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Quarta feira, dia do meio, dia nim, nem não nem sim.

E o retorno e a descoberta. Tão diferentes. Tão iguais. Ou não, apenas muito diferentes. E eu aqui, no meio. Sabendo o que quero e não posso ter. Sabendo o que posso ter sem saber se quero.

Um dia de cada vez. Dar uma oportunidade à vida. São frases feitas? São. Mas é a elas que me agarro agora. Sabendo que a tempestade perfeita faria todo o sentido há uns anos atrás quando estava perdida por aí e que hoje o que procuro é um porto de abrigo.

Tenho-me repetido muito nos últimos dias, mas só posso dizer isto: vamos ver.

É o que é, seja num caso ou no outro. As coisas são o que são, são como são. E em ambos os casos estão bem definidas desde o início. E isso é bom. Estou cansada de coisas sem definição, que se mantêm no limbo. Já tive a minha dose de indefinições.

É importante saber logo à partida o que cada situação me traz. Dessa forma vou a jogo sabendo que nem ganho nem perco. Ou ganho e perco em simultâneo. Já nem sei. Vamos ver…

A semana vai passando ligeira, sem grande stress e a distância com a tempestade perfeita vai diminuindo, enquanto que com o retorno se mantém: longe aqui tão perto.

A minha vontade é dizer “não me deixes fazer isto”, mas na verdade nada me impede de o fazer. E é disso que não me posso esquecer. Não há nada que me impeça de dar uma oportunidade à vida. E eu não posso, também, ficar eternamente à espera que alguma coisa mude enquanto a vida vai passando lá fora. Depois de tudo, depois dos últimos anos, mereço uma oportunidade de fazer algo que me faça sentido. Não é para me fazer feliz, é apenas para me fazer sentir viva…

Faz sentido alguma coisa do que estou para aqui a escrever? Talvez não. Mas falar é preciso. E não o fazendo com ninguém para além do terapeuta fofinho, escrevo. De mim para mim. Não volto a ler o que escrevo, mas enquanto vou escrevendo vou reflectindo. E sei que um dia a confusão vai passar. Até lá?

Até lá, vamos ver…

Dar uma oportunidade à vida. Não me posso esquecer que é isso que está a acontecer.

De resto, vamos ver…

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