Author Archives: Kooka

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Se perguntarem por mim, dir-vos-ei que não estou. Esta que vos fala é outra que não eu.

{#130.237.2020}

Acordar em fuso horário de trabalho a um sábado, 3 horas antes do despertador. Ninguém merece.

Lá fora, chuva e vento. Num momento o Sol a tentar espreitar.

Voltar para a cama 5 horas depois de acordar, conseguir dormir 2 horas.

Sair de casa, agora com Sol, para uma volta no bairro e uma ida à mercearia.

Voltar para casa para não fazer nada.

Um dia perdido, sem fazer nada de jeito. Eu detesto perder dias. É o mesmo que perder tempo. E eu não tenho tempo para perder Tempo.

Amanhã será melhor. Espera-se uma noite melhor. Ou, pelo menos, deseja-se uma noite melhor.

Já as tive piores. Em que não dormia, ou dormia demasiado tarde. Agora durmo cedo e acordo várias vezes.

O não dormir uma noite inteira é o que mais me tem incomodado nestes novos tempos. O não sair de casa não me faz muita diferença. Faltam-me apenas duas coisas: algumas pessoas e uma noite inteira de sono sem acordar.

Amanhã será melhor. Irei fazer com que o dia não seja perdido completamente. Ou, pelo menos, irei tentar.

De resto, foi só mais um dia. De tempo perdido. E eu não tenho tempo para perder Tempo.

{#129.238.2020}

Sexta feira. O dia que tardava em chegar. O dia em que, noutros tempos, me deitava mais tarde. Mas agora a acordar mais cedo não há corpo que aguente o ficar acordado até mais tarde.E o que fica do dia de hoje? Nada, mais uma vez. Digno de registo, pelo menos, porque houve direito a alguma risota entre duas pessoas que sabem brincar. E isso é tão importante, especialmente nos dias que correm. É preciso brincar e rir para esquecer por momentos que o Mundo inteiro está seriamente doente. E que pouco ou nada voltará a ser como antes.Continuemos a brincar e a rir. É isso que faz os dias valerem a pena.

{#128.239.2020}

Sem nada a registar, apenas mais um pequeno nada que de tão pequeno não passa disso mesmo: nada.

O distanciamento vai levar ao afastamento, cada vez tenho menos dúvidas disso. Porque o normal não vai voltar e nada vai voltar a ser como antes. Não vão voltar os cafés nem as esplanadas nem os jantares. Nem vão voltar tão cedo as actividades que já foram minhas e que recuperei de certo modo nos últimos anos.

O distanciamento vai trazer o afastamento. Como já está a fazer. E isso vai custar-me mais do que algumas pessoas possam imaginar.

Vai correr tudo bem? Não, não vai. Vai correr como tiver que correr. Mas pouco ou nada voltará a ser como antes.

Pedi tanto para que ninguém soltasse a mão de ninguém. E houve quem não tivesse ouvido.

{#127.240.2020}

Mais um dia. Menos um dia.

Igual aos últimos. Sem me dedicar a nada de especial para lá do trabalho.

Os dias já eram todos iguais, agora são ainda mais iguais por muito diferentes que sejam.

Dizem que é o novo normal. E eu, que não sou normal, não gosto do normal. Fora da norma, sempre. Mas não era preciso ser tão fora.Um dia talvez isto melhore, porque passar nunca vai passar. Agora é aprender a viver com a nova realidade, que ainda me custa a acreditar que seja realmente real. Ainda não me habituei. Não sei se algum dia me irei habituar.

Agora é viver o momento. Voltar ao mantra de há uns anos: o aqui e agora. Amanhã? Logo se vê. E quem sabe sequer se lá chego.

{#126.241.2020}

Facto: fazes-me falta…

{#125.242.2020}

125 dias deste ano estranho que veio com vírus e que não podemos devolver.

Cerca de 50 dias (ou mais, não sei, não os conto) em casa.

Estou cansada disto. Mas não quero voltar ao mundo lá fora enquanto não for seguro.

Estou aborrecida. Estou cansada. Estou, em alguns dias, mais desanimada. Estou, também, meio perdida. O meu caminho, aquele que há quase dois meses ainda traçava, está meio sem rumo. Porque me faltam os outros. Mesmo que a interacção no trabalho, por exemplo, fosse pouca, faltam-me os outros.

E mesmo online me estão a faltar algumas pessoas, embora o online também me esteja a trazer pessoas novas.

Estou cansada, é isso. E aborrecida, é só.

Tenho que procurar contrariar isto. Tenho que voltar ao meu caminho sem a interacção com pessoas presentes. A distância também pode ser já aqui ao lado, tão perto.

Voltarei ao meu caminho. Mesmo que por momentos me sinta longe dele. Encaro como uma pausa.125 dias deste ano que veio com vírus. Mais de 50 dias em casa.

Estou cansada.

{#124.243.2020}

Um dia de Verão antecipado lá fora. A praia aqui tão perto. A precaução antes de tudo, fiquei em casa como nas últimas semanas.

O risco é demasiado. Prefiro jogar pelo seguro. Porque não sou a única pessoa cá em casa. E não posso, nem quero, colocar ninguém em risco.

E continuam a surgir surpresas nos contactos, na interacção com o outro. O que me leva a crer que há muita gente aborrecida nesta situação de quarentena e confinamento.

Que seja. Logo se vê o que isto traz com o tempo. Pouco ou nada, aposto. Mas ajudou a passar mais um dia aborrecido.

{#123.244.2020}

Se ontem foi dia de preguiça, hoje foi dia de moleza.

Mais uma noite mal dormida e interrompida e acordar 2 horas antes do despertador. O novo normal, portanto.

Um dia que se considera perdido por não ter feito nada, mas ganho por ter podido descansar.

Mais um dia neste novo cenário. Menos um dia neste novo cenário. E estou tão cansada deste cenário, embora saiba que tão cedo não mudará.

Mas todos os dias faço um esforço para me motivar e animar e sentir aconchegada. Nem sempre é fácil, mas faz-se. Só pode ser assim. Com um grande trabalho interior e uma força que se vai buscar ao apoio dos outros.

E o céu azul lá fora, à espera de dias melhores, à espera de podermos sair sem risco. Sabe-se lá quando…

{#122.245.2020}

Dia de preguiça. Porque também mereço e também preciso.

Repôr os níveis de sono quando as noites são interrompidas. Como foi mais uma vez.

Um dia hoje melhor que o de ontem melhor que o anterior.

Tudo o resto é só isso mesmo: o resto.

Amanhã será melhor.

{#121.246.2020}

Mais um dia, menos um dia. Melhor hoje do que ontem. Todos os dias um bocadinho melhor.

Ainda cansada, mas a acreditar que neste fim de semana de três dias vou conseguir descansar. E a acreditar que as noites vão voltar a ser inteiras de um sono que preciso.

As saudades, claro, ainda cá estão. E irão permanecer. Mas tudo passa e um dia também elas irão passar.

Até lá, mantenho o meu caminho. Em frente, sempre, para me reencontrar todos os dias mais um bocadinho.

{#120.247.2020}

O acumular de noites mal dormidas juntamente com um horário de trabalho que não lembra a ninguém começa a ter efeitos. Demasiado cansada para seja o que for. Até para escrever.

Hoje não houve Sol ao fim do dia. E fez-me falta. Como me fazem falta algumas pessoas que não sei quando volto a ver. E algumas se sequer volto a ver.

É quando estou mais cansada que me sinto mais vulnerável, é quando as defesas caem. E é quando me faltam mais as pessoas que trago comigo, em mim.

É só cansaço. Nada mais. Mas as saudades são isso mesmo: saudades.

Fazem-me falta as borboletas na barriga. A antecipação. O encontro. Até mesmo a simples interacção à distância.

Faltam-me algumas pessoas. Mas, no fim, é só cansaço.

{#119.248.2020}

Devagarinho volto a encontrar-me. E é muito bom sentir e saber que há quem me incentive a melhorar.

Obrigada =)

Só preciso de tempo. Do meu tempo…

{#118.249.2020}

Voltar ao que gosto é sempre uma boa aposta. E hoje aceitei o desafio de voltar a pegar na máquina fotográfica.

Mesmo sem grande tema de foco, foi bom fazer uns clicks. Espero voltar à máquina mais vezes nos próximos tempos. É sinal que me estou a reencontrar.

{#117.250.2020}

Não conto os dias de isolamento imposto, a contagem dos dias pertence ao passado. Sei apenas que já são muitos e que ainda faltam uns quantos até podermos voltar a sair. Mas será uma saída, para já, pouco segura. Longe ainda da normalidade que, se calhar, nunca mais será a mesma. E isso assusta um pouco. Não sou grande adepta da mudança imposta, sou-lhe sempre resistente. Mas acabo por me adaptar, com tempo.

Por outro lado, o isolamento imposto tem-me trazido coisas boas. Tem-me trazido pessoas quando mais preciso delas para uma interacção que me é necessária. Que me ajudam na manutenção de alguma normalidade, mesmo que acompanhada de novidade.

Os últimos dias têm sido curiosos. Têm sido bons porque não me sinto (nem estou) sozinha.

Agora chegam-me desafios. Para desabrochar. Para voltar a ser eu. Nunca deixei de o ser, mas tenho andado esquecida de mim mesma. Meio escondida, com medo.

Vou aceitando os desafios, dentro do que me é possível corresponder. E, só por isso, já estou a ganhar ao que nos isola a todos.

Hei-de voltar a ser eu em pleno. E quando tudo isto for passado hei-de olhar para estes dias com um sorriso. Porque todos os dias ganho mais um bocadinho.

{#116.251.2020}

Sábado. Pouco ou nada a assinalar. Mais um dia, menos um dia.

E o isolamento imposto que continua sem se saber até quando. Valem os contactos online para ajudar a manter a estabilidade da saúde mental. Mas continuam a faltar-me pessoas por perto. E sinto que se afastam.

Mas não posso esquecer-me que, se esse afastamento acontece, não sou eu que fico a perder.

De resto, ninguém larga a mão de ninguém.

{#115.252.2020}

Fim de formação, início de actividade nova. O friozinho na barriga de novos começos.

E é de novos começos que se trata. Novas experiências. Novos contactos e conhecimentos.

E, mais uma vez, o friozinho na barriga.

Gosto desse friozinho. Mas tenho saudades das borboletas. As borboletas na barriga da antecipação de encontros que agora não podem acontecer. Nem sei se alguma vez se irão repetir. Com muita pena minha…

São saudades que batem de vez em quando. Daqueles que trago comigo, em mim.

{#114.253.2020}

Quando o céu me traz o cor de rosa, é porque vai correr tudo bem.

E vai. Porque não pode ser de outro modo.

{#113.254.2020}

Mais uma noite igual às outras. Mal dormida. Mais um dia emigrada sem sair de casa. Mais uma vez a madrugar.

E o cansaço acumulado a fazer-se sentir.

Amanhã repete. À mesma hora, a mesma rotina.

E continuam a faltar-me pessoas. As minhas pessoas.

{#112.255.2020}

As manhãs a horas da madrugada depois de noites mal dormidas têm tudo para serem dolorosas. Hoje não foi excepção. Mas teve um pequeno pormenor que aliviou um pouco. Mais uma vez, pequenos nadas. Mas é a esses pequenos nadas que me vou agarrando para tentar manter um pouco a normalidade.

E, finalmente, a ajuda que pedi há duas semanas chegou.

A normalidade vai demorar a voltar. E eu tenho que encontrar o meu caminho no meio disto tudo.

Vai correr bem. Vai ter que correr bem.

{#111.256.2020}

Pequenos nadas. Sempre os pequenos nadas. Que agora me são ainda mais importantes. Porque me sabem bem. E, ao saber-me bem, fazem-me bem.

O gut feeling está adormecido, por não saber quando termina este distanciamento imposto. Mas o desânimo está a querer instalar-se no seu lugar.

Vou insistindo nos pequenos nadas. Já me falta tanta coisa, não vou deixar que me falte isto também.