A História repete-se. Assim como alguns padrões.
Sei ao que vou.
Só não sei se quero ir.

A História repete-se. Assim como alguns padrões.
Sei ao que vou.
Só não sei se quero ir.

Ainda sem pressa. Porque a lentidão também é importante. Seja para um caracol, seja para mim. Aprendi isso neste meu processo que sempre chamei de cura. Que foi, e é, lento. À velocidade que tem que ser.
Por isso mantenho-me assim: sem pressa. Mas certa de chegar ao destino.

Vivo sem pressa. Mas mesmo sem pressa quero chegar a algum lado que possa dizer que é o meu lugar.
Muitas vezes estou dependente de factores externos para poder avançar um pouco mais e isso, por vezes, incomoda-me e deixa-me ansiosa. Mas nem sempre posso escapar a esses factores.
Vivo sem pressa. Mas quero muito alcançar algo. Não sei exactamente o quê, mas sei que quero. Saberei quando alcançar, mesmo não sabendo o que é.
Hoje só sei que quero alguma coisa. E até sei o quê, mas não verbalizo. Como se tivesse algum receio. Ou até algum pudor.
Vivo sem pressa. E é sem pressa que mantenho que não tenho tempo para perder Tempo. E há pequenas coisas que para mim não são perda de tempo, são investimento.
Só preciso que me permitam alcançar aquilo em que estou a investir. Sem pressas. Para ambos os lados.

A morte continua a ser o que mais me incomoda e mais me assusta.
Porque, no final, é sempre a perder.
Como hoje…

Falar sobre o meu percurso dos últimos anos ainda me é necessário, embora não o faça. Nem com o terapeuta fofinho. Sinto que quem está de fora não iria entender nem o caminho percorrido nem a minha necessidade de falar dele.
Não foi um caminho fácil e hoje sei que estou muito melhor, sempre com receio de voltar a cair a qualquer momento. Mas sinto que é importante falar.
Talvez na próxima consulta semanal pegue no assunto com a única pessoa que entende esta minha necessidade: o próprio do terapeuta fofinho. Tive outras ajudas, é um facto, mas foi muito graças a ele que consegui chegar onde estou hoje. Já lá vão quase 3 anos e meio de acompanhamento semanal que ainda se faz necessário mas que, olhando para trás, me enche de orgulho pelo que foi alcançado pelos dois.
Mas ainda assim sinto necessidade de falar deste percurso, mesmo não me sentindo muito à vontade para o fazer. Não sinto necessidade de falar para me mostrar, sinto apenas que é importante a partilha.
Talvez um dia fale. Se houver quem queira ouvir.

Gosto de ti. Pronto.
Só falta agora tu saberes.

Trabalhar a auto-imagem. Aumentar a auto-estima.
Trabalho para a semana. Tarefa impossível quando a imagem no espelho me deixa desconfortável.
Também por causa desse desconforto é que acho sempre que não mereço tanta coisa.
É um longo caminho que ainda tem que ser percorrido. E nunca foi o meu forte. Talvez por isso me contente com pequenas coisas, pequenos nadas que me sabem tão bem, achando sempre que é só o que mereço. Mesmo repetindo tantas vezes, em jeito de auto-convencimento, que mereço mais.
No fundo, acho sempre que não, que não mereço muito.
E é preciso contrariar essa crença. E urgentemente.
É-me preciso aumentar a auto-estima. Só não sei como fazê-lo.

Hábitos que vêm de longe e são para manter: conhecer as palavras dos outros.
Porque nem sempre as minhas me são suficientes.

Preciso de aprender a defender-me do que me faz menos bem. Trabalho porque preciso e porque a rotina, que durante anos não tive, me faz falta. Mas sinto que a minha saúde mental está a ser testada. E isso não é bom. Nem me faz bem.
É urgente aprender a defender-me. São 8 horas diárias de constante desafio. Preciso de ganhar hábitos de protecção para que possa continuar a corresponder.
Não está a ser fácil…

Começar o ano sossegada e serena. Tranquila. Há ainda um longo caminho a percorrer, mas será feito com passos firmes e serenos.
O que me lembra que tenho que repetir em breve aquele primeiro passo que não foi entendido. Será repetido o passo, será entregue a mensagem. Com calma e sem certezas de nada, a não ser que me é preciso deitar cá para fora o que guardo comigo.

2019 não foi mau. O que já é bom.
Se 2020 for igual fico satisfeita. Mas espero que o novo ano possa ser melhor. Um bocadinho. E que seja possível dar o passo que quero dar. Rapidamente.

Desejos para 2020? Mesa para dois.
Ou aproveitar o resto de 2019 da melhor forma.

Tenho saudades tuas…

Às vezes ainda me lembro do Verão que não foi, em 2014.
Mas já não conto os dias, já não choro e já não me dói tanto como há relativamente pouco tempo me doía.
Mas lembro-me, claro. Como esquecer? Não se esquece. Aprende-se a viver com as memórias que ficam. E tantas vezes a minha memória se mostra tão assustadora…
Mas já não choro. Nem me lembro quando foi a última vez que chorei…
Mas há momentos em que custa mais. Como quando estou com eles, os meus Dois. Sinto sempre que falta alguém (e falta…). Ou, pior, sinto que estou a mais.
Mas já não choro. O mais importante para reter é isso mesmo, que já não choro.
Mas ainda me lembro tanto e tantas vezes. Todos os dias…mesmo que seja a única a lembrar-me.

Faltam 5 dias para acabar o ano. E o caminho até lá vai ser feito com eles.

Bruxelas foi há 25 anos. Parece que foi ontem. Fazia tudo outra vez.
E desta vez não precisava de ir tão longe.

O dia foi deles, dos meus Dois. Amanhã? Amanhã será bom também.

Um Natal que mais pareceu um dia normal. Sempre quis ter um Natal assim.
Percebo agora que gosto mais do Natal da azáfama e alguma confusão…
Feliz Natal.

Ter, na véspera da véspera de Natal, o único presente que queria. Tão bom.

Terminadas as férias, não estou preparada para voltar à rotina.
Felizmente a semana é mais curta para não custar tanto a reabituação.
A rotina faz-me falta e faz-me bem, eu sei. Mas custa-me voltar a um ambiente que me faz mal.
Vai correr bem. E é pelo melhor para mim. É nisso que tenho que me focar.
