Author Archives: Kooka

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Se perguntarem por mim, dir-vos-ei que não estou. Esta que vos fala é outra que não eu.

{#300.66}

Espero. Mas até quando?

E depois lembro-me deste dia há um ano e apetece-me repetir. Mas acabo por ficar à espera…

Até quando…?

{#299.67}

Vou sentir a falta do sol ao final do dia. Não estou preparada para o horário de Inverno…

Não estou preparada para tanta coisa. Alguma vez estamos? Não me parece.

Mas vou ter que aprender a tirar partido do horário de Inverno e da falta do sol.

E depois existes tu, que também me fazes falta sem saberes.

É tudo uma questão de horários, dizem. Eu? Já não sei. Só sei que te sinto a falta.

{#298.68}

Faltam-me mãos pequeninas… Faltam-me mãos. Para pegar nas minhas nos dias menos bons ou para entrelaçar os dedos nos outros dias.

Faltam-me mãos. Pequeninas ou não, falta-me o toque de pele com pele.

Mas nem por isso deixo de ser doce quando tudo me faria ser amarga.

Faltam-me mãos. Pequeninas ou não.

{#297.69}

Nem sempre posso deixar aqui tudo o que tenho cá dentro e que me apetece partilhar.

Hoje é um desses “nem sempre”. Por mais nada que não apenas por não ser o local certo. Não é no éter nem pelo éter que quero partilhar o que trago comigo. É contigo. É para ti.

Um dia………

{#296.70}

Já te disse que um dia te conto um segredo?

{#295.71}

Preciso de fazer reset. A tanta coisa. Mas principalmente a mim mesma.

{#294.72}

Não dou pelo tempo, não o aproveito, não o vivo…

Alguma coisa vai ter que mudar. Eu vou ter que mudar.

{#293.73}

{………}

{#292.74}

{………}

{#291.75}

52 semanas. 365 dias. E, apesar de tudo (que é nada), tem sido bom.

Há surpresas que vêm de onde menos se espera.

{#290.76}

Um dia conto-te uma história. A minha. Mesmo que não te conte tudo. Não por ser segredo, apenas porque há ainda tanto que preciso de processar.

Gostava de te contar tudo. Mas nem a mim conto.

Confio em ti. Já o disse aqui, nunca to disse directamente. Mas tenho medo que não confies em mim. E que por isso não entendas tudo o que tiver para te contar.

Mas um dia. Um dia conto-te uma história. A minha. E secretamente desejo que, também um dia, possa contar a nossa. Que não existe, eu sei que não. E nunca poderá existir se eu nunca te disser “gosto de ti”.

Um dia. Um dia… Não hoje. Mas um dia.

{#289.77}

Cansada de todos os dias ter que ouvir pessoas zangadas com o mundo e de mal com a vida.

A vontade, cada vez mais, é cercar-me de crianças. Porque essas, mesmo que o dia não lhes esteja a correr bem, não estão de mal com a vida e com os outros.

Estou cansada. Mas vai passar.

{#288.78}

Sair de casa ainda de noite.

Chuva. Vento. Frio.

Regressar a casa já de noite.

Chuva lá fora.

Não estava preparada para isto.

Olho para o copo meio cheio e percebo que, apesar do pior ainda estar para vir, o Outono já conta com quase um mês percorrido. E o tempo passa a voar e em Janeiro já se vai começar a notar a diferença dos dias que, nessa altura, já crescem. Ainda falta muito até lá, eu sei. Mas preciso de ver o lado positivo deste Outono que se instalou sem que eu estivesse pronta.

Vai correr bem, o Outono. Assim como o Inverno. E quando der por isso já o sol nasceu quando sair de casa e já vai ser tempo de aproveitar a esplanada ao final do dia novamente.

Até lá, um dia de cada vez. Hoje choveu. Amanhã quem sabe se não faz sol novamente.

Como em tudo, um dia de cada vez.

{#287.79}

Dorme quentinho…

{#286.80}

Lá fora um furacão que virou tempestade tropical. Cá dentro um pequeno turbilhão de emoções de quem desiste e que aguarda a calmaria.

Também é assim, gostar de ti.

Enfim…

{#285.81}

Aos poucos vou aceitando o que já devia ter percebido. Está, novamente, na altura de desistir. Não por ti, apenas por mim.

Tenho pena…

{#284.82}

Sou paciente. E vou esperando. Mas esperar até quando? Quando é que se separa o ser paciente do ser parva?

Vou esperando. Mas um dia hei de dar por mim a já ter desistido. E aí já é tarde. Só não quero que seja tarde ao ponto de ter deixado de ser paciente e passado a ser parva.

Já merecia não precisar de esperar tanto…

{#283.83}

“Não te isoles”, dizem-me. Mas a verdade é que me isolo. Seja com os phones nos ouvidos distraída com a música, seja não me juntando a grupos.

Isolo-me por sentir que não pertenço. Aqui ou ali. Novamente a sensação de não pertença. Só em casa me sinto bem. E mesmo aí nem sempre.

“Não te isoles”, dizem-me com boas intenções. Mas lá me vou isolando e contando com este espaço no éter para aliviar o que às vezes preciso de partilhar.

Sim. Isolo-me. Sempre o fiz. Mas devia dar ouvidos a quem, acredito, me quer bem.

{#282.84}

Não me importo de esperar por coisas que valem a pena. Não considero que seja uma perda de tempo. Mas detesto que me façam perder tempo ao ser arrastada para guerras que não são minhas onde tenho que esperar sem poder ir embora.

Não me façam perder tempo. Eu não tenho tempo para perder Tempo. Tenho-me esquecido da importância do tempo, mas a espera de hoje relembrou-me das diferenças entre tempo perdido e tempo investido (mesmo que no final não seja ganho, é sempre um ganho).

Não me façam perder tempo. Não custa assim tanto.

{#281.85}

Não estou preparada para o Outono. Facto.

Por outro lado, tenho saudades das minhas feiras. De trabalhar na rua. De poder mostrar o que faço sem sentir que estou a fazer algo de errado simplesmente porque tenho orgulho no que faço.

Tenho saudades dos dias frios de trabalho na rua. Dias duros, muitas vezes, mas únicos, cada um deles. Porque nunca havia um dia igual ao outro.

Hoje todos os dias são iguais. E não posso mostrar orgulho no que faço porque, dizem-me, não pode ser.

Todos os dias são iguais e o Outono está à porta e eu não sei lidar com dias sempre iguais.

Hoje sinto saudades das minhas feiras. E sinto-me um pouco triste por isso. Mas sei que um dia hei de voltar. Não sei como nem quando, mas um dia volto aos dias frios de trabalho na rua.

Até lá tento, da melhor forma, preparar-me para os dias de Outono que estão cada vez mais próximos. E para os quais não estou, de todo, preparada.