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Se perguntarem por mim, dir-vos-ei que não estou. Esta que vos fala é outra que não eu.

{#340.26}

Estar bem é bom. Especialmente quando estou bem comigo mesma. E foi um longo caminho até cá chegar. Mas cheguei. Aliás, todos os dias chego um pouco mais.

Não posso esquecer-me que tudo muda num instante. Mas posso lembrar-me de como já estive e onde não quero voltar. Por isso, aconteça o que acontecer não posso deixar de estar bem comigo mesma.

Tenho medo. Claro que sim. Porque tudo muda em menos de nada. E apesar de estar bem sei que não estou, ainda, forte o suficiente para surpresas negativas. Por isso foco-me nas coisas positivas e nas surpresas boas que gostava de ter. E são tão simples. Coisas tão pequenas e tão simples. Um café. Um jantar. Uma saída. Uma conversa. Uma presença. Coisas tão simples que são, para mim, tão grandes.

Foco-me no que é bom. No que é positivo. Porque é bem que quero continuar a estar. E porque quero deixar de ter medo de dizer que estou bem por receio que deixe de estar.

{#339.27}

Aproveitar o Sol de Outono prestes a ser Inverno. Aproveitar os dias amenos das férias.

Não fazer nada hoje. Também é um direito que me assiste. Amanhã será diferente. Amanhã será melhor.

{#338.28}

Porque é que não conseguimos agarrar o tempo? Como quando estamos de férias e a vontade é de fazer parar o relógio…

Como agora.

Por outro lado, quero Fevereiro em breve, com os dias a ficarem maiores e tanto mais que ainda vou descobrir.

Mas, para já, podemos abrandar o relógio só um bocadinho? Há tanto que gostaria de fazer e não está a ser possível.

Por outro lado, parece-me que sobreviver ao Inverno vai ser mais simples do que antecipei. Porque mantenho o foco lá mais à frente enquanto o agora me foge.

{#337.29}

Disritmias. Ou um coração apressado que bate depressa demais.

Que continue a bater, com mais calma mas que continue a bater.

E ele bate certo, e sabe também porque bate mais depressa e mais forte em determinados momentos. Não é difícil perceber.

Bate depressa. Que continue a bater, mas mais calmo. Porque, afinal, está tudo bem. E só isso importa.

{#336.30}

{………}

{#335.31}

Férias sem planos. Todas as sugestões são bem vindas.

E o ano que está a acabar.

{#334.32}

Vamos ver as iluminações de Natal? E jantar antes ou depois. Sushi, claro.

São desejos de quem está de férias. Não é pedir muito. Pois não?

{#333.33}

Faltam 33 dias para terminar o ano. E ainda a incerteza.

Incerteza que produz ansiedade que por sua vez quase me derruba.

Estou cansada de incertezas. De dúvidas. Não sei lidar com elas.

Mas só me resta esperar. E pensar em coisas boas para conseguir atravessar mais esta fase em segurança.

{#332.34}

Continua a olhar para cima. Mesmo que ainda esteja tudo meio difuso, sabes que a definição está para breve. Mas não olhes para o chão. Sabes que não adianta nada nem resolve seja o que for.

Continua a olhar para cima. Vai correr tudo bem.

{#331.35}

Somatização. É o que me dói. E mói.

Tento não pensar. Tento não sentir. Mas não é fácil o que a ansiedade me traz.

Mas seja. Não me deixo ficar e sigo em frente, tantas vezes a grande custo. Mas sigo.

Talvez um dia deixe de somatizar. Até lá, um dia atrás do outro atrás do um.

{#330.36}

Dia de esperas a preto e branco. Faltou só um bocadinho de cor.

Amanhã será melhor.

{#329.37}

Um dia volto a sentir-me melhor. Fisicamente não está a ser fácil. Emocionalmente estou bem. Mas fisicamente não está a ser fácil…

{#328.38}

{………}

{#327.39}

{………}

{#326.40}

Todos os dias te digo que gosto de ti. E sempre da mesma maneira.

Já percebeste?

{#325.41}

Olhar para cima e perceber que me tenho esquecido de olhar para a Lua. É um bocadinho como deixar de olhar para mim. Tenho que voltar a olhar para cima mais vezes. Não que ande novamente de olhos no chão, nada disso. Esse tempo, felizmente, já passou, já teve o seu tempo. Mas ando com a cabeça longe e muitas vezes cheia do trabalho e esqueço-me do mais importante: eu.

Decido, portanto, voltar a olhar para a Lua mais vezes. Para voltar a olhar para mim.

[e o que trago cá dentro quer sair, quero dizê-lo bem alto. Mas continuo a guardá-lo comigo. Por mais nada que não apenas falta do momento para o fazer. Não o momento certo, que não existe. Apenas o momento. Mas hei-de fazê-lo. Em breve. Porque não sou de guardar tudo para dentro para sempre. Um dia. Um dia vou ter esse momento. Só não hoje. Mas em breve.]

{#324.42}

Percebo que ainda carrego comigo alguma bagagem que preciso de soltar.

Mas depois lembro-me do fim de semana. E está tudo bem quando o sorriso aparece calmo e tranquilo.

A bagagem, essa, aos poucos vai-se perdendo. Não preciso dela. Há coisas novas que são mais importantes. E melhores e mais positivas. Venham elas. Porque a bagagem, essa, é para ficar lá atrás.

Volto a focar-me no que importa: naquilo que, de facto, quero e não no que não quero.

Sou mais do que a bagagem que ainda não se soltou e mereço mais e melhor. Que venha então o que é bom. Estou preparada para receber o que já há tanto tempo mereço.

E percebo que, com ou sem bagagem, sou feliz. E pouco mais importa. Tudo o que vir por bem é bem vindo. E é lucro.

Solte-se a bagagem. Não preciso dela para ser feliz.

{#323.43}

Começar a semana a correr. E esperar que o fim de semana chegue depressa.

Falta-me algum ânimo para aguentar as semanas. Mas sabe-me bem lembrar que estou quase de férias novamente. Vai ser esse o meu estímulo para os próximos dias.

{#322.44}

Ainda de ontem. Porque há coisas, pequenas como eu gosto, que ficam comigo. Cá dentro.

E que me fazem, mais uma vez, acreditar que não estou errada. O caminho pode ainda ser longo, mas é o certo.

Vai correr tudo bem. Porque, como sempre, está tudo bem. E isso, esse estar tudo bem, rouba-me sorrisos daqueles pequeninos ao canto da boca e no olhar.

Vai correr tudo bem. E vai ser bom.

{#321.45}

Hoje como há um ano. Podia habituar-me a isto.

Ou, se calhar, nunca me desabituei. Porque alerta, sempre.