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72 dias depois, foi dia de regresso ao trabalho. A medo, claro. Alguma ansiedade à mistura, outro tanto de apreensão.

Voltar à rotina nem sempre é fácil, especialmente depois de um processo de Burnout que nem percebi, ainda, se já está ultrapassado ou não. Mas foi um regresso pensado, ponderado e, até, desejado.

E foi um bom regresso. Ou, pelo menos, foi uma boa recepção por parte dos meus colegas. Palavras de apoio, de preocupação, de ânimo. Sorrisos sinceros e até abraços. Soube muito bem ser recebida desta forma 72 dias depois.

Claro que, da parte de quem manda, tinha que vir a pergunta em tom de sarcasmo “foi o médico que não prolongou a baixa, não foi?“. Não, não foi. Fui eu que quis voltar. No meu tempo, ao meu ritmo. E correu melhor do que esperava. Felizmente houve poucas chamadas a entrar como se até os segurados soubessem que é para regressar devagar.

Não foi um dia mau. E a recepção valeu por tudo. Segunda feira lá estaremos novamente para mais um dia ocupado. E que volte a ser tranquilo é só o que peço.

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