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Domingo que começou cedo e foi muito longo. Dizem que esteve um dia bonito lá fora. Não sei se esteve. Recusei-me a sair de casa. Sei que devia ter saído, fazia-me bem apanhar ar e sentir o Sol na pele. Mas cada vez tenho menos vontade de sair.

Preciso de lamber as feridas que ainda estão muito abertas. Ainda vão demorar a cicatrizar. Ainda é tempo de tratar delas, dar-lhes atenção, lambê-las para que não infectem e senti-las. Sentir tudo. Não sei ser de outra forma…

Terça feira está quase aí. E eu tenho medo de perguntar se o que foi combinado há uma semana se mantém…tenho medo que, mais uma vez, seja desmarcado seja lá porque motivo for. Tenho medo de mais uma promessa quebrada. De mais um plano que não se realiza.

Quero acreditar que à terceira é de vez…mas tenho medo do que a experiência me diz e me repete, história atrás de história.

E onde é que anda a tempestade perfeita quando se precisa de um novo foco? Não sei…Sei apenas que, conforme apareceu, desapareceu. Mas agora era importante que reaparecesse. Não vai acontecer, já sei.

Domingo longo e dorido. Ainda é dorido. E terça feira está quase a chegar…

Amanhã, dia de trabalho, dia de ter a cabeça ocupada. Vai ser um dia melhor do que o de hoje…

E terça feira está quase a chegar…

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