{17 de Fevereiro de 2015}

Final do ano é altura de balanço. Não farei hoje o balanço deste ano que foi tão cheio de tudo, bom e mau.

O Facebook já fez o resumo do ano.

O WordPress acabou de me enviar os números do blog ao longo do ano. E diz-me que o dia mais atarefado por lá, em termos de visitas, foi dia 17 de Fevereiro. 100 visitas num só dia. E recorda-me o WordPress que o dia 17 de Fevereiro foi, também, o #day182.

Foi o dia em que percebi que o limite, o meu limite, era ali. Que já não aguentava muito mais. Foi o dia em que bati no fundo com todas as forças que ainda tinha na altura.

Foi o dia de lançar apelos, pedidos de ajuda. Ainda que não completamente explícitos, foram pedidos de ajuda. Nem sempre entendidos como tal, percebi isso. Mas era atingir o limite e pedir ajuda porque a dor pesa e mói e corrói e destrói.

Foi pedir ajuda e receber a resposta “não posso fazer mais nada”, quando podias tudo. Devias? Não sei. Mas podias. Nunca dizeres-me “não posso fazer mais nada”…

Não sei onde encontrei o rumo para chegar ao dia seguinte. E ao outro. E ao outro. Sei apenas que cheguei. E sei também como, poucos dias depois, o meu pedido de ajuda foi, de certa forma, ouvido e atendido. E tudo mudou a partir daí.

Não tinha, ainda, lido o #day182. Aconteceu hoje porque o WordPress mo recordou. Li. Reli. E doeu-me reler-me. E doeu-me reencontrar aquela que eu era há 10 meses. E doeu-me a dor dela. A dor de quem atingiu o limite e esteve prestes a desistir. De vez.

Digo tantas vezes que podia não estar cá. E, ao ler o que escrevi naquele dia 17 de Fevereiro e ao lembrar-me de cada um desses dias de Fevereiro antes e depois de dia 17, sei que não estaria se naquela manhã de sábado não tivesse recebido a mensagem que recebi, a ajuda que pedi.

Sim. Podia hoje não estar cá. Mas estou. E ainda bem que estou! E estou grata, tanto, por estar.

Não. Não quero regressar a 17 de Fevereiro de 2015. Mas preciso, tantas vezes, de olhar para trás e confirmar de onde vi e onde já cheguei.

Obrigada a quem, ao longo deste caminho, se mantém ao meu lado. Foi duro. Mas estou cá. Quando podia não estar cá.

{comentários}