, desta vez, sei que não estou sozinha. E isso vai fazer toda a diferença.

{#153.213.2022}

Eu disse que não ia quebrar o silêncio. Quebrei. E novamente a promessa de mesa para dois. Claro que tive que reverter o texto que me chegou. Porque não é só o eu querer alguma coisa. Parece que agora interessa ao outro lado que essa mesa para dois aconteça. E tive que reforçar isso. Porque é sabido, há vários meses, que eu quero que essa mesa para dois aconteça. Mas, pelos vistos, só agora faz sentido ao outro lado porque agora é preciso conversar. Conversa séria, parece-me. Conversa séria, quero que seja.

Não sei se terei muita coisa a dizer. Ou a ouvir. Mas é preciso que aconteça.

Terça feira. É esse o dia prometido. Mas eu não acredito em promessas. Nem faço planos. Por isso é esperar para ver.

Ainda não chorei. E espero não chorar nesse dia. Até lá ainda tenho tempo para digerir tudo e gerir as emoções que estão à flor da pele. Vamos ver.

Amanhã é sexta feira. Vamos ver como corre.

{#152.214.2022}

Está a ser difícil olhar para cima… A vontade é não tirar os olhos do chão. Outra vez. Sei que não pode ser. Sei que não me faz bem nenhum. Mas a vontade é essa. Assim como permanecer calada ao pé dos outros. Não só porque não tenho nada para dizer como também simplesmente não me apetece falar.

A falta de paciência. Para coisas pequeninas. Para pessoas. Simplesmente a falta de paciência. E de tolerância…

Já vi este cenário antes. Já vivi este cenário antes. E não foi bom. Ainda me lembro daqueles três dias no Verão de 2014 em que não falei. Porque não quis falar. Porque não tinha nada para dizer. Porque não me apetecia falar.

Está cá tudo outra vez. Não quero isto para mim de novo. Mas está cá tudo. Outra vez. E eu não sei como parar este carrossel.

Às vezes não saber é a melhor defesa. Mas agora sei. E é por saber que dói. Preferia não saber. Estava bem assim. Mas agora sei. E não posso voltar atrás, não é possível voltar atrás.

Dói? Muito. Mais do que alguma vez pensei que pudesse doer. E sei que também a ausência e o silêncio ajudam a que doa mais. Mas, já o disse antes, não serei eu a quebrar o silêncio. Não agora. Não ainda. Não tão cedo.

Ainda não chorei. Preciso de o fazer, mas não consigo. Sei que não resolve nada. Mas alivia a pressão que sinto no meu corpo. Porque também o meu corpo me dói. Porque estou a somatizar tudo.

É…é uma merda. Pode ser que um dia fique melhor e não doa tanto. Mas agora, neste momento, dói demasiado.

Sei que sou responsável por boa parte dessa dor, pelas expectativas que criei ao longo dos últimos 4 anos e meio. Porque acreditei naquilo que não existia. Porque só eu via o que não estava lá para ver.

Mas volto a dizer: o que trago cá dentro, comigo, em mim, é bonito. Porque é puro. Desinteressado. É bonito, porra. E merecia ser correspondido. Mas, agora sei, não o é. E isso dói. Mas não é isso o que dói mais. O que dói mesmo é saber que não sou eu quem lá está…

Não, hoje ainda não foi um bom dia. Vale-me o trabalho que me tenta ocupar a cabeça mesmo que esta disperse facilmente. E eu estou sem paciência até para o trabalho. E não pode ser. Mas não consigo sentir o dia como algo bom. Especialmente quando o silêncio me grita…

Amanhã…? Logo se vê… De novo olhos no chão e grande dificuldade em olhar para cima… Logo se vê…