Há quem o diga por desenhos, há quem o escreva nas paredes, há quem o sussurre ao ouvido, há quem o cale simplesmente.
Como eu. Que te desenho, que te escrevo, que te sussurro, que não te digo. Que não assumo.
Que guardo. Que exponho e que nego.
Há quem o escreva nas paredes, há quem o debite no éter. Como eu, há tanto tempo. Desde antes de perceber que escrever nas paredes ou debitar no éter não é suficiente. Como dizê-lo por desenhos de traço incerto, tremido, inseguro é tão perceptível como um sussurro ao ouvido no ruído dos dias.
Há quem. O escreva. O desenhe. O sussurre. O cale. Há quem. Como eu.

